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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

onde almoçar esta semana? na nova peixaria que acabou de abrir no centro comercial alegro

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O serviço

Quando chegámos à fila para sermos atendidos na Nova Peixaria, a última novidade no Centro Comercial Alegro, em Alfragide, tínhamos à nossa espera um empregado com a facilidade de expressão da múmia de Tutankamon e a facilidade de sorrir de Cavaco Silva (não há grandes diferenças entre estas duas metáforas, pois não?). Depois de um extenso diálogo em que o empregado conseguiu proferir seis ditongos e meio sorriso, já tínhamos os nossos pedidos anotados.

Na Nova Peixaria, tudo tem de ser rápido e eficaz. Desde que abriu, há duas semanas, o restaurante tem diariamente, à porta, uma enorme fila de gente ansiosa por experimentar peixe fresco a preços de shopping. Por isso compreende-se que não haja tempo para grandes simpatias. Especialmente por parte de quem está a percorrer a fila de clientes à espera enquanto tenta adiantar os pedidos. 

A partir daí, com os outros empregados, a simpatia subiu consideravelmente. O grande problema, no entanto, é a espera: é difícil ter de ficar menos de 10 minutos em pé só até conseguir chegar à caixa para pagar.

 

 

o melhor bolo do caco está aqui (e, já agora, o melhor prego também)

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Estava há algum tempo a resistir ao conceito. Mas, desde que vi um ministro das Finanças de um país do euro com o cabelo rapado, blazer aberto e camisa por fora das calças a cumprimentar o presidente do Eurogrupo com uma das mãos no bolso, achei que estava preparado para tudo. E foi assim que entrei numa peixaria para comer um prego. Estranho? Por amor da santa, estranho é alguém chamar-se Yanis Varoufakis. No Prego da Peixaria, não há cá estranhezas, há apenas aquele que talvez tenha sido até agora o melhor bolo do caco que esta ávida garganta já deglutiu.

 

 

fui experimentar o novo prego de atum do prego gourmet e...

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...ainda estou em choque! Respondam-me só a uma dúvida que me anda a atormentar o espírito: o que é que se passa com aquele que era um dos melhores restaurantes de fast food do país?

Ponto prévio: durante vários meses, logo a seguir a ter aberto o primeiro restaurante Prego Gourmet, comi o delicioso prego de salmão no prato três dias em cada cinco de trabalho. Fiz esta loucura durante muitas semanas, porque o salmão era, de facto, alguma coisa de extraordinário: muito bem servido (duas enormes postas) e muitíssimo bem cozinhado (tostado por fora e mal passado por dentro).

Agora regressei ao Prego Gourmet a salivar de expectativa, mal vi o anúncio do novo prego de atum, e, depois de acabar de comer, sinto-me como se a Corporação de Bombeiros Voluntários de Castanheira do Ribatejo me tivesse despejado um infindável Ice Bucket Challenge por cima da minha frágil cabeça.

 

 

uma esplanada em lisboa com vista para o rio (para dias de sol – e de chuva também)

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Entrar num restaurante, abrir a ementa e ver 14 gins à minha disposição é o mesmo que... o mesmo que... o mesmo que... o mesmo que... é mas é melhor não dizer mais nada para não acabar com o Casal Mistério num golpe descontrolado no teclado.

O pior é quando pousamos a ementa, olhamos para o relógio e... ainda são 13h. Beber um gin tónico logo à saideira da manhã? Não podia ser pior.

Ou podia. Eram 13h de um dia de semana. Agora é que atingimos o clímax do azar.

Ou não. Eram 13h de um dia de semana, em que tinha uma reunião com uma figura insuportável marcada para as 14h30. É melhor parar a tempo com esta onda negativista antes que vocês me abandonem aqui sozinho à frente do computador.

O que eu queria dizer é que há dias de azar. E ter uma carta com 14 gins tónicos a fazerem um sorriso à Jennifer Aniston na minha direcção num dia destes é uma cena à Mr. Bean.