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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

como comer sushi como um verdadeiro japonês

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Más notícias: o wasabi não pode tocar no molho de soja. Péssimas notícias: o arroz também não deve ser mergulhado na soja. Terríveis notícias: o sushi não se come com pauzinhos – ou, pelo menos, algum tipo de sushi. 

Eu sei que é informação a mais para um post só, mas depois de anos e anos a ver a minha querida Mulher Mistério a entrelaçar os pauzinhos nos dedos para tentar pegar numa peça de sushi que acaba invariavelmente desfeita em centenas de bagos de arroz espalhados pela mesa, resolvi investigar o assunto: não propriamente o que provoca a descoordenação motora que faz Dela um Eduardo Mãos de Tesoura à mesa, mas antes as mais elementares regras de etiqueta nipónica que a podem ajudar a comer sushi decentemente.

Mas antes que feche os olhos e que imagine uma Paula Bobone de olhos em bico aqui deste lado do computador, deixe-me esclarecer que não se trata apenas das regras de boas maneiras à mesa – mas também da melhor forma de saborear o sushi.

Os conselhos são dados por Naomichi Yasuda, um chef japonês com um restaurante em Tóquio, neste vídeo do Munchies, e por três artigos: um do jornal online Huffington Post, outro da Matador Network e um último do site Gaijin Pot, dedicado ao Japão. Agora abra o caderno de notas e comece a apontar. Mas antes de começarmos, o melhor é lavar as mãos, porque os makis devem ser pegados com os dedos. 

 

como as senhoras devem comer spaghetti (segundo o manual de etiqueta de 1942)

1942 foi o ano da estreia do Bambi, foi o ano do nascimento de Eusébio e de Caetano Veloso e foi o ano em que a revista Life decidiu que uma senhora bem parecida não devia comer mais de quatro fios de spaghetti por garfada. Quatro fios? Quatro rigorosamente contados fios de massa. Como vê, foi um ano memorável em todos os aspectos – especialmente nas regras de boas maneiras.

O jornal digital Huffington Post fez a delicadeza de republicar recentemente o guia de etiqueta da Life. São alguns passos muito específicos e detalhados, deliciosamente acompanhados por uma produção fotográfica, feita com uma modelo da época, para ilustrar a forma correcta de comer. Quer aprender a ser chique? Quer estar in, segundo as Paulas Bobones de 1942? Então prepara-se porque só pode comer quatro fios de esparguete de cada vez – mas em compensação pode sugar a massa. Modernices da época...

 

#1 Separe quatro fios de spaghetti da pilha de massa

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como servir um jantar à downton abbey

Sempre que vejo o Downton Abbey, fico com uma inveja enorme daquelas personagens. Dos que vivem em cima, obviamente. Imagino a canseira que deveria ser a vida desta gente, nesta altura, no princípio do século XX. Ser acordada pela minha criada pessoal, ser vestida e penteada por ela, dez vezes ao dia: toilette para a manhã, traje para passear, roupa para montar, vestido de noite para o jantar. Adorava ter vivido nessa época nem que fosse por uma semana… ou por uma tarde, vá: vestir a pele de lady Mary Crawley!

E aqueles jantares? O meu querido Marido Mistério contorce-se no sofá da sala de tanta inveja. O sonho dele não era ser o Lord Grantham mas ter um Carson. Aquele mordomo é bom demais para ser verdade: sofre mais pelos patrões do que os próprios e consegue ser mil vezes mais snob do que os habitantes do andar de cima.

Pois bem, resolvi fazer uma surpresa ao meu querido Marido Mistério, pesquisei, pesquisei e pesquisei e encontrei um manual de instruções com tudo o que preciso para dar um jantar digno de Downton. Digam lá se não é um guia extraordinário? Desde as regras de etiqueta à disposição da própria mesa, passando pela forma como se devem dobrar os guardanapos, pela arrumação dos convidados e pela seleção dos aperitivos, vinhos e digestivos. Há ainda um guia de boas maneiras para os empregados servirem decentemente e outro para os anfitriões se comportarem corretamente.

Depois de ler isto tudo, estou pronta para receber a rainha de Inglaterra cá em casa. Só me falta o mordomo. E o criado de libré. E um pormenor ou outro. Não faz mal. Mascaro a nossa equipa de futsal et voilá: regressámos ao início do século XX. Se recusarem, é fácil: basta uma leve ameaça de apreensão de telemóvel que os ponho rapidamente em sentido, mais direitos que o próprio Carson.

Bom fim de semana,

Ela