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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

madmary, o almoço que acabou antes de começar

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Desde o dia em que, aos 9 anos, decidi lavar um quadro dos meus pais com uma inovadora mistura de água com lixívia que não via um tão fulminante arregalar de olhos. A experiência aconteceu na novíssima padaria de Lisboa, orgulhosa detentora de um dos mais adequados nomes da restauração lusitana. O MadMary Cuisine é uma mistura de padaria com restaurante de refeições rápidas e leves para o almoço.

 

um brunch no tease: o caminho para a perdição passa pela praça das flores

Imagine que entra numa pequena pastelaria de bairro com um ar cosy e muito vintage e depara-se com isto:

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chegaram os bolos de natal à padaria portuguesa (e nós já provámos as óptimas broas castelares)

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É uma das novidades mais esperadas do mundo pasteleiro português: a Padaria Portuguesa já tem à venda os seus bolos de Natal. Há bolo rei, bolo rainha, azevias e coscorões, além das maravilhosas arrufadas que eu gosto tanto no Natal como na Páscoa, no Carnaval, na praia ou em qualquer altura do ano. Isto já seria suficiente para me deixar em alerta máximo. Mas, como o bolo rei (e, sobretudo, o bolo rainha) é um assunto demasiado sério e que merece um post especial dedicado aos melhores do mundo (oh, meu Deus, quais serão?!), hoje vou falar do meu outro bolo de Natal preferido: as broas castelares, também conhecidas entre os amigos por broas deliciosas.

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Esta semana, fui à Padaria Portuguesa de Belém provar essas pequenas preciosidades. Mas, antes dos elogios, só uma queixa: por alma de quem é que as broas não são vendidas à unidade e só em caixas de 250 gramas para levar para casa? É uma desconsideração inexplicável para com a pobre broa. Lavrado o protesto, sigamos em frente.

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Semi-contrariado, comprei apenas uma caixa para dividir com a nossa delicada equipa de futsal que come bolos de Natal com a mesma voracidade com que um papa-formigas aspira insectos. Só quando cheguei a casa com a caixa de broas reduzida a meia broa – sim, comi 12 broas pelo caminho – é que me apercebi de que 250 gramas não chegavam para seis bocas (na verdade, quase não chegaram para uma).

Mas voltando ao que interessa: vale ou não a pena experimentar as broas da Padaria Portuguesa?

Pausa. Suspense.

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Gosta de laranja? Eu adoro, por isso adorei as broas da Padaria. Feitas com casca de laranja moída e mel, percebe-se perfeitamente o sabor adocicado da fruta. Além disso, têm farinha de milho e de trigo (que eu gosto), batata doce (que eu adoro), coco (que eu amo) e amêndoa (que eu venero). Para os mais moderados, são talvez um pouco doces demais e sabem demasiado a laranja. Mas, para mim, estão óptimas e, além disso, cozidas no ponto. 

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Para lá das broas, a Padaria Portuguesa tem também outras surpresas de Natal à venda, para levar para casa ou para oferecer a alguém: caixas para guardar bolachas, canecas e compotas. Qualquer uma destas coisas dá um presente engraçado. 

E agora tenho de arranjar espaço para provar as azevias. Ginásio, aí vou eu! Contrariado, mas vou...

 

Boas broas para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: casal mistério e padaria portuguesa

lanche para quem não quer comer muito: as mini-empadas da padaria portuguesa

Hoje estive na sede do BES. Não aguento mais a pressão imposta por Ela. Resolvi pôr tudo em pratos limpos, esclarecer a questão, liquidar o problema. Preparei uma mochila, pus lá dentro tudo o que precisava e parti. Quando cheguei à porta da sede do banco, em Lisboa, fiz aquilo que tinha a fazer: virei à esquerda, subi a rua e entrei na porta da esquina, a da Padaria Portuguesa. Aproximei-me do balcão e pedi uma mini-empada de galinha. 

Ela não pára de me pressionar por causa dos lanches, das bebidas happy hour, dos gins tónicos, dos baldes de pistáchios, tremoços e dos amendoins envoltos em wasabi. Resolvi entrar em dieta só hoje entre as cinco e as sete da tarde. Por isso precisava de esclarecer uma questão relevante: qual é o melhor salgado para alguém de dieta? Reconheço que não pesquisei muito. Passei pelo quiosque do Banana Café, na Avenida da Liberdade, e só encontrei mini-quiches do tamanho de um prato de sobremesa, cruzei a entrada do Tivoli e vi um mordomo de cartola à entrada que assusta qualquer ser humano que não tenha um avião particular para hipotecar quando for obrigado a pagar a conta, e foi aí que vi o BES. E pensei: ora aí está um sítio que se adapta a um pobre elemento de classe média como eu. Não estava a pensar no Banco Mau, estava a pensar na Padaria Portuguesa, que fica mesmo ali ao lado.

É aqui que estão umas óptimas mini-empadas de galinha do tamanho de uma bola de golfe. Vêm ainda quentes, a massa é leve e o recheio não tem nada de seco. Com aquele tamanho, é o ideal para alguém que está sempre a ser convidado a entrar no Biggest Loser, como eu. E, ainda por cima, é boa. Com uma Coca-cola com gelo e limão (Zero, claro!) fiz a festa.

E tive companhia. Em cima da mesa à frente da minha, na esplanada, uns pombos inchados de tanta comida sorviam os restos deixados pelos clientes no prato. Confesso que achei a cena um bocado repugnante. Mas a gula foi mais forte do que eu: levantei-me e fui buscar outra mini-empada. Acha que estraguei tudo?

 

O bom 

A esplanada fresca

O mau 

Os pombos em cima das mesas

O óptimo 

As mini-empadas de galinha

 

Um bom lanche light para si onde quer que esteja,

Ele

domingo é dia de brunch na quinoa

 

Alexandra e Filipa são duas irmãs muito cúmplices que tinham um sonho comum: produzir bom pão. Tinham, foram à luta, não desistiram e concretizaram-no. Em 2009, criaram a Quinoa, uma padaria que é também uma cafetaria e loja gourmet, e escolheram o sítio certo: apaixonaram-se por um velho antiquário na rua do Alecrim, no Chiado, em pleno coração de Lisboa, num edifício com mais de 100 anos e uma escadaria do século XVIII, que recuperaram e se tornou a imagem de marca do espaço. A decoração clean e arejada e o ambiente familiar convidam quem passe por ali a sentar-se sem pressa numa das mesas e saborear as especialidades da casa.

E a especialidade da Quinoa é o pão biológico. Todos os dias tem 10 tipos de pães diferentes, deliciosos e saudáveis, feitos de forma tradicional, utilizando apenas ingredientes de origem biológica. Já para não falar dos apetitosos bolos, tarteletes, bagels e scones que levam qualquer um à loucura. Aqui pode tomar o pequeno-almoço, um brunch, pode almoçar ou lanchar. À hora de almoço, o Quinoa serve sopas, tartes, saladas, sandes e sumos naturais e na loja gourmet, vende conservas, compotas, azeites, vinhos, patés, chás, biscoitos e chocolates.

Ao domingo, a Quinoa abre portas só para servir o Sunday Brunch Buffet. Um brunch especial (e diferente do que é servido durante os restantes dias da semana) onde pode comer e repetir as vezes que quiser de uma mesa com uma vasta variedade de tentações irresistíveis, tudo por 15,90€.

Horário: segunda a sábado das 09h às 19h e domingo das 09h às 16h (Sunday Brunch Buffet)

Morada: Rua do Alecrim, nº 54, 1200-018 Lisboa

 

Vemos-nos lá amanhã?

Bom fim de semana,

Ela

sugestão para os dias de sol: a esplanada da eric kayser

Sol + calor + almoço + sexta-feira + esplanada - vários meses de chuva e frio que já não se aguentava = Eric Kayser. Foi o que eu pensei. Mal me apanhei a andar por Lisboa em mangas de camisa, sem os cachecóis, as luvas, o sobretudo e o guarda-chuva da semana passada, corri furiosamente para a primeira esplanada que encontrei. E felizmente foi a esplanada da Eric Kayser, junto às Amoreiras. É nesta fase que você tem de tomar a decisão mais importante da sua vida se quer ter um almoço bem passado: em que esplanada é que fico - na que dá para o Amoreiras ou na que dá para o Amoreiras Plaza? Se não quer ter carros, barulho, fumo e buzinadelas, não hesite: Amoreiras Plaza consigo.

O ambiente

A esplanada é tranquila, dá para o pátio interior do Plaza e, se não fossem as duas criancinhas que saltitavam e guinchavam em cima de nós, teria sido o local perfeito para receber a Primavera depois de um longo e penoso Inverno. Mas o encanto da Eric Kayser começa no interior: a decoração é fantástica, as montras enormes a mostrar o pão, os bolos, as saladas e as sanduíches são fabulosas e o cheiro torna esta pastelaria/restaurante-de-refeições-rápidas numa tentação irresistível. Não estou a usar estas duas palavras ao calhas. Mal entra aqui, sente logo o cheiro a bolos quentes e estaladiços e a creme de ovos acabado de fazer. É impossível passar pela porta da Eric Kayser sem sentir uma vontade fulminante de aspirar quatro croissants, dois macarons, cinco pastéis de nata e mais dez daqueles bolos cheios de cor e recheio que nunca sabemos bem como é que se chamam.

O serviço

A fila para pedir anda a uma velocidade razoável - e olhe que estava cheio - e as empregadas estão sempre preocupadas em ir ter consigo para adiantar o seu pedido enquanto está a pagar a conta. Ou seja, nunca está realmente à espera, entre o olhar para a montra para escolher, fazer o pedido à primeira empregada, passar para a caixa, pagar e receber mais à frente o seu tabuleiro pronto. O sistema é eficaz, as empregadas são simpáticas e, se não fosse o facto de pegarem no seu cartão multibanco e no terminal de pagamento automático com a mão que tem a luva para mexer no pão e não com a outra, tudo seria perfeito.

A comida

Uma desilusão, uma surpresa e uma confirmação. Primeiro a desilusão: a sopa de brócolos. Tem bons e grandes bocados de brócolos, o que lhe dá sabor e demonstra que aqui é tudo fresco. Mas tem também a consistência de uma massa de vidraceiro. Não sei se é da batata ou de outro legume qualquer utilizado para engrossar, mas isto não é engrossar, é fossilizar. No fim, é verdade que não enche tanto como uma sopa de feijão. Mas uma sopa quer-se cremosa, líquida ou, pelo menos, com algum líquido.

 

Depois, a confirmação: o penne com tomate confitado, mozzarella derretida, molho pesto e salsa. A salsa é dispensável e só serve mesmo para enfeitar. Mas o resto é delicioso e corresponde na perfeição à expectativa com que ficamos quando olhamos para o maravilhoso aspecto da pasta fria. Numa caixa quadrada de cartão, cuidadosamente apresentadas, as pastas são muito boas. O tomate confitado dá um toque caramelizado e a mozzarella é leve e combina bem com o molho pesto.

 

Finalmente, a surpresa: a sanduíche de frango rústico. Em baguete escura de sementes, podia parecer que seria muito seca. Mas não. O frango está muitíssimo bem assado e vem acompanhado com tomate seco (óptimo!), alface e maionese. Eu, que nem sou grande fã de maionese, provei e adorei. Se não quiser nada disto que eu escolhi para comer, tem ainda umas saladas com um aspecto fantástico e uns brunchs maravilhosos para este fim-semana. Escolha não falta.

 

Para sobremesa, provei um mini pastel de nata com um aspecto deslumbrante. Mas, apesar de ser bom, não é um verdadeiro pastel de nata: a massa é apenas massa folhada (sem aquela mistura única entre massa folhada e massa de pasteleiro dos pastéis de nata) e o creme tinha um travo diferente que não consegui perceber exactamente ao que era. Fiquei desiludido? Não, fiquei cheio (muito por culpa da sopa). Mas não fiquei por aqui. Mal acabei de beber o café (meio morno - falha!) atravessei a rua e fui experimentar a nova loja de bolos pop up das Amoreiras. Mas isso fica para amanhã, que eu não quero que pensem que sou um gordo insaciável.

Uns bons dias de sol para si em esplanadas destas, onde quer que esteja,

Ele