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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o melhor prato que já provámos este ano: as divinais cornucópias caramelizadas com recheio de sapateira, do rabo d'pêxe

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Não há nada melhor do que começar o ano com uma surpresa destas. E quando digo "destas" estou a falar de umas divinais cornucópias de sésamo com sapateira e maionese de kimchi. Eu sei que devia guardar o melhor prato para o meio do texto e assim criar suspense, mas isto não é um filme do Hitchcock – é o novo restaurante do chef Paulo Morais. E este é um dos melhores pratos que provámos recentemente. 

Trata-se de uns cones crocantes feitos com sementes de sésamo e levemente caramelizados. A bolacha é muitíssimo leve e ligeiramente doce, o que contrasta na perfeição com o recheio: uma pasta fabulosa de miolo de sapateira que ainda leva no topo um bocadinho de maionese de kimchi. A mistura do adocicado meio caramelo dos cones com o sabor a mar da pasta de sapateira é das melhores coisas que comi este ano (eu sei que o ano só começou há 11 dias, mas eu garanto-lhe que já comi muito). E o toque exótico da maionese de kimchi deixa-lhe uma vontade imensa de repetir esta entrada.

Agora que já desabafei, aqui vai o contexto: este prato é a estrela da ementa do Rabo d'Pêxe, um restaurante que abriu no final de 2015, em Lisboa, e onde eu já fui almoçar (veja aqui), mas que, desde o Verão, tem uma nova ementa e um novo chef: Paulo Morais, ex-Penha Longa, ex-Bica do Sapato, ex-QB e ex-Umai. E uma dessas novidades são estas fabulosas cornucópias que tem mesmo de provar. Mas há mais...

 

10 novos restaurantes que temos mesmo de experimentar em 2017

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É a minha mais inflexível resolução de Ano Novo. No primeiro domingo do ano, a Família Mistério reúne-se no mais cerimonioso conselho familiar para debater o assunto mais importante do ano: quais as prioridades para os próximos 12 meses. Como já pode seguramente desconfiar, cá em casa as prioridades são os mais urgentes restaurantes a visitar. Aqueles que nos deixam de Oceano Atlântico na boca só de ler a primeira breve descrição. E em 2017 há maravilhosos motivos para nos fazer pegar já nos talheres. Estas são as nossas prioridades para o Ano Novo.

 

este texto é essencial para o seu natal e passagem de ano: estamos a falar da melhor loja de queijos do país!

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Hoje não vale a pena falar de restaurantes nem de hotéis. Nem de receitas ou pratos elaborados. Faltam menos de 24 horas para a véspera de Natal e já não há tempo para jantares fora nem para fins-de-semana tranquilos. As poucas horas que nos restam são para tratar daquele que para mim é um dos momentos mais importantes de qualquer jantar: a hora do queijo.

Aquele momento em que molhamos a colher no recheio amanteigado de um Queijo da Serra, ou que desfazemos em lascas um fabuloso Parmesão, ou que derretemos no forno um extraordinário Camembert com frutas secas e nozes.

Apetece, não apetece? Eu calculei… E é por isso que me tornei um peregrino da Queijaria, em Lisboa. Desde que descobri esta fabulosa loja especializada em queijos artesanais (foi aqui, nos idos de 2014) que não consigo dar um jantar em casa sem lá ir antes abastecer-me de maravilhosos exemplares: desde um forte e intenso Blue Cheese a uma cremosa e suave Burrata.

 

croquetes com crosta de amendoim, picapau, amêijoas e gambas ao sal: onde comer os melhores petiscos

O mundo parou na semana passada para conhecer as novas estrelas Michelin do país. Nós paramos hoje para conhecer os melhores petiscos para acompanhar uma cervejinha bem gelada. As estrelas Michelin são uma maravilha, mas fim-de-semana alargado que se preze exige um bom petisco com uma imperial ao lado. E quando falamos de petiscos não podemos evidentemente deixar de falar de croquetes, de picapau, de amêijoas ou de gambas. Daqueles petiscos que nos deixam a boca a aguar como se fosse as cataratas do Niagara.

 

Os Croquetes com Crosta de Amendoim, da Tasca da Esquina, em Lisboa

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Se um croquete satisfaz muita gente, um croquete com crosta de amendoim satisfaz muito mais. Esta divinal criação do mundo da croqueteria é uma invenção da fantástica Tasca da Esquina, em Lisboa, e é também uma das 73 fabulosas receitas do primeiro livro do Casal Mistério (que encontra aqui).

Os croquetes da Tasca da Esquina são um dos petiscos que fazem parte do couvert, juntamente com um bom pão saloio, um paté de salmão, espadarte e atum com um forte sabor a mar, umas azeitonas tenrinhas e temperadas com orégãos e um fantástico queijo de entorna que é aquele queijo pequenino alentejano muitíssimo saboroso e amanteigado.

Mas o que nos traz aqui hoje são os divinais croquetes. Feitos com um recheio hiperleve, que quase parece um creme, levam uma crosta de amendoim crocante que é qualquer coisa do outro planeta. O recheio leva chouriço, carne de vaca, vinho branco e uma pitada de colorau – tudo na medida certa, leve, desfiado e tão cremoso que quase se desfaz na boca. O exterior mistura o pão ralado com o amendoim picado, o que torna a crosta ainda mais crocante e saborosa. Com uma boa mostarda a acompanhar são irresistíveis.

 

 

loco, um restaurante michelin onde lhe trazem uma frigideira com molho de bife para molhar o pão

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Quando o telefone tocou, percebi definitivamente o perigo desta vida dupla que levamos:

– Estou? Temos um problema. Já chegámos ao restaurante e afinal, não temos mesa marcada!

A voz de pânico do casal de amigos que ia jantar connosco ao Loco, o novíssimo restaurante do chef Alexandre Silva, acabadinho de ser premiado com uma estrela Michelin, deixou-me à beira da apoplexia.

– Como não?! Ainda hoje me ligaram do restaurante a confirmar a reserva.

– Nada! Já dei o teu nome, já dei o nome da... (lamento, mas não posso reproduzir o nome) e nada.

Foi neste momento que uma luz desceu do céu para me iluminar.

– Ah… pois… A reserva deve estar noutro nome.

De facto, a ideia inicial era um jantar a dois. E, por isso, resolvi fazer a reserva num nome falso para não levantar suspeitas. Até aqui, brilhante. O problema foi ter deixado os nossos amigos chegarem antes de nós e perceberem que eu marco mesas em nome de Ermengardo Afonso.

 

já alguma vez imaginou jantar numa colorida cabana de pescadores, no centro de lisboa? então tem de conhecer o isco

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Primeiro, um aviso: se tem mais de um metro e setenta, pense duas vezes antes de se sentar num destes banquinhos castiços à frente de uma destas mesas de escola primária; se for o Luís Marques Mendes, então seja bem-vindo ao Isco, este restaurante foi feito a pensar em si. 

Agora, vou desfazer um dos grandes mistérios que acompanharam a sua vida ao longo dos últimos três anos: infelizmente, eu não sou o Luís Marques Mendes e por isso passei todo o jantar a tentar encontrar um sítio onde arrumar confortavelmente as minhas pernas de Cristiano Ronaldo. Levantei as pernas, estiquei as pernas, encolhi as pernas e não consegui encontrar uma única posição adequada ao meu alto e espadaúdo metro e oitenta e quatro.

Não se pode dizer por isso que tenha tido uma refeição extraordinariamente confortável. Em compensação, pode dizer-se com toda a segurança que tive uma refeição deliciosa de peixe e marisco que me custou menos de 30 euros.

Mas antes da comida, vamos às cadeiras.

 

um brunch com ovos mexidos, croissant e um delicioso salame com frutos secos só por €6,80? bem-vindo ao brick café

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Acenar-me com uma factura de €6,80 é o mesmo que pôr uma câmara de televisão à frente do Donald Trump – fico fora de mim com tanto entusiasmo. E então se essa factura for para pagar um brunch com uns fabulosos cubos de salame recheados com bolacha e frutos secos, estou pronto para me atirar de cabeça das Cataratas do Niagara (é pena o Trump não alinhar nesta aventura, também...).

Como já pode ter percebido, isto tudo é uma deixa mal conseguida para lhe falar do brunch do Brick Café, em Lisboa, uma das mais felizes e românticas relações qualidade-preço que a cidade já viu.

 

os deliciosos petiscos e a looooonga espera para jantar no novo bairro do avillez em lisboa

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Duas horas é o tempo que um aluno do ensino secundário demora a fazer um exame nacional de Latim.

Duas horas é o tempo de duração de um jogo de curling (se tudo correr bem, claro!).

Em duas horas, é possível celebrar dois casamentos, dá para jogar uma partida e meia de râguebi, consegue-se ir de Lisboa ao Algarve de carro.

Em duas horas, pode embarcar num avião no Porto e sair em Paris para comprar uns deliciosos queijos num mercado francês.

Mas, em duas horas, eu e a minha querida Mulher Mistério não nos conseguimos sentar numa mesa para quatro pessoas, numa sexta-feira à noite, na Taberna, do Bairro do Avillez, em Lisboa. Em bom rigor, demorámos duas horas e quatro minutos desde que chegámos com um casal amigo até que nos sentámos no novíssimo restaurante da moda em Lisboa.

O novo espaço de José Avillez é um projecto claramente ambicioso demais para quem quer manter um serviço minimamente adequado ao século XXI. E esse é o maior problema do Bairro do Avillez – porque a nível da comida ou da decoração o restaurante é uma maravilha.

 

 

novidade! novidade! o chef kiko abre um novo restaurante asiático esta terça-feira em lisboa (mas não tem sushi)

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Chama-se O Asiático e é o mais recente projecto do responsável pelo Talho e pela Cevicheria. Vai ter pratos do Nepal ao Japão, mas não vai ter sushi. "Vamos deixar isso para quem sabe fazê-lo", disse-nos Kiko Martins, através de uma intermediária, claro, que o mistério não permite contactos directos.

A notícia foi avançada este sábado à noite, na página de Facebook do chef. Já há alguns meses que se sabia que Kiko Martins ia abrir um novo restaurante no Bairro Alto, durante o Verão. Agora, finalmente, foi anunciada a inauguração para esta terça-feira, dia 18, às 19h30.

 

este é um dos pratos mais deliciosos que comemos na vida (e custa €7,50)

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Jantar na Taberna da Rua das Flores a um fim-de-semana é um programa que começa durante a tarde. Tal como outros restaurantes de Lisboa, esta taberna minúscula mesmo ao lado do Bairro Alto, não aceita reservas. Ou melhor, não aceita reservas por telefone. Se quiser mesa, tem de passar por lá no próprio dia e deixar o seu nome enquanto olha, olhos nos olhos, para o empregado. Depois vai beber um copo calmamente e volta à hora marcada.

Não sei exactamente porque é que existe ali esta aversão ao telefone, mas a verdade é que, com uns 15 minutos de atraso, o esquema funciona. E mesmo que não funcionasse eu faria o que fosse preciso para provar o divinal picadinho de carapau salpicado com uns minúsculos e estaladiços camarões krill. Mas já lá vamos. Antes, é preciso prepará-lo para a logística.

 

socorro, os nossos filhos descobriram o pop cereal no bairro alto e um deles fez uma crítica!

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Já entrámos naquela fase em que são os nossos filhos que nos dão notícias de sítios novos para descobrir. Já não deve faltar muito para nos começarem a dar a sopa ou os próprios dos cereais à boca ou a pôr-nos num lar… Ó Deus, estou a ficar velha! Mas ontem uma das nossas filhas não descansou enquanto não conseguiu ir lanchar ao novíssimo Pop Cereal, na Rua do Norte, número 64, no Bairro Alto.

Foi facílimo de convencer o meu querido Marido Mistério:

- Pai, podemos ir ao Pop Cereal?

- Não.

- É uma coisa nova muito gira e dá um ótimo post.

- OK. Onde é que está a minha carteira?

 

novidade! novidade! acabou de abrir o memmo príncipe real com uma vista deslumbrante sobre lisboa

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É o mais recente boutique hotel de Lisboa. Tem 41 quartos e fica no topo de uma colina com uma vista fantástica para a cidade. Dos mesmos donos do Memmo Baleeira, em Sagres, e do Memmo Alfama, também em Lisboa, o Memmo Príncipe Real abriu as portas ontem, depois de vários dias em testes, e só ainda em regime de soft opening, que é como quem diz tenha paciência porque ainda não está tudo a 100%.

 

il matriciano, un ristorante italiano dove non si parla portoghese*

"Prima si sente, dopo si mangia". Pode estar descansado que não vou escrever este texto todo em italiano. É só o lema deste simpático restaurante italiano que nos faz sentir que fomos almoçar ali a Roma e entretanto voltámos.

Chegámos e rapidamente percebemos que nenhum dos empregados fala uma única palavra de português. Não deixa de ter um certo charme mas convenhamos que, se não fosse a minha brilhante linguagem gestual, ainda lá estava a pedir o número de contribuinte na fatura. Mas já lá vamos. Vamos começar pelo princípio…

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chama-se el clandestino e é um dos mais surpreendentes restaurantes de lisboa (então os churros com doce de leite...)

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Há restaurantes para onde convém levar sempre uma camisolinha às costas por causa do frio; outros onde não se pode entrar sem um leque por causa do calor. No El Clandestino, não se esqueça de levar o megafone. Isto se quiser conviver verbalmente com os seus companheiros de mesa sem mal-entendidos. Entre música, gritos e gargalhadas das mesas à volta, fica difícil proferir qualquer palavra sem acabar a noite a falar como o Marlon Brando, no Padrinho.

Desde que abriu, em Novembro de 2015, que o El Clandestino se tornou um dos restaurantes mais procurados do Bairro Alto, em Lisboa. E isso tem consequências – o barulho e a confusão – mas também tem causas. E é para falar delas que estamos aqui hoje.

 

novidade, novidade! acabou de abrir o martinhal chiado family suites no centro de lisboa

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É giro, é novo e é uma grande ideia! O recém-inaugurado Martinhal Chiado Family Suites auto-intitula-se “o primeiro hotel de luxo para famílias no centro de uma cidade, em todo o mundo”. E, de facto, é raríssimo encontrar hotéis “children friendly” nos centros das capitais mais cosmopolitas.