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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

as 5 melhores lojas de chocolate artesanal (para comprar os mais deliciosos doces da páscoa)

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Pedimos desculpa por esta interrupção. A dieta segue dentro de momentos.

Ainda não entregámos este blog nas mãos da Isabel Bahia (versão locutora de continuidade da RTP), mas vamos fazer uma brevíssima pausa na dieta para comemorarmos decentemente a Páscoa. A minha querida Mulher Dietética Mistério que me perdoe, mas cá em casa Páscoa à mesa significa chocolate na boca. Pode ser em forma de amêndoas, de ovos ou do que quiser – o importante é que seja chocolate. Delicioso, suave, artesanal e não demasiado doce. 

E é exactamente por isso que estamos aqui hoje com o mais essencial de todos os guias já alguma vez produzidos pela Humanidade, o guia das mais irresistíveis lojas de chocolate artesanal de Lisboa e Porto para comprar os seus ovos e amêndoas de Páscoa. Nós já tratámos do assunto. Juntámos a Família Mistério e passámos uma noite a empanturrar-nos com ovos e amêndoas de chocolate. Depois, votámos. Estas foram as nossas escolhas preferidas.

 

este texto é essencial para o seu natal e passagem de ano: estamos a falar da melhor loja de queijos do país!

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Hoje não vale a pena falar de restaurantes nem de hotéis. Nem de receitas ou pratos elaborados. Faltam menos de 24 horas para a véspera de Natal e já não há tempo para jantares fora nem para fins-de-semana tranquilos. As poucas horas que nos restam são para tratar daquele que para mim é um dos momentos mais importantes de qualquer jantar: a hora do queijo.

Aquele momento em que molhamos a colher no recheio amanteigado de um Queijo da Serra, ou que desfazemos em lascas um fabuloso Parmesão, ou que derretemos no forno um extraordinário Camembert com frutas secas e nozes.

Apetece, não apetece? Eu calculei… E é por isso que me tornei um peregrino da Queijaria, em Lisboa. Desde que descobri esta fabulosa loja especializada em queijos artesanais (foi aqui, nos idos de 2014) que não consigo dar um jantar em casa sem lá ir antes abastecer-me de maravilhosos exemplares: desde um forte e intenso Blue Cheese a uma cremosa e suave Burrata.

 

o roteiro de lisboa que não aparece nos guias turísticos

Que Lisboa está na moda já não é novidade para ninguém, que Lisboa é linda todos sabemos, que Lisboa tem uma luz única também já nem é notícia, agora que Lisboa tem cada vez mais lugares incríveis, trendy e originais para descobrir é motivo para celebrarmos e fazermos um roteiro diferente e alternativo. Tal como fizemos para o Porto, aqui fica uma sugestão para um fim-de-semana em cheio em Lisboa. Sem turistas de máquina fotográfica ao lado.

 

Sexta-feira

Onde dormir

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Se é para ser alternativo, comece por escolher um alojamento diferente. Em vez dos hotéis do costume, porque não instalar-se no Alfama Chic? Vá ao site Airbnb e delicie-se com os apartamentos de Estelle, uma francesa que se apaixonou por Lisboa e que aluga as suas deliciosas casas a turistas por 60 euros por noite (o loft onde cabem 4 pessoas) ou 150 euros por noite (um apartamento que alberga 9 pessoas!).

 

o roteiro do porto que não aparece nos guias turísticos

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Não vou aqui falar da maravilhosa Ribeira, das imponentes caves do vinho do Porto em Gaia, dos típicos rabelos, da inevitável torre dos Clérigos, da lindíssima livraria Lello, do incontornável Palácio da Bolsa, do fantástico Museu de Serralves, da surpreendente Casa da Música ou do mítico Café Majestic. Tudo isto vale a pena mas estes locais encontra em todos os roteiros. Vou falar-lhe de sítios diferentes, alternativos e, claro, trendy. Aqui fica a minha sugestão para um fim de semana fora dos roteiros turísticos no Porto:

 

os mercados de natal que não pode perder este fim de semana

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Já estou totalmente imbuída do espírito natalício. No carro, oiço o “Last Christmas” dos Wham em loop, os nossos filhos mistério e Ele já decoraram a árvore de Natal devidamente instruídos por mim, e já cheira a consoada cá em casa. Só falta uma coisa: a saga dos presentes, o pesadelo das compras. Mas eu este ano fiz uma promessa: não me vou enfiar na loucura dos shoppings. Vou comprar todos os presentes em mercados e feiras, de preferência, de solidariedade, mas já agora, com coisas giras e sobretudo, com boa comida. E este fim de semana, a coisa promete, em Lisboa e no Porto.

 

 

novidade! chega a portugal na segunda-feira a primeira loja de uma das melhores marcas de chocolate do mundo

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Quando eu ouço falar em chocolate belga, os meus cada vez mais parcos cabelos começam a levitar, os pelos eriçam-se, os olhos esbugalham-se, a pele agalinha-se, a espinha é percorrida por uma pontada gelada da lombar à nuca e a minha boca enche-se de água como se fosse o Loch Ness. É neste estado pré-comatoso que eu estou neste momento, sentado ao computador, ao saber da nova loja de chocolate belga que vai chegar a Portugal na próxima segunda-feira (eu sei, não estou a fazer uma figura agradável, mas é o que se arranja).

 

um jantar rápido e fácil para uma segunda-feira de neura: tostinhas de broa com codorniz de escabeche e queijo fresco

A minha querida Mulher Mistério diz que segunda-feira é um dia dramático para cozinhar. Bom, na verdade, Ela também diz que terça-feira e quarta e quinta e sexta e sábado e domingo são dias dramáticos para cozinhar. A não ser, claro, que o prato seja ovos mexidos, que Ela intimamente acredita ser a sua especialidade. Seja como for, de facto, segunda-feira não é um grande dia para a cozinha. Eu normalmente estou mergulhado numa profundíssima depressão pós-fim-de-semana e, por isso, tudo o que me apetece é chegar a casa e ter um magnífico jantar já pronto – para ver se afogo as mágoas.

E hoje tenho o jantar ideal para este estado de espírito tenebroso. Quer saber qual? Então tire essa má disposição segundafeirista da cara e anime-se porque a sua vida vai melhorar.

Estava eu, num destes fins-de-semana, a passear pelo mercado do Príncipe Real quando encontrei uma pequena banca com uns frascos com um aspecto divinal: desde perdiz de escabeche a doce de cebola, ali a escolha é óptima e variada: codorniz de escabeche, coelho vilão, bacalhau de escabeche, salmão de escabeche e mais algumas compotas que são um autêntico atentado à dieta alheia.

As conservas são cuidadosamente preparadas pela Paulinha, uma simpática e talentosíssima senhora que gere este pequeno negócio familiar com a sua mãe. Além de estarem magnificamente temperadas e frescas, as receitas são guardadas em pequenos frascos e vendidas em mercados ou através do Facebook.

Eu abasteci-me com um frasco de codorniz de escabeche e com outro de doce de cebola e segui uma receita simples recomendada pelas donas. Além de ser fácil e rápida de fazer, é deliciosa. Ideal para dias como este, em que estamos divididos entre a preguiça de ligar o fogão e o desejo de comer alguma coisa surpreendente. Se preferir, também dá uma soberba entrada para um jantar de amigos ou de mais cerimónia.

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apresento-lhes o melhor bolo de chocolate do mundo (e do planeta kepler 452b também)

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Mal acabei de ver esse suicídio colectivo da administração da Control que foi aquele vídeo com adolescentes a simularem sexo anal no Nos Alive, senti uma necessidade súbita de libertar energia. E percebi que, perante um vídeo de tamanho bom gosto, só tinha duas hipóteses: ou me inscrevia na Academia de Kickboxing da Maia para um curso intensivo de dois meses ou me enfiava na Landeau, no Chiado.

 

 

novidade! novidade! o santini vai abrir no porto uma mega loja!

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Malta do norte, a vida vai mudar! Os nossos gelados preferidos vão finalmente chegar à Invicta.

A primeira loja do Santini no Porto vai abrir no número 17 do Largo dos Lóios, um largo que vai passar a ter mais calorias por metro quadrado do que a Fábrica de Chocolates do Willy Wonka.

 

 

socorro! a pimenta rosa abriu no cais do sodré e prepara-se para acabar de vez com a minha dieta

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Este é daqueles típicos sítios em que uma pessoa entra e apetece comprar tudo. Eu sei. Neste momento está Ele a sussurrar:

- Quando é que Ela entra numa loja e não lhe apetece comprar tudo?

Pois bem, mais um mito urbano, porque são raras as vezes em que me apetece comprar roupa, por exemplo, por uma razão muito simples: não aperta. Agora uma loja assim é totalmente diferente.

 

 

a nova tragédia da rua das flores: um bar de queijos para acabar as tardes em beleza

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Sai do trabalho com este tempo miserável e tem duas hipóteses: enfia-se em casa a preparar-se para mais um dia de trabalho enquanto ouve Gloomy Sunday; ou enfia-se na nova Queijaria, a provar algumas das 45 variedades de queijos artesanais com um bom copo de vinho à frente. Vamos lá ser sinceros: ninguém se quer enfiar em casa a ouvir a música mais triste do Mundo, pois não? E se este tempo o leva para a tragédia, mais vale que seja uma tragédia calórica: pelo menos sabe bem...

O assunto é sério: a Queijaria é a primeira loja em Portugal 100% dedicada aos queijos artesanais. O assunto é óptimo: além de loja, a Queijaria também é bar. Mas o assunto também é triste: a Queijaria abriu em Agosto e nós só lá fomos agora – foram três meses desperdiçados a comer queijo flamengo quando poderíamos ter estado a comer um gorgonzola artesanal vindo directamente de Itália.

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O ambiente 

Estivemos à espera de um dia de frio, chuva e chatices no trabalho para nos enfiarmos na Queijaria. Eu fui buscá-La ao escritório a tiritar de frio e acelerei furiosamente até à Rua das Flores. À entrada, dei logo de caras com a zona da mercearia, onde há marmelada branca de Odivelas, manteiga de ovelha de Serpa, pêra rocha em vinho do Porto e uma quantidade grandota de tostas e bolachas: das mais fininhas às mais saborosas, com passas ou outros extras.

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Foi por aqui que eu comecei a minha expedição, enquanto Ela se dirigia impacientemente para o bar. Um pouco mais à frente, está a sala fria dos queijos, onde há várias marcas – portuguesas e internacionais – e onde pode provar e escolher quais quer comprar.

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Na outra ponta deste pequeno centro comercial do queijo, fica para mim a melhor zona de todas: um bar para comer queijo enquanto bebe um bom vinho ou uma cerveja. A Queijaria está num antigo edifício recuperado de Lisboa. E o que é que isso quer dizer? Tal como Marcelo Rebelo de Sousa, aqui eu faço a pergunta e dou a resposta: isso quer dizer que tem uns antigos arcos romanos no tecto, colunas de pedra no meio da sala e janelas sem vidros entre as várias divisões. A decoração é sóbria e elegante – o único detalhe que me pareceu ligeiramente demasiado prafrentex foi uma parede decorada com um enorme filme de fotografias de produção de queijo a preto-e-branco.

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Os queijos 

Na sala dos queijos há uma mesa para provar antes de comprar. A ideia não é ir à Queijaria para comprar um queijo inteiro – até porque os preços não são propriamente baratos. A ideia é escolher um bocadinho de vários e trazer um saco cheio para fazer também uma degustação em casa. É claro que, enquanto Ela já estava sentada à mesa com um copo de vinho do Porto branco na mão, eu provava e pedia para embalar um delicioso Taleggio (um queijo italiano mole e com um sabor forte que custa €31/kg), um maravilhoso Gorgonzola (que parece manteiga derretida) e um divinal Manchego, com 16 meses de cura, por €40,25/kg (e que não tem nada a ver com os Manchegos que se compram nos supermercados). E (Marcelo Rebelo de Sousa versão 2) porque é que não tem nada a ver com os Manchegos dos supermercados? Porque aqui os queijos são comprados directamente aos afinadores que cuidam da maturação de cada queijo e lhes dão um sabor especial, diferente de tudo aquilo a que estamos habituados. 

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Feita a encomenda para levar para casa, refastelei-me ao lado Dela e à frente de uma tábua de cinco queijos (€14,70). Nesta fase do lanche abanquetado, já Ela tinha absorvido várias fatias de umas finíssimas tostas, de um pão branco e de um pão escuro incrivelmente mole, juntamente com um queijo creme (€2,50).

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Além de ter vindo com uma óptima selecção de queijos – do menos forte para o mais intenso – a tábua que pedi veio com umas nozes simpáticas e com uma fantástica descoberta: uns morangos desidratados que são uma experiência imperdível para cortar de forma suave o salgado do queijo (não se vende em Portugal, a Queijaria importa os morangos de Espanha). Ao lado vieram umas óptimas uvas brancas sem grainhas. 

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Depois de ter provado o Porto branco, oferecido com a tábua de queijos, pedimos dois copos de vinho branco (€3,50 cada) que ligaram lindamente com os queijos (os donos aconselham a degustação com branco em vez de tinto e têm toda a razão do Mundo). É claro que os dois copos se transformaram em quatro e a degustação de fim de tarde virou um verdadeiro jantar. 

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O serviço 

O espaço é gerido por dois irmãos. Aquele que nos atendeu é de uma simpatia sem limites. Adora conversar e contar histórias e fala dos queijos com a mesma paixão com que o António Costa fala do Rui Rio. Enquanto provávamos a nossa tábua, veio várias vezes à mesa perguntar se estava tudo bem, se estávamos a gostar ou se precisávamos de alguma coisa. 

Agora vou ali ao frigorífico que ainda tenho um Fourme d' Ambert (€29,95/kg) que sobrou.

 

O bom 

O espaço e os arcos no tecto

O mau 

Não estar aberto à noite

O óptimo 

A qualidade e a variedade de queijos

 

Bom queijos para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: queijaria

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Queijaria

Rua das Flores, 64 Lisboa

3ª a 5ª das 13h às 22h; 6ª e sábado até à meia-noite

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programa para este fim-de-semana: uma mini-esplanada de conservas e cervejas artesanais de frente para o mar da ericeira

 

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Festa na Ericeira?! Mas quem é que faz uma festa na Ericeira?! Infelizmente, uma amiga do meu filho mais novo. 

Como é que é?! O meu filho mais novo já tem "amigas"?! Oh, santo Deus, isto está cada vez mais difícil.

Foi com esta disposição que me pus a caminho da Ericeira, por uma IC19 atafulhada de carros, para entregar o meu herdeiro a uma "amiga".

Cumprida a dolorosa missão parental, tive de compensar o esforço desumano com um tranquilo passeio junto ao mar cheio de aspirantes a Garrett McNamara. E foi no meio desta caminhada que choquei de frente com uma das mais encantadoras lojas que conheci nos últimos tempos: a Vira-Latas.

 

 

e que tal um chá gelado e um doce caseiro para o lanche?

Levanta-se às 7h da manhã, passa um dia inteiro à frente do computador, atura a má disposição do chefe e a incompetência do colega do lado e, quando sai para voltar para casa, ainda está a chover?! O que é que se passa, meu Deus?! Como diz o Woody Allen, se Deus de facto existe, é bom que tenha uma óptima desculpa para tudo isto.

Mas não desanime. Nós temos uma pequena ajuda para alegrar o seu dia. Antes de virar para casa, faça um pequeno desvio, vá até à Avenida de Paris, 17-A, ao lado da Praça de Londres, em Lisboa, e experimente um dos maravilhosos chás frios que estão ali à sua espera. Se a chuva já tiver parado, sente-se na pequena esplanada da Empório do Chá, numa das simpáticas mesas de madeira por baixo de um dos enormes chapéus de sol e respire fundo enquanto ouve os pássaros a cantar. Se a chuva continuar, fique do lado de dentro e peça um dos fantásticos bolos caseiros para acompanhar.

 

 

uma loja cool com a melhor comida dos açores

O espaço 

É uma loja. Mas também é um cabeleireiro. E um oculista. E uma chocolataria. E uma galeria de arte. E um café. E uma mercearia açoriana. E também, mais ou menos, uma micro-sala de concertos. No fundo, a Chiado Factory é uma das melhores novidades de Lisboa. Pode parecer-lhe confuso, mas não é. Inaugurada em Janeiro, é um espaço para ir e ver. Não é um sítio onde se vá só para comprar. Porque aqui sabe bem passear, ver a decoração e inspirar-se.

A Chiado Factory é uma concept store, um local onde encontra várias marcas e vários serviços. Não é tão grande como a Embaixada, no Príncipe Real, mas é muito mais agradável do que a Embaixada. São dois andares de um prédio antigo em pleno Chiado, com muita luz natural e uma decoração maravilhosas.

Desde uma caixa registadora antiga, igual à que existe nos Pastéis de Belém, até uma garrafeira que parece um cofre, passando por velhas máquinas de costura Singer, televisões e rádios, aqui encontra as mais fascinantes peças vintage. Estão lá a decorar o espaço, mas também estão à venda. Ao lado de tudo isto, há também modernas peças de design, quadros nas paredes, roupas para miúdos e adultos, chocolates, rebuçados e, às vezes, um saxofonista a tocar música. É um sítio cool e agradável.

As marcas 

O espaço está dividido em várias zonas. Não há portas nem divisões, há cantos: o canto da Bubbles & Company, onde encontra roupa para mulher; o canto da Maria Bolacha, onde encontra roupa para crianças até aos 10 anos; o canto da FIV, onde encontra óculos a óptimos preços; o canto da House & Gifts, onde encontra objectos de decoração; e outros cantos com roupa, acessórios, serviços e até sabonetes decorativos e 100% artesanais.

Depois, há o canto do MI Vintage Hair Styling, um cabeleireiro integrado no meio da concept store, com cadeiras antigas e que se especializou em penteados, cortes de cabelo e maquilhagem estilo vintage.

Se não quiser sair daqui com o cabelo da Audrey Hepburn, tem sempre a hipótese da comida (como é que podia haver tanto entusiasmo da nossa parte se não houvesse comida?). E há várias opções: a Chocolatier aluga fontes de chocolate e vende bombons, a Origem tem comida biológica e saudável e a Nostri Gusti é, para mim, um caso à parte. Não se trata de comida italiana nem de pizzas napolitanas. Eu sei que o nome é um pouco descabido, mas neste canto pode comprar os mais genuínos produtos dos Açores.

A marca está na Chiado Factory desde Abril e tem algumas das maravilhas mais desconhecidas do arquipélago: a manteiga do Pico, os queijos da Graciosa, o chá de São Miguel e depois os vinhos, os licores, as compotas, o bolo lêvedo e as divinais morcelas. Tudo aqui é especial. Seja por causa das vacas que ainda pastam nos campos verdes das ilhas, e que dão um leite e uma manteiga únicos, seja por causa da agricultura semi-artesanal, a verdade é que os produtos dos Açores têm um sabor diferente. Mesmo em relação ao queijo de São Jorge, que já se industrializou, é possível encontrar marcas bastante melhores e mais artesanais do que outras.

Vale a pena passar por lá e ver o que há. Eu aconselho especialmente o vinho verdelho do Pico, que é um óptimo aperitivo, as deliciosas morcelas da Ribeira Grande, em São Miguel, o chá da Gorreana e o queijo da Graciosa. 

E agora já chega: vou comer a minha morcela com grelos salteados. Depois partilho a receita.

 

Cadês (ou adeus para os do continente) para si especialmente se estiver nas ilhas,

Ele