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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o petisco ideal para ver o jogo da selecção: amêndoas tostadas com alecrim e sal

Ninguém marca jogos de futebol decisivos para as 5h da tarde de um dia de semana. Lamento imenso, mas há quem trabalhe e não tenha tempo de chegar a casa para ver o jogo. Pior ainda: aqueles que conseguem chegar a casa, não conseguem seguramente preparar um petisco antes de o Ronaldo atirar para as bancadas o próximo microfone de jornalista que encontrar. A não ser que...

...a não ser que recorra a este vosso casal amigo para arranjar uma solução. E esta solução, vinda directamente do fantástico blog A House in the Hills, é tão rápida de fazer quanto um microfone a voar. Então se acompanhar com uma deliciosa e saudável limonada de melancia (veja a receita aqui), é vitória certa.

Tudo o que vai precisar é de amêndoas, alecrim, tomilho, óleo de linhaça e sal. Para saber as quantidades certas de cada ingrediente, veja a receita original aqui.

 

 

4 fáceis e surpreendentes receitas de pipocas para acompanhar o jogo de estreia de portugal no euro 2016

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É o Ronaldo a entrar em campo e a pipoca a entrar na boca. Em dia de estreia no Euro 2016, entreguei-me à cozinha para fazer os melhores e mais práticos petiscos para acompanhar o jogo da Selecção. Daquelas maravilhas que conseguimos ir comendo sem tirar os olhos da televisão e a outra mão do copo de gin, ou de cerveja, ou de sangria.

Para esta noite, vou fazer umas pipocas originais para a Família Mistério petiscar à frente da televisão. E para isso contei com esta fantástica selecção feita pelo sempre presente Buzzfeed. São quatro receitas de pipocas – das mais salgadas às mais doces, há sugestões para todos os gostos.

A base é sempre de pipocas sem tempero. Se só encontrar doces ou salgadas, escolha as mais indicadas para cada receita e corte no sal ou nos doces para compensar o tempero das pipocas.

 

rolinhos de salmão fumado com crème fraîche e caviar, a receita ideal para petiscar durante o jogo de portugal

Hoje é dia de futebol. Há televisão, há cachecol e vai ter de haver também qualquer coisa para petiscar. Qualquer coisa que se adapte bem a um jogo de futebol às oito da noite. Ou seja, que não nos extermine a fome para o jantar e, já agora, que nos faça sobreviver ao sofrimento. É preciso um petisco leve e delicioso. E, já agora, que tenha alguma coisa a ver com a Islândia. Um petisco que envolva salmão fumado. Este leva também crème fraîche e caviar. 

 

como fazer o mais fácil e delicioso vulcão de chocolate para digerir o sporting benfica

Esta é a receita ideal para este dia.

"E porquê?", pergunta o meu amigo. 

Porque a resposta é mais do que evidente, responde-lhe este ilustre camarada. 

Mas, antes que esta conversa de mecânico de automóveis se prolongue demasiado, o melhor é explicar rapidamente por que estamos hoje perante este divinal e ultra-simples vulcão de chocolate. Pois então. Porque esta é a receita ideal para comemorações ou para afogamentos de mágoas. Por isso serve tanto para benfiquistas como para sportinguistas. Esclarecidas as circunstâncias, qualquer que seja o seu clube, vamos em frente que atrás vem gente.

Esta receita é tão fácil que se faz apenas com seis simples ingredientes. E tão deliciosa que, ao abrir o bolo, o chocolate que está lá dentro sai cá para fora como se fosse um rio de lava.

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uma receita dedicada à ida de jorge jesus para o sporting: gaspacho verde e branco

Era só mesmo isto que faltava. Depois de o herói do Benfica ter mudado para o Sporting, agora o gaspacho também virou verde e branco. Meu Deus, mas o que é isto?! Uma hecatombe cromática?! O que é que se vai seguir?! Rabanetes verdes?! Beterrabas verdes?! Jogadores de futebol expulsos com cartões verdes?! O mundo está de pantanas! E eu estou deliciado – com esta maravilhosa receita do blog A Cozy Kitchen.

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carta a paulo bento: o que os jogadores deviam ter comido para evitar as lesões

Caro Paulo Bento,

Ómega 3 e ómega 6 não são marcas de relógio. São os nomes de dois nutrientes que tu devias idolatrar todos os dias de manhã, ao acordar. Se o tivesses feito, se calhar os jogadores de Portugal não teriam caído no relvado à mesma velocidade que os pinos caem num jogo de bowling. É simples. Basta comer muitos alimentos com ómega 3 e ómega 6 e as hipóteses de sofrer uma lesão muscular vêm por aí abaixo tal como a selecção veio na classificação do Mundial.

Preparámos uma lista para colocares na carteira com os alimentos que têm estes nutrientes com nomes tão estranhos, mas que, por isso, evitam as lesões musculares. Por favor, decora os nomes dos alimentos e, para a próxima, pede ao cozinheiro da equipa para os introduzir nas receitas maravilhosas que prepara para os nossos jogadores. É fácil: lentilhas, espinafres, alho, óleo de peixe e leite – muito leite.

 

Para dar uma ajuda extra, ainda encontrámos aqui uma receita agradável para copiares: quesadillas de frango e espinafres. Ora, pega lá na caneta e toma nota. Junta os espinafres, o frango às tiras e o queijo. Coloca-os numa tortilla aberta ao meio e leva a um grelhador. Quando o queijo estiver derretido, como numa tosta, tira e serve. Não te esqueças: acompanha com um copo de leite. Pode ser que assim os jogadores aguentem mais de 15 minutos em campo sem se agarrarem à coxa. Agora mete-te lá no avião e anda embora. Daqui a quatro anos há mais. Mas leva os espinafres.

 

Ingredientes

- Frango assado

- Espinafres baby

- Queijo da ilha

- Tortillas

 

Um abraço para ti e para o preparador físico da selecção onde quer que ele esteja,

Ele

 

créditos fotos: www.sloatgardens.com; www.realsimple.com

crie o seu próprio bar de gin em casa para ver o jogo de portugal esta noite

É domingo. Amanhã temos de acordar cedo. Começa mais uma semana de trabalho e Portugal entra em campo às onze da noite... Para muito boa gente, não dá jeito nenhum sair de casa a esta hora para ir ver o jogo a um bar ou a um restaurante. Por isso, só há uma opção: transformar a nossa casa num bar de gin e convidar os amigos. É rápido, divertido e faz uma vistaça. Só precisa de seguir estes ótimos conselhos do Wit & Delight. Primeiro crie um cartaz com o nome do espaço onde os seus amigos vão passar a noite. Por exemplo: G+T Bar. (Ponha as crianças da casa a tratar disso! Adoram, sentem-se importantes porque estão a ajudar e ficam entretidas)

Depois é só colocar os ingredientes em cima da mesa:

- gin, vodka, Pimm's e outro licor como St. Germain

- água tónica, água com gás e ginger beer

- ervas aromáticas como hortelã, alecrim, manjericão, tomilho e estragão

- sumo natural fresco de toranja, lima ou limão

- pepino, lima e limão cortados às fatias

- uma mistura de água gelada com açúcar

- muito gelo

Os utensílios para ter à mão:

- pilão

- espremedor de frutos para sumos

- misturadores para os copos

- tábua de madeira + faca

- doseador de bebida

- copos

Faça ainda um outro cartaz com sugestões de receitas para pendurar em cima do bar.

E escolha algumas receitas boas de cocktails, como este apetecível Garden Tónico. É fácil de preparar. Encha o copo com gelo. Deite gin, Campari e Pimm's. Acrescente pepino, folhas de hortelã e limão. Preencha o resto do copo com água tónica e sirva.

 

Ingredientes 

- 3 colheres de sopa de gin

- 2 colheres de chá de Campari

- 4 a 5 folhas de hortelã

- 1 fatia de pepino

- 2 a 3 colheres de chá de Pimm's

- 1 fatia de limão

- 1 água tónica

 

Boa sorte e bom jogo para nós,

Ela  

 

créditos:http://witanddelight.com

4 formas de fazer esquecer os 4 golos da alemanha

Perdemos. De uma forma quatro vezes pior do que tínhamos imaginado. É mau. Mas não é o fim. Há sempre uma maneira de reagir a uma derrota como esta. Ou, neste caso, quatro maneiras – que, como não podia deixar de ser, são quatro cocktails extravagantes. Veja qual o cocktail que melhor se adapta a si e prepare-se para o próximo jogo.

Margarita de meloa (não tem nada a ver com grande melão)

Muita atenção: não estamos a falar de melão para evitar as graçolas idiotas com a derrota desta noite. É meloa cantaloupe – e é uma boa forma de afogar as mágoas. Além da meloa, esta margarita leva licor de laranja, sumo de lima, sal e tequilla. Veja a receita completa aqui.

 

Margarita de mirtilo assado e manjericão (escura como o luto)

Estamos de luto depois de uma derrota como esta. E por isso queremos uma margarita escura como o nosso estado de espírito. Mirtilos, manjericão, lima, tequilla, sal e Grand Marnier. A receita completa está aqui.

 

Margarita de agave (light para desintoxicar)

Depois de uma tarde como esta, não queremos açúcar, queremos uma bebida light para limpar o corpo e a alma. Esta margarita trendy leva sal, lima, tequilla e xarope de agave. Quer os detalhes da receita? Vá aqui.

 

Margarita de chá verde (para dar novas energias)

Não desanime, homem (e mulher também)! Um jogo não é um Mundial. Recupere as forças com esta margarita de chá verde. Leva apenas tequilla, licor de chá verde, Triple Sec e sumo de lima. Para saber a receita vá aqui.

 

Agora anime-se, guarde a bandeira e espere calmamente por domingo. Vamos comer os americanos com ketchup e mostarda.

 

Uma boa reviravolta para si onde quer que esteja,

Ele

 

uma viagem diferente pelo rio de janeiro

É o melhor retrato do Brasil. Dois meses antes do início do Mundial, os fotógrafos italianos Edoardo Delille e Gabriele Galimberti percorreram o Rio de Janeiro à procura das fotografias que melhor representam o País. As imagens foram tiradas em estúdio, na rua ou através de uma câmara de alta definição que subiu a mais de 30 metros de altitude. O resultado é uma magnífica série de imagens que vão dos banhos de sol na praia às águas de côco no calçadão. E nas quais há três coisas sempre presentes: feijão, praia e futebol. Ah, também há muitos Carochas. Ou Fuscas, como preferir. 

Um bom Mundial para si onde quer que esteja,

Ele

 

um cocktail de gin para ver a abertura do mundial

Uma sessão de abertura do Mundial merece uma bebida especial. E uma bebida especial merece um pouco de gin. E um pouco de gin merece um cocktail com uma história engraçada.

O Gin-Gin Mule é uma adaptação do Moscow Mule (exacto, a Mula de Moscovo), um famoso cocktail criado no início dos anos 40 por um barman americano que recebeu do patrão um enorme carregamento de garrafas de vodka Smirnoff. O dono do bar tinha-se tornado representante da marca de vodka nos Estados Unidos, mas a bebida não tinha qualquer saída entre os clientes. O barman pensou então na melhor maneira de impingir a vodka. Desceu à cave e encontrou várias paletes de ginger beer, uma espécie de ginger ale fermentado mas sem álcool que também tinha sido encomendado em excesso pelo patrão. Juntou as duas bebidas com sumo de lima e serviu o cocktail com gelo numa caneca de cobre com um ar engraçado (a namorada do patrão tinha uma empresa de produtos de cobre e arranjou-lhe as canecas a preços reduzidos).

Estava inventado o Moscow Mule, um cocktail criado a partir das sobras. Ou como explicou o barman de uma forma sincera: "Eu só queria arrumar a cave". O cocktail tornou-se um pouco mais sofisticado quando a vodka foi substituída pelo gin e se juntaram algumas folhas de hortelã. É o Gin-Gin Mule e o The Sunday Table tem esta receita fantástica com muita hortelã (basta olhar para as fotos e confirmar). Hoje, antes de se sentar à frente da televisão para ver o Brasil-Croácia, faça o que lhe digo: esmague as folhas de hortelã num almofariz com 30 ml de ginger beer durante um minuto; junte o sumo de lima, o gin e duas pedras de gelo e agite no shaker durante 30 segundos; passe por um passador para um copo com mais duas pedras de gelo e por cima deite o resto da ginger beer.

Já está. Sente-se à frente da televisão e divirta-se: o Mundial vai começar.

 

Ingredientes 

120 ml de ginger beer (se não encontrar, há à venda na Glood)

60 ml de gin

60 ml de sumo de lima (cerca de 2 limas)

25 folhas de hortelã

4 cubos de gelo

 

Bom jogo para si onde quer que esteja,

Ele

o genial hino da selecção feito pela rádio comercial

Era tudo o que faltava para animar um país que se agarrou ao joelho mal soube que Ronaldo tinha uma tendinose rotuliana (não havia mesmo problema físico com um nome mais sinistro, pois não?). Vasco Palmeirim escreveu alguns dos melhores versos sobre a selecção desde que o Esteves cantou "Deixem-se de tretas, força nas canetas que o maior é Portugal". Ricardo Araújo Pereira cantou, Nuno Markl deslumbrou e toda a equipa da Rádio Comercial gravou a música mais genial dos últimos tempos.

Quem mais é que seria capaz de escrever um verso como este:

O país não tem receio/

tem um míster com risca ao meio./

Quem vai dar tudo por tudo/

é o médio mais barbudo./

A selecção tem o melhor ambiente/

tira selfies com o Presidente.

Ou este:

Um só objectivo/

não queremos brincadeira/

Vamos limpar tudo/

depilação à brasileira./

Estados Unidos, Gana e Alemanha/

Até os comemos com feijão e picanha.

Ou ainda este:

Não ligamos a novelas/

Não vamos em carnavais/

Não dançamos o samba/

Não queremos ver fios dentais.

 

Eu sei que não é nenhuma sugestão culinária nem o próximo destino de sonho. Mas, como falava de feijão e picanha, achei que valia a pena partilhar. Ouça, cante e embrulhe-se na bandeira: o Mundial começa já na quinta-feira.

 

 

Boa sorte ao médio mais barbudo e ao míster de risca ao meio, onde quer que eles estejam,

Ele

#somostodosmacacos e comemos bananas (saiba em que restaurantes)

Enquanto o mundo está a discutir se o gesto do Dani Alves foi genuíno ou uma campanha de marketing, nós estamos a comer – bananas, claro. Enquanto Neymar dizia no Instagram #somostodosmacacos, nós investigávamos. Enquanto você está a ler este post, nós já temos as nossas profundas conclusões para partilhar com o Mundo. #Somostodosmacacos. E requintados. Gostamos de comer bananas. Especialmente boas bananas. Aqui fica então a nossa homenagem a Dani Alves e a Neymar: os melhores sítios de Lisboa e Porto para comer bananas. Lamentamos, mas não tivemos tempo de procurar os restaurantes que servem bananas em Villarreal...

Começamos pelos pratos principais. No Assinatura, em Lisboa, pode provar um maravilhoso filete de peixe espada com banana. O chef António Gomes, do restaurante Típico, no Hotel Corinthia, em Lisboa, também já preparou um prato especial com banana para um Lisboa Restaurant Week no ano passado. Mas já não está na ementa. Só para deixar água na boca, aqui fica: era um filete de peixe espada e banana braseados, servidos com puré de cenoura perfumado com cardamomo e acompanhado com chips de batata doce. Talvez agora o prato volte à ementa.

Sobremesas temos em Lisboa e no Porto. Chakall tem este fantástico cheesecake de banana com chocolate quente e morangos frescos no Volver

E Pedro Lemos criou esta divinal Banana da Madeira no seu inconfundível restaurante do Porto. É feito com um brownie, uma redução de vinho da Madeira, caramelo, banana e uma mousse de banana. É servido com um sorvet de limão e bocadinhos de chocolate.

Se não tiver paciência para se enfiar num restaurante, tem sempre a hipótese Santini e passear-se pelas ruas da cidade com o fantástico gelado de banana da marca.

Ou optar por uma solução radical e enfiar-se no restaurante Meia Banana, em Vila Nova de Gaia, ou no Bananeiro, em Matosinhos. Se nada disto for suficiente para si, resta-nos sempre o José Cid. É carregar no play e ouvir bem alto...

 

 

...pode ser que alguém consiga ouvir em Espanha.

 

Um abraço ao Dani Alves e ao Neymar, onde quer que eles estejam,

Ele

petisco light para acompanhar o sporting-fc porto

Começou o bom tempo e começou também o meu Inferno. Não está a perceber? Eu explico. Bom tempo é sinónimo de calor, calor é sinónimo de praia, praia é sinónimo de biquíni, biquíni é sinónimo de dieta e dieta é sinónimo de não comer. Cá em casa as mentes femininas pensam assim. E eu e os rapazes adaptamo-nos. Contrariados, mas adaptamo-nos. Hoje, nervosos com a aproximação fulminante do Sporting-FC Porto e com a falta de pistachios, amêndoas torradas e até tremoços, adaptámo-nos assim. Esta é a nossa sugestão light para acompanhar o jogo desta tarde.

Pegue em dois iogurtes naturais sem açúcar (os iogurtes naturais magros da marca Continente são maravilhosos, cremosos, com uma consistência muito semelhante à do iogurte grego e sem aquela água suja horrorosa que se forma na parte de cima dos iogurtes naturais normais). Pique dois ramos de funcho fresco em bocadinhos muito pequenos e quatro raminhos de cebolinho cru. Misture tudo numa taça. Lave uns pés de aipo e corte-os aos palitos. Depois é só servir. Eu acompanho com um copo de vinho branco. Ela acompanha com uma Coca-Cola Zero. Oh, meu Deus, nunca mais chega Setembro e o tempo das amêndoas torradas!

 

Ingredientes

- 2 iogurtes magros naturais marca Continente

- 2 ramos de funcho

- 4 raminhos de cebolinho

- Muito aipo 

 

Um bom jogo de futebol para si (em versão light), onde quer que esteja,

Ele

gin g'vine com uvas e lima (o meu remédio para o adiamento do benfica-sporting)

 

Não! Socorro! Não quero acreditar! Por amor de Deus! Isto não é possível! (Se calhar, é melhor acabar com as exclamações para não dar cabo da tecla...) Depois de uma tarde a preparar os petiscos, depois de ter subscrito a Benfica TV, depois de me ter sentado à frente da televisão e depois de ter esperado, esperado, esperado para ver as equipas entrar em campo, só consegui ver o Estádio da Luz a cair. Não é que não seja um espectáculo emocionante, mas francamente não era disto que eu estava à espera. E quando sou surpreendido, só tenho uma saída: chama-se G'Vine Floraison e deve ser servido com uvas e lima (também fica bem com uvas e framboesas, mas infelizmente os frutos vermelhos tinham acabado ontem). Por isso, enquanto Bruno Carvalho e Luís Filipe Vieira acordavam o adiamento do Benfica-Sporting para terça-feira, eu relaxava - não com um Lexotan, mas com um gin tónico.

Com toda a tranquilidade - como diz o Paulo Bento - refresquei o copo, rodando três grandes pedras de gelo. Depois coloquei lá dentro duas uvas inteiras e uma casca de lima. Despejei um cálice de G'Vine Floraison e mexi tudo umas três ou quatro vezes. Finalmente, abri uma garrafa de água tónica Fever Tree Mediterranean e juntei com mais gelo. Sentei-me outra vez à frente da televisão, dei um gole e pensei: será que isto foi uma manobra da UEFA para testar a evacuação do Estádio da Luz antes da final da Liga dos Campeões? Quando acabei a bebida, já não tinha dúvidas.

 

Ingredientes

- 1 cálice de G'Vine Floraison

- 1 tónica Fever Tree Mediterranean

- 2 uvas verdes

- 1 casca de lima

 

 

Um abraço para a cobertura do Estádio da Luz, onde quer que ela esteja,

Ele

petisqueira matateu

 

 

Confesse lá, hoje acordámos mais bem dispostos, não é verdade? Basta olhar para o telemóvel de manhã e ler aquelas duas palavras milagrosas: “quinta” e “feira”. Não, não vou falar da última feira de velharias da Quinta Grande, em Sintra. Vou falar daquele dia fantástico em que começamos a reduzir a velocidade, a fazer a aproximação à pista de aterragem que é o fim-de-semana, a entrar em modo de planador; aquele dia em que começamos a desligar os motores, em que os problemas do trabalho já não têm a mesma importância, em que as imbecilidades do chefe já não parecem tão graves; aquele dia em que já é possível jantar fora sem a confusão de uma sexta ou de um sábado. Sim, parabéns, você acabou de entrar no melhor dia da semana para sair. E, se estamos a falar em sair, temos alguém que devia conhecer. Leitor do Casal Mistério este é o Matateu; Matateu este é o leitor do Casal Mistério.

 

Feitas as apresentações, vamos ao que interessa.

 

 

O ambiente

 

Primeira coisa que devia saber: o Matateu não é bem um restaurante nem sequer apenas o nome de um futebolista famoso do Belenenses. O Matateu é mais uma festa. Aqui há barulho, confusão e descontracção. Mas aqui também há boa disposição, simpatia e animação. Quando vai jantar ou petiscar ao Matateu, tem de se convencer que não vai ser atendido por empregados de farda, não se vai sentar em cadeiras forradas, não vai ouvir um: muito boa noite, bem-vindo ao Matateu. Isto é outra coisa. O que não quer dizer que seja mau, é apenas diferente. A decoração é toda evocativa da velha glória do Belenenses: há fotografias de Matateu nas paredes, há camisolas de Matateu nas molduras, há artigos sobre Matateu impressos nos individuais por baixo dos pratos. O restaurante fica em pleno estádio do Restelo, o que pode parecer assustador, mas acaba por ser um sítio divertido. Nós estivemos lá depois de um concerto de rock – e é esse o espírito com que lá deve entrar: descontraído, bem disposto e animado. Se for assim, vai gostar. Porque aqui tanto pode ficar sentado numa mesa como ao balcão e há quase sempre amigos dos empregados e do dono à conversa. Isso quer dizer que o serviço é mau?

 

 

O serviço

 

Não. Quer apenas dizer que o serviço é ligeiramente diferente do habitual. É um local de amigos. Podem esquecer-se da sua cerveja uma vez, mas estão sempre bem dispostos. E nota-se que fazem aquilo de que gostam, o que hoje em dia é uma raridade no perigoso mundo da restauração. O João Manzarra diz uma graça quando lhe traz o pedido e o empregado não faz má cara quando você pede para trocar de mesa a meio da refeição. Não é o serviço do Gambrinus, mas também não é o aborrecimento do Gambrinus. E tem outras vantagens: é rápido, é flexível, é agradável. Numa frase, é como se estivesse numa festa de amigos. Isso quer dizer que é perfeito?

 

A ementa

 

Também não. Uma festa de amigos é agradável, mas às vezes acaba a cerveja ou o whisky. Aqui acabou uma boa parte da ementa. Quando lá estivemos, não havia o petisco da semana, não havia os pastéis de bacalhau à Brás e não havia o tomate com mozarela. Mas havia outras coisas e, felizmente, não eram nada más.

  

O couvert

O pão é de Mafra, o que não é mau; e a manteiga é de alho e pimentos, o que é ainda melhor. Mas também podia ter vindo um queijinho de Azeitão... Podia, mas por acaso não havia.

   

Os petiscos

Depois das introduções, há as habituais lascas de batata (infelizmente moles e pouco estaladiças), a punheta de bacalhau com tomate e agrião (razoável, mas com este frio não é a altura ideal para pratos destes) e as agradáveis surpresas: os ovos mexidos com cogumelos e parmesão são deliciosos e vêm feitos mesmo no ponto (atenção que não é fácil fazer uns bons ovos mexidos que não saiam secos!) e o picapau de picanha é maravilhoso: é incrível como é difícil temperar a carne com picles sem a deixar com um sabor insuportável a vinagre.

 

 

 

As sobremesas

Tudo isto acabou com uma óptima mousse de chocolate com amêndoa torrada. Podia ter acabado com um promissor crumble de maçã e canela? Poder, podia (se houvesse tudo o que está na ementa), mas não era a mesma coisa.

 

O óptimo - A descontracção, o ambiente e o picapau de picanha. 

O bom - Os ovos mexidos com cogumelos e parmesão.

O mau - A quantidade de pratos que não havia.

 

 

 

E agora meta um cachecol azul ao pescoço e ponha-se a caminho do Estádio do Restelo. Não para ver a bola, mas para gritar golo se houver o picapau de picanha,

 

Ele