Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

como fazer as melhores e mais fáceis gambas al ajillo

As sardinhas estão para Portugal assim como as gambas al ajllo estão para Espanha. Por mim, não me importava nada que os arraiais desta época servissem também esta especialidade espanhola. Adoro. Sou viciada. Só tem um único problema: é que é impossível deliciarmo-nos com gambas al ajillo sem uma fatia de pão ou uma torradinha. Aquele molho é completamente irresistível. E é aí que o caldo se entorna todo, que é como quem diz é quando me desgraço toda. É como um pacote de batatas fritas: só paro quando fica vazio. Neste caso, não o pacote mas o prato.

Descobri esta receita no site PBS. O autor chama-se Marc Matsumoto, um conceituado chef que colabora com o New York Times, o Wall Street Journal, o USA Today e o Food Network e fiquei rendida à simplicidade da receita. É tão fácil que decidi fazer sozinha, sem marido nem filhos a palpitar. Só vou precisar de azeite, alho picado, paprika, gambas descascadas, sal e pimenta, e salsa para decorar.

Se quiser saber as quantidades certas de cada ingrediente, para duas pessoas, espreite aqui a receita original.

garlic-shrimp-3.jpg

 

4 truques para fazer os melhores camarões grelhados de sempre

É daqueles que tira os camarões directamente do congelador para a frigideira? (Ups...) É daquelas que tempera imediatamente os camarões antes de os cozinhar? Então vai precisar de ler este texto até ao fim. Eu sei que não é fácil aturar-me durante mais de cinco linhas (a minha pobre Mulher Mistério está sempre a relembrar-me disso...), mas vai ter de ser. Encare este post como um daqueles xaropes horripilentos que tínhamos de beber aos 5 anos de idade: custa horrores, mas vai fazer-nos bem.

Agora que já perdi metade dos leitores, desesperadamente em fuga para o blog do Manuel Luís Goucha, vamos ao que interessa. O sempre útil site Food52, que está para a culinária assim como o Corão está para o islamismo, reuniu quatro truques "geniais" (as palavras são deles) para melhorar os seus jantares de camarão. Eu, que sou um mero leigo, limito-me a reconhecer a minha insignificância e a admitir que, de facto, fazia alguns disparates quando vestia o avental. Não acredita? Então veja lá se nunca falhou em nenhuma destas dicas. 

6525fdd2-c7a0-49f5-8e85-1204c644b84c--2014-0610_je

 

chao min estaladiço de gambas, beterraba e alho francês

O que é que você faz a uma segunda-feira à noite, depois de ter andado o dia todo fora de casa a apanhar chuva, vento, sol, mais chuva, mais vento, mais sol? Eu sei o que faria: preparava um chá de tomilho a ferver cheio de mel, enfiava-me debaixo de um cobertor à lareira e via quatro episódios seguidos de Newsroom até começar a acreditar que a Primavera está mesmo quase a chegar. Mas, infelizmente, isso é relativamente difícil quando estão cinco almas famintas à minha espera com o guardanapo à volta do pescoço e os talheres em riste nas mãos. É por isso que passo directo da porta da rua para a porta da cozinha, pressionado pelo salivar das cinco bocas incansáveis - sim, a minha querida Mulher Mistério consegue estar sempre no topo do Ranking do Apetite...

E, como não podia emigrar para a redacção de Newsroom, resolvi emigrar para a China - o mais rapidamente possível para tentar evitar que me assassem a mim no forno, tal era o desespero alimentar.

 

A receita é simples e depende daquilo que tiver no frigorífico, porque a grande vantagem de cozinhar é poder inventar. Pegue num pacote de massa chinesa Colmi (à venda baratinha no Minipreço) e coza-a durante quatro minutos. Entretanto corte às fatias uma cebola e um alho francês e passe por azeite e sal num wok. Junte-lhe depois uns rebentos de soja e reserve (sempre sonhei poder usar esta expressão num texto - dá um ar profissional). Quando a massa estiver cozida (convém ir mexendo com um garfo para ela se soltar), desligue o lume e deite 350 gramas de miolo de camarão congelado lá para dentro. Espere um minuto e escorra por um passador. Isto permite ter o camarão mal cozido, que é o ideal nesta fase. Se o coze demais arrisca-se a deixá-lo seco, empapado e desagradável. Junte a massa e o camarão no wok e rale por cima uma beterraba descascada crua: eu tenho uma aqui acabada de chegar no meu cabaz da horta. Junte tudo durante um minuto com o lume brando, só para passar a cor da beterraba para a massa, e desligue.

E é nesta fase que uma massa normal se torna num verdadeiro chao min chinês. Com cuidado, coloque todos os camarões para baixo e deixe só a massa por cima. Deite mais um bocadinho de azeite e ligue o forno no máximo, só com a resistência superior a trabalhar no modo grelha. Quando a temperatura chegar aos 250 graus, coloque o wok lá dentro durante uns minutos. A ideia é tostar a massa que está por cima e não deixar secar tudo o que está por baixo: massa, camarão e legumes. Por isso, é preciso ter atenção: mal a parte de cima estiver tostada, tire cá para fora e sirva. Só há dois ingredientes obrigatórios neste prato: a massa chinesa e os rebentos de soja. Tudo o resto, depende do que tiver em casa e das conjugações que gostar: bróculos e frango ou porco e caju também ficam deliciosos. E tente não cozinhar demasiado os ingredientes, é bom que os sinta quando os trinca.

A grande vantagem é que, enquanto eles repetem, eu preparo o DVD: não são quatro episódios, são só dois, mas já não é mau.

Ingredientes

- 250 gramas de massa chinesa Colmi

- 350 gramas de miolo de camarão

- 1 cebola

- 1 alho francês

- 1 molho de rebentos de soja frescos

- 1 beterraba

- Azeite 

- Sal

 

一个拥抱你,无论你在哪里

Ele