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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

novidade! novidade! há uma nova esplanada em marvila com caracóis e petiscos

Chama-se Cantinho com Calma e é a mais recente esplanada de Lisboa. Abriu na semana passada, mesmo em frente ao Cantinho do Vintage, em Marvila, aquela fabulosa loja de artigos antigos que vão desde cabines telefónicas (sim, houve um tempo em que não existiam telemóveis) a velhas balanças amarelas iguais às que existiam nas farmácias (lembra-se?), passando, claro, por produtos mais pequenos que a minha querida Mulher Mistério me deixaria ter em casa (especialmente em momentos de profunda distracção). O espaço nasceu de uma parceria entre este maravilhoso Cantinho do Vintage e o fantástico Café com Calma, que nós adoramos e ao qual nunca nos cansamos de voltar.

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O Cantinho com Calma fica mesmo em frente ao Café, dentro do parque de estacionamento do Cantinho, e é lá que vai acontecer aquele que, para nós, é o arraial de Santo António mais promissor do ano. Em primeiro lugar, é organizado por um espaço que faz questão de colocar a palavra "calma" em cada um dos seus projectos, o que, em noite tresloucada de turbas desesperadamente à procura de mais uma gota de álcool, é, no mínimo, reconfortante. Depois, porque o Cantinho com Calma é dos sítios com mais charme de Lisboa. E finalmente porque Marvila é Marvila – aquela fantástica combinação de velho e novo que tem uma alma única em Lisboa.

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É evidente que, no meio de tanta expectativa, não consegui esperar pela noite de Santo António e fui direitinho aproveitar um dos raros momentos de sol que esta Primavera teve para nós para me sentar à frente de uma fantástica sangria e de uma taça de caracóis.

 

 

6 dicas para escolher as melhores sardinhas nos santos populares

Está oficialmente aberta a época da sardinhada. É sexta-feira, começou o mês de Junho e está a aproximar-se vertiginosamente esse fatídico dia 12, quando são consumidas umas impressionantes 13 sardinhas por segundo nas ruas de Lisboa (pelo menos 10 serão minhas).

Eu, por mim, não dispenso uma grande sardinhada, com as sardinhas gordas e anafadas a largar gordura por todos os poros para cima de uma boa fatia de pão saloio, e acompanhadas por uma incrível salada de pimentos assados. No fim da noite, é comer aquele pão carregado de gordura até rebentar. Eu sei, há coisas mais dietéticas, mas eu não consigo resistir. Amanhã prometo que corro a meia maratona para compensar.

A grande dúvida é como escolher as melhores sardinhas. Seja para assar, seja para comer. Tente sempre ver o peixe antes de este ser cozinhado. E repare nestes seis detalhes:

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sangria de melão e pepino para brindar a santo antónio

É só a mim que, nestes dias quentes de feriado durante a semana, dá estes desejos súbitos e desesperados de beber uma sangria leve e fresca? Estou eu tranquila a preparar uma saladinha saudável para o almoço quando começa a crescer em mim uma necessidade imperiosa de beber uma sangria. Tudo isto é muito triste, porque está uma pessoa de boca fechada o dia inteiro a cumprir escrupulosamente a sua dieta quando esta coisa inexplicável que cai sobre mim (será isto o pecado da gula?) me leva diretamente para o caminho da tentação e logo da perdição… E o pior é que o meu querido Marido Mistério não ajuda em nada, porque ainda ia a tempo de evitar a tragédia quando descobri que não tínhamos gelo em casa. Resposta imediata:

- Não faz mal, vai cortando o melão e o pepino que eu vou à bomba de gasolina e volto em dois minutos.

É assim o nosso casamento: um diz “mata”, o outro diz “esfola”.

E foi assim que brindámos ao santo casamenteiro com esta espetacular e leve sangria que descobri no blog Garnish With Lemon.

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onde comer os melhores caracóis de lisboa

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A minha querida Mulher Mistério é uma pessoa fácil de agradar – graças a Deus! Basta ser recebida num restaurante com um:

– Olá, minha linda!...

...para imediatamente eleger esse como o melhor serviço do mundo. E o melhor serviço do mundo foi coroado na semana passada, com distinção e louvor, no Filho do Menino Júlio dos Caracóis. Esse mesmo. Não o Júlio, não o Menino Júlio, mas o próprio do Filho do Menino Júlio, que por acaso também se chama Júlio.

Eu sei que é difícil de acompanhar, mas faça um esforço, porque este é, sem margem para dúvidas, um dos melhores sítios para comer caracóis em Lisboa. (Antes de correr para o Facebook para me chicotear em público por causa das enormidades que digo, repare que eu disse "um dos melhores" por isso tenho aqui alguma margem para clemência).

Todos os anos, eu pego na populosa Família Mistério e vou em romaria até este paraíso dos caracóis. Os meus prezados Filhos Mistério são absolutamente viciados no petisco – contam os dias até à abertura da época. E, na semana passada, estreámos esta verdadeira delícia da natureza.

 

 

os 3 arraiais dos santos populares que não pode perder este ano em lisboa...

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São as novidades mais originais do Santo António, em Lisboa. O chef Chakall vai fazer um arraial semi-sul-americano nas ruas de Marvila, o Xafarix vai dar uma festa especial de rua durante três dias para comemorar os 30 anos do bar e Kiko Martins volta a juntar-se ao mítico Sr. Oliveira, do quiosque do Príncipe Real, para fazer um bailarico com algumas das especialidades do Talho e da Cevicheria.

Não quer nada disto e prefere os clássicos? Também temos arraiais para si. Veja em baixo.

 

o melhor (e mais tranquilo) sítio para jantar em alfama na noite dos santos populares

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Chegou o dia da verdade. Quando os filhos se juntam para nos convencer a ir aos santos populares, quando os amigos se unem para nos desafiar a ir até Alfama, quando todas as forças do universo nos empurram para o meio da confusão. Não é fácil resistir a esta poderosa atracção pelo abismo, aquele momento decisivo em que sabemos que um sim vai significar ter o pior jantar do ano e no entanto...

...e, no entanto, é para isso que nós estamos aqui. Para lhe sugerir um spot maravilhoso, mesmo no centro de Alfama, onde tudo é um bocadinho menos caótico do que o habitual.

 

 

está resolvido o drama dos santos populares: como tirar a pele dos pimentos assados sem se queimar (e sem perder o sabor)

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Sardinha sem salada não é sardinha. Salada sem pimento não é salada. E pimento sem as mãozinhas a arder enquanto se tira a pele não é pimento. Já sei que há sempre a solução habitual: colocar os pimentos por baixo da torneira, com a água fria a correr, e ir tirando a pele com os dedinhos semi-escaldados. Mas tenho uma triste notícia para o grupo da torneira: a água fria a correr aniquila todo e qualquer sabor que o pimento tenha. É aquilo a que se pode chamar um genocídio culinário. E é por isso que existe uma solução mais saborosa, mais eficaz e mais conservadora da saúde dos meus dedinhos sapudos.

Se assar os pimentos na brasa, pincele-os com um pouco de azeite e ponha-os em cima da grelha, rodando-os de vez em quando para grelharem de todos os lados.

Se os assar no forno, corte-os primeiro ao meio e retire as sementes. A seguir, pincele-os com azeite e ponha-os com a pele para cima sobre uma folha de papel vegetal num tabuleiro, cinco a dez centímetros abaixo do grelhador. Ligue o grelhador do forno durante uns 10 minutos. 

Quando a pele começar a ficar tostada, retire-os e coloque-os logo dentro de um saco de plástico para congelar bem fechado. O calor vai fazer a pele soltar-se dos pimentos. Quinze a 20 minutos depois estão prontos. Quando abrir o saco, os pimentos estão mornos e a pele sai como se fosse uma folha de papel. Além de tudo, vai ver que o sabor não tem nada a ver.

 

Uma boa sardinhada para si onde quer que os pimentos estejam,

Ele

 

foto: the kitchn

o melhor sítio para comprar sardinhas em lisboa

São as marchas populares a sair à rua e eu a entrar em casa. Para mim o Santo António é como o perú de Natal: morre de véspera. Não é que não goste de festa. Mas, se tivemos arraiais durante toda esta semana, porque é que haveríamos de escolher logo o dia com mais gente?

Posto isto, foi preciso encontrar uma solução alternativa para quatro bocas insaciáveis a salivar por sardinhas, saladas de pimentos, churros, farturas e outras comidas suficientemente calóricas para fazer sorrir o Fernando Mendes e o José Carlos Malato à mesma mesa. E a solução foi um arraial caseiro: com churrasco, com sardinhas, com salada, com orégãos, com pimentos, com sangria, com cerejas e com tudo a que temos direito. Hoje vou falar das sardinhas; quando Portugal entrar em campo falamos da sangria, que é um óptimo acompanhamento para o jogo da selecção.

 

os dois melhores arraiais de lisboa

Lisboeta que se preze sai à rua esta semana. Para uma “jola”, uma sardinha, um pão com chouriço, um manjerico, um bailarico, uns empurrões, filas intermináveis e um bom banho de multidão. Desde que se vá embuído do espírito popular e de uma paciência de santo, a diversão é garantida. E quais os arraiais que não vamos perder? Já que não conseguimos ir a todos, há dois obrigatórios: o da Vila Berta e o da Bica.

A Vila Berta, uma histórica vila operária, na Graça, regressou em grande às Festas de Lisboa em 2010, e de ano para ano tem vindo a conquistar fãs. De 9 a 15 de junho, os moradores, amigos e vizinhos decoram o bairro e convidam ao bailarico pela noite dentro, com sardinhas na brasa, bifanas e petiscos, imperiais fresquinhas, rifas, manjericos, luzes, grinaldas, lanternas, canteiros arranjadinhos, bares, mesas e cadeiras, chuva de balões e velas acesas no altar do Santo António. No ano passado, até uma carrinha de gelados Santini (a famosa Vantini) tinha! Este ano, já lá está estacionada! O dia de hoje e o último dia (15 de junho) são dedicados às crianças, com animação e jogos alusivos à quadra, desde o meio-dia até à meia-noite. Além disso, este ano o arraial tem um cariz solidário: leve uma embalagem de arroz ou outro artigo alimentar e deixe no posto de recolha da Junta de Freguesia localizado na entrada do bairro. 

A Bica é o arraial verdadeiramente vertical, no sobe-e-desce do percurso do elevador, entre a tradição bairrista e o ritmo dos bares quase sobre carris que fazem as noites de um dos bairros mais animados da capital. Com o Bairro Alto logo ali, a Bica é um corrupio de sardinhas, febras, baile e a festa que se faz dentro e fora de portas de cada espaço. Vê-se de tudo: atores de novelas da TVI e artistas intelectualóides tentam passar despercebidos no meio dos populares, músicos de jazz deixam-se embalar pelos acordes do bailarico, onde mulher dança com mulher e homem com homem, numa tradição que ultrapassa todas as recentes lutas embandeiradas pelas cores do arco-íris. Há festa durante todo o mês e também aqui é impossível não se deixar contagiar pelo ambiente e pela animação.


Do que é que está à espera? Venha daí, deixe a preguiça em casa e saia à rua. Venha divertir-se a sério. De preferência antes de quinta-feira, que aí é a loucura.

E vivam os Santos Populares, 

Ela