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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

a melhor sopa para combater a gripe: batata doce, lentilhas e leite de coco

Só há uma coisa pior do que um homem doente: uma Mulher Mistério doente. Ela pode vangloriar-se de nunca ficar de cama, pode garantir que não precisa de tomar remédios, pode dizer que tem o corpo turbinado da Ana Malhoa, mas uma coisa é certa: o seu primeiro espirro é o meu último segundo de paz.

Ontem, quando cheguei a casa, Ela estava enterrada numa avalanche de lenços de papel, a gemer entre cada duas palavras que dizia, com três cachecóis à volta do pescoço. Desde então, hibernou para qualquer actividade doméstica: fogão, lava-loiças, vassoura, aspirador passaram a ser da minha exclusiva responsabilidade.

Não me resta outra alternativa que não seja curá-la rapidamente para voltar a descansar. A partir de agora, todas as receitas que fizer serão receitas anti-gripais. Preparem-se, o Dr. Mistério entrou em acção.

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chá de tomilho com limão e mel (para todos os homens com gripe neste país)

Aviso já: estou doente, rabujento, fechado em casa, não propriamente de cama mas de sofá, com um cachecol enrolado ao pescoço e um computador sentado ao meu colo. Por isso, por favor, não me peçam boa disposição, sentido de humor ou graçolas de circunstância. Quero voltar a dormir uma noite seguida sem interrupções, deglutir um brioche misto tostado sem me doer a garganta e simplesmente respirar pelo nariz. O maior pesadelo para alguém que gosta de comer é a incapacidade de cheirar os alimentos, sentir os aromas que nos deixam água na boca, apreciar a comida sem termos três quilos e meio de ranho a entupir-nos as narinas. 

Mas para tudo há uma solução e, enquanto Ela está feliz e contente numa esplanada a aproveitar os primeiros raios de sol dos últimos 15 dias ao mesmo tempo que fala de chás frios com sabores exóticos, eu estou a estudar a melhor maneira de desentupir o nariz e voltar ao activo – ou seja, voltar a jantar fora. Felizmente encontrei um caminho e quero partilhá-lo com todos os engripados às portas da morte (falo evidentemente dos homens, porque as mulheres têm uma capacidade sobrehumana inexplicável de reagir às doenças). É o chá de tomilho com limão e mel.