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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

u try… vai ver que não se vai arrepender de provar estes hambúrgueres originais

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Egueplant Veggie. Gardener. Tai Xiquene. Não, ainda não enlouqueci nem estou com dislexia. Estes são os nomes dos Feike Burgers do U Try. E o que são os Feikes? “Uma espécie de hambúrguer mas não tem nada a ver” explica-se logo na ementa. Se há coisa que me faz crescer logo o apetite (não é que precise muito) é um restaurante com sentido de humor. E o U Try conquistou-me mal peguei na ementa no novo espaço em Campolide, perto das Amoreiras.

 

o hambúrguer com queijo da serra do farm

Hoje, começo pelo fim: há coisa mais revoltante do que um café Nespresso vendido por 1 euro - ou mais, em alguns lugares? Se nós em casa o compramos por 30 cêntimos, há necessidade de ter um lucro de mais de 200 por cento só por causa de um pequeno luxo de um cidadão resgatado pela troika? Felizmente, descobri um sítio onde um Nespresso é vendido a 75 cêntimos. E não é um café, é uma hamburgueria. Ou seja, podia lá ir beber um café e aproveitar para comer um hambúrguer. É, ao contrário, não é? É, mas olhe que é bom.

 

 

A ementa

Os hambúrgueres

Aberto há cinco meses no Atrium Saldanha, em Lisboa (há outro no Fórum Almada e vai abrir um no Cascaishopping), o Farm tem mais qualidades além do café Nespresso a preços razoáveis. Tem hambúrgueres bons, tem toppings óptimos e tem detalhes surpreendentes. Primeiro, os hambúrgueres. Feitos com "carne 100% natural", "com um blend composto por uma cuidada selecção de vários cortes" e outras frases que os marketeiros adoram repetir para abrir o apetite dos clientes, são, de facto, bons - têm uma consistência uniforme que não parece pastilha elástica e um sabor fresco cozinhado no ponto: nem muito mal passado nem demasiado cozinhado. Mas o que faz mesmo a diferença é o que está por cima. E aqui há surpresas: cogumelos frescos; queijo brie, rúcula e pimentos caramelizados; ou o maravilhoso queijo da Serra com agrião e cebola salteada - uma mistura espectacularmente deliciosa e formidavelmente calórica (só uma vez é proibido?!). Finalmente, os detalhes: os hambúrgueres são temperados com flor de sal e podem vir no prato, em pão brioche, em bolo do caco (numa das vezes que lá fomos, não estava brilhante) ou como minihambúrgueres (o que também é óptimo). Para acompanhar, tem batatas fritas (boas), arroz de jasmim (isto já é um bocadinho exótico demais para mim) e salada de alface, rúcula e tomate cherry (muito boa e bem temperada). 

 

  

 

As bebidas

Grande problema. Menos grave do que só ter Pepsi, mas, mesmo assim, um grande problema: só há Coca-Cola de pressão. O que quer dizer que tem menos gás. E isso, numa Coca-Cola, pode ser fatal.

 

As sobremesas

Mais surpresas: bolos com bom aspecto e uma apresentação para lá de gourmet. Optei pelo carpaccio de abacaxi com canela por cima. Muito bom. Especialmente para um fast food.

  

O serviço

Das duas vezes que lá fui, estava sempre pouca gente. Empregados simpáticos, atenciosos e rápidos. 

 

 

 

O ambiente

Estamos a falar de um shopping, não de um restaurante sossegado. Por isso não espere muito. No entanto, o Atrium Saldanha é um centro comercial arejado e a área de restauração fica ao lado de uma enorme praça com um pé direito gigante e muita luz. Ainda por cima, tem estacionamento mesmo ao lado. Uma boa opção para um almoço em modo de troika - barato, rápido e agradável. Hoje em dia, é isso que se quer. Por isso, resta-me desejar-lhe:

 

Uma grande recuperação económica para si, onde quer que esteja,

Ele

bolo do caco hamburgueria gourmet II

 

Já lá estivemos, já lá comemos e até já escrevemos sobre ele. Então porquê voltar ao assunto? Começa a faltar temas, é? A crise atirou-nos para o sofá de casa? Calma... não tire já conclusões precipitadas. Volte lá a olhar para o título. Não vê um "II"? Exactamente, estamos aqui para lhe dar uma novidade bem fresquinha, acabadinha de sair. Depois do sucesso do Bolo do Caco Hamburgueria Gourmet de Oeiras (de facto, é difícil encontrar um restaurante mais cheio desde que o FMI aterrou no aeroporto da Portela), agora vai abrir o Bolo do Caco Hamburgueria Gourmet do Monte Estoril. E quem diz agora, diz dia 5 de Fevereiro. Está interessado? Então aqui ficam mais informações: tudo isto se passará na Avenida Sabóia, 515 C e para marcar, pode ligar o 21 467 20 60. Chega de novidades? Não chega, não. A ementa terá dois pratos novos: o Dragon Burger (com caril, tikka massala e chutney de manga) e o Sabóia Burger (com camarão e ovas de lumpo). Enquanto não vamos lá experimentar tudo isto incógnitos, fica aqui a crítica mistério que fizemos ao restaurante de Oeiras:  

http://casalmisterio.blogs.sapo.pt/5606.html

 

Até lá vá abrindo o apetite,

Ele

bolo do caco hamburgueria gourmet

 

Mesa para dois

 

O ambiente

Imagine um Mini com mesas de jantar lá dentro. Sentir-se-ia confortável? Vai sentir-se. Quando a decoração tem a ver com o espaço, a área é apenas uma questão de perspectiva. E aqui tem de ir preparado para o que vai encontrar. Primeiro, este é um restaurante para almoçar, não é um sítio para jantar - o espaço é minúsculo e as cadeiras não são confortáveis. Depois, este é um restaurante para ir aos pares - se for sozinho vai ficar absorvido pela conversa do lado; se for em grupo arrisca-se a ficar sentado ao colo de uma colega (ou de um colega, o que pode ser ligeiramente mais desagradável, dependendo das perspectivas). Depois, este é um restaurante para marcar mesa - não arrisque porque não vai correr bem.

Se tiver a sua perspectiva acertada nestes pontos, vai gostar. Só precisa de não querer aquilo que este restaurante não é. É como o Mini: é um carro trendy, engraçado, bonito e no qual sabe bem andar - mas não é um carro de luxo, nem um carro para a família. O Bolo do Caco é igual: é um restaurante trendy, engraçado, bonito e no qual sabe bem estar - mas não é um restaurante de topo, nem um restaurante para jantar. A decoração é moderna, o espaço é acolhedor, o ambiente é animado.

Quando nos sentámos, tivemos a sorte de ficar esmagados entre um casal silencioso, mais interessado na nossa conversa do que na deles próprios, e dois amigos empenhados em discutir marcas de artigos desportivos e computadores de última geração. Ou seja, a companhia poderia ter sido pior.

 

 

O serviço

Desde que fui descomposto pelos empregados do English Bar, no Estoril, por ter ousado ir ao restaurante no dia 1 de Janeiro, quando eles estavam estafados da festa na véspera, que dou graças a Deus quando sou bem recebido no dia a seguir ao Natal e ao Ano Novo. E aqui tivemos sorte. No dia 26 de Dezembro, quando metade dos donos dos restaurantes de Lisboa estavam a desintoxicar das filhoses e das rabanadas em excesso, os empregados do Bolo do Caco estavam felizes por estarem abertos. Ou, pelo menos, pareciam. Na quinta-feira, não tínhamos marcado. E, mesmo assim, conseguimos mesa. Com boa vontade e um sorriso - o que, hoje em dia, é raro. O restaurante não tem menu - está tudo escrito a branco nas paredes pretas -, o que acelera logo uma boa parte do serviço. E a comida vem rapidamente e sem erros - o que, hoje em dia, é ainda mais raro. As alterações aos pratos; o "um pouco mais de gelo, se faz favor"; ou o "se não se importa, trazia-me uma Coca-cola enquanto escolhemos" são encarados com naturalidade. Aqui serve-se como deve ser: sem simpatia a mais e sem eficiência a menos. 

 

A ementa

 

Couvert

O pão não é brilhante: está entre o pão de forma Bimbo e o pão de sementes artesanal - é escuro, mas é mole demais; tem côdea, mas é um pouco emburrachada. O azeite vem com um xarope de vinagre balsâmico demasiado espesso e doce. Mas as azeitonas são pequenas, tenras, saborosas e nada ácidas. Resumindo, não é fascinante mas escapa.

 

Os pratos principais

Aqui tudo tem bolo do caco. E quase tudo é elaborado com cuidado. Experimentámos o hambúrguer de salmão e o hambúrguer tártaro. Primeiro, os crus. O tártaro estava bom, mas não é fabuloso. Vem com alcaparras e carne fresca e saborosa, é grande e tem mostarda a acompanhar, mas falta-lhe algum detalhe que o torne especial. E esta é que é a diferença entre um bom restaurante para almoçar, como esta hamburgueria, ou um excelente restaurante para jantar, como o Talho de que falámos há uns dias: os detalhes que surpreendem. A única crítica é em relação às batatas fritas: um pouco grossas demais e moles.

Agora, os cozinhados. O Salmão Burger é a melhor solução para quem passou as últimas 48 horas a comer bacalhau, peru, couves, rabanadas, queijos, mais bacalhau, mais peru e mais tudo. Pelo menos é um prato que finge ser light. Com cebolinho, rúcula e tomate, vem por baixo de um molho tzatziki, de origem grega, à base de iogurte e pepino. É um molho leve e fresco e, juntamente com o cebolinho, ajuda a desenjoar da gordura do salmão. Mas o melhor deste prato - e provavelmente de todo o restaurante - é o acompanhamente: umas chips de batata doce, cortadas à grossura de uma folha de papel, extremamente estaladiças e sem um pingo de gordura a mais. Todos os acompanhamentos são servidos em tachinhos miniatura cinzentos, o que para quem, como eu, já não aguenta a moda das ardósias, representa uma bafurada de ar fresco numa tarde caribenha.

E porque era dia 26 de Dezembro, os doces tiveram de ficar para outro dia - ao almoço, claro.

 

 

Um bom fim-de-semana para si, onde quer que esteja,

 

Ele