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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

estômago meu, estômago meu, está aqui o melhor hambúrguer que o porto te deu?

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Uma pessoa entra numa pastelaria para provar um bolo e acaba a comer um dos melhores hambúrgueres de sempre?! Este mundo está à beira do caos, mas, enquanto o El Niño não dá cabo de nós, o melhor é meter-se no carro e ir até à Foz, no Porto, petiscar numa das mais fantásticas esplanadas da cidade.

 

novidade! novidade! já fomos à incrível varanda do novo hotel intercontinental no estoril

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“Eu ainda sou do tempo do Hotel Atlântico”. São frases como esta que me deprimem. Fazem-me sentir antiga. Mas é um facto. E contra factos não há argumentos. Lembro-me perfeitamente de ir para lá com os meus avós quando era criança. Por isso, foi com muita curiosidade que acompanhei a demolição do velhinho e abandonado Atlântico e o nascimento do moderno e luxuoso Intercontinental Estoril.

 

o spot ideal para beber um copo ao fim da tarde no algarve (já viu bem esta vista deslumbrante?!)

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Um jovem alto e espadaúdo sai da praia ao fim do dia (sim, estou a falar de mim...) e tudo o que quer é beber um gin tónico decente enquanto olha abazurdido para uma paisagem deslumbrante. Assim mesmo, sem sequer vestir uns calções: fato de banho molhado, pés envolvidos numa densa camada de areia, gin tónico de um lado, vista deslumbrante do outro. Que mais é que um jovem alto e espadaúdo (peço desculpa por repetir este detalhe, mas é importante reterem esta informação a meu respeito) pode querer para ser feliz?

Só mesmo estar perto do Guarita Terrace. O bar, no topo da Praia Verde, foi remodelado este ano e tem uma das vistas mais inacreditáveis do Algarve. Sentado aqui, vê o enorme areal até quase ao início da ria Formosa, uma parte do pinhal da Praia Verde e o mar a perder de vista. Só é pena que aqui o sol se ponha em terra, mas o fim do dia ganha uma cor única.

 

 

onde é que há-de ir hoje beber um copo ao pôr-do-sol? o quê, ainda não conhece o blue bar?!

A pergunta é difícil, não é? E a resposta também. Especialmente depois de ver esta fotografia.

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a varanda do bar do grande real villa itália em cascais, a nossa última extravagância

Foi provavelmente a não reunião mais cara das nossas vidas. Tínhamos combinado um encontro de trabalho para o fim da tarde em Cascais e sugerimos o Grande Real Villa Itália. A reunião foi entretanto adiada mas nós nunca perdemos uma oportunidade de beber um cocktail ao fim da tarde, sobretudo, numa varanda como esta.

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Olhámos um para o outro. E pensámos em uníssono:

- Bem, já que aqui estamos... E se nos reuníssemos os dois em torno de uma caipiroska e de uns aperitivos?

Antes do outro responder, já estávamos sentados. Ele, eu e uma gaivota super atrevida que nos fez companhia ao longo de uma tensa hora, em cima da varanda, a uns perigosíssimos centímetros de mim. Ele, sempre muito amigo dos animais, achava graça, falava "gaivotês" e fez ali uma amiga para a vida. Eu, que tenho uma relação de imenso "respeito" pelos animais, afogava os meus nervos num copo de caipiroska.

 

 

os 4 mais espectaculares hotéis para dormir debaixo de água

Depois da Páscoa, começo logo a pensar nas próximas férias. E como sou a melhor mulher do mundo, faço sempre o trabalho de casa muito bem feito para o meu querido Marido Mistério. Este ano, lembrei-me de fazer uma surpresa às crianças: e se fôssemos passar uns dias a um hotel debaixo de água? Elas iam adorar (juro que é por elas, eu até tenho uma certa claustrofobia…). Aqui está, meu querido, meu amor (assim talvez tenha sorte), a minha wish list. Tu só tens de escolher e pagar.

 

Poseidon Undersea Resort, Fiji

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Imagine-se num imenso submarino imerso numa lagoa a partir de onde pode explorar as maravilhas do oceano. O hotel tem dois restaurantes: um em terra e outro debaixo de água. E claro, tem tudo o que um cinco estrelas tem para oferecer: lojas, biblioteca, cinema, um campo de golf com 9 buracos, courts de ténis, várias piscinas, ginásio e até uma capela para casar. Mas para quê tudo isto, quando se tem oceano como parede do quarto?

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o restaurante ideal para almoçar neste fim-de-semana: a nova esplanada de crepes deliciosos em cascais

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Ela entrou de dieta, eu entrei de bicicleta. É assim que pretendo abater toda e cada uma das calorias extra que vou continuar a ingerir em 2015. Por cada almoço ou jantar fora são centenas de pedaladas junto ao Tejo. E é por isso que estou especialmente empenhado em descobrir restaurantes mistos. Não, não estou a falar de restaurantes que aceitem homens e mulheres, estou a falar de cozinhas que trabalhem para dietistas e para "gorduristas". E foi isso que descobri recentemente em Cascais: um novo restaurante, com os tradicionais crepes da Bretanha, deliciosas saladas e uma vista deslumbrante.

 

 

restaurante, bar e mercearia - tudo no mesmo espaço (que mais é que poderíamos querer?)

Ontem tivemos uma novidade no Guincho, em Cascais; hoje temos uma novidade em Leça da Palmeira, junto ao Porto. Os dois abriram esta semana e os dois têm vista para o mar. Isto está a compor-se para uma Primavera em grande.

O novo restaurante, inaugurado na terça-feira, chama-se Memorial e não é apenas um restaurante. É também um bar, com mais de 30 variedades de gin. E é também uma mercearia gourmet, com alguns dos produtos utilizados na cozinha. Decorado pelo designer de interiores Paulo Lobo, o espaço tem amplas janelas para o mar na área do bar e uma decoração artesanal e rústica na zona do restaurante.

Como infelizmente não é fácil enfiar na carreira quatro crianças e dois adultos, sempre esfaimados, a caminho de Leça, ainda não lá fomos, mas, pelo que vimos, ficámos mais inclinados para comer umas tapas e um gin na descontraída área do bar do que um Cozido de Carnes Escondido em Penca na formal zona do restaurante. Não é que não gostemos de cozido, paelha, bacalhau assado ou cabrito em forno a lenha, as especialidades do Memorial. Gostamos - e muito. Mas, quando começa o calor, o que apetece mesmo é umas saladas, uns carpaccios, uns bifes tártaros ou alguma outra invenção um bocadinho menos pesada. No Memorial, há duas sugestões que me deixaram mais entusiasmado para esta altura do ano: a francesinha com legumes em cogumelo Portobello em vez de ser no pão, e os deliciosos gelados da famosa gelataria Neveiros, a primeira a abrir no Porto, há 60 anos, e que mantém uma irresistível produção artesanal.

Para já, ficou escrito na agenda, com um sublinhado: "a visitar". Depois de lá irmos, voltamos a falar.

 

Viva as inaugurações, onde quer que elas estejam,

Ele

um restaurante a não ir

Como já puderam perceber, se há coisa que eu odeio fazer é dizer mal, criticar ou sequer fazer uma graçola com algum restaurante. Mas alguém que acorda um dia e resolve chamar Opíparo ao seu restaurante, é alguém que quer muito ser achincalhado na rua, não é? Segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, opíparo é "o que tem magnificência, esplendor, opulência; sumptuoso; o que é feito ou apresentado de forma abundante; rico, esplêndido, próspero". Não havia assim nenhum adjectivo ligeiramente mais modesto para rotular o restaurante, não? Tinha mesmo de ser logo a palavra mais nova-rica e pretensiosa do dicionário, não é? E depois uma palavra que rima com pífaro, o que também é fascinante.

Mas, ok. Tudo isso eu consegui ultrapassar, depois de ter visto pela primeira vez, há uns meses, aquele magnífico nome no paredão do Estoril. Ontem, no meio de um calor insuportável e de uma sede de quem está há cinco dias a caminhar no deserto, resolvi parar. Eu sei que todos os Deuses me alertavam para a desgraça: o nome irritante, a decoração arrivista, o facto de ser fim-de-semana no paredão do Estoril e de eu estar no meio de milhares de pessoas... Mas não resisti. Afinal, só queria beber uma Coca-cola na esplanada com vista para o mar. E nem precisava de mesa nem nada. Era só uma cadeira, pagava logo quando pedisse e ia-me embora sem chatear ninguém. Às 17h, quando já não há clientes a almoçar, não ia ser difícil, pois não? Ia, ia. No Opíparo, ia. E foi.

- Não temos mesa. Nem vamos ter tão cedo.

- Eu sei, eu sei. Mas eu só quero beber uma Coca-cola. Pago já e puxo uma cadeira para me sentar. Há imenso espaço vazio, não deve haver problema, não...

- O patrão não costuma gostar disso.

- Mas não se importa de lhe perguntar? Eu pago já...

[Aparece um homem com um ar ainda mais antipático do que o anterior]

- Lá fora não há cadeiras. Se você levar uma cadeira cá de dentro...

[Mas porque é que continua a haver empregados que insistem em tratar os clientes por você?]

- Ok, não tem problema. São duas Coca-colas com gelo e limão, então. Eu levo esta cadeira aqui.

[Cinco minutos depois, aparece o mesmo homem do ar mais antipático do que o anterior]

- Você assim não vai ser atendido!

[Você-2; Eu-0]

- Desculpe?

- Sem mesa, não pode ser servido. Não temos onde registar o seu pedido.

- Ai não posso ser servido...

[...e quando tudo se preparava para uma enorme discussão aos gritos...]

- ...então muito obrigado, boa tarde.

 

E saí. Alguma coisa me diz que não é para voltar.

Afinal, o nome até tem uma justificação: é a cara do restaurante, desde as ordens do patrão até à antipatia dos empregados. Só a vista é que é uma pena: é mesmo deslumbrante.

Uma boa opiparada para si, onde quer que esteja,

Ele