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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o chá milagroso que vai acabar com a minha tosse e salvar a família mistério da ameaça da fome

Sou a única que estou com uma tosse cavernosa há semanas, correndo o risco de ser expulsa do nosso "leito matrimonial" por um desesperado Marido Mistério que não consegue dormir? Pois bem, Ele hoje fez-me um ultimato: se eu não parar de tossir, Ele pára de cozinhar. E isso seria uma tragédia na Mansão Mistério. Por isso, decidi tratar-me, dando-lhe uma chapada de luva branca. Como? Em vez de me encharcar em anti-histamínicos e brufens, como costumo fazer, o que o deixa à beira de um ataque de nervos, vou fazer como Ele gosta: de forma natural (Ahhhh... devem estar a pensar: este casal é mesmo ao contrário, é Ele que gosta de tudo natural? OK. Mas juro que Ele é muito macho, só é... sensível). A receita que descobri no site Joylicious é, de facto, natural mas não é para qualquer um. Espreite lá:

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peixe dos açores + carne dos açores + um chef talentoso só podia dar nisto: um restaurante novo e fantástico em lisboa

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– Então e a dieta está a resultar?

– Está!

– Quanto é que perdeste?

– Quase um quilo.

– Ah... Ok...

Chegar a um restaurante à hora marcada e ficar mais de 15 minutos à espera de um amigo tem como recompensa poder ouvir diálogos tão interessantes como este entre uma mulher curiosa e um homem profundamente optimista com o seu peso. Principalmente se o espaço a separar as mesas não for maior do que um pé do Marques Mendes. E é isso que acontece no novíssimo restaurante Rabo d'Pêxe, em Lisboa.

 

 

o cocktail ideal para aquecer este dia de chuva: gin fizz com pera e especiarias

Com este frio e este vento, só apetece ficar em casa, não é? E isso até podia ser bom se não tivesse aqui mesmo à mão uma garrafa novinha em folha de gin Sul oferecida no Natal pelo meu querido Pai Mistério e umas peras fantásticas que trouxe hoje da praça. É verdade, aquilo que poderia ser um tranquilo dia em casa vai transformar-se num delicioso cocktail de Inverno. E para isso contribuiu esta inesperada receita do fantástico blog Jelly Toast. Tudo o que precisa é de gin, sumo de limão espremido, uma clara de ovo, água com gás, anis estrelado e um xarope de pera com especiarias facílimo de fazer. Para ver as quantidades certas de cada ingrediente, veja a receita completa aqui.

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estômago meu, estômago meu, está aqui o melhor hambúrguer que o porto te deu?

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Uma pessoa entra numa pastelaria para provar um bolo e acaba a comer um dos melhores hambúrgueres de sempre?! Este mundo está à beira do caos, mas, enquanto o El Niño não dá cabo de nós, o melhor é meter-se no carro e ir até à Foz, no Porto, petiscar numa das mais fantásticas esplanadas da cidade.

 

salada de burrata, arando e dióspiro: quem disse que não há boas saladas no inverno?

Oh meu Deus! Esta salada vai desaparecer da travessa em menos de dois minutos cá em casa. Nós adoramos burrata, os miúdos são loucos por dióspiro. Por isso, esta receita do excelente blog half baked harvest vai ser sucesso garantido na Mansão Mistério. Só preciso de 15 minutos do meu precioso tempo e, claro, de nozes, sementes de abóbora, xarope de ácer, flor de sal, rúcula, dióspiros sem caroço e cortados às fatias, clementinas, arandos secos e uma deliciosa burrata fresca. Para o molho balsâmico de arando, vou precisar de sumo de romã ou de arando, vinagre balsâmico, sumo de limão, azeite, sal e pimenta. Se quiser saber as doses certas de todos os ingredientes para 6 pessoas espreite aqui a receita original.

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sangria de inverno com pêra e romã, uma bebida diferente para acompanhar a consoada

Um de Dezembro. Estou oficialmente imbuído do espírito natalício. Para me transformar no Pai Natal só preciso de começar a falar com renas todos os dias de manhã, porque a barba branca já tenho. Estou em contagem decrescente para esse grande momento que é a consoada: a festa, a reunião da vasta e alargada Família Mistério, a disputa com o meu cunhado para ver quem tem a árvore de Natal maior, a troca de presentes e, claro está, o fundamental, o essencial, o inexcedível, o indescritível jantar de Natal.

Confesso que acordo todos os dias a meio da noite com sonhos: não sonhos-sonhos, mas sonhos-doces. É verdade. Já fiz sonhos cá em casa e cada vez que acordo a meio da noite dá-me um vontade súbita de descer até à cozinha e comer, comer, comer. Até agora tenho resistido, mas não sei quanto mais tempo vou conseguir aguentar.

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os dois melhores gins tónicos para beber no outono (e preparar-se para a mudança da hora que está aí)

Hoje muda a hora, mas nós cá em casa não vamos mudar de bebida: bebemos gin tónico no Verão, bebemos gin tónico no Outono e vamos continuar a beber gin tónico no Inverno. A única coisa que muda é a marca, porque há gins melhores para o calor e outros mais apropriados a estes dias de frio, chuva e aulas de José Sócrates sobre Justiça em Vila Velha de Ródão.

O jornal britânico The Guardian publicou há uns dias um texto sobre os melhores gins tónicos para o Outono. Primeiro, recomendou o fantástico Opihr, destilado com especiarias quentes e ligeiramente picantes. Depois, aconselhou o excêntrico Jinzu, lançado este ano em Inglaterra com uma forte inspiração japonesa: é cremoso como o sake e tem aromas de zimbro, flor de cerejeira e yuzu, um citrino japonês parecido com o limão.

É por isso que estamos aqui hoje com duas óptimas sugestões para beber estes deliciosos gins. Seja para brindar à hora de Inverno ou para esquecer que amanhã às seis da tarde já vai ser noite. Neura? É pegar no copo de gin que isso passa...

 

Gin Jinzu com Maçã Verde

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  • 50 ml de gin Jinzu
  • 200 ml de água tónica Fever Tree Premium Indian
  • 1 lâmina de maçã verde

 

Encha um copo de balão com grandes pedras de gelo e rode-as para refrescar. Coloque o gomo de maçã verde laminado dentro do copo, despeje o gin e mexa com a colher torcida. Finalmente, deite a água tónica lentamente pelas costas da colher e mergulhe-a cuidadosamente no copo para envolver tudo.

  

 

salada de peito de pato fumado com salmão e palitos de queijo fresco

 

Está-se mesmo a ver: fim-de-semanazinho com grandes jantaradas fora, almoços até às tantas, sobremesas coladas à sopa da refeição seguinte... basicamente, está asfixiado em comida, não é? Pelo menos, aqui em casa há quem esteja nesse estado lamentável. E foi por isso que hoje fui obrigado a preparar uma refeição light para desintoxicar dos últimos dias. A solução? Uma Salada de Inverno. Sim, é possível juntar as duas palavras no mesmo prato. 

Ao abrir o frigorífico, encontrei um peito de pato fumado que tinha sobrado da passagem de ano (não, não se preocupe que ainda faltavam quatro dias para acabar o prazo de validade). Preparei umas folhas de rúcula, de alface e de agrião (vão vale a pena voltar a dizer que são biológicas, de uma daquelas empresas de cabazes que entregam em casa, pois não?) e juntei uns tomates cherry cortados em quatro. Equanto os verdes estavam a secar, cortei uma cebola: metade às fatias finas para a salada, a outra metade picada para uma panela com um fio de azeite, onde cozinhei ligeiramente uma posta de salmão congelado e umas folhas de coentros.

Depois de o peixe estar pronto - dourado por fora e rosado por dentro - dividi-o às lascas (não é o mesmo que cortá-lo aos bocados) e deixei arrefecer. Enquanto isso, o peito de pato fumado estava ao ar livre a libertar os cheiros da embalagem. Juntei, os verdes, o tomate, o peito de pato, o salmão, o azeite e a cebola que o cozinhou e ainda mais uma maçã laminada e um queijo fresco grande aos palitos. Tudo misturado com mais um pouco de azeite, vinagre balsâmico, sal e pimenta. 

 

E para acompanhar? Bom, não pode ser tudo dieta, pois não? Por acaso estava no frigorífico uma garrafa de espumante Caves da Montanha Grande Reserva bruto de 2005. É mal empregado para acompanhar uma salada? Como dizia o Álvaro Cunhal, olhe que não, olhe que não...

 

 

Um abraço e uma boa semana para si, onde quer que esteja,

Ele

quinta do vallado, um refúgio de sonho onde o vinho é rei

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Imagine um hotel moderno, sofisticado, cercado de vinha, ou melhor, de vinho por todos os lados. É uma ilha de emoções. Um paraíso para quem, como nós, adora esta bebida inspirada. E depois há o conceito: Wine Hotel. A expressão em si é música para os nossos ouvidos. Resultado: acordávamos a desejar que fosse meio-dia, a hora que estipulámos de razoável para beber o primeiro copo de vinho branco. A partir daí, entre provas de branco, tinto e portos secos, vintage e tawny, foi a verdadeira loucura.  

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Lá fora

O hotel está dividido em dois edifícios: o histórico, que data do século XVIII, entretanto recuperado, e o novo, do século XXI. Optámos pelo mais recente. Quando chegámos, já perto das oito da noite, depois de vários quilómetros de curva e contracurva, estavam 4 graus. Arrumámos o carro e subimos a escadaria imensa que dá acesso ao hotel, plantado nas típicas encostas das margens do Douro. À nossa esquerda, o edifício construído em 1733 e recentemente recuperado. À direita, o novo, projetado pelo arquiteto Francisco Vieira de Campos, para onde entrámos rapidamente, já com o nariz a congelar.  

Primeiro impacto 

A receção aqueceu-nos a alma. Com paredes e chão de xisto, a decoração é sóbria e elegante. Ao fundo, a miragem das salas e da biblioteca, com as suas três lareiras acesas, pareceu-nos um milagre. Mas todo o encantamento se desvaneceu quando nos anunciaram que não serviam jantares, porque “a taxa de ocupação não justifica”. Gelámos novamente com a perspetiva de ter de voltar a sair. Lá fomos à Régua jantar ao Douro in e regressámos rapidamente para aproveitar o hotel. 

Cá dentro

O quarto é confortável e clean (dispensávamos um gigantesco buraco na parede junto à ombreira da porta), e a casa de banho, toda ela em xisto preto, é minimalista e trendy. A varanda tem uma vista bonita mas não é deslumbrante. A cama dá para mais de duas pessoas (cada um sabe de si! Estou aqui para informar…) e é super confortável. Os lençóis, endredon e almofadas são frescos e macios. Mas onde se estava realmente bem era em frente às lareiras da sala e da biblioteca que tornavam estes espaços os mais quentes e acolhedores da Quinta do Vallado. Por isso, acabámos o dia da melhor forma: a ler um bom livro, com um excelente vinho, ao som do crepitar das chamas e da música ambiente de um discreto iPod colocado numa das mesas da sala.

O pequeno-almoço

No dia seguinte, fomos surpreendidos por um pequeno-almoço de rei: inúmeros pãezinhos, croissants, bolo, fruta variada (até romã!!!), ovos, bacon, presunto, tomate, azeite, manteiga, sumo de laranja natural, queijos, fiambres diversos, mortadela, queijo fresco, compotas caseiras, frutos secos, doce, leite, café, chá, expresso, e até nutella! Ufa! Estava mais para brunch do que para pequeno-almoço, tal era a fartura. Tudo isto servido com requinte e muito bom gosto, numa sala de jantar arejada, com duas janelas enormes que convidam a paisagem a fazer-nos companhia, separadas por uma original lareira suspensa, que aquecia ainda mais o ambiente.

Pormenores que fazem a diferença

No dia seguinte, o pequeno-almoço já foi de príncipe. A "taxa de ocupação" claramente não justificou uma ida ao supermercado. Passou de ótimo a razoável em apenas 24 horas. E a única lareira acesa era a da sala de jantar. As da sala e da biblioteca mantinham as cinzas da véspera. A mesa de jogo da noite anterior permanecia intocável, com os nossos copos de vinho do porto e as chávenas de café por levantar. O serviço, "quando a taxa de ocupação não se justifica", é manifestamente insuficiente, apesar da simpatia dos dois únicos funcionários que nos atenderam durante toda a estada. Por isso, decidimos dar uma ajuda e acendemos nós as lareiras.

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O jantar

Depois da desilusão da primeira noite, ofereceram-nos a hipótese de jantar no hotel no segundo dia. A mesma sala do pequeno-almoço, com a sua lareira suspensa (acesa!) abriu só para nós. O menu era fixo, mediano e caro: por 35 euros por pessoa, comemos uma canja de galinha razoável, um medíocre bacalhau com broa requentado, e um petit gateau com gelado de baunilha de sobremesa. Os vinhos da casa salvaram a honra do convento. Mas, pelo menos, não tivemos de enfrentar o frio lá fora...

O Douro

Os dias foram passados a descobrir a região, linda com as suas inúmeras quintas e paisagens deslumbrantes, sempre com o Douro como protagonista. A que mais me impressionou, não pelo vinho (porque, francamente ao fim de tanta prova, já não distinguia o tawny do vintage, o tinto do branco) mas pela qualidade e o profissionalismo da visita, e pela beleza da propriedade e da vista, foi a Quinta do Seixo, da Sogrape. Cinco estrelas! 

Em memória da Dona Antónia

No último dia, ao final da tarde, regressámos ao hotel para fazermos finalmente a visita às vinhas e à adega da Quinta do Vallado. Num registo mais intimista mas não menos profissional, dada a proximidade que já tínhamos com o nosso guia, um simpático funcionário do hotel. A paixão com que nos contou a história da quinta, pertencente aos herdeiros da mítica Dona Antónia, e nos explicou todo o processo, desde as vindimas ao engarrafamento, fez-nos sonhar com a nossa própria vinha. E decidimos começar a treinar logo ali, tornando-nos peritos na matéria: atirámo-nos a mais uma prova de vinhos.

O bom

A decoração do hotel, a vista

O ótimo

O pequeno-almoço (no primeiro e último dia), as lareiras, a simpatia do nosso guia durante a visita às caves

O mau

O jantar não é brilhante, o serviço é insuficiente quando a "taxa de ocupação não se justifica"

O péssimo

Não há péssimo

 

Um ótimo descanso,

Ela

furnas do guincho, um restaurante com um peixe fantástico e uma vista maravilhosa

Um jantar com a sogra? Por favor, chamem o INEM. Um jantar com a sogra e com o marido da sogra, que não é o sogro? Meu Deus, podem começar a massagem cardíaca. Um jantar com a sogra e com o marido da sogra, que não é o sogro, no restaurante Beira Mar em Cascais? Apaguei de vez - pode entrar o coveiro. Nesta fase da tragédia, só há uma maneira de me ressuscitarem: a alteração de um destes três factores apocalípticos. E por uma feliz coincidência, isso aconteceu a poucas horas do mergulho no abismo: o Beira-Mar estava fechado até ao dia 21 de Dezembro. E foi assim que, em estado pré-comatoso, entrei nas Furnas do Guincho.

O ambiente

Do meu lado esquerdo, um grupo de 20 turistas homens, fardados com blazer e camisa sem gravata, a beberem vinho com se estivessem a beber água. Do meu lado direito, um casal de turistas, a beberem vinho como se estivessem a beber uma marguerita. Atrás de mim, uma familia de turistas, a beberem água como se estivessem a beber vinho. À minha frente, mar, muito mar. Esta é a parte boa das Furnas do Guincho. Apesar de a média de idades rondar os 60 anos e do alemão ser língua mais falada, há uma esplanada com uma vista soberba sobre o mar. É claro que nesta altura do ano a esplanada não é para usar, mas é para isso que existem janelas. E aqui janelas não faltam. A decoração está ao nível da média de idade dos clientes e do bom gosto de Angela Merkel para se vestir. 

A ementa

O pão é básico, as tostas são grossas e a broa embucha. Não há azeite na mesa, nem patés ou qualquer outra frescura. Aqui é tudo à antiga. E isso nem sempre é bom. Especialmente quando o couvert básico contrasta com a decoração pretensiosa. Mas há sempre umas gambas razoáveis para picar e, no Verão, uns percebes bonzitos.

 

O peixe 

Não vale a pena vir aqui para comer um bife. Este é um restaurante de peixe, bom peixe, óptimo peixe. Especialmente se o pedir ao sal. Neste dia de sacrifício, o marido da sogra comeu uns filetes de cherne com sala russa (quem é que vai a um restaurante de peixe comer filetes de cherne com salada russa?!) e a sogra pediu uma paelha (o que à partida pode parecer um absurdo, mas depois se revelou uma surpresa, com o arroz solto e molhado em azeite). Eu preferi não inventar. E não inventar aqui é pedir um robalo do Guincho ao sal. O peixe estava fresquíssimo e cozinhado no ponto, que é o mesmo que dizer suculento e a dividir-se facilmente em lascas. Falha: o peixe vem apenas com molho de azeite e alho, falta claramente o molho tártaro e o molho holandês, que nem a pedido conseguiram fazer. 

A sobremesa 

Nesta área não pode haver dúvidas. Tem de pedir a mousse de avelã, uma receita caseira tradicional de Cascais, feita há duas gerações pela familia Arouca para os principais restaurantes da região. O segredo está na mistura de um chocolate pouco doce a envolver um nogat maravilhoso de avelã. Imperdível! O serviço Apesar de estarem encantados com a mesa dos turistas de blazer sem gravata, os empregados foram eficientes e simpáticos. É uma vantagem destes restaurantes junto ao Guincho: há sempre mais empregados do que é realmente preciso. E, no caso das Furnas do Guincho, nem tem de pagar o absurdo que paga, por exemplo, no Mar do Inferno ou no Porto de Santa Maria. Continua a ser demasiado caro, mas neste caso esse até foi um problema do marido da sogra. Ninguém lhe mandou pedir a salada russa...

 

Um abraço para si, onde quer que esteja,

Ele

vivó inverno a saber a verão

Percebes

 

 

 

Às 17h11 começou oficialmente o Inverno. E a melhor maneira de comemorar o evento é a relembrar o Verão. Desta vez, não saí de casa para comer fora. Com 16 graus na rua, vesti uma T-shirt e meti-me no carro a caminho do Coolares Market, um óptimo sítio para fazer as últimas compras de Natal. Pouco antes de chegar à Quinta do Pé da Serra, há um largo à esquerda onde costumam estar umas bancas com produtos caseiros. Se chegar antes da hora do almoço e se a maré ajudar, é provável que encontre percebes frescos acabados de apanhar na praia da Adraga. Depois de os conseguir, o resto é fácil. Passe-os bem por água para tirar a areia e ponha uma panela de água a ferver cheia de sal - para um quilo de percebes, pouco menos de meio quilo de sal. Quando a água estiver a ferver, deite os percebes lá para dentro e tape. Mal voltar a levantar fervura, apague o lume. Em menos de cinco minutos está de volta ao Verão e à praia. E tudo isto por 10 euros. Sem precisar de aturar empregados mal dispostos em restaurantes da moda.

 

Um bom Inverno para si, onde quer que esteja,

Ele