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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

shots de gin e ostra com ovas tobiko, o cocktail de sonho de qualquer pessoa

Desde que, numa inesquecível noite de Verão, tivemos a sorte de provar o magnífico dry ostrini, do Hotel do Chiado, que a minha vida mudou. Tornei-me um ser desprezível, obcecado, ganancioso e capaz de pisar quem se cruza no meu caminho. Tudo porque tenho apenas um objectivo na vida: aperfeiçoar e melhorar aquele delicioso binómio gin-ostra.

Mas agora o calvário pode ter terminado. É que descobri esta magnífica receita do blog Use Real Butter que tem algumas vantagens em relação ao tal dry ostrini: primeiro, não é tão forte – a quantidade de gin é mais civilizada; depois, tem um ingrediente delicioso – o caviar por cima dá-lhe um toque divinal.

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petisco de fim de tarde no algarve: as óptimas ostras a 1 euro em cacela velha

Aqui não vamos para ser bem atendidos, vamos para comer como em poucos outros sítios do País. Estou a falar de ostras, claro.

 

O ambiente 

Não espere nada de muito sofisticado. Nem nada de pouco sofisticado. Sofisticado é uma palavra que ainda não chegou à Casa da Igreja. E ainda bem. Fazem falta sítios como este – que não mudam com os anos e que mantêm o estilo claramente castiço. Aqui, os bancos são corridos, o ar condicionado é uma porta aberta para a rua e as toalhas de mesa são daquele papel meio ondulado das tascas de antigamente. Aqui, quando entramos de xanato no dedo, areia nos pés e cabelo no ar, depois de um longo dia de praia, sentimo-nos como o Príncipe Carlos a entrar no McDonald's: claramente overdressed. O restaurante (não sei bem se lhe podemos chamar restaurante) é simples e quer manter-se simples.

 

 

qual é para si o melhor terraço de lisboa? conheça os nossos três favoritos

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Esta semana não foi fácil. Diríamos mais: foi dura. Diríamos mais ainda: foi violenta. Foi aquilo a que se pode chamar, em linguagem publicável num blog sério e familiar, uma penosa semana de árdua labuta. Pois imagine o nosso ilustre leitor e a nossa insigne leitora que passámos quatro longos dias no terreno a preparar ao detalhe este belo post que trazemos até si. E que hercúlea tarefa foi essa? Experimentar os melhores terraços de Lisboa. E quando dizemos experimentar, dizemos sentar em confortáveis cadeiras, provar fresquíssimas ostras, bebericar magníficos cocktails, apreciar espantosas vistas. Pode parecer um agradável prazer, mas é trabalho. E como isso só nos fica bem, temos de nos queixar do trabalho.

 

 

ostras bloody mary, o meu presente para ele começar a consoada em grande

Tenho um anúncio solene a fazer. Este Natal vou para a cozinha. Vou fazer uma surpresa ao meu querido Marido Mistério. Ele portou-se bem durante o ano, é um ótimo marido, um pai dedicado e atento (ainda por cima não é de se deitar fora… até hoje a minha mãe se pergunta como é que eu, uma miúda tão pouco prendada, consegui casar com “um rapaz assim e ainda por cima bonito” – definitivamente não valoriza as minhas imensas qualidades mas enfim...). Por tudo isto, vou pôr o avental e preparar-lhe uma entrada que Ele vai amar: Ostras Bloody Mary, uma receita que encontrei aqui. Ele adora ostras e adora picante, a receita é tão fácil que até eu consigo fazer, por isso não há margem para erro. Basicamente são ostras com um molho inspirado no famoso cocktail Bloody Mary.

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Ingredientes

Para 4 pessoas

  • 12 a 16 ostras frescas, abertas (porque abri-las é um filme de terror)
  • Sal q.b.
  • ½ chávena de sumo de tomate
  • 1 talo de aipo picado
  • 1 colher de sopa de rábano
  • Molho picante
  • Endro fresco

 

Coloque as ostras abertas num tabuleiro coberto de sal grosso, de forma a que se mantenham direitas e não caiam. Tempere-as com o sumo de tomate, o aipo, o rábano, um gotinha de molho picante e endro. E já está!

É desta que faço um brilharete na cozinha e com uma receita chique e bem picante para apimentar a nossa noite de consoada.

 

Feliz Natal,

Ela

 

receita: sweetpaulmagfoto: susanna blavarg

fomos ao novo oui, moules & huîtres e adorámos (além de termos comido ostras a €1,50)

Quando eu entro num restaurante e vejo que a ementa é feita de ostras, mexilhões e vieiras, tenho a mesma sensação de satisfação súbita que percorre a espinha do Vítor Gaspar quando entra numa sala e tem à sua frente o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. O prazer que Gaspar tem com a troika da austeridade eu tenho com a troika do marisco. E posso garantir que a minha troika é muito mais saborosa para mim e muito menos inofensiva para si.

Agora imagine o que senti ao entrar num restaurante que se chama Oui, Moules & Huîtres.

 

 

novidade! novidade! agora pode comer o melhor marisco no mercado de cascais

Mal chegámos de férias, enfiámo-nos no carro e fomos directos a Cascais. Não para visitar o Ricardo Salgado nem para abrir uma conta no Banco Mau. Fomos conhecer o novo restaurante de marisco do momento. Aberto há poucas semanas, o Marisco na Praça é a primeira boa notícia da remodelação do Mercado da Vila, que a Câmara de Cascais tem feito no último ano à mesma velocidade que o Banco de Portugal investiga o BES.

Eu sei: podia ser mais rápido. Eu sei: o novo restaurante podia ser mais divulgado. Eu sei: até podia ter uma página no Facebook, já que estamos no ano da graça de 2014. Mas também sei outra coisa: este novo spot é uma óptima notícia para o Verão. E tem três qualidades difíceis de encontrar: bom marisco, bom ambiente e bons preços.

 

A ementa 

O método

Na verdade, não há bem uma ementa. O restaurante funciona como se fosse um mercado. Localizado na zona onde as peixeiras da praça têm as suas bancas, está cuidadosamente rodeado de vidro para reduzir o barulho e o cheiro à volta. Mal entra, encontra uma banca com o marisco do dia e os preços ao quilo. Tem um rapaz a atendê-lo e é a ele que diz quanto quer de cada marisco e como o quer cozinhado. Depois ele pesa à sua frente e manda o marisco para a cozinha. Enquanto isso, o cliente segue em frente até à caixa, onde paga o marisco que pediu e as bebidas. E aqui decide: quer comer ali ou quer levar para casa? Se quiser ir embora, adeus e boa viagem. Se quiser ficar, aproveite que isto é bom. Depois de escolher onde se quer sentar, os empregados servem-no como se estivesse num restaurante normal. Trazem-lhe mais bebidas e mais comida, se quiser. Tudo o que pedir na mesa paga no fim.

O marisco

Mas, vamos voltar ao princípio. Então, o que é que há na banca do marisco à nossa espera? Bruxas de Cascais, perceves, amêijoas, ostras, canilhas, camarões, carabineiros, sapateira e a mais agradável de todas as surpresas: lambujinhas. Eu sei que o nome não é digno de um sítio onde viveram reis, príncipes e banqueiros. Mas posso garantir que é um marisco maravilhoso. Considerada a segunda divisão distrital da amêijoa, a lambujinha é muitíssimo saborosa e muito mais barata. Com uma concha mais frágil e menos côncava, vale mesmo a pena experimentar. Nós pedimos lambujinhas à Bulhão Pato e estavam deliciosas.

A seguir, escolhemos umas ostras, que estavam fresquíssimas, ao nível das de Cacela Velha, se bem que mais caras (2 euros a ostra), e umas deliciosas bruxas de Cascais. Este marisco, muito difícil de encontrar, é um irmão anão do cavaco – não o Presidente da República, o marisco dos Açores. Muitíssimo saboroso e bem cozido, é caro. Mas como é muito pequeno, com 200 gramas (16 euros) tem um óptimo prato para dividir.

Finalmente, escolhemos um camarão frito com um magnífico arroz de alho (solto e delicioso) e uns perceves, a única desilusão da noite – estavam muito salgados e cozidos demais: ao tirar a casca, o marisco soltava-se da cabeça.

Por tudo isto, pagámos menos de 25 euros por pessoa. O preço pode baixar até aos 15 euros por pessoa se optar, por exemplo, por uma sapateira.

 

A cerveja

Há muito tempo que não bebia uma imperial tão estupidamente gelada. Para dias de calor a seguir à praia, é perfeito.

 

O ambiente 

O ideal é ir cedo, a seguir à praia. Assim faz um lanche ajantarado e evita as enchentes. Parece que à sexta e sábado costuma estar cheio, mas ao domingo está vazio.

A decoração é simples e castiça, com candeeiros em ferro, mesas em madeira e caixas de vinho com os talheres lá dentro. A cozinha está também rodeada de vidro, o que nos permite ver tudo à nossa volta: de um lado, o chef a tratar do jantar; do outros, as peixeiras a tratarem do peixe. É o ambiente perfeito para um restaurante num mercado. E ainda tem uma pequena esplanada que dá para a área exterior do mercado.

O serviço 

São miúdos. E isso tem vantagens: são simpáticos, rápidos e disponíveis. E desvantagens: quando perguntei se tinha lapas, respondeu-me que não tinha cracas. Apesar da baralhação, correu tudo muito bem. É claramente um sítio para voltar. E parece que, durante o Verão, ainda vão abrir mais restaurantes no Mercado da Vila. Um dos que mais promete é um espaço explorado pelos donos do Páteo do Petisco. A remodelação demora, mas promete.

O bom 

O sítio, mesmo no meio do mercado do peixe

O mau 

Os perceves

O óptimo 

As ostras, as bruxas e as lambujinhas

 

Boas mariscadas para si onde quer que esteja,

Ele

despedida do algarve: a maravilhosa anchova grelhada da esplanada do sem espinhas

Quando entro num restaurante e ouço o empregado dizer-me:

- Boa noite, cavalheiro...

...sinto-me de volta ao século XVII.

Então, se o mesmo empregado se vira depois para alguma das crianças e lhe diz:

- O que é que a menina vai desejar?...

...não me restam dúvidas: encarnei no corpo do Dartacão e estou à frente da Milady, pronto para derrotar o temível Cardeal Richeleão.

Como sou o mais devoto admirador dessa obra-prima dos desenhos animados que foi "Dartacão e os Três Moscãoteiros", entrei no Sem Espinhas da Praia do Cabeço a imaginar os saltos acrobáticos de Mordos e a sonhar com o charme contagiante de Arãomis. E é importante deixar bem claro um ponto prévio: este Sem Espinhas está para o seu homónimo da Manta Rota tal como o Dartacão está para a personagem original de Alexandre Dumas: não tem qualquer comparação.

Eu tinha ido há uns anos ao restaurante da Manta Rota e confesso que gostei de lá comer como de ver o Passos Coelho a fazer carreirinhas na praia. Não me convenceu: nem o ambiente (demasiado sofisticado) nem a comida (caril de gambas?!).

Mas mal cheguei à praia do Cabeço para o jantar de despedida das nossas férias (infelizmente, já lá vão) percebi que tinha entrado num mundo diferente.

O ambiente 

O restaurante está em cima da praia e tem uma esplanada com uma maravilhosa vista para o mar. Decorado com madeira rústica e cadeiras de realizador às cores, é simples, alegre e despretensioso. Tanto sabe bem almoçar aqui de fato-de-banho (confesso que, no Verão, é coisa que só fazemos quando estão menos de 12 graus no areal e caem mais de 5 mm de chuva por hora) como jantar já com o duche tomado e o cabelo penteadinho. 

O ambiente é simpático – é frequente encontrar alguns jogadores de futebol sentados em mesas numerosas, às vezes com as crianças a guincharem um pouco alto demais – e o local é agradável. Sempre que estiver bom, aproveite a esplanada.

 

O serviço 

Cavalheiros, Meninas, Donzelas e Miladys. Prepare-se para uma educação enternecedora. E para um serviço atencioso. E para um atendimento rápido. E para uma cerimónia agradável. Tudo isto de T-shirt e calções. Que mais é que uma pessoa pode pedir?

A ementa 

O peixe

Aqui come-se peixe. Muito bom peixe. E, quando eu digo peixe, não digo robalos e douradas – que é aquilo que se serve em 90% dos restaurantes portugueses. Não. Peixe a sério, como pregado, anchova, salmonete, cherne, garoupa – sempre no singular, como dizem as peixeiras na praça.

Nós optámos por dividir. Pedimos dois camarões tigre mais pequenos (que o Pedro Passos Coelho não permite sequer os médios) e uma anchova de meio quilo. Primeiro arrumámos os camarões, depois tratámos da anchova.

Confesso que gostei imenso do camarão tigre. Muito bem grelhado, nada seco e acompanhado com um fantástico arroz de alho. Mas a grande surpresa da noite foi a anchova. Deliciosa, tem um sabor completamente diferente dos robalos ou das douradas. O excesso de gordura dá-lhe uma consistência única. Grelhada de uma forma digna do Conde Rocãforte, vinha tostada por fora e molhada por dentro. Simplesmente maravilhosa.

As entradas

Antes, pedimos meia dúzia de ostras muito boas, mas infelizmente não tão boas como as da Casa da Igreja – além de custarem um euro e meio, não têm o mesmo sabor a mar. E uma óptima muxama de atum.

Esta é para mim uma das melhores entradas que existem no Algarve. Inventada pelos fenícios há dois mil anos, a muxama é um lombo de atum passado por flor de sal e seco ao calor. Depois é cortado em fatias finíssimas e servido com azeite. A muxama do Sem Espinhas é maravilhosa, mas eu acho que fica ligeiramente atrás da muxama do Estaminé na Ilha de Faro. Temos de lá voltar para um jogo mata-mata à Scolari entre os dois restaurantes e tirar as teimas de vez.

As sobremesas

A tarte três delícias é qualquer coisa de absolutamente estratosférico. Juntar num bolo figo, amêndoa e alfarroba é pedir a Cristo para descer à Terra e jantar connosco. Não há forma moderada de descrever o que é isto. Por isso o melhor é calar-me e procurar rapidamente outro sítio onde exista alguma coisa tão boa como esta. As crianças pediram também um tradicional D. Rodrigo que estava fantástico.

Para acabar toda esta loucura, ainda estive quase, quase, quase a pedir um shot de aguardente de medronho bem gelada. Mas achei que era capaz de ser demais. Especialmente depois de ter bebido uma garrafa de Esporão branco. Fica para a próxima.

 

O bom 

A simpatia e a descontração do serviço

O mau 

Os guinchos dos filhos dos futebolistas

O óptimo 

A anchova grelhada e a frescura do peixe

 

Um abraço para o Dartacão onde quer que ele esteja,

Ele

o novo spot cool da comporta: a padaria que não é uma padaria

Eram seis e meia da tarde quando chegámos à Comporta. Tínhamos uma hora e meia de paz entre o início da ventania na paradisíaca praia de Soltroia e o princípio do massacre dos mosquitos na pitoresca aldeia alentejana. Não era muito tempo, mas era o tempo suficiente para experimentar um novo micro spot que abriu no centro da aldeia há menos de dois meses. Dentro de uma daquelas lojas cool onde um biquiní pode facilmente custar tanto quanto a roda de um carro, a Padaria é um balcão e duas mesas. Bem decorada ao estilo hippie chic que tomou conta da Comporta nos últimos anos, serve copos de vinho, tostadas, sumos naturais e umas maravilhosas ostras do Sado.

Na rua tem mais três mesas minúsculas com troncos de árvores a fazerem de bancos, ao lado de uma esplanada de um café/taberna local com mesas e cadeiras da Coca-cola, onde é frequente encontrar um velhinho agarrado a uma cerveja enquanto protesta aos gritos contra o Mundo.

O ambiente 

É neste cenário que é fácil encontrar os habitantes hippie chics da Comporta: mulheres descalças a passear-se na rua com um panamá Brent Black de 500 euros na cabeça, homens de chinelos nos pés mas que trocam de óculos escuros três vezes ao longo do dia... É esta a clientela da Padaria: homens e mulheres demasiado preocupados em parecer despreocupados.

Mas, se não se incomodar em ouvir a palavra "Instagram" pronunciada num tom suficientemente alto para se tornar ouvido e suficientemente britânico para se tornar reparado, vale a pena passar por aqui. Preferencialmente durante a semana, especialmente antes da segunda quinzena de Julho.

 

A ementa 

Nada aqui é barato. Antes pelo contrário. Mas é bom. E original.

As tostadas

As tostadas são substancialmente diferentes de uma tosta. Sem uma segunda fatia de pão a cobrir o recheio, são mais leves e têm combinações diferentes: hummus e rúcula, tomate e presunto, queijo feta, mel e orégãos, e pera abacate. Optei pela de tomate e presunto e convenceu-me – feita no momento, tem bom pão, bom presunto, bom tomate e bom azeite, o que, somando todos os bons, dá um fantástico petisco.

As ostras

Eu e a minha querida Mulher Mistério partilhámos um copo de vinho branco estupidamente gelado e duas doses de ostras que é como quem diz: duas ostras para cada um, a cinco euros a dose! Ah, e tal, compensa: estamos num sítio único com vista para o mar. Infelizmente, não. Estamos no meio do passeio, com carros a estacionar à nossa frente, tias a fazer compras e habitantes locais a beber minis. Mas este é o espírito da Comporta.

As ostras estavam óptimas, mas é possível comê-las a um preço mais razoável. Se pegar no carro e for até à Carrasqueira, pode comprá-las directamente no viveiro onde os senhores da Comporta as vão buscar. E, pelo caminho, ainda pode ver o lindo porto palafítico da aldeia.

Os muffins e os sumos 

A nossa equipa de futsal deliciou-se com um muffin de chocolate com pedaços (um pouco doce demais), um muffin de caramelo e nozes (melhor) e um sumo natural de melancia (maravilhoso). 

A Padaria tem ainda carpaccios e uma espécie de piquenique para levar para a praia: o "Faz-te à praia" é um pack de papel, com uma lata de conserva, tomate, pão, ervas, salada de couscous, empada e um muffin.

O serviço 

Há o tal problema da pronúncia britânica e do tom afectado que abre as vogais no fim de cada frase. Mas também é exigência a mais. O casal que gere a Padaria é muito simpático, conversador e preocupado em saber se os clientes gostaram ou não. E isso é o mais importante. Pagámos 30 euros por um lanche, mas senti-me bem ali. E era bem capaz de voltar – num fim-de-semana de calor como este, a uma hora sem mosquitos.

 

Um abraço para as melgas da Comporta, onde quer que elas estejam,

Ele

ambrósio, apetece-me algo II

Que tal umas ostras, para começar?

 

 

... e uma deliciosa tábua de queijos, para acabar?