Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

rio maravilha, o restaurante mais surpreendente de lisboa

11232274_934339929935405_4045029311201234329_n.jpg

O estilo Mike Tyson de Diogo Noronha pode não ser a imagem tradicional de um chef em Portugal, mas convém que não se deixe distrair pelos braços cheios de tatuagens do responsável do Rio Maravilha. O novíssimo espaço, que abriu há poucas semanas no LXFactory, em Lisboa, consegue juntar no mesmo local um restaurante fantástico, um bar animado e uma vista deslumbrante.

 

novidade! novidade! abriram dois novos restaurantes de dois óptimos chefs em lisboa

Captura de ecrã 2015-10-26, às 11.02.23.png

Temos boas notícias! Pode tirar essa cara de segunda-feira porque vêm aí excelentes notícias. Não, Portugal ainda não tem Governo. Mas Lisboa tem dois novos restaurantes – de dois dos melhores chefs portugueses. E comer um óptimo jantar é quase tão importante como acabar com uma crise política. 

 

 

novidade! novidade! amanhã abre o lx cheesecake. onde? no lx factory, claro!

1891112_1519993321605466_2945395615801820209_n.jpg

Esqueça as dietas nesta altura (eu já desisti!). Depois do natal já temos programa para si: a inauguração do Lx Cheesecake. Lembram-se dos deliciosos cheesecakes da Madame Cheeselova? Pois é, a partir de amanhã já os pode experimentar ao vivo e a cores. A Madame Cheeselova abre este sábado, dia 27, o seu próprio espaço numa pequena galeria, no Lx Factory, mesmo ao lado da Kare.

 

 

novidade! novidade! abre para a semana no lx factory o novo moules & wine

Primeiro foi o Moules & Gin, depois o Moules & Beer e na próxima semana abre o Moules & Wine. Desde que não se lembrem de fazer o Moules & Aguardente-de-Medronho-Fermentada-Em-Tanques-De-Madeira, por mim tudo bem. Gosto de mexilhões e gosto de vinho, por isso estou no primeiro lugar da fila de espera para experimentar o novo restaurante. Além disso, já estive no Moules & Gin e gostei, como pode ver aqui.

 

 

a praça, o novo restaurante do lx factory, para ver o portugal-estados unidos


Acabou de abrir. Tem um mês de vida e já me conquistou por completo. Estou doida para lá ir. Adoro a decoração, o conceito, tudo. Só falta mesmo experimentar, e o mais provável é ir já amanhã com um grupo de amigos ver o Portugal-Estados Unidos. A Praça abriu em maio no Lx Factory e tem tudo para ser um sucesso.

Com uma decoração que mistura o moderno e o antigo, com um toque vintage e retro, tem uma originalidade que só abona a favor da fiabilidade dos produtos usados: uma montra de vidro fria exposta em plena sala com os ingredientes que vão ser usados na cozinha.

A cozinha mistura o melhor da gastronomia portuguesa e italiana: tem a típica pasta fresca, petiscos para “picar” e a especialidade da casa é música para os meus ouvidos: bife com molho de pesto. Eu adoro, amo, sou fanática por pesto. Como é que o meu querido Marido Mistério nunca se lembrou desta combinação? Bife e pesto??? Que delícia.

Os produtos e ingredientes chegam todos os dias de várias praças portuguesas. Terá sido assim que surgiu o nome do restaurante, já que o lema, segundo explicam na recente página de facebook, é “da praça para si”.

A ideia, garantem, é receber os clientes como recebem os amigos em casa. E isso é, no mínimo, simpático. Com música ambiente que varia entre o chill out e o lounge, tem também um bar que serve gins tónicos e cocktails. Ah! E ainda... e ainda, tem esplanada, que apetece nesta altura do ano.

Convencido meu querido Marido Mistério? Vamos lá amanhã? Chegávamos lá por volta das nove da noite, tu experimentavas um gin tónico enquanto eu ficava roída de inveja a olhar para ti a beber uma água das pedras (maldita dieta!), depois tu petiscavas enquanto eu me deliciava com o bife com molho de pesto (a minha loucura de fim de semana). No fim, para terminar em grande, víamos Portugal a entrar em campo às onze da noite e, meia-hora depois, já estávamos a ganhar por 3-0.

Eu acredito!

Bom jogo,

Ela  

1300 taberna: boa comida, óptimo ambiente, fabulosa decoração

Estou aqui parado há meia hora à frente do ecrã vazio sem saber muito bem como explicar isto. Tenho um problema e gostava de o partilhar consigo. Vou desfazer o mistério (do restaurante, claro, não do Casal...): adorei o 1300 Taberna, mas há um "pormenor" que me ficou atravessado. Por isso, despacho agora o "pormenor" e depois passo aos elogios já sem hesitações.

Acho a descrição da ementa de algum mau gosto. Começar todos os pratos de bolo de chocolate com "O Eusébio gosta de..." e depois acrescentar o que acompanha o bolo de chocolate – como, por exemplo, "O Eusébio gosta de vinho do Porto" para bolo de chocolate com sorvete de vinho do Porto – parece-me ligeiramente racista. Eu sei que tudo isto começou há muitos anos quando os senhores da Taberna resolveram chamar Eusébio ao seu bolo de chocolate original e depois foi evoluindo para isto. Mas esse começo parece-me logo um pouco a atirar para uma Mário-Machadisse. Longe de mim querer ser politicamente correcto, mas não consegui evitar algum desconforto ao ler esta analogia entre o Eusébio e o chocolate. Se gostam muito de futebol, chamem Jorge Jesus ou Pinto da Costa ao bolo. Mas deixem lá o Eusébio em paz. Adiante. Está feito o desabafo. Agora vamos à crítica. E aos elogios.

O ambiente 

Cadeiras com diferentes cores e feitios, mesas de vários tipos de ferro e madeira rústica, candeeiros com colheres de sopa penduradas no tecto, dezenas de relógios gigantes a encher as paredes, peças de decoração em ferro forjado, velas a transbordar cera, lustres, candelabros, castiçais, velharias. Chegámos a um ferro velho? A um armazém abandonado? Não. Chegámos a um dos restaurantes mais modernos e bem decorados do país. Num enorme armazém com um pé direito onde cabem oito Brunos Nogueiras às cavalitas uns dos outros, o 1300 Taberna mistura de forma perfeita o rústico e o moderno, as peças compradas na Feira da Ladra com os objectos de design. O resultado é um espaço cheio de cor e vida, estilo e experimentalismo, ao nível dos mais modernos restaurantes da Europa. E não, não é exagero, é mesmo dos mais bonitos em que já estive.

Então não tem defeitos? Talvez um ou dois. Especialmente para homens com corpo de Cristiano Ronaldo e cabeça de Manoel de Oliveira, como eu: a porta da entrada, em vidro, provoca correntes de ar que atacam as cruzes. Se, por sorte, você tiver menos de 90 anos, então o espaço é perfeito.

O serviço 

Há o serviço de comida – simpático, rápido, atencioso e com capacidade para ouvir, sempre com um sorriso, as 52 perguntas que Ela faz antes de escolher um prato. E há o serviço de vinho – e nesse caso, ouvimos a resposta mais surreal da noite:

- Entre estes dois vinhos, qual é que me aconselha?

- São vinhos completamente diferentes.

E silêncio. Bom, em primeiro lugar, agradeço a constatação da evidência, mas sempre me convenci que o papel de um escanção fosse um pouco além de simplesmente dizer banalidades. Cheguei a pensar que um escanção deveria explicar as diferenças entre os dois vinhos e recomendar aquele que se adaptasse melhor ao prato que tínhamos pedido. Aqui não é assim. Acabei por escolher o Monte Cascas Reserva, que já conhecia, em vez de arriscar num desconhecido. Experimento quando encontrar um sommelier que não tenha tanta dificuldade em falar de vinhos.

A ementa 

O couvert

Começámos a noite de forma espectacular, com três tipos de pão: um branco de cebola e tomate – com um sabor forte e delicioso; uma focaccia bem cozida – pouco surpreendente, mas muito boa; e um pão preto de cerveja Guinness e melaço – uma mistura de sabores que nunca tinha experimentado antes e onde se sente lindamente a presença da cerveja preta. Se a tudo isto juntar uma manteiga de tomate seco e de ervas e um azeite especial da casa, por mim está a noite feita.

Nesta fase do jantar, o único problema foi a bebida. E foi um problema só meu. Resolvi inventar e pedir um Bubbles, um cocktail de espumante e maracujá em que as sementes da fruta estão no fundo e vão subindo. É muito giro para olhar, mas é muito doce para beber. Ela teve mais sorte: pediu uma cerveja. E aqui as cervejas merecem um subtítulo à parte.

As cervejas artesanais

São muitas. São óptimas. E são portuguesas. Depois do erro que cometi com o Bubbles, que deixei a meio, passei para as cervejas – uma excelente maneira de começar a noite. Vale a pena experimentar a Letra A, criada por dois cientistas da Universidade do Minho que se dedicaram ao fabrico da bebida. Feita de trigo, a partir de uma receita da Baviera, tem uma cor turva e um sabor leve e ligeiramente adocicado. Muito boa. Vale também a pena provar os diferentes tipos de Maldita e Sovina que a Taberna tem. Se gostar, pode acompanhar a refeição apenas com cerveja. São excelentes e a carta é extensa.

As entradas

Pedimos uma terrina de leitão assado, laranja espumante e pimenta preta com salada e brioche que não estava nada de especial – aliás, nem gosto de terrinas, não sei porque é que fui pedir isto. E passámos para um óptimo atum com feijão frade, que é o mesmo que dizer barriga de atum braseada (óptima), feijão frade (muito bom), puré de abacate (genial) e ervilhas wasabi (maravlihosas). Juntar tudo isto no mesmo prato é ter uma entrada muito, muito, muito boa.

Os pratos

Ela escolheu um bacalhau à Brás, de que gostou – a mim pareceu-me normal. E eu optei por um Bife à Taberna muito mal passado, com um óptimo molho (não muito forte para não apagar o sabor da carne), umas boas batatas fritas (não são nem querem ser estaladiças) e uma agradável mistura de tomate assado e cogumelos salteados.

A sobremesa

É claro que, por uma questão de coerência, não pedi o engraçaducho Eusébio. Preferi uma Homenagem ao Snickers (brownie de chocolate e amendoim com gelado de manteiga de amendoim de Aljezur) e um requeijão com abóbora (cheesecake de abóbora e noz com gelado de requeijão). Preferi claramente o requeijão. 

E, no fim de disto tudo, ainda sobrava um bocadinho de vinho tinto na garrafa. Por isso vi-me compelido a avançar para uma poderosa selecção de queijos portugueses.

Só para descansar os amáveis leitores que nesta fase já estão chocados com a quantidade absurda de comida, tenho um esclarecimento final a fazer: peso menos de 100 quilos, estavam mais pessoas à mesa, as entradas e as sobremesas foram divididas por todos. Não, não sou um alarve. Só gosto de comer. Às vezes, um bocadinho demais...

O bom 

A comida

O mau 

O Eusébio

O óptimo

A decoração

 

Um bom jantar para si onde quer que esteja,

Ele

funky, uma sugestão para ir abanar o capacete hoje à noite

Ainda não percebi bem se tenho idade para isto ou não. Mas como não conto partilhar convosco a minha data de nascimento, nem a minha profissão, nem a minha morada e muito menos o meu nome, o melhor é deixar a conversa por aqui. De qualquer forma, sempre que entro numa discoteca e acho que a música está um bocadinho a atirar para o alta demais, começo a pensar se tenho idade para isto. E foi exactamente isso que pensei no fim-de-semana passado no Funky, "o bar/nightclub mais cool de Lisboa". Como tinha visto a página do bar no Facebook e conseguido incrivelmente juntar sozinho todas as palavras que lá estavam escritas, formei uma ideia nesta cabeça que está para o universo da inteligência como o Chipre está para a União Europeia: vamos a um bar, com cadeiras, mesas, um ambiente simpático e música cool em fundo. 

O Funky, de facto, tem um bar, tem cadeiras, tem mesas, tem um ambiente muito simpático, mas não tem música cool em fundo – tem música disco em cima de nós. Pelo menos, para alguém com uma provecta idade como a minha. De resto, o espaço é magnífico: a decoração é vintage e acolhedora, os empregados são prestáveis e simpáticos e o dono é o Hernâni Miguel, que é o mesmo que dizer um dos mais antigos homens da noite do Bairro Alto, onde tinha o famoso Targus. Tal como os outros empregados, Hernâni sorri para os clientes, confirma se já foram atendidos e assegura que tudo está a correr bem. Frequentado por publicitários, jornalistas, escritores e todo o género de pessoas que costumava ir ao Targus, o Funky está dividido em zona de bar, onde pode ficar sentado a conversar, e zona de dança, onde pode ouvir DJs ou concertos ao vivo. 

Problema grave: o gin tónico. Apesar de toda a disponibilidade e boa vontade do barman, não se consegue fazer um gin decente com água tónica Snappy (não tenho bem a certeza se a marca era mesmo esta, mas se não era estava lá perto). Além de ser doce demais, não joga com nada – é mais refrigerante do que tónica. E como eu não pretendo beber um sumo de gin, para a próxima prefiro passar. Nem os copos em balão, nem as folhas de coentros, nem as cascas de limão cuidadosamente cortadas e espremidas para nós conseguem fazer esquecer aquela água tónica que ainda hoje me persegue o paladar. É mau demais para ser verdade. E não joga com o preço: um gin Bombay corrente com uma água tónica destas por 9 euros???

Da próxima vez, experimento a imperial. Aí não há hipótese de falhar, pois não?

 

O bom 

A decoração e o ambiente

O mau 

O volume excessivo da música na zona do bar

O péssimo 

A água tónica

 

Uma boa abanadela de capacete para si, onde quer que esteja,

Ele

os maravilhosos, divinais e fabulosos bolos da marta

Este devia ser um post mudo. Sem palavras. Sem adjectivos. Sem descrições.

Só fotografias assim.

E assim.

E assim.

E já agora assim.

E, porque não, também assim.

Mas não resisto a dizer qualquer coisinha (aliás, sempre brilhante, como tudo o que sai desta cabeça em permanente greve geral). É que O Bolo da Marta não tem só sobremesas maravilhosas. Tem também um sítio maravilhoso. E uma decoração maravilhosa. E objectos maravilhosos. E um bom gosto... vocês sabem o quê.

O café fica na livraria Ler Devagar, no LX Factory, e acabou de abrir outro spot, no passado dia 8 de Abril, no edifício dos CTT, nos Restauradores, em Lisboa. Mas o que para nós interessa ainda é O Bolo da Marta no LX Factory. E porquê? Porque fica na Ler Devagar, um dos locais mais bonitos de Lisboa. Herdeira do barracão de uma antiga gráfica, a livraria tem as velhas máquinas rotativas, as escadas de ferro e tudo o que possa dar charme ao lugar e que fique bem ao lado de livros e estantes.

E é no meio de tudo isto que surge O Bolo da Marta, onde as cadeiras são de ferro, as mesas são de jardim e tudo tem bom gosto: as chávenas têm cores gastas, como bege ou rosa velho, e desenhos naïfs, como arranjos florais ou frutas; e as flores do campo, os baldes de latão e as caixas dos chás fazem lembrar o tempo da sua bisavó. Este é um sítio onde apetece estar e, acima de tudo, apetece comer.

Todos os bolos têm uma base de suspiro - normal ou de chocolate - e depois levam por cima uma variedade extraordinária de maravilhas da natureza: morangos, amoras, mirtilos, framboesas, manga, maracujá, amêndoa, doce de leite, bolacha Oreo, Nutella, Ferrero Rocher, After Eight, doce de ovos e até gelados de iogurte ou do Santini. Mas neste café que precisa mesmo de visitar também tem outras hipóteses para experimentar: sumos naturais deliciosos e uma mistura imperdível de suspiro desfeito, iogurte natural, frutos vermelhos e amêndoa laminada. 

E o melhor é não dizer mais nada. Limite-se a aproveitar uma manhã ou uma tarde de fim-de-semana e passe por lá. Ou então, encomende os bolos aqui. Dieta? Quem é que quer saber de dieta quando há sítios destes?

Um enorme beijo para a Marta, onde quer que ela esteja,

Ele