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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

malhadinha nova, o destino perfeito para passar um dia dos namorados inesquecível

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Confesse lá. Já estava com saudades de uma sugestão de um destino romântico para fugir a dois? A sua querida Ela está aqui para animar o seu Dia dos Namorados. Já escrevi várias vezes que não sou fã de jantar fora nesse dia mas ninguém diz que não a uma escapadinha a dois, não é verdade? A não ser que esteja farta ou farto da sua cara-metade mas, nesse caso, arranje outra, porque a vida é demasiado curta para andar a perder tempo. Depois deste meu pequeno momento de conselheira do coração da revista Maria, falemos do que de facto interessa: a romântica Herdade da Malhadinha Nova, no Baixo Alentejo, perto de Beja.

 

 

panquecas românticas com framboesas e chocolate branco para o dia dos namorados

Se está com o orçamento nas lonas, se não tem imaginação para comprar presentes ou simplesmente quer conquistar o amor da sua vida pelo estômago, está a ler o post certo, no blog certo, à hora certa!

Esta receita de panquecas em forma de coração, do blog Mariah’s Pleasing Plates, vai arrancar suspiros de amor. Vai ser uma sinfonia de “ais” de tanta emoção! Só tem de ter em casa um cortador de metal de biscoitos em forma de coração. Se não tiver, encontra aqui, por exemplo.

Demora no máximo 15 minutos e vai ver o sucesso que vai fazer aí em casa.

Só precisa de farinha para bolos, fermento, uma pitada de sal, açúcar, leite, extrato de baunilha, iogurte grego natural, um ovo, framboesas frescas, pepitas de chocolate branco e, claro, o cortador em forma de coração. Se quiser saber as quantidades certas de cada ingrediente, para fazer 8 panquecas, espreite aqui a receita original.

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3 hotéis românticos para um dia dos namorados único no alentejo

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Hoje sinto-me o Cupido da blogosfera, a Vénus da Internet, o Adónis do mundo virtual. Espere lá, o Adónis não tem nada a ver com amor, mas eu sinto-me um Adónis na mesma. Seja como for, estou aqui de arco e flecha em punho, prontíssimo para preparar o seu Dia dos Namorados. 

Não sei se já percebeu, mas faltam três semanas para essa data mítica em que todos vamos tentar fugir dos restaurantes repletos de casalinhos tète-à-tète. É altura de tomar uma decisão importante na sua vida: se vai fugir dos restaurantes, onde é que se há-de enfiar. Hipótese 1: num hotel alentejano com uma salamandra no quarto. Hipótese 2: num hotel alentejano com uma banheira no quarto. Hipótese 3: num hotel alentejano com uma janela no quarto. Uma janela no quarto?! Então os outros não têm janela?! É claro que têm, mas esta janela tem uma vista fantástica para a vinha da herdade. E quem é que recusa adormecer a olhar para o berço do vinho? 

 

uma noite na quinta das lágrimas

O Casal Mistério estreia-se hoje como um dos blogs convidados do Lifecooler. Na semana dedicada a Coimbra Património Mundial, publicamos uma crítica à Quinta das Lágrimas. Vale a pena passar lá uma noite, mas já não é o que era. Aqui fica o texto, pela primeira vez e ao vivo, feito a meias pelos dois: Ele e Ela. Esperamos que gostem. 

A opinião D’Ela:

Admito. Sou uma romântica incurável. Adoro uma boa história de amor. Então se for um amor proibido com um final trágico, nem se fala. Não, não estou a falar dos óbvios Romeu e Julieta. Estou a falar da mais bonita história de amor da nossa História: a de Pedro e Inês. Qualquer português que se preze conhece-a, mas para o caso de termos a Angela Merkel a ler-nos para celebrar a vitória de segunda-feira, vou contá-la outra vez. Foi na Quinta das Lágrimas que, no século XIV, o príncipe D. Pedro e uma linda donzela galega, Inês de Castro, viveram o seu amor proibido e foi também aqui que D. Inês chorou pela última vez antes de ter sido assassinada por ordem de D. Afonso IV, pai de Pedro. Diz a lenda que ainda hoje o sangue que então derramou dá cor às pedras da fonte que nasceu das suas lágrimas.

Antes que os homens adormeçam com as minhas sofríveis aulas de História e as senhoras desidratem a chorar com este drama de amor, devo esclarecer que o meu momento José Hermano Saraiva acabou por aqui. Mas a verdade é que mal estacionámos o carro fui direta à Fonte das Lágrimas. E acreditem ou não, as pedras encarnadas estão lá. Não sei se é o som da água da fonte ou o ambiente húmido e triste dos jardins, mas sente-se no ar o cheiro a romance e a tragédia. Fechei os olhos, por momentos senti-me a própria Inês de Castro, até que regressei ao século XXI,  ao som de um “E se me ajudasses com as malas?” .

 

Os jardins

Diga-se que chegar até à fonte pode ser uma aventura. Primeiro foi preciso furar entre os casamentos, os batizados e as camisas de duplo colarinho à Jorge Gabriel que enchem a Quinta das Lágrimas aos fins de semana. Depois tivemos de descobrir o caminho entre placas azuis com letras amarelas que brilham como néons no meio das árvores do jardim.

Se for capaz de sobreviver a este filme de gosto duvidoso, então vai descobrir um dos mais bonitos jardins do País. E é aqui que passo a palavra ao meu querido Marido Mistério, um amante da Natureza que tem um David Attenborough adormecido dentro dele (por que raio os homens são fascinados pela BBC Vida Selvagem e pelo National Geographic?)

A opinião D’Ele:

(Está cheia de graça, hoje, a minha querida Mulher Mistério.) Projetado em meados do século XIX, o jardim é uma espécie de museu natural pensado para reunir exemplares de árvores de todo o Mundo. Algumas são tão raras que não existem em mais nenhum jardim de Portugal. Aqui encontra árvores de África, bambus da China e até os maiores seres vivos da Terra, as Sequóias que podem atingir até 120 metros de altura e 2000 toneladas de peso.

Mesmo em frente da Fonte das Lágrimas existe um magnífico lago com uma incrível vista para o hotel e para a cidade de Coimbra. Ao lado, foi construído um anfiteatro ao ar livre, com bancos corridos de pedra, onde se pode assistir a concertos de jazz e música clássica e ao Festival das Artes, um festival de música único que este ano decorrerá entre 18 e 29 de Julho. Tudo isto enquanto vê os jardins iluminados à sua esquerda, o hotel à sua direita e Coimbra lá ao fundo.

O hotel

Chegados a esta fase da conversa, podemos facilmente concluir que, tirando os casamentos, os batizados e as camisas à Jorge Gabriel, a Quinta das Lágrimas é um hotel perfeito, certo? Mais ou menos. Primeiro, as coisas boas. O edifício antigo foi construído no fim do século XIX depois de um incêndio ter destruído o palácio original. É aqui que se situa a biblioteca forrada a madeira, o restaurante nas arcadas da antiga capela e os quartos da ala “Palácio” onde ficaram hospedados o Duque de Wellington e D. Miguel.

Nesta zona do hotel, o chão de madeira antiga range cada vez que dá um passo e tudo tem o cheiro de um solar do século XIX. Pode beber um copo no honesty bar ou sair para o pátio interior onde sabe bem esperar pela hora do jantar calmamente à frente de um gin tónico ou de um Porto seco. Se preferir uma esplanada com vista para os jardins, tem um problema. Há as mesas do restaurante onde se serve o pequeno-almoço, mas o serviço acaba depois do almoço. Resta-lhe cruzar os dedos e contar com a boa vontade de um empregado que não se importe de lhe trazer uma bebida para ali. Connosco resultou, mas não é garantido.

O verdadeiro drama surge na parte nova do hotel, ou a ala “Spa”, como lhe chamam. Completamente diferente do palácio antigo, aqui a decoração é minimalista, com cores fortes e ângulos retos. É como sair de um hotel de charme e entrar num edifício municipal. O chão – de latão ou de ferro – está suspenso e faz eco quando é pisado, e os corredores têm aquele cheiro a piscina típico da sede dos bombeiros voluntários do seu bairro.

Para ser mais claro, não gostei. Acho que a integração entre antigo e moderno falhou, a quinta perdeu harmonia e os jardins perderam uma parte do ambiente. Na ala “Jardim” do hotel, também dispensava a decoração das paredes de alguns dos quartos. Com desenhos que estão algures entre as paisagens japonesas e as pinturas do meu filho de 8 anos e cores que vão do azul cueca ao lilás, não faz o meu género.

Resta a ala “Palácio”, que continua a ser um edifício maravilhoso com quartos fantásticos, camas antigas e um ambiente entre o castanho das madeiras e o bordeaux dos veludos.

O serviço

Primeiro aviso: este não é um cinco estrelas. Apesar de estar num palácio, com um jardim imponente e um restaurante de topo, é um hotel de charme com quatro estrelas. E é isso que deve esperar. Isso não quer dizer que tenha um serviço desleixado, porque não tem. Mas não tem os detalhes de um hotel de luxo. Os empregados são simpáticos e atenciosos, mas não estão sempre lá.

O restaurante

Com uma vista soberba para os jardins, é um restaurante com uma estrela Michelin. A decoração é clássica e sóbria e o ambiente é elegante e romântico. A cozinha é de “autor”, que é como quem diz do chef Albano Lourenço. A carta varia ao ritmo das quatro estações porque depende do que o mercado local e a horta da quinta têm disponíveis. Vale a pena lá ir, deixar-se levar pelas sugestões do chef e perder-se na imensa oferta da carta de vinhos.

 

A opinião dos dois:

Vá à Quinta das Lágrimas durante o Festival das Artes e durma uma noite nos quartos da ala “Palácio”. Confirme antes se não há casamentos marcados, depois visite o jardim durante o dia (e a Fonte das Lágrimas, claro), jante na esplanada do restaurante Arcadas e ouça um concerto de música clássica enquanto olha para Coimbra à noite. No dia seguinte, venha embora sem passar pela ala nova do hotel.

 

O bom:

O restaurante Arcadas, os quartos do palácio e os jardins

O mau:

A integração entre o palácio e a ala nova do hotel 

O péssimo:

Os casamentos com convidados de camisa à Jorge Gabriel

 

Boas férias,

Casal Mistério