Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

gelado vegan de banana e frutos vermelhos só com 3 ingredientes para dar as boas vindas ao bom tempo

Que maravilha de fim-de-semana! Que sol delicioso! A primavera chegou uns dias antes mas infelizmente os nossos queridos Filhos Mistério passaram os últimos dias a marrar. Paciência, também têm 3 meses de férias e nós não! Mas para lhes animar a tarde, decidi pedir ao meu querido Marido Mistério para lhes fazer uma surpresa (já que de manhã foram eles que o surpreenderam com um brunch especial de Dia do Pai).

Por isso, decidi procurar uma receita saudável mas, sobretudo, fácil porque achei uma maldade pô-lo a trabalhar no Dia do Pai. O espetacular blog A Couple Cooks salvou-me a tarde, com esta fantástica receita de um gelado lindo e vegan!

Ele só precisou de bananas maduras, descascadas e cortadas às rodelas, frutos vermelhos congelados, leite de coco ou um iogurte natural, xarope de ácer e sumo de limão (estes dois últimos são opcionais). Se quiser saber as quantidades certas de cada ingrediente, para 4 pessoas, espreite aqui a receita original.

Banana-Berry-Vegan-Ice-Cream-003.jpg

 

 

vai uma limonada de gengibre para resistir ao mau tempo?

Com que então estávamos convencidos de que era Primavera, hã? Se 15 graus de temperatura máxima em Lisboa e 13 no Porto forem Primavera para si, então está com sorte. Se preferir calor e céu sem nuvens, temos pena, interrompemos a Primavera por uns instantes e retomamos a emissão dentro de momentos.

É para agradar a toda a gente (quem está feliz com este tempo e quem não está) que falo desta magnífica limonada de gengibre, descoberta no fabuloso (já que não posso elogiar o tempo, gasto todos os adjectivos aqui) blog Love and Olive Oil. É fresca para os poucos minutos de sol e picante para tratar a sinusite causada pela chuva e pelas nuvens. Além de tudo, é fácil de fazer, o que agrada a toda a gente.

Eu, que nem sou grande fã de gengibre (o responsável pela parte picante da limonada), adorei.

 

gin fizz, um cocktail delicioso para brindar à primavera

Dia de Primavera é dia de cocktail. E já que se vislumbram no horizonte dias mais quentes e agradáveis do que aqueles que temos tido, damos uma sugestão exótica tirada do excelente blog Nothing But Delicious. Tem gin, tem claras de ovos e tem um vegetal maravilhoso, mas um pouco difícil de encontrar: ligústica, que é como quem diz levístico, que é como quem diz uma espécie de aipo.

Se não descobrir ligústica à venda, substitua por aipo que também serve.

 

 

um jantar simples e saudável para a primavera: coxas de frango no forno com miso e mel

É domingo e está com uma preguiça enorme para se arrastar até à cozinha e fazer o jantar? Chegou tarde a casa e não tem tempo nem imaginação para cozinhar? Esta receita do site Food 52 é genial para aqueles dias em que não tem tempo para nada (ou seja, basicamente todos os dias da minha cansativa vida) ou até mesmo se lhe aparecerem em casa convidados de última hora. Falo de coxas de frango assadas no forno mas com um twist que faz toda a diferença: com miso e mel.

Quatro palavras definem esta receita: simples, rápida, tentadora e deliciosa. Só precisa de manteiga, pasta de miso, mel, pernas de frango, alho e sal. E vai ver que a manteiga vai ajudar a pele a ficar crocante e o salgado do miso vai contrastar na perfeição com o doce do mel. Se quiser saber as quantidades certas de cada ingrediente para 2 a 4 pessoas, espreite aqui a receita original.

95a7bada-fe29-45c6-9fad-6204f00d4abc--2015_0324_ho

 

salada de quinoa com morangos e espargos, um almoço light para se preparar para o verão

Estamos na Primavera, o calor aumenta, as roupas diminuem e é preciso encontrar soluções urgentes para manter a linha. Eu sei, ouço todos os dias essa penosa conversa. Desde o dia 21 de Março que se tornou praticamente impossível comprar um alimento cá para casa que não fosse verde – e não, Ela não é adepta do Sporting...

Foi por isso que dediquei os meus últimos dias a pesquisar as melhores receitas de saladas que existem na Internet. E foi quando já me tinha convencido de que era impossível fazer alguma coisa diferente que descobri esta maravilhosa receita do blog Oh She Glows. Além de ser feita com essa preciosidade da natureza que é a quinoa, pode ser servida quente ou fria, o que é ideal para estas semanas em que saímos de casa com 40 graus à sombra e voltamos enrolados num cachecol. 

 

Ingredientes

Para a salada

  • 1 chávena de quinoa crua
  • 1 alho francês cortado às rodelas
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 molho de espargos (sem os últimos dois centímetros do pé e cortados aos pedaços)
  • 1 chávena de morangos cortados aos bocados
  • 3/4 de chávena de ervilhas
  • 1 chávena de salsa fresca picada
  • Raspas de limão

Para o molho

  • 3 colheres de sopa de azeite extra virgem
  • 3 colheres de sopa de sumo de limão espremido
  • 1/2 colher de sopa de xarope de ácer
  • Flor de sal
  • Pimenta moída no momento

springsaladvegan-3637.jpg

 

 

como fazer um gelado cremoso e light só com um ingrediente

Banana-45.jpg

Os gelados estão para esta Família Mistério assim como as contribuições da Segurança Social estão para o nosso querido primeiro-ministro: queremos fugir deles, mas infelizmente não conseguimos. Mesmo quando estamos em dieta absoluta e inescapável. Passos Coelho foi apanhado pelo jornalista do Público, nós fomos apanhados por esta divinal receita do The Kitchn. Mas antes que me arrisque a ter uma paragem de digestão, se calhar é melhor acabar com este paralelismo entre comida e política. Vamos falar de gelados light, simples e maravilhosamente rápidos de fazer. E tudo o que precisa é de um cacho de bananas – para o gelado, claro!

As bananas têm a maravilha de conseguir juntar num único ingrediente o doce do açúcar, a cremosidade das natas e a frescura da fruta.

 

 

brownies sem glúten para celebrar o início das férias da páscoa e dar as boas vindas à primavera

Ser mãe é... a melhor coisa do mundo. Mas também é... ter uma paciência de santa (sobretudo quando eles entram na adolescência) e sacrificar-se pelos nossos filhos. E este fim-de-semana é isso mesmo que vou fazer: sacrificar-me mais uma vez? Quem é que, no seu juízo perfeito, se lembra de fazer estes tentadores brownies quando se está em eterna dieta? Uma mãe, claro. Uma mãe que prometeu um lanche especial para celebrar o início das férias da Páscoa e dar as boas vindas à primavera. Neste caso, uma super mãe, porque vou fazer mas não vou comer! Estes brownies, que descobri no fantástico blog Top With Cinnamon que eu adoro, são sem glúten, o que é simpático mas infelilzmente não emagrece.

Paleo-Brownies-021.jpg

 

 

os maravilhosos gelados de iogurte natural com leite magro da weeel (acho que a minha primavera vai ser passada aqui)

1560614_717153235037088_3750067343912458323_n.png

Há coisa mais azucrinante do que um ser humano que se passeia por um centro comercial aos "esses"? Não, não estou a falar de criaturas alcoolizadas. Nem abananadas por terem visto o eclipse solar sem óculos. Não. Estou a falar de pessoas no seu estado de sobriedade absoluta, porém absorvidas por uma magia provocada pelo contacto de um telemóvel com a sua orelha. Quando estão sem telefone, estas pessoas comportam-se com normalidade. Mal encostam o aparelho ao ouvido, parece que começam a planar acima de todos. Focam o olhar no infinito e vão tocando as montras dos dois lados do corredor como se estivessem a fazer um slalom de ski. 

Ontem, andava eu com alguma pressa a passar pelo El Corte Inglès, quando me aparece à frente um destes espécimes. Mal o identifiquei, abrandei o passo para o tentar passar na altura certa. Logo que o vi virar para a direita enquanto sorria com uma piada que ouvia do outro lado da linha, acelerei pela esquerda. Mas parece que estas pessoas fazem de propósito para não serem ultrapassadas. No momento em que eu ia a passar por ele, mudou bruscamente de sentido e chocou comigo.

 

miradouro de são pedro de alcântara, uma esplanada deslumbrante para almoçar em dias como este

Era uma tarde de sol, o calor aquecia o chão e secava o ar, tudo o que me apetecia era uma salada. (Agora já entrou no espírito faroeste? Óptimo!) Por um lampejo de sorte, encontrei um restaurante de saladas.

- Boa tarde, vou querer uma salada de frango, se faz favor.

- Peço desculpa, mas já não temos saladas.

É neste momento que me sinto o Astérix com o céu a cair-me em cima da cabeça. Senta-se um homem, com a sua família numerosa e sem a sua formosa companheira de jornada, a arfar debaixo do calor da cidade e a sonhar com a frescura de uma salada e... não há saladas?! Às dez para as duas da tarde, não há saladas?!

Refeito do choque inicial, fixei nos olhos a simpática empregada espanhola (o desemprego em Espanha está a mudar-se para Portugal), inspirei profundamente, olhei para a vista magnífica e pensei: com uma esplanada destas, com uma vista destas, tudo se desculpa.

 

O ambiente 

Este é daqueles pontos que não merece grandes explicações. Basta uma frase – é uma esplanada num jardim com uma das melhores vistas de Lisboa – e várias fotografias:


Para acabar, uma legenda: Sabe o que é isto que viu aqui em cima? A sé, o castelo de São Jorge, a Mouraria, a baixa, o rio e os principais bairros típicos da cidade. Pois é... E aqui pode ver esta vista de dia, de noite ou quando o sol se estiver a pôr. O quiosque do Miradouro de São Pedro de Alcântara está aberto todos os dias das 10h às 21h, às sextas e sábados fecha às 2h da manhã. De dia, o ambiente é calmo e descontraído, com sombra, sol, mesas, cadeiras e espreguiçadeiras, onde pode descansar e ver a vista enquanto bebe uma óptima imperial ou uma caipirinha. À noite, há boa música, concertos e DJs. É um sítio deslumbrante para passar por lá ao fim do dia, antes de ir jantar fora. Ou, se quiser mais animação, para passar por lá a seguir ao jantar antes de ir para a noite. E não precisa de levar a camisolinha às costas como o seu avô: aqui há aquecimentos na esplanada e mantas para emprestar.


O serviço

Além da empregada espanhola, há também brasileiros e portugueses. Não sei se os donos do quiosque têm algum acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, mas a multiculturalidade ajuda a dar um ambiente urbano-negligé ao local. Apesar de serem poucos (menos do que deviam), os empregados cumprem em eficiência e simpatia. Pode demorar um bocadinho mais do que seria de esperar? Talvez. Mas, com uma vista assim, ninguém protesta.


A ementa 

As sanduíches

Ultrapassado o choque inicial das saladas, acabei no choque calórico das tostas. Também podia ter optado por um chouriço assado, mas um choque calórico sempre é melhor do que um apocalipse calórico. A equipa de futsal sub-18 que me acompanhou lambuzou-se com umas sanduíches de salmão fumado e queijo Philadelphia. Eles adoraram, mas eu fiquei um bocadinho desapontado com o pão. Na verdade, não se pode verdadeiramente chamar pão a umas baguetes congeladas e mal cozidas, com a côdea branca e mole... 


As tostas

Eu pedi uma tosta de espargos em pão fininho muito bom. Vinha com um creme branco no meio, o que acabava por tornar a segunda metade da tosta um pouco enjoativa, mas o pão era bom e estava acompanhado com umas folhas de rúcula que tinham sobrado das saladas (ainda vi as últimas, com bom aspecto, a serem servidas na mesa do lado).


As bebidas

Os sumos de laranja naturais estavam frescos, saborosos e com pouca água misturada, o que hoje em dia começa a ser uma raridade.

No final, pagámos 34 euros e registámos: apesar de a baguete não ser parisiense, este é um spot delicioso para os próximos meses. E então se houver saladas, o céu cai-me mesmo em cima da cabeça (mas desta vez por um bom motivo).

 

O bom 

As tostas

O mau 

A baguete

O óptimo 

A vista

 

Um abraço para o Astérix, onde quer que ele esteja,

Ele

chegou a hora de verão (e das saladas a esta casa)

Está sol, mas também está chuva. Está calor, mas também está frio. Estamos de dieta, mas eu não estou. Como pode calcular por esta sequência de frases absolutamente esquizofrénicas, ando dividido. Mas hoje pus ordem nesta cabeça tão iluminada quanto uma gruta talibã nas montanhas de Tora Bora: se chega a hora de Verão a este país, têm também de chegar as saladas a esta casa. Mas, para começar, é melhor uma salada de meia estação, que é como quem diz uma salada meio esquizofrénica: leve mas consistente.

Comece por cozer o feijão frade, em lume brando, durante seis a oito horas, depois de colocado de molho durante dois dias... Peço desculpa, foi mais uma travagem brusca cerebral. Deixe-se de maluqueiras e compre o feijão frade em frasco, que é mais rápido e prático. Despeje para uma taça e junte duas embalagens de ventresca de atum. E isto faz toda a diferença: a ventresca de atum não é o habitual atum de conserva, é o músculo da barriga. E é a parte mais saborosa do peixe. Basicamente, está para o atum como o chateubriand está para o bife: é tenra, saborosa e desfaz-se em lascas. Hoje em dia, encontra a ventresca à venda em quase todos os grandes supermercados. Eu aconselho o atum Santa Catarina, dos Açores, e a conserva em azeite ou água – já que estamos em dieta, evite o óleo. Depois disto, coloque um ovo cozido picado por pessoa, muito tomate aos cubos e uma cebola picada. Acabe com coentros aos bocadinhos e tempere com azeite, vinagre de orégãos e flor de sal.

É a chamada dieta light: é salada, mas enche como se não fosse.

 

Ingredientes 

500 gr de feijão frade

2 latas de ventresca de atum ao natural ou em azeite

4 ovos cozidos

4 tomates

1 cebola

Coentros picados

Azeite

Vinagre de orégãos

Flor de sal

 

Uma boa hora de Verão para si, onde quer que o Verão esteja,

Ele

sugestão para a dieta: bolachas de gengibre sem açúcar

Tenho de confessar duas coisas. Primeiro, não gosto de gengibre. Segundo, não gosto de dietas. Foi, por isso, com um intenso mau humor que vi entrar cá em casa um pacote de bolachas de gengibre sem açúcar. (Oh, Deus, o que é que passa pela cabeça das mulheres a partir do início da Primavera?!) Mas, a verdade é que tive de reconhecer uma coisa: há bolachas boas sem açúcar. E depois outra: também há bolachas boas de gengibre. E mais difícil ainda de reconhecer: há bolachas boas de gengibre, sem açúcar.

As responsáveis por esta mudança radical na minha vida foram as Simpkins Ginger Biscuits, uma marca inglesa que produz bolachas desde 1921 e que, como quase todas as marcas inglesas de biscoitos, bolinhos e outras coisas que se comem com o chá, tem umas embalagens com óptimo aspecto que nos dão vontade de aspirar um pacote seguido em 30 segundos.

A verdade e que as Simpkins são doces e conseguem misturar o sabor típico da bolacha com um toque apimentado do gengibre. É uma óptima escolha para quem está de dieta e não quer deixar de comer (situação em que infelizmente me encontro porque produtos calóricos deixaram de entrar cá em casa). Segundo parece, as Simpkins vendem-se no Celeiro, uma loja de comida que, nunca percebi bem porquê tem empregadas vestidas com uma bata branca de dentista em fim de carreira. E é melhor acabar por aqui para não ter de falar do cheiro a remédio dos corredores…

Uma boa dieta para si, onde quer que esteja,

Ele 

novo boutique hotel na praia verde com descontos para a páscoa

Falta menos de um mês para a abertura de um novo paraíso numa das melhores praias do Algarve. A Praia Verde é extraordinária por quatro razões: muito calor, mar quente, areal gigante e pouca gente. Quando falo de calor é calor a sério: raramente precisa de um casaco de malha para sair à noite. O mar, além de ser quente, mais parece uma piscina gigante (se não estiver levante, claro). E o areal é de se perder de vista mesmo: são quilómetros e quilómetros de praia onde basta andar uns passos para se sentir numa ilha deserta.

Até agora, a oferta hoteleira na zona era reduzida e com muito pouco charme. Mas há luz ao fundo do túnel: o antigo Praia Verde Resort foi todo remodelado e chama-se agora Praia Verde Boutique Hotel. A mudança de nome já é um bom prenúncio e as fotografias dos novos quartos confirmam as minhas expetativas. Não tem nada a ver com a decoração antiga que confesso nunca me mereceu uma visita, nem sequer para beber um café ou ir à casa de banho!

 

A inauguração está marcada para o próximo dia 15 de abril e a coisa promete. Ainda por cima reabre com promoções imbatíveis! Situado a dez minutos a pé da praia, numa zona de pinhal, tem 40 suites com quarto, sala de estar e kitchenette. Ideal para famílias ou grupos de amigos, tem a vantagem de estar ao lado de uma praia de sonho, da maravilhosa aldeia de Cacela Velha (onde se comem as melhores ostras de Portugal e dos Algarves) e de Espanha.

O hotel tem ainda restaurante, sala de reuniões, sala para as crianças, sala de refeições, piscina exterior com bar, wireless gratuito, salas para reuniões e eventos e serviço de transfer. Ufa! Nas férias, nem é preciso tanto...

Do que é que está à espera? Aproveite as promoções da reabertura e marque já um fim de semana nas férias da Páscoa, a partir de 99 euros por noite. Não acredita? Clique aqui.

Bom fim de semana,

Ela

 

sugestão para a primavera: cinco restaurantes dentro de uma roulotte

Começa hoje oficialmente a festa da roulotte. Chama-se Lisboa Sobre Rodas e são cinco restaurantes que se vão dedicar à venda ambulante até ao dia 10 de Outubro. Durante os próximos meses, o Banana Café, a Frigideira de Bairro, a Hambúrgueria da Parada, o Hot Dog Lovers e o Wasabi vão circular por Lisboa em roulottes personalizadas e vão parar todos os dias da semana num sítio diferente: Amoreiras (junto ao Hotel D. Pedro V), Campo Grande (ao lado do edifício da Zon), Cais do Sodré (mesmo no parque de estacionamento), Entrecampos (no jardim) e Saldanha (na praça).

As roulottes estarão abertas ao público entre as 10h e as 19h, de segunda a sexta-feira, e montarão sempre uma esplanada com 20 lugares sentados no local. Aos domingos, uma das roulotes estará estacionada no Parque de Monsanto entre as 10h e as 19h. De quinta a sábado, vai haver também festa da roulotte à noite: as cinco carrinhas vão juntar-se no topo do Parque Eduardo VII, junto à bandeira, entre as 20h e as duas da manhã, numa esplanada com cerca de 200 lugares sentados. Hoje é a primeira noite no Parque Eduardo VII e vai haver festa para comemorar a inauguração da iniciativa, com Concha e Pedro Sacchetti e o DJ Phizz. Conheça cada uma das roulottes e para saber onde é que elas estarão, consulte as páginas do Facebook:

 

A Frigideira do Bairro

É a roulotte dos donos do restaurante Sea Me, onde nós já fomos e sobre o qual escrevemos aqui. A Frigideira tem o conceito de petiscos servidos em pequenos tachinhos, tal como existe já no Mercado de Campo de Ourique. Há lascas de bacalhau, vieiras com chouriço, batatas assadas, grelos salteados, alheira de Mirandela, entrecosto com enchidos ou gambas ao alho. A roulotte já circula por Lisboa desde Fevereiro.

 

Banana Café

Foi para a rua esta semana e ganha destacadissimamente o prémio de roulotte mais bonita e original. Pintada à mão pelo designer Frederico Aranha, tem um estilo divertido e apetecível. O Banana Café serve sumos naturais feitos no momento (a limonada de morango é óptima!), empadas, quiches e saladas. Onde a roulotte pára, há música.

 

Hambúrgueria da Parada

São hambúrgueres no pão, com preços entre os €3,90 e os €5,20. O quiosque original fica no jardim de Campo de Ourique e está quase sempre cheio. O mais original é o hambúrguer agridoce.

 

Hot Dog Lovers

São os famosos cachorros da Boca do Inferno, em Cascais, que faziam um sucesso no Verão, depois de um bom dia de praia no Guincho (coisa rara) ou à hora do almoço quando a ventania no Guincho não se aguentava (coisa mais frequente). Depois abriram em Lisboa um quiosque na Avenida da Liberdade e agora vão percorrer a cidade. Têm hot dogs vegetarianos, chili e outras coisas estranhas. Mas o melhor mesmo é o cachorro completo, com tudo aquilo a que temos direito. Preços entre €3,50 e €4,90.

 

Wasabi

Tem sushi, sashimi, uramakis, gyosas, temakis, camarão panado, caipirinhas e morangoskas. É óptimo, prático e não é nada caro: tem menus entre €4 e €5,95. Nasceu no Martim Moniz e agora vai andar por aí.

Bons almoços nas roulottes, onde quer que elas estejam,

Ele

a primavera chega hoje às 16h57: yupi!

Adoro a primavera. Sinónimo de ler ao ar livre, flores, piqueniques, sol, bom tempo, jardins, tulipas, primeiras idas à praia. O tempo veste-se de verde, a vida parece cor de rosa e as alergias atacam em força (nada é perfeito). Ao contrário do que toda a gente possa pensar, a primavera não começa amanhã, no dia 21 de março, mas hoje, esta quinta-feira, dia 20, precisamente às 16h57 em Portugal Continental. Isto porque é esta a data e a hora exata em que este ano se assinala o equinócio da primavera no país. Neste preciso momento, o Sol estará a cruzar o chamado equador celeste, isto é, a projeção do plano equatorial da Terra no espaço. O equinócio da primavera está associado a outra característica fundamental para a nossa existência (adoro estes desbloqueadores de conversa): marca a data em que o dia e a noite têm a mesma duração, ou seja, 12 horas.

 

Boa primavera,

Ela

almoço para o dia do pai: a esplanada do darwin's

Quer uma verdadeira surpresa para o Dia do Pai? Então, finja que não leu este post, vá buscar os miúdos à escola à hora do almoço e leve o Homem a almoçar em família à esplanada do Darwin's, mesmo em cima do rio Tejo, em Lisboa. Isso, sim, é uma surpresa a sério. Nós já lá estivemos. E gostámos.

 

O ambiente

À primeira vista, este restaurante é lindo – o espaço é amplo, arejado e com luz natural a entrar por todos os recantos da sala; a decoração é exuberante sem ser kitsch, é extravagante sem ser pirosa, é colorida sem ser berrante; a clientela é calma, civilizada e fala baixo, o que num espaço todo aberto é fundamental para não transformar um restaurante numa cantina.

À segunda vista, este restaurante é surpreendente  depois de ver todo este ambiente civilizado e sofisticado, este banho de bom gosto e de boa educação, entrei na casa-de-banho e encontrei, ao lado da reluzente torneira e do brilhante lavatório, um copo cheio de palitos. Como?! Depois de desfilarem os seus elegantes fatos cinzentos e as suas discretas gravatas azuis pela sala de jantar, estes senhores enfiam-se na casa-de-banho a palitar os dentes à frente do espelho?

Quando voltei à mesa, percebi finalmente a justificação para um restaurante destes fornecer aos seus clientes palitos iguais aos que usa o empregado do balcão da pastelaria Cristal, na Lapa: entre as dezenas de CEOs, administradores e consultores que frequentam o Darwin’s à hora do almoço, pode encontrar também várias secretárias em discretos tête-a-tête, alguns políticos em secretos tráficos de influências e uns poucos jornalistas em nebulosas buscas de notícias. E sempre é melhor ter um político a palitar os dentes fechado na casa-de-banho do que sentado à mesa.

A ementa

Explicado o fenómeno sociológico dos palitos, vamos ao que interessa: a comida. E essa é uma das grandes vantagens do Darwin’s: a ementa varia consoante a hora do dia, consoante a estação do ano e consoante a vontade das pessoas. É mais leve no Verão, mais barata ao almoço, mais demorada à noite.

Em dias como estes, com um sol de Verão e uma temperatura de Primavera, o que mais apetece é comer um prato leve na magnífica esplanada mesmo em cima do Tejo. E hipóteses não faltam, por exemplo para comemorar amanhã o Dia do Pai: salada de frango com tostas de queijo de cabra, bruschetta de presunto e queijo da Serra com doce de tomate ou tempura de frango com queijo da ilha e mel sobre salada. Já experimentei todos estes pratos e são simplesmente maravilhosos para uma tarde de calor. Depois há também quatro opções de Brás: o tradicional bacalhau com coentros e os mais criativos pato assado com funcho (delicioso!), salmão com rúcula, ou beringela com courgette, tomate e coentros.

Desta vez, eu optei por alguma coisa ligeiramente mais consistente – um lombo de bacalhau com crosta de broa sobre risotto de soja (o bacalhau estava muito bem cozido, a crosta de broa crocante e só o risotto de soja é que foi uma desilusão para quem esperava a combinação perfeita entre a comida japonesa e a italiana) – e Ela por um lombo de salmão com crosta de funcho sobre risotto de cebola roxa, tomate cherry, coentros e balsâmico (o salmão estava mal passado, como deve ser, a crosta de funcho dava um sabor maravilhoso e o risotto não deixou qualquer vestígio no prato).

Com uma refeição brutal como esta, e com o calor que está, não houve qualquer hipótese de ingerir um único grão de açúcar que fosse. Por isso, passámos a sobremesa – até mesmo os fantásticos gealdos Häagen-Dazs. E ganhámos tempo para dar um mini-passeio a pé junto ao rio, o que sempre passa alguma simpática ilusão de perda de parte das calorias que ingerimos ao almoço.

O serviço

Eu contei 14 empregados na sala, a maioria simpática e prestável, o que daria uma média avassaladora de 8,3 clientes por empregado se a sala estivesse cheia. E não estava. Ou seja, aqui os clientes não esperam para pedirem um café, outra Coca-cola ou a conta. Mas o serviço de cozinha é um pouco demorado. Tudo o que são pratos levam, pelo menos, 15 minutos a chegar à mesa.

De todos os empregados com que nos cruzámos, só o chefe de sala, que nos recebeu à entrada, é que fez questão de não sorrir. É um estilo, mas não é um estilo simpático.

 

O óptimo - A decoração, a esplanada, a vista

O bom - A comida

O razoável - O chefe de sala

 

E agora que já se faz tarde, vou ali palitar os dentes, onde quer que os palitos estejam,

Ele