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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

e agora a pergunta mais importante da semana: onde é que se comem os melhores percebes? e o melhor camarão com arroz de alho?

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Eu sei que nem tudo é uma questão de tamanho, mas no caso dos percebes vale a pena sair de casa com uma fita métrica na mão. Quanto maiores, mais carnudos, mais tenros e mais saborosos. Os percebes estão para mim no Olimpo da culinária. São o marisco mais estranho, mas também aquele que tem o sabor mais aproximado com o do mar. Talvez a par das cracas, mas com uma enorme diferença: os percebes são maiores. E assim voltamos ao início da conversa: os percebes devem ser degustados de babete ao pescoço e fita métrica na mão. O babate protege-nos das incontroláveis esguichadelas de água salgada que são uma permanente ameaça à domingueira camisinha branca, a fita métrica garante-nos que estamos a comer marisco decente.

Foi assim que eu saí de casa num destes dias (sim, numa figura relativamente ridícula...) à procura dos percebes mais avantajados da região de Lisboa. E encontrei-os, como já suspeitava, na Praia das Maçãs, ao pé de Sintra. O restaurante chama-se Búzio, mas deve ter sido uma desatenção do pai no dia do registo, porque este é o paraíso do percebe. Felizmente não é só. Por isso o melhor é fazer um rápido flashback até ao início de tudo.