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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

novidade! novidade! abre hoje o paus, o novo quiosque do martim moniz

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Há mais um quiosque no Martim Moniz. Chama-se P.A.U.S. e o nome diz tudo, já que são os paus que estão no centro deste conceito: combinados de carne ou de lulas com sabores orientais servidos no espeto. Em bom português, são as boas e velhas espetadas mas, claro, com um toque asiático. A ideia, inspirada nas bancas de comida de rua da Ásia, é original e tem tudo para dar certo.

 

 

onde ir num dia de sol como hoje? comer uma pizza extra-fina ao martim moniz

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Qual é a coisa que mais apetece num dia de sol? Sair, encontrar uma esplanada simpática e petiscar qualquer coisa ao lado de uma boa sangria. É verdade: dentro da alma tímida de cada um de nós, há um Martini Man pronto para saltar cá para fora de óculos escuros em punho...

No outro dia, fui experimentar as pizzas do quiosque do Martim Moniz a meio da tarde. Não propriamente para um almoço – porque um quiosque não é um restaurante – mas para petiscar qualquer coisa num dia de sol e de Inverno como os que estão aí neste fim-de-semana.

 

 

um quiosque para esquecer

Não sei se foi da lua, da mudança das marés ou do alinhamento dos astros em relação à Terra – mas esta semana estava tudo contra mim. Quando saí de casa para ir ver um espectáculo na avenida da Liberdade, ia com a profunda esperança de conseguir aproveitar o calor simpático que tem estado à noite para jantar no novíssimo quiosque Ribadouro, uma extensão da famosa marisqueira com  mesmo nome. 

Éramos quatro. Mal chegámos, vimos quatro ou cinco mesas para duas pessoas vazias, mas separadas umas das outras. Tudo levava as almas mais optimistas a crer que seria possível jantar. Aproximei-me do empregado e perguntei:

- Boa noite, tem mesa para quatro?

O empregado olhou à volta e, com um ar de impotência absoluta, respondeu:

- Para quatro, parece que não.

- Mas não é possível juntar duas daquelas mesas de dois?

- Bom, só se for isso. Mas é melhor perguntar ao meu colega porque este é o turno dele.

 

o quiosque do banana café: um almoço de férias durante o trabalho

Ainda não estamos de férias, não é? Nós estaremos em breve. Mas, por enquanto, tenho de me contentar com uma simulação permanente: cada oportunidade que tenho ao longo dos meus dias de escritório, ar condicionado e cabeçadas no computador, aproveito para transformar num pseudo-momento-de-férias. E as minhas horas de almoço são sempre momentos desses: não há empregados de laço a servir, não há mesas com toalha para sentar, não há música clássica de fundo para ouvir.

Ao almoço, quero sentir-me como se estivesse de fato-de-banho e de havaianas nos pés. Quero sentir-me na praia ainda com o corpo cheio de sal e o cabelo tão despenteado como o Vasco Palmeirim. Quero um almoço de Verão – e isso, graças a Deus e à nova geração de empresários da restauração, é possível em Lisboa. Nem sequer precisa de três horas de almoço à antiga para ir até às Docas ou às praias da linha. Basta ter 45 minutos de almoço para ir até à Avenida da Liberdade.

O ambiente 

É uma das poucas vantagens de não estar o calor de Verão que é costume nesta altura do ano: ainda é agradável sentar-se numa esplanada, mesmo vestido de fato, gravata e um colarinho a esganar-lhe o pescoço. E nisso os quiosques da avenida da Liberdade são imbatíveis: estão no centro da cidade e até têm árvores e verde à volta. As cadeiras são básicas, as mesas são banais mas o sítio é simpático e despretensioso.

 

O serviço 

Aqui vai buscar a sua comida ao quiosque. Mas, se for preciso preparar alguma coisa que demore mais, eles entregam-lhe os pratos na mesa. Por isso, não há muito para avaliar. O contacto com os empregados é mínimo e o serviço também não é muito elaborado. Cumpre o que tem de cumprir para um quiosque no centro de Lisboa. 

A ementa 

A limonada

Saladas, tostas, quiches e sumos: é um restaurante de Verão que procura e é um restaurante de Verão que tem. Eu escolhi uma maravilhosa limonada sem açúcar, em homenagem à minha querida Mulher Mistério Sempre em Dieta. E, surpresa, não precisei de acrescentar nada – nem sequer adoçante. Apesar de não ser doce, a limonada também não é demasiado ácida. Além do sumo de limão e de um pouco de água, leva hortelã, o que a torna especial e surpreendente. Vale mesmo a pena experimentar e arriscar não juntar açúcar.

As saladas

Para acompanhar, pedi uma salada de maçã, nozes e queijo feta. Por cima, optei por um molho vinagrete que mais parece um molho de iogurte. A conjugação do doce da maçã com o salgado do queijo feta joga muitíssimo bem. E no molho vinagrete tem uma mistura semelhante entre o ácido do vinagre e a suavidade do creme. As nozes são um detalhe que completa a salada.

As quiches

E, como estava com fome, pedi uma quiche pequena de queijo fresco e espinafres. Vem com uma massa meio folhada e ainda morna. É óptima para comer com a salada. Se preferir, pode optar por uma empada – mas isso não experimentei.

Cheguei ao fim satisfeito e até dispensei a sobremesa. Não fiquei com fome. Agora é continuar a contagem descrescente até às férias.

 

O bom 

A quiche e a salada

O mau 

As cadeiras e as mesas

O óptimo 

A limonada com hortelã

 

Um bom almoço para si onde quer que a esplanada mais próxima esteja,

Ele

sugestão de fim de tarde: os tremoços com sal e oregãos do quiosque maritaca

Não sou esquisito: gostos de tremoços com sal, gosto de tremoços com coentros, gosto de tremoços com pimentos, gosto de tremoços com salsa, gosto de tremoços. Ponto. No Verão é provavelmente dos melhores e mais agradáveis petiscos. A par dos caracóis. E dos perceves. E das amêijoas. E das... é melhor não me dispersar.

Voltando aos tremoços: uma imperial, um prato de tremoços, uma esplanada e um fim de tarde de Verão é tudo o que um homem pode querer. E foi, por isso, com uma dentadura branca à Paulo Portas a saltar-me da boca que me sentei, no outro dia, no Quiosque da Maritaca, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. À minha esquerda tinha uma imperial tão fresca quanto um glaciar da Gronelândia, à minha direita um prato de tremoços temperados com sal e oregãos – uma receita maravilhosa para esta altura do ano. O sal dá um toque quase picante, os oregãos dão uma frescura quase de salada. Vale a pena experimentar.

Além disso, a Maritaca tem um serviço simpático e atencioso. Quando um golpe de vento atirou ao chão o copo de plástico Dela ainda com meia imperial lá dentro, o empregado saltou de dentro do quiosque com uma nova imperial em copo de vidro na mão para substituir a acidentada.

Ela fez um comentário bem educado:

- Obrigada, não valia a pena...

Ele deu uma resposta competente:

- Era o que faltava, ainda tinha a imperial a meio.

Gosto de tremoços com oregãos. Mas ainda gosto mais de empregados assim.

 

Uma boa imperial de fim de tarde para si onde quer que esteja,

Ele