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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

vídeo: levámos 5 miúdos a almoçar num restaurante michelin para celebrar o dia da criança

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Qual a melhor maneira de celebrar o Dia da Criança se não for sentado à mesa com uma magnífica refeição à frente? O problema é que aquilo que é magnífico para um inspector do Guia Michelin pode não ser tão magnífico assim para uma criança de seis anos. E, por isso, decidimos lançar o desafio ao chef Joachim Koerper, detentor de uma honrosa estrela Michelin no restaurante Eleven, em Lisboa, e outra acabadinha de ganhar no Eleven Rio, no Rio de Janeiro: será possível conquistar cinco crianças dos 5 aos 8 anos com amuse bouches, peixes marinados e pratos de autor?

 

 

 

o roteiro do porto que não aparece nos guias turísticos

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Não vou aqui falar da maravilhosa Ribeira, das imponentes caves do vinho do Porto em Gaia, dos típicos rabelos, da inevitável torre dos Clérigos, da lindíssima livraria Lello, do incontornável Palácio da Bolsa, do fantástico Museu de Serralves, da surpreendente Casa da Música ou do mítico Café Majestic. Tudo isto vale a pena mas estes locais encontra em todos os roteiros. Vou falar-lhe de sítios diferentes, alternativos e, claro, trendy. Aqui fica a minha sugestão para um fim de semana fora dos roteiros turísticos no Porto:

 

os mercados de natal que não pode perder este fim de semana

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Já estou totalmente imbuída do espírito natalício. No carro, oiço o “Last Christmas” dos Wham em loop, os nossos filhos mistério e Ele já decoraram a árvore de Natal devidamente instruídos por mim, e já cheira a consoada cá em casa. Só falta uma coisa: a saga dos presentes, o pesadelo das compras. Mas eu este ano fiz uma promessa: não me vou enfiar na loucura dos shoppings. Vou comprar todos os presentes em mercados e feiras, de preferência, de solidariedade, mas já agora, com coisas giras e sobretudo, com boa comida. E este fim de semana, a coisa promete, em Lisboa e no Porto.

 

 

e os melhores hambúrgueres de lisboa são... tchan, tchan, tchan...

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No meio de toda esta crise política, Ela, a magnânima Mulher Mistério, decidiu convocar eleições antecipadas. E, como cá em casa, o regime é presidencialista, Ela decide sozinha. Este fim-de-semana, o Hum!Burger, vai reunir na FIL, em Lisboa, algumas das principais hamberguerias da cidade. A entrada é gratuita e, no final, será eleito o melhor hambúrguer. Pois bem, nós não podemos esperar tanto tempo até conhecermos os resultados e, por isso, antecipámos a votação. 

 

novidade! novidade! abriu uma nova mercearia biológica gourmet no centro de lisboa

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Estou há 24 horas com um queixo à Cavaco Silva. Não por causa da situação política do país, mas por causa da situação biológica de Lisboa. E, quando falo de situação biológica, falo do Biomercado, o novíssimo supermercado que abriu no início deste mês, na Avenida Duque d'Ávila. Além de ter uma imagem muito mais cuidada do que o Brio – decoração sóbria e elegante, com enormes áreas de ardósia e informações escritas por cima –, tem outras vantagens.

 

 

socorro! a pimenta rosa abriu no cais do sodré e prepara-se para acabar de vez com a minha dieta

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Este é daqueles típicos sítios em que uma pessoa entra e apetece comprar tudo. Eu sei. Neste momento está Ele a sussurrar:

- Quando é que Ela entra numa loja e não lhe apetece comprar tudo?

Pois bem, mais um mito urbano, porque são raras as vezes em que me apetece comprar roupa, por exemplo, por uma razão muito simples: não aperta. Agora uma loja assim é totalmente diferente.

 

 

mercado do bom sucesso, um sítio para comer, beber e comprar presentes originais no porto

10632598_823515301022269_73391839728607297_n.pngNão conhecíamos o edifício histórico do Porto antes da polémica recuperação. Por isso, para nós, foi uma estreia absoluta. E adorámos o que vimos. Amplo, arejado e luminoso, o espaço está bem dividido. Onde antes ficavam os vendedores de peixe, fruta e legumes, hoje estão quiosques de restauração, petiscos, bebidas e produtos gourmet. O conceito é basicamente o mesmo do Mercado de Campo de Ourique e do Mercado da Ribeira, mas com algumas diferenças.

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Todo o espaço cheira a novo, não só porque é recente (reabriu no ano passado) mas sobretudo porque aqui, ao contrário dos mercados de Lisboa, os frescos foram colocados numa ponta do mercado. Mais resguardados, é certo, mas também não são difíceis de encontrar. E aqui é que o Bom Sucesso surpreende: o bom aspeto das bancas, a apresentação sofisticada dos produtos, o ar fresco e delicioso de tudo o que ali está à venda é demasiado tentador para ser verdade. 

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O mesmo já não se aplica aos quiosques e restaurantes espalhados pelo mercado. Uns têm um ótimo aspeto, outros nem tanto. Espaços como A Leitaria da Quinta do Paço, El Tomate, Quinta das Lamelas – Tapas & Destapas ou o Quay True Sushi são convites a entrar e pedir qualquer coisa. Mas nem todos são assim. 

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10593205_850861771620955_5859991533942106115_n.jpgEste fim de semana, há ainda outro motivo para ir ao Bom Sucesso: está a decorrer mais uma edição do Mercado Portobelo, no andar de cima, uma oportunidade fantástica para começar a comprar presentes de Natal. Desde roupa a bijuteria, livros antigos e t-shirts com desenhos à mão, passando por presépios feitos dentro de caixas de fósforos ou latas de atum, a dificuldade é escolher. À medida que vamos avançando pelas bancas, deparamo-nos com uma loja simplesmente maravilhosa, com blocos, estojos, dossiers muito giros e que dão presentes originais: a Make Notes. Irresistível. 

MN_13.jpgE com esta "note" me despeço. Se estiver pelo Porto, não deixe de ir ao Mercado do Bom Sucesso e aproveitar o último dia do Mercado Portobelo. 

 

Um ótimo domingo,

Ela

 

fotos: mercado do bom sucesso e el tomate

mercado gourmet no campo pequeno

O que é que se passa? O Campo Pequeno parece o Speedy Gonzalez dos mercados nacionais. Está verdadeiramente hiperactivo e, sinceramente, começo a não ter estômago para tanta coisa (bom, com mais umas corridinhas junto às docas, somos capazes de arranjar espaço para uns petiscos). Depois do Chocolate, depois do Comidas do Mundo, agora é a vez do Mercado Gourmet. Como dizia o Bart Simpson, "Ai, karamba!". 

 

 

 

 

Azeites, patês, queijos, presuntos, paios, salpicões, enchidos, vinhos, ervas aromáticas (ganhe fôlego que isto continua...), produtos biológicos, conservas, condimentos, vários tipos de pão (...inspire mais uma vez...), licores, chocolates, compotas, variedades de mel (...só mais uma), doces, bolos e infusões. É impossível ficar em casa, não é? Depois vêm os detalhes interessantes: a entrada é gratuita e a ideia "é recriar o espírito dos mercados antigos portugueses, onde se pode encontrar um pouco de tudo". Tudo isso é muito bonito, mas a mim, quando me falam de azeites, patês, queijos, presuntos e vinhos na mesma frase, já fico de boca aberta. E não é de espanto, é mesmo de fome. Quanto tempo mesmo é que falta para o dia 7 de Março?

 

 

 

Um abraço gourmet para si, onde quer que esteja,

Ele

quem tem um marido mistério tem tudo

Esta manhã, quando entrei na cozinha, tinha esta surpresa à minha espera. Há lá melhor coisa do mundo do que receber flores e o meu sabor preferido do Santini? Bem, uma joiazita também não me ficava nada mal... Mas já que estamos em crise, contento-me com um marido gourmet que me engorda e me surpreende todos os dias. Feliz Dia dos Namorados!

Ela

boulan – tea room and gourmet corner, um dos segredos mais bem guardados do monte estoril

Está a ver o Mimosa, uma pastelaria muito conhecida no coração do Monte Estoril? Vá até lá, mas entre no portão ao lado, no número 4 da Avenida do Lago, onde se esconde uma casa de chá chamada Boulan: um dos meus sítios preferidos, na linha de Cascais, para um brunch tardio ao fim de semana ou um lanche quente nestes dias de chuva e frio. Aberto das 8h30 às 19h00, serve refeições light (um incentivo para quem como eu vive a começar uma dieta amanhã) e não só... E o problema começa exatamente no “não só”. Mal entro e me deparo com o menu escrito a giz numa ardósia numa das paredes da sala, começa a água a crescer-me na boca, o coração a bater mais depressa, e pronto, esqueço-me rapidamente das minhas boas intenções e sigo o meu instinto animalesco: “Queria, se faz favor, uma dose de scones com todas as compotas (para ir variando) e manteiga (para não enjoar), uma fatia de bolo de chocolate… ah, e um chá (para não engordar!)”

O brunch 

Servido aos sábados, domingos e feriados entre as 11h e as 15h30, inclui oeuf à la coque, iogurte natural com granola, seleção de queijos, presunto, fiambre e salmão fumado, alfaces variadas, seleção de dois pães e um croissant, sumo natural de fruta, bebida quente e escolha de 2 compotas, marmelada e manteiga. Tudo fresco e bom, por 15 euros, por pessoa.

Se não for alarve como eu, pode sempre optar pelo continental, por 8 euros. E se for obcecado pelo físico como a Carolina Patrocínio, tem o Bio à sua disposição: com uma seleção de cereais com granola, um sumo natural, pão escuro, um queijo fresco ou fiambre de frango, e claro, salada. Esta opção light custa-lhe 9,5 euros.

O almoço 

Aqui é mais fácil resistir às tentações, porque a oferta light é boa, variada e com ótimo aspeto. E, por isso mesmo, enche o olho e o estômago: desde sopas aveludadas, a wraps das mais variadas cores e feitios, quiches, empadas, sandwiches e deliciosas saladas, garanto-lhe que não fica com fome. Pessoalmente, peço sempre o wrap de salmão com queijo filadélfia que vem com uma ótima salada e enche-me as medidas.

O lanche  

Aqui é que a porca torce o rabo. É onde me desgraço. Porque o difícil é escolher entre a imensa oferta de chás e os apetitosos scones com as mais diversas compotas, e os bolos caseiros ou os sumos naturais. Os scones, a tarte de lima com framboesas e o bolo de chocolate fazem-nos esquecer que temos uma balança em casa.

O serviço

Simpático mas ligeiramente demorado, já que sempre que lá vamos, estão apenas duas pessoas: uma na cozinha, a outra sozinha a servir na sala. Mas se não tiver pressa, nem dá pelo tempo de espera… e a espera compensa.

O ambiente  

A esplanada é simpática, cuidada e bem decorada. Lá dentro, o ambiente é agradável se não optar pela varanda com vista para os courts de ténis do Clube do Lago, onde se pode fumar. A decoração é moderna e arejada. Tão arejada que, no inverno, trememos de frio. Um conselho: leve casaco porque não vai conseguir tirá-lo. 

No final, quando for a hora de pagar, fique sentado à mesa e não se dirija ao balcão, porque senão a sua conta vai inevitavelmente inchar. Eu estou a avisar: tenha cuidado e não ceda à tentação, porque é impossível resistir ao “gourmet corner” do Boulan, situado precisamente ao lado da caixa registradora. As latas de chá (Mariage Frère, Kusmi Tea) são lindas de morrer, as bolachas e os biscoitos caseiros (Casa Fina) de chorar por mais, os aperitivos salgados (Cottage Delight) uma tentação, as compotas (Quinta do Freixo) uma loucura, e os chocolates (Valrhona) ou o foie gras (Fauchon) de perder a cabeça. 

No regresso a casa, um último conselho: esconda a balança!

 

Um ótimo lanche,

Ela

a pizzaria lisboa do "zé" avillez

A ementa

A massa

José Avillez é provavelmente o melhor chef português do momento. Mas não basta começar a tratá-lo por Zé Avillez (como acontece nas promoções da Pizzaria Lisboa) para o transformar automaticamente no melhor cozinheiro de pizzas em Portugal. Aqui os ingredientes são bons, as receitas são cuidadas e as combinações são surpreendentes. Mas, como dizia o Ambrósio, às vezes apetece-nos algo. E a mim apetecia-me uma massa de pizza mais definida. Ou é grossa e suave como as napolitanas; ou é fina e estaladiça como as romanas. Infelizmente José Avillez (ou Zé para os clientes da pizzaria) optou por uma mistura: fina e suave. É bom? É. Mas parece que o forno falhou a meio e o estaladiço virou mole. Tirando esse pequeno detalhe, vamos ver...

...O couvert

Como seria de esperar, numa pizzaria não há pão, há grissini. E os do "Zé" são óptimos: grossos, leves, estaladiços e com uma consistência perfeita que não embucha. E há também focaccia: aquela pizza finíssima e estaladissíssima, aqui temperada com azeite, alho e alecrim. Você leu estaladissíssima? Algumas fatias sim, outras não. O que me leva a pensar que existe aqui uma perseguição contra os alimentos estaladiços.

As entradas

A burrata com pesto e pinhões é simples - não é uma receita complicada, mas nem todas as grandes receitas têm de ser complicadas, aqui a surpresa está na qualidade dos alimentos e na simplicidade das combinações. Os carpaccios de novilho e de atum são normais - atenção que "normal" é muito diferente de simples. E a salada de alfaces novas, com alcachofras, vinagrete de balsâmico branco e parmesão é uma pena - estava tudo óptimo se as alcachofras não fossem de lata.

As pizzas

Saltando por cima da questão da massa, sobra-nos a questão do recheio. E aqui está bem servido. Tirando as pizzas picantes, que são MESMO picantes, as outras têm algumas óptimas combinações: burrata e mortadela trufada, pêra rocha e presunto de Chaves, alho e carabineiros do Algarve ou presunto, manjericão e figos (esta só está disponível na época dos figos, tal como a salada da entrada só deveria estar disponível na época das alcachofras). Antes de chamar o empregado para fazer o pedido, dê uma vista de olhos naquela discreta coluna do lado direito da lista, onde estão uns números e uns símbolos de euros. É que aqui o preço de uma pizza varia entre os €9,5 e os €50 (não, não é gralha, não falta nenhuma vírgula entre o 5 e o 0).

O serviço 

É rápido, sóbrio, eficiente e não sorri. Por muito que eu tivesse tentado durante toda a noite, a senhora loura que nos serviu não conseguiu esboçar um único sorriso. Mas quando tudo o resto funciona, não nos podemos queixar.

O ambiente 

Lá por ser um restaurante do chef do Belcanto e por ter pizzas a €50, não espere nada muito sofisticado. Nem mesmo pouco sofisticado. As casas de banho estão sujas com pingos de chichi no chão (para não dizer pequenas poças), a sala está ruidosa (para não dizer barulhenta) e atrás de si pode haver gente sentada ao balcão (para não dizer a tocar nas suas costas). A Lisboa é uma pizzaria e não tenta ter um ambiente diferente. É simples, relaxada e um bocadinho de nada kitsch na ementa, onde cada pizza faz questão de ter o nome de um bairro da cidade.  

O bom

Os ingredientes frescos e os recheios das pizzas com combinações surpreendentes

O razoável

A massa

O péssimo

Os preços e o chão da casa de banho

 

E por falar em kitsch, um abraço para si onde quer que esteja,

Ele