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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

novidade! novidade! o sushic já abriu no altis belém e nós fomos lá provar um niguiri de bacalhau e um ceviche alentejano

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O Sushic está para o mundo dos restaurantes japoneses assim como o Cristiano Ronaldo está para a Selecção Nacional: pode já ter sido melhor do que é hoje, às vezes pode desiludir-nos, pode até deixar-nos furiosos – mas continua a ser espectacular. E então se conseguirmos teletransportar toda essa espectacularidade para uma esplanada com vista para o rio, em plena Primavera, o cenário melhora ainda mais.

Pois bem, esse teletransporte aconteceu há uns dias e o Sushic chegou directamente de Almada para a fantástica esplanada da Cafetaria Mensagem, no Hotel Altis Belém. É claro que este vosso prestável amigo não perdeu muito tempo para preparar a sua trouxa e rumar empenhadamente até lá com o único objectivo de relatar a experiência a vossas senhorias (saborear a comida não era evidentemente uma prioridade...).

 

 

a piscina natural mais perigosa e aterradora do mundo num vídeo incrível em 360 graus

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Só para começo de conversa, deixe-me esclarecer um ponto: sabe quanto são 8 milhões de litros de água? São mais de três piscinas olímpicas cheínhas até cima. E é também a quantidade de água que cai por segundo das cataratas de Victoria, na fronteira da Zâmbia com o Zimbabué. Antes de cair de uma altura de mais de 100 metros, a água percorre vários quilómetros a uma velocidade impressionante até chegar ali onde pára por momentos.

 

 

1872 river house, a melhor e mais discreta surpresa do porto

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Se gosta de hotéis enormes com mil e uma atividades então pare de ler este post. O 1872 River House não é o seu género. Mas é totalmente o meu. Foi sem dúvida uma das melhores surpresas que tivemos no Porto. Quando decidimos ir à Invicta fazer a nossa rota gastronómica pela Cantina 32, pelo Flow e pelo Gull, escolhemos este pequeno e familiar hotel para passar o fim-de-semana. O meu querido Marido Mistério tem a humildade e o bom senso de me deixar escolher o hotel e eu, modéstia à parte, nasci para isto. Devia despedir-me do meu trabalho e ser contratada pelos melhores hotéis do mundo para experimentar camas, lençóis de algodão egípcio, pequenos-almoços abundantes, casas-de-banho de mármore, enfim… era um trabalho feito à minha medida, mas infelizmente, não sei, porquê, tenho um feeling de que não está para breve.

 

novidade! novidade! a quinta do vallado abriu a incrível casa do rio em vila nova de foz coa

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Já lhe falámos aqui na Quinta do Vallado, um Wine Hotel delicioso no Douro localizado perto da Régua. E não é que esta maravilhosa quinta cresceu? Primeiro, os proprietários quiseram alargar a área de vinhas próprias e, para isso, compraram a Quinta do Orgal, em Castelo Melhor - Vila Nova de Foz Côa. Em 2009 iniciaram a plantação de vinhas. Mas não se ficaram por aqui. E ainda bem. Porque decidiram criar uma extensão do hotel neste cenário de sonho.

 
 

a melhor surpresa do porto: o terraço mesmo de frente para o douro onde se come um sushi divinal

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Há momentos de pânico que nos deixam gelados: cruzar-me na rua com dois rottweilers do Mário Machado; cruzar-me na rua com dois amigos do Mário Machado; cruzar-me na rua com o Mário Machado; ou ligar para um restaurante a confirmar uma reserva e perceber que ela não foi feita.

- Mas como não tem qualquer registo da reserva?!

- De facto, não encontro...

- Mas eu falei com uma senhora que até nem percebeu bem o meu nome... tive de soletrar e tudo...

- Ah, deve ter sido a dona... se calhar esqueceu-se de tomar nota...

Neste momento, o meu coração batia à velocidade da bateria dos Xutos & Pontapés durante um concerto de Verão. Até que...

- Mas não se preocupe. Nós temos mesa disponível na esplanada e eu guardo-lhe uma.

 

 

qual é para si o melhor terraço de lisboa? conheça os nossos três favoritos

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Esta semana não foi fácil. Diríamos mais: foi dura. Diríamos mais ainda: foi violenta. Foi aquilo a que se pode chamar, em linguagem publicável num blog sério e familiar, uma penosa semana de árdua labuta. Pois imagine o nosso ilustre leitor e a nossa insigne leitora que passámos quatro longos dias no terreno a preparar ao detalhe este belo post que trazemos até si. E que hercúlea tarefa foi essa? Experimentar os melhores terraços de Lisboa. E quando dizemos experimentar, dizemos sentar em confortáveis cadeiras, provar fresquíssimas ostras, bebericar magníficos cocktails, apreciar espantosas vistas. Pode parecer um agradável prazer, mas é trabalho. E como isso só nos fica bem, temos de nos queixar do trabalho.

 

 

à margem, uma das esplanadas mais bonitas de lisboa

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Hoje é terça-feira e temos duas opções para ocuparmos o nosso final de dia: ou aproveitamos o pôr-do-sol numa esplanada à frente do rio ou vamos ver Manuel Alegre lançar o seu último livro de poesia. Eu sei, é uma escolha difícil. E que me deixa de coração partido. Mas, depois de muito reflectir, acho que vou ter de optar pela esplanada. E com muita pena de perder esse zimbório da intelectualidade portuguesa que é a poesia de Manuel Alegre, gostava de partilhar com Vossas Excelências a minha última experiência esplanadeira.

 

 

as casas mais isoladas do mundo (será que é aqui que está o euromilionário?)

Ficam no topo de montanhas, no meio de terras cultivadas, literalmente em cima de lagos. São casas onde não há barulho, não há confusão e não há ninguém.

Diga lá, nunca lhe apeteceu enfiar-se dois dias numa casa assim apenas com um livro debaixo do braço? Então?! Confesse lá! Hã? Que tal? 

Eu NÃO, claro, que não seria capaz de me afastar mais do que cinco minutos da minha querida, amável, numerosa e tãaaaaaaao silenciosa Família Mistério! Mas se insistissem muito... Com um bocado de sorte ainda me cruzava com o novo euromilionário que continua desaparecido por aí.

 

Rio Drina, Sérvia

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onde ir hoje beber um copo ao fim da tarde? ao bar do altis belém (há dj e tudo)

O rio Tejo de um lado, um bar do outro e o pôr-do-sol ao fundo – o que é que um homem pode querer mais nesta vida? Só mesmo um gin tónico à frente, não? As coordenadas para este sítio de sonho são 38º 41'. Não é que eu ande propriamente feito um maluquinho, com um GPS na mão, a tirar a latitude e a longitude de todos os bares onde vou. Só que aqui as coordenadas são o nome do bar. E vale a pena decorar.

 

 

doca de santo: a sophia loren dos restaurantes

A ementa 

Quando juntam, num prato à minha frente, laranja, abacate, queijo feta e tomate cherry, fico radiante. Não sou muito exigente. Adoro esses ingredientes e, então, juntos numa salada, são como o Duarte e Companhia: complementam-se como ninguém. Se, por cima disto, ainda colocar um pouco de alface, é imaginar o Lúcifer a juntar-se ao grupo. A Salada Doca, na esplanada do restaurante Doca de Santo, em Lisboa, não é nada de imensamente espectacular. É simplesmente boa. E isso é tudo o que se pode exigir aqui.

Não espere comida fabulosa nem um ambiente refinado. Imagine uma esplanada decente, junto ao rio, onde se paga €9,90 por uma salada. Não é um sítio do outro mundo. Mas não é um lugar onde não se queira voltar nunca mais na vida. É um restaurante mais ou menos. E isso, às vezes, dá jeito.

No couvert, vem um pão de passas bom, um pão de sementes razoável e um pão de sementes de sésamo bonzinho. Ao lado, há uma manteiga de pacote decente e umas azeitonas que foram a primeira desilusão da tarde – são tão más como à partida parecem ser.

Ultrapassado isso – afinal de contas, é um detalhe – chegou a segunda desilusão da tarde. E esta não se pode dizer que seja rara: não havia Coca-cola. Só Pepsi. A sério?! Eu adoptei uma nova e inteligente (pelo menos, era o que eu pensava) estratégia neste ponto. Não bebo. Se não tem Coca, não quero Pepsi. Prefiro água. Assim, gasto menos – pode ser que o restaurante aprenda. No entanto, a tremenda inteligência da estratégia barrou na básica inteligência do restaurante: uma água é mais cara do que uma Pepsi. De certa forma, percebo. Afinal de contas, água é muito melhor do que Pepsi...

O serviço 

Há três tipos de pessoas: os optimistas, que vêem o copo sempre meio cheio; os pessimistas, que vêem o copo sempre meio vazio; e os realistas, que vêem que alguém vai ter de lavar o copo. É claro que eu estou do lado da máquina de lavar. Por isso, depois de olhar para a ementa de saladas, hambúrgueres e afins, preocupei-me apenas com o importante: ser atendido de forma competente. Foi o que encontrei aqui. A empregada não falhou, não demorou mas não deslumbrou. Foi eficaz. Cumpre os mínimos olímpicos.

O bar 

Um fim de tarde de calor e um copo de gin na mão é tudo o que um homem precisa para ser feliz. E aqui isso é possível. O Gin Club, o mesmo do Sushi Avenida, tem aqui um gin corner, que é como quem diz um pequeno bar no meio da esplanada. Nas noites quentes, é o sítio perfeito para vir beber um copo antes de sair para jantar. Os gins são óptimos e o serviço especializado. Quando lá estive, algum tempo antes deste almoço, tinha um ligeiríssimo problema: um acordo de exclusividade com a Schweppes para o fornecimento de águas tónicas. Convenhamos que num bar especializado em gin não é uma grande ideia – especialmente quando a Fever Tree tem tónicas excelentes. É como o problema da Coca-cola e da Pepsi. Mas, neste caso, ainda não arrisquei beber o gin com água Castelo.

 

O ambiente 

O espaço é engraçado e está num sítio óptimo: as docas de Lisboa. Tem alguns detalhes interessantes: colunas de ardósia com sugestões escritas a giz, ventoinhas penduradas no tecto e enormes janelas abertas. Apesar do calor, estava uma temperatura agradável na zona coberta da esplanada. No entanto, há que reconhecer com alguma frontalidade que tudo isto já foi mais surpreendente há uns anos. E isso nota-se: as cadeiras de palha pretas estão um bocadinho a atirar para o velhotas e as outras, que vão alternando nas mesas com diferentes cores ou padrões floridos, vão dando alguma vida ao espaço. No entanto, não se percebe bem se estão ali de propósito, para ajudar a decorar, ou simplesmente para substituir as cadeiras pretas que já estão impróprias para consumo. 

No fundo, o Doca de Santo é um bocadinho a Sophia Loren dos restaurantes: já foi uma bomba, mas os anos passaram e as operações plásticas não resolveram tudo. Qualquer pessoa percebe que já teve o seu tempo.

 

O bom 

A salada Doca

O mau 

A decoração recauchutada

O óptimo 

O bar de gin

 

Um abraço para a Sophia Loren, onde quer que ela esteja,

Ele