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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

fios de abóbora com gruyère, pinhões e ervas aromáticas, uma receita vegetariana e saudável

Oh meu Deus! Esta vida de crítica mistério está a dar cabo de mim. Como é que eu vou conseguir emagrecer até ao Natal? Eu tenho dois grandes pesadelos na minha vida: a balança e o calendário. Fujo dos dois como o Diabo da cruz mas infelizmente tenho de os enfrentar. A balança, já se sabe, é a minha inimiga pública número 1; o calendário, por seu lado, impõe-me a pressão que preciso para subir para cima da minha inimiga pública número 1. Primeiro, foi o verão, ai e tal, tenho de estar estupenda para me enfiar num biquíni. Missão totalmente falhada. Agora é o Natal que se aproxima perigosamente. Missão praticamente impossível. "Nada é impossível", diria Gustavo Santos, esse grande guru da auto-ajuda. Ok. Vou acreditar em mim. Vou fazer acontecer. Vou agarrar o agora. A sério? Não, estou a brincar. Foi só mesmo para citar estes maravilhosos lugares-comuns do Grande Gustavo. Vou mesmo é para a cozinha fazer esta incrível receita do excelente blog Pinch of Yum. Os ingredientes? São quase todos light: abóbora esparguete, azeite, sal, alho, vinagre de vinho branco, salsa, manjericão, queijo Gruyère, pinhões tostados e pimenta preta. Se quiser saber as quantidades certas de cada ingrediente, espreite aqui a receita original.

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nove minutos + uma panela = uma massa deliciosa: será que esta é a receita mais simples do mundo?

Está visto: o homem voltou de férias e com ele voltaram os exageros. É isso que está a pensar neste momento, não é? Calculei. É por isso que cá em casa me chamam Maya, o Vidente Mistério. Pois, devo dizer-lhe que, se não é a receita mais simples do mundo, é pelo menos uma das mais famosas em toda a Internet.

O fenómeno viral à volta desta deliciosa massa feita em nove minutos, com todos os ingredientes colocados ao mesmo tempo dentro de uma panela nasceu em 2011 quando a chef e apresentadora americana Nora Singley visitou a pequena aldeia piscatória de Peschici, a norte de Puglia, em Itália. Foi aí que Nora conheceu Mateo Martella, o chef de um modesto restaurante, que lhe contou a forma rápida e deliciosa como a sua mãe cozinhava a pasta: primeiro usava uma frigideira, depois colocava todos os ingredientes lá para dentro ao mesmo tempo, juntamente com uma pequena quantidade de água. Quando a água evaporava, a massa estava pronta. Mateo foi para a cozinha e preparou a massa em poucos minutos. "Estava perfeita", contou Nora à revista Slate. E com uma consistência incrível al dente.

Há dois anos, Nora publicou a receita na revista Martha Stewart Living e esta tornou-se rapidamente um fenómeno universal, com milhões de partilhas na Internet. Hoje, existem centenas de variações para fazer esta pasta al dente. Mas eu não abdico da original. São nove minutos, meus senhores!

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uma salada caprese original para começar a semana em grande

Já tem alguma ideia sobre o seu almoço de hoje? Eu vou fazer esta salada apetitosa, simples e original, do fantástico blog chew town, e vou levá-la para o escritório. Mas se estiver de férias, melhor ainda, porque também é ótima para levar para a praia e deixar toda a gente de boca aberta. É tão fácil de fazer que nem precisa de acordar mais cedo para preparar o almoço. E ainda por cima, tem um aspeto fantástico. Também é uma grande ideia para uma entrada de um jantar de cerimónia. "Faz imensa vista", como diz a minha querida mãe. 

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cocktail de morangos, manjericão, vodka e ginger ale para celebrar em grande o que lhe apetecer

Quem está de férias diga eu! Quem ainda vai de férias diga eu! Quem já acabou as férias diga eu! Conclusão: todos temos motivos para celebrar: ou porque estamos de férias ou porque ainda vamos de férias ou porque acabámos as nossas férias e estamos revigorados (se bem que o final das férias dá sempre direito a uma ligeira neura, nesse caso, bebemos para esquecer). E eu, tal como o resto da humanidade, tenho motivos para celebrar, nem que seja para ter um pretexto para experimentar este fantástico cocktail do sugestivo blog thyme is honey.

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o presente de dia da mulher feito pelo meu único filho com aspirações a chef

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Tarde típica da Família Mistério: crianças a estudar, eu a controlar enquanto estou ao computador e Ele a dormir no sofá enquanto se baba para uma almofada. Não sei se acontece com os vossos filhos, mas tudo é pretexto para parar de estudar:

- Mãe, posso procurar uma coisa da matéria que estou a dar aí no computador? 

- Mãe, posso ir à casa-de-banho? 

- Mãe, posso ir lanchar?

E desaparecem durante uma eternidade. Eu já nem respondo. Desisti. Mas é nestes momentos, quando estamos a espumar por dentro, que os nossos filhos nos surpreendem. Quem me pediu para lanchar foi um dos terroristas do meio que tem 10 anos. O "lanche" para variar durou outra eternidade. Quando eu me preparava para dar o vigésimo grito do dia, eis senão quando ele me aparece com este prato.

- Feliz Dia da Mulher, mãe.

Pronto. Ficou automaticamente dispensado de estudar o resto da tarde toda. E, claro, enchi-o de beijos e abraços.

Então vamos lá saber o que é que ele encontrou na cozinha.

 

 

o cocktail que o vai fazer apaixonar-se por gin (e por lima e manjericão)

O Huffington Post chamou-lhe um dos 21 cocktails que o vão fazer apaixonar-se por gin à primeira vista. E isso basta para me deixar a salivar de gula. Se, além de tudo, ainda conseguir fazer o cocktail em poucos minutos, então já estou sentado à mesa com um copo vazio à minha frente.

 

 

sumo de pêssego anão com manjericão e limão

Não se cansa de beber sempre a mesma coisa ao pequeno-almoço? Café, leite, chá, galão ou sumo de laranja natural foram deportados cá de casa durante uma semana. Agora está nas mãos de toda a numerosa Família Mistério descobrir alternativas. Eles sugerem, eu produzo. É justo e saboroso.

O primeiro contributo veio do Misterioso mais velho. Como já é adolescente, tem preocupações ambientais e sociais. Ontem lembrou-se:

- Estão ali uns pêssegos anões a estragar-se no frigorífico.

 

 

gin tanqueray ten com limão e manjericão para brindar à nova semana

Mais uma semana que começa, mais quatro dias de trabalho, mais chatices, mais preocupações e mais motivos para emigrar. Perante esta fatalidade, você tem duas hipóteses: lamenta-se ou brinda. Eu prefiro brindar. E para isso nada melhor do que um Tanqueray nº Ten. Quando chegar a casa, pegue num bom e velho copo alto. Eu sei que estão na moda os copos de balão. E agora até com o pé às corezinhas. Mas o copo de balão é usado por um motivo: para libertar os aromas nos gins mais florais, para que possa cheirar enquanto bebe. Por isso, pode continuar a usar copos altos – com gins mais tradicionais e desde que sejam copos suficientemente largos para que o seu nariz caiba lá dentro. Acredito que o Júlio Isidro precise de beber o seu gin tónico sempre num balão xxl, mas eu consigo beber um Tanqueray nº Ten num copo destes – e sabe-me bem.

Resolvida a polémica do copo, encha-o de gelo e coloque uma rodela de limão e uma folha de manjericão para quebrar o sabor cítrico do gin. A seguir despeje um cálice de Tanqueray nº Ten e uma garrafa de Fever Tree Indian através de uma colher torcida. E já está.

 

Ingredientes 

- Tanqueray nº Ten

- Fever Tree Indian

- Limão

- Manjericão

 

Um brinde à sua semana de trabalho e ao Júlio Isidro onde quer que ele esteja,

Ele

farfalle de cogumelos boletus com camarão, tomate cherry e azeite de trufas

O que é que se passa com a televisão portuguesa às segundas-feiras à noite? Qual foi a ordem divina que proibiu os canais do cabo de terem um programa a partir das dez da noite que não envolva três homens, muitos gritos e um único tema: bola. Não é que eu não goste de futebol. Mas uma coisa é gostar de futebol, outra é gostar de ruído. E se as camisas do Manuel Serrão sozinhas já são ruído, as camisas do Manuel Serrão ao lado da barriga do Eduardo Barroso e da voz do Fernando Seara são uma trovoada em cima da minha cabeça. Por isso, eles começam a gritar na televisão e eu começo a cozinhar ao fogão. Foi isso que aconteceu ontem à noite. E foi graças aos três que comi um delicioso farfalle de cogumelos boletus com camarão, tomate cherry e azeite de trufas. De facto, o desespero obriga-nos a puxar pela imaginação.

Tudo começou com a prateleira gourmet do Lidl de que já falei aqui e que costuma ter óptimos produtos a preços baratíssimos. Este farfalle, comprado a 1 euro e que dá para quatro pessoas, estava na despensa à espera da primeira segunda-feira à noite em casa. Foi ontem. E correu bem.

Comecei por cozer a massa enquanto passava os camarões no wok por azeite virgem, alho picado, flor de sal, pimenta e um pouco de azeite de trufas. Quando os camarões começaram a deixar de ficar transparentes, juntei o tomate cherry e o manjericão. Mexi uma ou duas vezes e desliguei para não desfazer o tomate.

Entretanto, a massa já estava a ficar al dente. (E aqui é preciso fazer este parêntesis: por tudo quanto é mais sagrado, não deixe a massa e os camarões cozinharem demais porque vai estragar-lhe o jantar. Tal como o Manuel Serrão fica melhor calado, os camarões ficam melhor rijos e a massa solta e escorregadia). Tirei-a da panela e passei-a por água fria para não continuar a cozinhar. A seguir, juntei a massa no wok e aqueci tudo com mais um pouco de azeite de trufas para dar o sabor final. E foi assim que, enquanto três especialistas discutiam um lance de um jogo de futebol, eu consegui fazer o nosso jantar. Quinze minutos dão para muita coisa. 

 

- 500 gramas de farfalle de cogumelos boletus

- 300 gramas de miolo de camarão congelado

- 1 caixa de tomate cherry

- 6 dentes de alho

- Manjericão

- Azeite virgem

- Azeite de trufas

- Flor de sal

- Pimenta

- Azeitonas para enfeitar

 

 

Uma boa semana desportiva para o Manuel Serrão, o Eduardo Barroso e o Fernando Seara, onde quer que eles estejam,

Ele

pasta bucatini com mexilhão, queijo boursin e manjericão

A salvação dos restos

 

- 400g de pasta bucatini Garofalo

- 200g de miolo de mexilhão congelado

- 1 cebola

- 1 alho francês anão

- Resto de Boursin

- Manjericão

- Azeite

 

Natal + passagem de ano + férias + jantares em casa = restos, muitos restos. E esse tem sido o drama dos últimos dias: o que fazer à comida que sobrou e que está mesmo ali, pronta a transformar-se numa enorme bola de bolor? Ontem abri o frigorífico e olhei para um magnífico queijo Boursin prestes a despedir-se do mundo dos vivos. Enjoado de aspirar queijos sofregamente para não os deixar estragar, resolvi pegar num resto de pasta bucatini (é uma espécie de spaghetti mais grosso e oco por dentro) e nuns mexilhões congelados que tinha comprado há umas semanas e fazer uma massa. O Boursin é um queijo francês cremoso, meio amanteigado, feito com ervas e especiarias, com um sabor intenso mas delicado, que fica lindamente com marisco. Peguei numa cebola picada finamente, num alho francês acabado de chegar da horta que me fornece os legumes frescos em casa e juntei-os com azeite até alourar. Depois deitei os mexilhões ainda meio congelados para libertarem um pouco de água, umas folhas de manjericão picado, o resto do Boursin e mexi até o queijo se derreter num creme parecido com natas. Quando tudo começou a ficar com bom aspecto, acrescentei a massa cozida al dente e envolvi. Não se esqueça de uma coisa: depois de cozer a massa, passe-a sempre por água para tirar a goma e não a deixar colada, com aquele aspecto de cabelo seboso. Detalhe: não falei de sal e de pimenta, porque você também tem de decidir alguma coisa num prato cozinhado por si.

  

 

E agora, com ano novo, despedida nova:

Em nome de toda a equipa que produziu, realizou e levou até si este blog, um grande abraço,

Ele

salada de burrata com tomate, trufas e pinhões

 

Minhas queridas senhoras tão preocupadas com a linha,

 

Da mesma maneira que o calor do Verão não é motivo para virarem vegetarianas, o frio do Inverno não é desculpa para ostracizarem as saladas das vossas vidas. Temperaturas abaixo de dez graus não têm de ser sinónimo de chouriço assado a pingar gordura em cima de uma canoa de barro. Isso também é bom. Mas o Inverno não tem de ser só isso. Feita a introdução, aqui vai uma dica de salada para depois do Natal ou para um Ano Novo vegan. Primeiro, a matéria-prima. Tomate que é verdadeiro tomate vem da horta. Da sua ou da de alguém. Por isso, se não tem um pequeno tomateiro em casa (não fiquem abespinhadas que não é assim tão difícil), arranje uma daquelas empresas de cabazes biológicos e encomende tomate cherry. Corte os tomatinhos ao meio e coloque-lhes em cima burrata às fatias (qualquer semelhança com mozarella é pura coincidência - esta pode ser comprada em qualquer mercearia melhorzinha) e uma folha de manjericão (se for da horta, melhor).

A seguir, tempere com azeite, vinagre balsâmico e flor de sal. E depois dê-lhe o toque de Inverno: umas raspas de trufa (as nacionais, são bastante piores, mas estão à venda no Jumbo por um preço acessível) e um pouco de azeite de trufa. Como já temperou com o azeite normal, basta pôr um bocadinho de azeite de trufa para dar sabor. Mesmo antes de servir, polvilhe com pinhões. O resultado... bom, o melhor é ver pela fotografia.

 

Como dizia o outro, um bom fim de ano para si, onde quer que esteja,

 

Ele