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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

os hambúrgueres do honorato são...

... uma grande desilusão. E as batatas fritas também. E o mata-bixo.

Da primeira vez que fomos ao Honorato, na Rua de Santa Marta, a expectativa era elevadíssima. Com uma óptima comunicação, cartazes a prometerem o melhor hambúrguer de Lisboa e críticas altamente elogiosas, achei que ia jantar à Meca do Hambúrguer. Mas não. 

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fomos comer uma pizza à última novidade do porto: food corner, cinco restaurantes num único espaço

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Com o início do ano, tinha uma de duas opções a tomar na minha já longa vida de terráqueo: ou deixava crescer um cavanhaque e adoptava o estilo burguês anos 80 da família Queiroz na novela Mar Salgado (em que todos os varões precisam de usar o mesmo tipo de barba); ou rapava o cabelo e começava a ir todas as sextas-feiras para o Urban com os amigos do meu filho mais velho. Entre esta indefinição de rejuvenescer (a beber litradas na rua) ou envelhecer (com uma pêra no queixo) optei por uma solução ligeiramente mais moderada: começar a frequentar os restaurantes sub-21 e ver se entro um pouco mais jovem no ano do Regresso ao Futuro.

Foi nessa onda que levei a minha pequena equipa de futsal a jantar no Munchie e na semana passada almocei no novo Food Corner, no Porto.

 

 

fomos experimentar os óptimos hambúrgueres e a enorme confusão do munchie de lisboa

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O serviço 

Como é habitual fazer em qualquer restaurante que se digne receber esta humilde criatura, entrei e olhei à minha volta. Na ausência de empregados disponíveis no horizonte, fui-me chegando discretamente à mesa mais próxima e, à falta de qualquer sinal que me fizesse parar, sentei-me. Quando digo sentei-me, na verdade quero dizer "sentámo-nos" – eu e os quatro fiéis elementos desta verdadeira equipa de futsal que faz o favor de partilhar o código genético comigo. Desta vez, éramos só cinco no total porque Ela, na sua corajosa cruzada anti-calorias, resolveu ficar em casa à frente de um prato de salada.

Depois de ocupada a mesa, esperámos. E, enquanto via os empregados passarem por mim como as flechas passam pelo chapéu do Lucky Luke, foi crescendo na minha bílis uma estranha sensação de incredulidade. Só quando me atrevi a chamar alguém para fazer o pedido é que percebi o motivo do desprezo:

- É pré-pagamento, mas eu já vou aí à mesa ajudá-lo.

Agradeci cordialmente a simpática ajuda e levantei-me. De facto, junto à caixa registadora uma discreta placa avisava para o inconveniente, mas eu costumo perder mais tempo a olhar para a decoração do espaço do que para as caixas de pagamento, por isso escapou-me.

 

um hambúrguer com ovo de codorniz estrelado? é a nossa sugestão de programa para este fim-de-semana

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Não sei o que é que andei a fazer nos últimos 12 meses. Bom, saber até sei, mas isso agora não é o mais importante. O mais importante é o que andei a fazer esta semana, num dia específico que não posso estar aqui a detalhar para não me espalhar no meu mistério. O que andei a fazer foi a experimentar uma hamburgueria que abriu em Lisboa no final do ano passado e que, por qualquer razão que a razão desconhece, eu ainda não conhecia.

Basicamente , foram 12 meses de desperdício hamburgológico, quando, na verdade, eu podia ter estado a ingerir, durante este tempo todo, milhares de calorias de prazer. Foi tempo perdido, mas foi um tempo perdido que eu tenciono recuperar rapidamente.

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O ambiente 

Antes de mergulharmos de chapão na maravilhosa comida, vamos fazer um voo de reconhecimento sobre o ambiente. E vale a pena perder algum tempo aqui porque o ambiente é diferente do habitual. Em primeiro lugar, este é um restaurante descontraído. E quando digo descontraído, digo des-con-tra-í-do. Do mais bué-fixe-bacano possível (eu sei que estas expressões já não se usam desde o tempo em que o Vasco Granja tinha o monopólio dos desenhos animados em Portugal, mas confesso que tenho uma certa vergonha de dizer as expressões, tipo, de hoje em dia). 

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O B' Perfect fica no meio de um triângulo formado por duas escolas (a Filipa de Lencastre e o Colégio do Largo) e uma universidade (o Instituto Superior Técnico), por isso o ambiente é juvenil (o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social também fica ali perto, mas isso é mais do domínio da infantilidade patológica...). E a organização do espaço está pensada para isso. Algumas mesas têm bancos às cores, outras têm cadeiras. Há uma parede de pedra e uma balança antiga num canto. E pode acontecer ver dois casais que não se conhecem sentados a dividir a mesma mesa de quatro. É o conceito de restaurante em estilo comuna.

Isto, às vezes, pode ser bom. Quando chegámos, não havia mesa disponível, por isso sugeriram que nos sentássemos num canto vazio de uma mesa de seis. Para quem queria desesperadamente experimentar este restaurante, foi uma sugestão maravilhosa – mesmo que tivesse passado o almoço a ouvir os desgostos amorosos da miúda do lado.

Antes, já tinha feito o meu pedido. Mal entrei no B' Perfect, passei por um balcão onde fica a cozinha e a caixa registadora. Ainda de pé, fiz o meu pedido e paguei. Depois, levei as bebidas para o lugar. E esperei um pouco. No meu caso, os hambúrgueres demoraram menos de 10 minutos a sair – o empregado levou-os à mesa.

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A ementa 

E é assim que chegamos à parte mais importante deste texto: os hambúrgueres. Primeiro, a carne: são 150 gramas de carne de vaca, bem temperada, saborosa, razoavelmente alta e servida no ponto certo – marcada por fora e rosada por dentro.

Depois o pão: confesso que começo a ficar um pouco maçado com o excesso de bolo do caco. Hoje em dia, tudo tem bolo do caco: hambúrgueres com bolo do caco, pregos com bolo do caco, sanduíches com bolo do caco, tostas de bolo do caco, torradas de bolo do caco... Calma, madeirenses, isto parece a anexação da Europa. Eu adoro bolo do caco. Mas também adoro pão – bom pão. E aqui há um óptimo pão. São umas bolas grandes, com a forma de um brioche, mas que não sabem a brioche. São muito leves, mas também muito pouco doces. E têm uma vantagem acrescida: vêm para a mesa ligeiramente torradas, o que lhes dá um toque especial.

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A seguir, os recheios: o B' Skinny (€6,50) traz mozzarella fresca, agridoce de manjericão e hortelã, rúcula e tomate; o B' Stronger (€6,50) vem com cogumelos frescos, queijo gouda, cebola caramelizada, alface e tomate; o B' Smart (€7) é um hambúrguer com 150 gramas de carne de aves, molho tártaro, piso de manjericão e hortelã, rúcula e tomate; o B' Toque (€7) é um hambúrger de vaca – apesar do nome que engana – e vem com manteiga de alho, dois ovos de codorniz, alface e tomate. Eu optei pelo B' Perfect (€7,50) numa tentativa frustrada de auto-elogio e comi uns bons cogumelos frescos (grandes e saborosos), uns pimentos bem grelhados, queijo gouda, rúcula e tomate.

Apesar do pão, os hambúrgueres são servidos no prato com umas boas batatas fritas às rodelas (talvez um pouco acastanhadas de mais), estaladiças e temperadas com ervas aromáticas e dois óptimos molhos à parte: uma maionese de alho e coentros e uma mostarda antiga fantástica.

Por mais 50 cêntimos pode optar por ter o seu hambúrguer B' Different, o que equivale a dizer ter um ovo de codorniz estrelado extra, uma das óptimas opções do B' Perfect Burgers. Não preciso de dizer que foi isso que pedi, pois não?

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As sobremesas

Como estava em dia de trabalho non-stop, não tive tempo para provar as sobremesas. Mas fiquei a babar, especialmente pelo B' Brownie (€3) e pela Delícia (€2,50).

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O serviço 

Se este é um restaurante em que metade da clientela ainda está na escola, também é um restaurante em que metade dos empregados acabou de sair da escola. Toda a gente aqui é nova, muito nova. E a idade pós-escolar tem várias vantagens: além de bem dispostos e ultra disponíveis, raramente dizem que alguma coisa não é possível. No nosso caso, apesar de não haver mesa, desenrascaram uma alternativa. E foram rápidos, mais rápidos do que as próprias sombras.

 

As crianças 

Há uma opção B' Student que é basicamente um hambúrguer com cheddar, cebola caramelizada, alface e tomate (€5,50) e há outros argumentos para vir aqui com a família: além de um enorme jardim ao lado (no Verão, há esplanada), ao fim-de-semana o restaurante transforma-se num sítio perfeito para as famílias que vivem ao pé da Praça de Londres.

Agora só me falta lá voltar para experimentar mais um óptimo hambúrguer com um delicioso ovo de codorniz a cavalo. Que grande invenção! 

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O bom 

Os hambúrgueres

O mau 

Outra vez os bancos sem encosto (isto persegue-me)

O óptimo 

Os ovos de codorniz estrelados

 

Um abraço para todas as codornizes onde quer que elas estejam,

Ele

 

fotos: b' perfect burgers

os hambúrgueres mais loucos do mundo estão aqui (e as receitas estão num novo livro)

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Hoje vamos falar de um livro. E não, não nos transformámos no blog do José Jorge Letria. Vamos falar de um livro de hambúrgueres. Chama-se Fat & Furious Burger e, além de livro, é também site, e facebook, e instagram, e tumblr.

O projecto foi lançado por dois designers franceses depois de dias e dias e dias e dias e dias e dias (agora chega... já deu para perceber que foi muito tempo) a queixarem-se das comidas desinteressantes e desenxabidas que comiam ao almoço. A solução para esse problema dramático que afecta mais de metade da população mundial foi fazerem a sua própria refeição. E de forma original.

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Quentin e Thomas (a dupla não revela mais do que estes nomes) começaram a cozinhar juntos. E a fazerem experiências à volta de hambúrgueres. "Rapidamente, transformou-se numa espécie de ritual: improvisar e testar novas formas de cozinhar um hambúrguer", contaram por email à revista Business Insider.

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Um dia resolveram fotografar o almoço e colocar a imagem online. E a partir daí o projecto tornou-se um sucesso. Criaram um site, onde publicam um novo hambúrguer por semana e, em Setembro, lançaram o primeiro livro com as receitas que fotografam. 

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Quentin e Thomas inspiram-se nas notícias da semana para inventar novos hambúrgueres. 

Fizeram o hambúrguer da derrota do Brasil no Mundial...

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...da chegada de Neil Armstrong à Lua na semana em que o astronauta morreu...

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...ou da saga James Bond depois de os filmes terem celebrado o 50º aniversário.

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Às vezes os hambúrgueres são deliciosos, outras vezes são simplesmente espectaculares. Mas tudo o que usam é comestível. Por exemplo, para simularem a Lua, cobriram o pão de Armstrong com raspas de côco. "Apesar de não ter ficado especialmente saboroso, foi o primeiro dos nossos hambúrgueres que parecia algo completamente diferente, algo que uma pessoa normalmente não come", disseram.

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Hoje foi dia de publicarem um novo hambúrguer, o Coq'O Vin Burger. Eu estou disposto a experimentar estas receitas. Quem mais é que arrisca?

 

Boas loucuras para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: fat & furious burger

fui experimentar o novo hambúrguer com legumes e requeijão do h3 e...

...o que é que é aquele molho de requeijão?!

Primeiro: quem é que se lembra de fazer um molho de requeijão?! Segundo: quem é que se lembra de pôr um molho de requeijão em cima de um hambúrguer?!

Sinceramente, não percebo estas perguntas, uma vez que a resposta está no título. Quem se lembrou foi o h3, meus senhores! E que bem lembrado! Porque a combinação é óptima (se calhar, agora já parávamos com os pontos de exclamação, não?).

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O ambiente 

Antes de tudo o mais, vamos fazer um voo rasante sobre o restaurante. Eu confesso que já fui mais fã do h3. Não é tanto por a qualidade dos hambúrgueres ter caído, é mais pelo fim da novidade. Quando apareceu, o h3 era a resistência francesa contra a tirania do hambúrguer de plástico do McDonald's. Parecia o elenco do Alô! Alô! a lutar heroicamente no meio da Paris ocupada. 

Mas entretanto o McDonald's perdeu a guerra e o h3 passou a ser apenas um dos muitos restaurantes onde se pode comer um bom hambúrguer caprichado. Dos shoppings aos restaurantes de rua, há óptimos hambúrgueres espalhados pelo país.

No entanto, continuo a gostar de ir ao h3 de vez em quando: o espaço é animado e, acima de tudo, é bem disposto. Os anúncios, a decoração, as campanhas e até os individuais em cima dos tabuleiros têm sentido de humor. E isso, infelizmente, hoje em dia ainda não é assim tão comum como comer um bom hambúrguer com batatas fritas estaladiças.

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O serviço 

Há mais coisas em que o h3 é raro. Aqui eu posso pedir um pouco mais de batatas, de esparregado ou de arroz que os empregados não olham de lado para mim. Aqui, quando tenho direito a uma refeição gratuita, não me cobram a coca-cola, a limonada ou o extra de arroz. Aqui há uma preocupação com os clientes. É claro que uns dias corre melhor e outros corre pior, mas a filosofia, a simpatia e a atenção estão lá. E isso é muito pouco português.

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O hambúrguer 

Finalmente, o que verdadeiramente interessa: o hambúrguer. O novo hambúrguer. Naqueles momentos de stress insuportável, entre a pressão do cliente atrás e a pergunta do empregado à frente – "quer o hambúrguer médio ou bem passado?" –, baralho-me sempre nas faíscas destes meus modestos neurónios desesperados por conseguirem trabalhar. Desta vez, respondi "médio" quando queria dizer "médio-mal". Só me apercebi disso quando a empregada me ia entregar o hambúrguer e repetiu a pergunta:

– O seu hambúrguer era médio?

Foi aí que confessei:

– Na verdade era médio-mal, mas esqueci-me de pedir. 

Perante o meu ar de infelicidade, a empregada recolheu o prato e disse:

– Não tem problema. É só um instante.

Eu ainda tentei dizer que não valia a pena, mas nessa altura já ela tinha desaparecido para compensar a minha lentidão de raciocínio. Dois minutos depois, apareceu à minha frente esta imponente conjugação proteíca. 

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Por cima do hambúrguer vêm cogumelos, courgette, beringela, cenoura, cebola roxa, cebolinho e pimento vermelho (pedimos desculpa, no h3 é pimento encarnado...). Os legumes são grelhados, tal como o hambúrguer e os meus vinham bem grelhados – não excepcionalmente grelhados, como se deve exigir num restaurante de rua (mal passados e suculentos), mas bem grelhados (consistentes e sem se desfazerem), como se pode exigir num restaurante de "not so fast food". 

Mas o melhor é claramente o molho de requeijão. Cremoso e espesso, é surpreendente e tem um sabor suave que quebra lindamente o salgado do hambúrguer e dos legumes. Pode ainda acompanhar o prato com batatas fritas ou arroz thai. Eu, que estava numa deriva saudável, pedi esparregado que é, para mim, o melhor acompanhamento do h3. Bem líquido e muitíssimo bem temperado, está ao nível da mais alta cozinha do fast food.

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Tive pena de ter entrado nesta onda saudável quando tinha ali à minha frente a nova sobremesa do h3, o crème brûlée queimado à frente dos clientes. Mas isso fica para uma próxima visita. Em Dezembro, já entro em ritmo de Natal. E aí não há saudável para ninguém.

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O bom 

Os legumes grelhados

O mau 

Um shopping é sempre um shopping

O óptimo 

O molho de requeijão

 

Bons hambúrgueres para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: h3

novidade! novidade! abriu hoje em lisboa o munchie, uma das hamburguerias mais pecadoras do país

10690161_565573726921281_141617554924207992_n.jpgAdoro dar boas notícias. Sobretudo aquelas que me fazem feliz. E o que é que me faz feliz? Comer, claro. E coisas boas, obviamente. Há meses que andava doida para pegar na Família Mistério e ir ao Porto só para experimentar os "picados mortais" do Munchie - The Burger Kitchen.

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Ir ao Porto, de propósito, para comer hambúrgueres? "A mulher não é boa da cabeça", devem estar a pensar. Não sou, é um facto. Mas agora digam-me sinceramente: quem consegue resistir a isto?

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E a isto?

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E a isto?

10371423_571653809646606_8491971299878051520_n.jpgÉ ou não é de ficar cheia de fome mesmo depois do almoço? Aliás, o nome Munchie quer dizer isso mesmo: ter fome fora de horas, ter aquele desejo irresistível de mastigar (deveria ser o meu apelido!).

1380070_573493756129278_7417227593671299824_n.jpgOs hambúrgueres têm o nome dos 7 pecados mortais, peço perdão, "7 picados mortais": Gula, Luxúria, Preguiça, Ira, Avareza, Ganância e Orgulho, em comum todos têm o hambúrguer propriamente dito e o pão com um aspeto super fofinho. Os ingredientes é que variam: queijo limiano, maionese de alho, abacaxi grelhado, cebola roxa, alface, tomate grelhado, ou queijo cheddar, maionese de alho com salsa, cebola caramelizada ou ainda queijo mozzarella com orégãos, ketchup, alface e tomate grelhado. Mas também tem nachos, cebola frita, chouriço grelhado, chilli, bacon, queijo brie, puré de feijão preto, eu sei lá! 

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Por tudo isto, lisboetas, hoje é dia de festa. Depois do Porto e de Matosinhos, o Munchie chegou finalmente à capital. O novo espaço abriu no número 40 da Praça das Flores entre as 12h e as 24h e nós estamos aqui nuns nervos porque temos um programa interminável de família e não podemos ir lá hoje.

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Mas fica a promessa de uma visita ainda esta semana. Além dos hambúrgueres, também tem wraps e saladas. E, claro, com preços super acessíveis. Aqui almoça ou janta por menos de dez euros. Tentado? Nós também!

10670038_553203714824949_1679272167140672360_n.jpgBom domingo, cheio de munchie para si também, 

Ela

 

fotos: munchie the burger kitchen

burguês, uma hamburgueria estilo anos 80 com óptimos hambúrgueres e bolo do caco

Quem é que decidiu que os hambúrgueres tinham de ser cozinhados? Em que página do sagrado Pantagruel nos mandam colocar os hambúrgueres em cima de uma frigideira?

Ok, eu admito que há o perigo das bactérias, das ecólis e de tudo o resto. Mas, por amor da santa, não deixem de experimentar o hambúrguer tártaro do Burguês, a hamburgueria que abriu no princípio deste ano em Cascais.

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como comer um hambúrguer no pão sem fazer um chiqueiro à sua volta

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Eu sabia que tinha de haver uma ciência oculta para nos ensinar a comer um hambúrguer sem acabarmos com a camisola transformada numa piscina de mostarda e ketchup. O primeiro drama é a persistência com que o molho insiste em sair por todas as frestas de pão. Depois, vem a dificuldade em manter o pão inteiro até ao fim da refeição. E, finalmente, a facilidade com que o hambúrguer sai pela parte de trás do pão como se fosse um disco voador lançado na praia.

 

 

acha que um wrap tem menos calorias que um hambúrguer? (as maiores surpresas calóricas do mcdonald's)

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Todos os fins-de-semana, a conversa repete-se mais do que uma vez:

- Pai, hoje podemos ir ao McDonald's?

- Vá lá, pai, só desta vez...

- Eu peço um wrap para não engordar...

- E eu peço salada em vez de batatas fritas...

- Peeeeeeelease....

Perante o massacre permanente, decidi investigar. Se eles pedirem um wrap, não será assim tão mau? E se acompanharem o hambúrguer com uma salada em vez de batatas?

Pois bem, meus queridos e estimados amigos: ainda estou embasbacado com algumas das conclusões a que cheguei. E a primeira é logo arrasadora: qualquer wrap é pior do que um Cheeseburger.

 

 

mais uma novidade fresquinha: abriu a hamburgueria do bairro em cascais (e nós já lá fomos)

Uma família numerosa como a nossa fica em êxtase cada vez que abre um restaurante como a Hamburgueria do Bairro. Bom, barato e family friendly. Por isso, resolvemos organizar uma excursão familiar até Cascais neste fim-de-semana para vermos, como se fôssemos turistas de sandálias e meias brancas, a última novidade do mundo gastronómico: abriu na semana passada a Hamburgueria do Bairro em Cascais. Os miúdos entraram a saltar e nós entrámos a salivar. 

 

 

desconto especial: dois almoços pelo preço de um no novo miit (não tem nada a ver com os meets do facebook)

Confesso que não resisto a uma boa promoção. Desde que Angela Merkel se tornou a DDT em Portugal que optei por uma regra: quanto mais o meu recibo de ordenado se esvazia de dinheiro, mais a minha carteira se enche de cartões de desconto. Hoje em dia confesso que a minha média ronda os três cartões de desconto por cada nota de cinco euros.

Foi por isso com uma profunda satisfação que encontrei esta promoção fantástica do Sapo: dois menus no novo restaurante Miit (qualquer semelhança com os Meet organizados pelo Facebook é pura coincidência) por 50% do valor. E o que é que isso quer dizer em números? Um almoço com prato e bebida por 3,37 euros. Meus senhores, isto são preços que não se praticam desde que os homens usavam patilhas até ao queixo. Por isso, peguei em dois elementos da minha equipa de futsal e fui até ao Colombo depois de uma manhã de aulas. Eles pediram um menu Miit Burger, eu pedi um menu bife de alcatara (que não estava incluído na promoção).

 

 

burger king lança hambúrguer preto no japão

 

Não, o pão não está queimado. É só o novo hambúrger gótico do Burger King. Esta novidade bizarra do menu da famosa cadeia de fast food tem pão preto, queijo preto e molho preto. Confesso que me parece mais o resto de um hambúrguer estorricado no churrasco da semana passada.

 

 

a salada de rosbife açoriano do to.b no chiado

Já não é a primeira vez que tenho esta conversa num restaurante:

- Desculpe, enquanto a comida não vem, não tem um bocadinho de pão e manteiga para ir comendo qualquer coisa?

- Pão, só se for o pão dos hambúrgueres; e manteiga não temos.

- Não, eu estava a pensar mais numa coisa tipo couvert...

- Pois, eu posso arranjar-lhe um pão mas não é isso que está a pensar.

Não, não estou no Burkina Faso a tentar explicar o conceito do couvert num restaurante. Estou no To.B, do Chiado, a tentar não desfalecer enquanto espero pela comida. Da primeira vez que tive esta conversa, há uns anos, noutro restaurante de Lisboa, acabei com uma sanduíche de manteiga à minha frente – o empregado não sabia mesmo do que é que eu estava a falar. Aqui acabei por esperar sem nada à frente – e por quase esquecer a conversa. O To.B pode não ser um restaurante perfeito, mas tem comida fantástica.

 

 

o almoço na esplanada do guilty

Conheci o Olivier há uns seis anos. Estava eu a entrar para almoçar no restaurante Cave Real, em Lisboa, e estava ele a parar o seu Bentley (ou seria um Jaguar?) em segunda fila, obrigando os outros carros a abrandarem e a desviarem-se. Como o carro estava com os quatro piscas ligados, pensei que ele fosse buscar qualquer coisa rapidamente ao restaurante. Mas não. Entrou, sentou-se a uma mesa com uns amigos e almoçou calmamente. Durante mais de uma hora e meia, o Bentley ficou parado literalmente no meio da rua enquanto Olivier conversava tranquilamente. Nesse dia, não falei com Olivier. Mas fiquei a conhecê-lo – o suficiente.

Ao longo destes últimos anos, procurei sempre evitar os restaurantes de todos os chefs que estacionam o carro no meio da estrada enquanto vão almoçar. E como não conheço mais nenhum que faça isso, limitei-me a procurar evitar os restaurantes de Olivier. No outro dia cedi. Peguei no telefone, liguei para o Guilty e tentei marcar uma mesa para almoçar durante a semana. Do outro lado, atendeu-me um empregado simpático que me perguntou para que horas era, quantas pessoas eram... e, depois de ter ouvido todas as informações, respondeu que não aceitava reservas para o almoço. É claro que podia ter começado por dizer isso e ter-nos poupado os dois a desperdiçar um precioso minuto das nossas vidas. Mas não: preferiu conversar um pouco comigo. 

Depois de todos estes episódios, como pode imaginar foi com uma enorme boa vontade que entrei no Guilty. Mas...


O ambiente 

Já lá tinha estado a jantar há uns anos – outra recaída – e tinha achado o ambiente um bocadinho fashion demais: música muito alta, mulheres a dançar em cima dos balcões, pessoas a falar aos gritos. É um estilo, mas não é o meu estilo.

Ao almoço, o ambiente é completamente diferente. Não há euforia, não há barulho. O que há é uma agradável esplanada onde se está bem. Como fui lá num destes maravilhosos dias de Verão, agradeci que tivessem descido uns plásticos transparentes dos lado para nos proteger da chuva e dos olhares das pessoas que passavam na rua.

No interior do restaurante, e quando está pouca gente, pode ver que a decoração é moderna e simples, transformando o espaço num local agradável. É claro que à noite, com a música alta, "agradável" é uma palavra mais difícil de usar. Mas eu já decidi: para mim, o Guilty passou a ser um restaurante exclusivamente para almoçar. 

A ementa 

O couvert

Mal chegámos, pedimos uma focaccia enquanto escolhíamos. Entretanto, esperámos que trouxessem o couvert antes da focaccia. Mas ainda continuamos à espera...

A focaccia acabou por chegar passados poucos minutos. É boa e temperada com azeite, sal e alecrim. Mas podia estar um pouco mais bem cozida e estaladiça. No meio é fininha, mas nas pontas é um pouco mole demais.

As saladas

Da outra vez que aqui tinha vindo, provei os hambúrgueres – que são bons. Também já ouvi elogios às pizzas. Mas com um Verão tão quente e agradável como este e, tendo ao meu lado a minha querida e sempre em dieta Mulher Mistério, resolvi experimentar as saladas. E não me arrependo.
A salada caprese vem bem servida. Num prato grande, traz uma óptima mozzarella de búfala. Já passei por vários restaurantes que anunciam na ementa mozzarella de búfala e depois servem mozzarella de plástico. Mas aqui não: a mozzarella é consistente por fora e cremosa por dentro e vale mesmo a pena. 
O tomate é outra surpresa: saboroso, muito encarnado e suficientemente maduro. A rúcula é fresca e o manjericão é delicioso. O que mais se nota nas saladas do Guilty é a qualidade dos alimentos. Não são saladas com grandes invenções mas são saladas com ingredientes frescos e saborosos. E é isso que torna um prato delicioso.
Por cima, vêm umas óptimas fatias de pão torrado, um molho de vinagre balsâmico espesso e adocicado e umas gotas de azeite de trufas que, infelizmente, se destacam mais pelo aroma do que pelo sabor: não sei se o problema foi molho de vinagre balsâmico doce a mais ou azeite de trufas a menos.
Ela pediu uma salada de "chèvre chaud", que é o mesmo que dizer salada de queijo de cabra quente no terreno mundo das pessoas que vivem em Portugal e falam português, como é o nosso caso. No entanto, apesar do pedantismo do nome, estava fantástica também. Vem com alface, rúcula, espinafres, tomate cherry, queijo de cabra gratinado, nozes e molho de mostarda Dijon e mel com azeite de trufas. 
As sobremesas
Entre a focaccia dividida por dois e a salada, achei que seria suficiente. Mas não foi. Uma hora depois estava a comer uma fatia de bolo de noz no café à frente do escritório. Estou arrependido de ter deixado escapar as pizzas Nutella, Mascarpone (com mel e amêndoas torradas) ou o calzone de pêra (com canela, gelado de baunilha, caramelo e amêndoas torradas).
O preço
Na falta de gente a dançar em cima dos balcões, este é destacadissimamente o grande problema do Guilty. A salada caprese era, de facto, óptima, a mozzarella de búfala é cara e o azeite de trufas é caríssimo. Mas 13 euros por uma salada é demais. E a caprese nem era das mais caras: a salada de chèvre custa 15 euros e a tropical 17,50 euros. Um excesso.
O serviço 
Tirando o telefonema inicial e a impossibilidade de marcar mesa, tudo correu bem. A empregada que nos atendeu foi muito simpática e conseguiu um equilíbrio perfeito entre o bom humor e a boa educação. É uma felicidade ser atendido, nos dias de hoje, por alguém que diga umas graças sem ser inconveniente.
O bom 
O serviço
O mau 
O preço
O óptimo 
A mozzarella de búfala
Um abraço para o Bentley do Olivier, onde quer que ele esteja,
Ele