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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

já viu a vista do novo miradouro de lisboa? abre esta sexta-feira no topo do amoreiras shopping

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É a grande novidade da semana. O Amoreiras Shopping vai abrir, esta sexta-feira, um miradouro no topo da Torre 1 com uma vista panorâmica sobre Lisboa. Segundo os responsáveis do espaço, este é o único miradouro que tem uma vista de 360 graus sobre a cidade. Sem nada a atrapalhar o seu ângulo de visão. Daqui consegue ver o castelo de São Jorge...

 

onde é que pode comer um almoço de ovos perfeito para a sua dieta? na última novidade do cascaishopping

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Janeiro é sempre um mês difícil para quem gosta de comida. Por um lado, esgotámos a nossa quota anual de calorias nos últimos sete dias de 2015. Por outro, fizemos promessas precipitadas de contenção alimentar a partir do terceiro copo de champanhe na Passagem de Ano – e isso ainda vai demorar uns dias a esquecer. 

A sua única salvação é que há duas maneiras de encarar esta austeridade calórica: fazendo como a minha querida Mulher Mistério e mergulhando 30 dias numa imensa piscina de saladas, smoothies, sumos detox e outras variações de verde; ou transformando-se num Indiana Jones alimentar e partindo à descoberta de novas e deliciosas soluções gastronómicas que sejam bem vistas pela sua sempre exigente balança.

Escusado será dizer que eu assento que nem uma luva no papel de Indiana Jones. E foi quase de chapéu na cabeça e chicote na mão que descobri o Eggcelent, um restaurante exclusivamente de ovos que começou no Amoreiras Plaza e que recentemente se expandiu até ao Cascaishopping. 

 

barbatana, a loooonga espera no novo restaurante das amoreiras

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Há poucas coisas piores do que um restaurante que dá para os dois lados. O mínimo é assumir-se publicamente, perante a sociedade: ou é um restaurante self-service, de tabuleiro em punho; ou é um restaurante com empregados a servirem à mesa. O que não pode ser é um restaurante de self-service no balcão e um restaurante de servir à mesa na cozinha. Quer dizer, poder pode – mas não é a mesma coisa. 

Todo este meu profundo e sustentado raciocínio foi burilado ao longo dos 22 penosos minutos que esperei pelo meu almoço, sentado na zona de restauração das Amoreiras, com o tabuleiro vazio do Barbatana pacientemente pousado à minha frente e o pager, que me deveria avisar quando a comida estivesse pronta, mudo ao meu lado.

 

 

novidade! novidade! abriu uma pizzaria do bairro nas amoreiras (e tem uma deliciosa pizza de presunto de vaca)

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As pizzas à fatia são conhecidas como o petisco "Vai ser tão bom, não foi?". É aquela comida perfeita que é deliciosa e engorda menos. Podemos provar só uma fatia da nossa pizza preferida sem precisarmos de fazer quatro maratonas a seguir para não nos sentirmos culpados. 

O problema é quando chega o momento da verdade. E, depois de termos passado noites em claro a sonhar com aquela pizza espectacular, encontramos uma fatia ressequida e requentada a olhar para nós. Vamos lá esclarecer esta questão com tranquilidade: pizza boa é acabada de sair do forno, ainda com a massa a estalar e o topping a fumegar. Ora, pizza vendida à fatia não pode ser acabada de fazer, porque se eu vou comer apenas uma fatia alguém vai ter de comer as outras muitos minutos depois. 

 

 

a nova surpresa para quem adora carne: the smokery, um restaurante que não parece estar num shopping

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Desde que vi pela primeira vez o Kevin Spacey a lamber despudoradamente os dedos depois de se deliciar com um entrecosto na série House of Cards que não sei bem o que sentir em relação ao típico churrasco do sul dos Estados Unidos: por um lado, deve ser delicioso; por outro, será que nos transforma em trogloditas à mesa?

Na semana passada, coloquei umas luvas a proteger estes dedos de pianista e decidi arriscar: fui ao Oeiras Parque experimentar o novo The Smokery, um restaurante inspirado nos churrascos do Texas e acabadinho de abrir no mês passado. Só para começo de conversa, posso dizer-lhe que voltei encantado. E se quiser comparar com o Slow, do mesmo grupo do H3, é a mesma coisa que colocar o Sisley Dias ao lado do George Clooney. Mas vamos ao que importa.

 

 

fui experimentar o novo hambúrguer com legumes e requeijão do h3 e...

...o que é que é aquele molho de requeijão?!

Primeiro: quem é que se lembra de fazer um molho de requeijão?! Segundo: quem é que se lembra de pôr um molho de requeijão em cima de um hambúrguer?!

Sinceramente, não percebo estas perguntas, uma vez que a resposta está no título. Quem se lembrou foi o h3, meus senhores! E que bem lembrado! Porque a combinação é óptima (se calhar, agora já parávamos com os pontos de exclamação, não?).

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O ambiente 

Antes de tudo o mais, vamos fazer um voo rasante sobre o restaurante. Eu confesso que já fui mais fã do h3. Não é tanto por a qualidade dos hambúrgueres ter caído, é mais pelo fim da novidade. Quando apareceu, o h3 era a resistência francesa contra a tirania do hambúrguer de plástico do McDonald's. Parecia o elenco do Alô! Alô! a lutar heroicamente no meio da Paris ocupada. 

Mas entretanto o McDonald's perdeu a guerra e o h3 passou a ser apenas um dos muitos restaurantes onde se pode comer um bom hambúrguer caprichado. Dos shoppings aos restaurantes de rua, há óptimos hambúrgueres espalhados pelo país.

No entanto, continuo a gostar de ir ao h3 de vez em quando: o espaço é animado e, acima de tudo, é bem disposto. Os anúncios, a decoração, as campanhas e até os individuais em cima dos tabuleiros têm sentido de humor. E isso, infelizmente, hoje em dia ainda não é assim tão comum como comer um bom hambúrguer com batatas fritas estaladiças.

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O serviço 

Há mais coisas em que o h3 é raro. Aqui eu posso pedir um pouco mais de batatas, de esparregado ou de arroz que os empregados não olham de lado para mim. Aqui, quando tenho direito a uma refeição gratuita, não me cobram a coca-cola, a limonada ou o extra de arroz. Aqui há uma preocupação com os clientes. É claro que uns dias corre melhor e outros corre pior, mas a filosofia, a simpatia e a atenção estão lá. E isso é muito pouco português.

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O hambúrguer 

Finalmente, o que verdadeiramente interessa: o hambúrguer. O novo hambúrguer. Naqueles momentos de stress insuportável, entre a pressão do cliente atrás e a pergunta do empregado à frente – "quer o hambúrguer médio ou bem passado?" –, baralho-me sempre nas faíscas destes meus modestos neurónios desesperados por conseguirem trabalhar. Desta vez, respondi "médio" quando queria dizer "médio-mal". Só me apercebi disso quando a empregada me ia entregar o hambúrguer e repetiu a pergunta:

– O seu hambúrguer era médio?

Foi aí que confessei:

– Na verdade era médio-mal, mas esqueci-me de pedir. 

Perante o meu ar de infelicidade, a empregada recolheu o prato e disse:

– Não tem problema. É só um instante.

Eu ainda tentei dizer que não valia a pena, mas nessa altura já ela tinha desaparecido para compensar a minha lentidão de raciocínio. Dois minutos depois, apareceu à minha frente esta imponente conjugação proteíca. 

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Por cima do hambúrguer vêm cogumelos, courgette, beringela, cenoura, cebola roxa, cebolinho e pimento vermelho (pedimos desculpa, no h3 é pimento encarnado...). Os legumes são grelhados, tal como o hambúrguer e os meus vinham bem grelhados – não excepcionalmente grelhados, como se deve exigir num restaurante de rua (mal passados e suculentos), mas bem grelhados (consistentes e sem se desfazerem), como se pode exigir num restaurante de "not so fast food". 

Mas o melhor é claramente o molho de requeijão. Cremoso e espesso, é surpreendente e tem um sabor suave que quebra lindamente o salgado do hambúrguer e dos legumes. Pode ainda acompanhar o prato com batatas fritas ou arroz thai. Eu, que estava numa deriva saudável, pedi esparregado que é, para mim, o melhor acompanhamento do h3. Bem líquido e muitíssimo bem temperado, está ao nível da mais alta cozinha do fast food.

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Tive pena de ter entrado nesta onda saudável quando tinha ali à minha frente a nova sobremesa do h3, o crème brûlée queimado à frente dos clientes. Mas isso fica para uma próxima visita. Em Dezembro, já entro em ritmo de Natal. E aí não há saudável para ninguém.

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O bom 

Os legumes grelhados

O mau 

Um shopping é sempre um shopping

O óptimo 

O molho de requeijão

 

Bons hambúrgueres para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: h3

fui experimentar o novo prego de atum do prego gourmet e...

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...ainda estou em choque! Respondam-me só a uma dúvida que me anda a atormentar o espírito: o que é que se passa com aquele que era um dos melhores restaurantes de fast food do país?

Ponto prévio: durante vários meses, logo a seguir a ter aberto o primeiro restaurante Prego Gourmet, comi o delicioso prego de salmão no prato três dias em cada cinco de trabalho. Fiz esta loucura durante muitas semanas, porque o salmão era, de facto, alguma coisa de extraordinário: muito bem servido (duas enormes postas) e muitíssimo bem cozinhado (tostado por fora e mal passado por dentro).

Agora regressei ao Prego Gourmet a salivar de expectativa, mal vi o anúncio do novo prego de atum, e, depois de acabar de comer, sinto-me como se a Corporação de Bombeiros Voluntários de Castanheira do Ribatejo me tivesse despejado um infindável Ice Bucket Challenge por cima da minha frágil cabeça.

 

 

já fomos ao novo selfish das amoreiras, um fast food com hambúrgueres de peixe, tártaros de salmão e atum braseado

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Confissão prévia (não, não vou revelar a minha identidade, vou só tratar dos preliminares): os primeiros dias de um restaurante ou de um espaço aberto ao público são sempre caóticos. Horas de espera, descontrolo absoluto no serviço, máquinas que não funcionam, caos na cozinha. É normal e, por isso, é que que eu evito entrar num restaurante novo com menos de dois meses de sofrimento alheio.

No entanto, arrastado de braço dado com a senhora minha mãe, lá tive de ir às Amoreiras e dei de caras com a inauguração semi-clandestina da nova área de restauração. A senhora, do alto dos seus 60 e vários anos, ficou em choque com o cheiro a peixe, com a desorganização do serviço e especialmente com os 30 minutos de espera, em pé, à frente do balcão, pelo prato que teimava em não sair. Mas ficou encantada com o que comeu.

Eu, como estava num restaurante acabado de abrir, dentro de uma área de restauração acabada de abrir, desvalorizo e atiro este desabafo para uma nota prévia. Se daqui a dois meses voltar ao SelFish e passar pelo mesmo, aí farei um post inteiro dedicado ao caos. Agora não. Faço um post inteiro dedicado a uma ideia brilhante.

 

 

desconto especial: dois almoços pelo preço de um no novo miit (não tem nada a ver com os meets do facebook)

Confesso que não resisto a uma boa promoção. Desde que Angela Merkel se tornou a DDT em Portugal que optei por uma regra: quanto mais o meu recibo de ordenado se esvazia de dinheiro, mais a minha carteira se enche de cartões de desconto. Hoje em dia confesso que a minha média ronda os três cartões de desconto por cada nota de cinco euros.

Foi por isso com uma profunda satisfação que encontrei esta promoção fantástica do Sapo: dois menus no novo restaurante Miit (qualquer semelhança com os Meet organizados pelo Facebook é pura coincidência) por 50% do valor. E o que é que isso quer dizer em números? Um almoço com prato e bebida por 3,37 euros. Meus senhores, isto são preços que não se praticam desde que os homens usavam patilhas até ao queixo. Por isso, peguei em dois elementos da minha equipa de futsal e fui até ao Colombo depois de uma manhã de aulas. Eles pediram um menu Miit Burger, eu pedi um menu bife de alcatara (que não estava incluído na promoção).

 

 

a desilusão do novo bitoque no ponto de justa nobre

Para que é que eu voltei de férias??? Estava tão bem entre um magnífico sushi, uma maravilhosa ceviche e uma divinal anchova grelhada em cima do mar, e venho enfiar-me no centro comercial Alegro, em Alfragide, para uma desilusão destas? Oh minha querida Santa Agripina, que nos proteges dos maus espíritos, que mal fiz eu para merecer isto?

Antes de continuar, tenho só de fazer uma declaração de interesses: sou fã de Justa Nobre, adoro os seus cozinhados e admiro os seus restaurantes. É, claramente, uma das melhores chefs portuguesas. Mas uma coisa é ter um restaurante com Justa Nobre na cozinha, outra é ter um restaurante com Justa Nobre no cartaz. Isso não resulta. É difícil manter a qualidade. E é fácil explicar porquê.

O serviço 

Primeiro, as pequenas coisas. Um restaurante que só tem Pepsi e não tem Coca-cola é um restaurante que se preocupa mais com as contas do que com os clientes. Mas isso eu já ultrapassei. Peço água e sigo em frente. Só há um detalhe que eu gostaria de salvaguardar: já que estamos em Agosto, gostaria de beber água fresca. Foi o que eu pedi, mas trouxeram-me água morna:

- Desculpe, eu pedi água fresca.

- Fresca não temos.

(Deixem-me lá ver se percebi bem: como não têm água fresca no pico do Verão, servem água morna e não dizem nada para ver se o cliente está distraído, não repara e vai à sua vida sem chatear, é isso?)

- Então, arranje-me um copo com gelo, por favor.

E foi quando o empregado se aproximou da pilha de copos de plástico transparentes para tirar um para mim que eu vi o impensável: um gigantesco cabelo ondulado entre os dois copos seguintes. Depois de um vómito contido, deitei disfarçadamente o copo para o lixo e bebi a água da garrafa, tentando contactar o menos possível com superfíceis manuseadas por empregadas cabeludas.

A ementa 

Se todos os problemas tivessem sido capilares, eu sobreviveria – agoniado, mas sobreviveria. O problema é que houve mais surpresas no novo restaurante de Justa Nobre (abriu há poucos meses). Eu pedi um bitoque de frango com molho de lima, acompanhado de batatas fritas e salada; Ela pediu um bitoque ao natural, médio-mal passado, com arroz e salada. O médio-mal passado tornou-se muito bem passado e o arroz branco veio frio. A salada era uma semi-salada: só tinha verdes e vinha com um pretenso molho de vinagrete. Mas como foi tirada do frigorífico já empratada e com o molho colocado (se calhar, por isso é que não houve espaço para colocar a refrescar as garrafas de água), o molho engrossou com o frio e tornou-se uma pequena argamassa sem qualquer sabor. Para agravar tudo, o ovo estrelado estava morno e sem sal. 

Parece um filme cómico dos Monty Python, mas infelizmente foi uma pequena tragédia passada comigo. Sobrava o meu bitoque de frango para salvar as coisas, mas infelizmente não salvou nada. O molho de lima mal tinha sabor e o bife de frango vinha sem tempero. Quanto às batatas fritas, estavam assim-assim: um bocadinho grossas demais para o meu gosto. 

O ambiente 

O espaço é abafado e com um forte cheiro a comida. Do lado de lá do balcão, há muitos empregados que funcionam numa linha de montagem: com poucos cuidados e muita necessidade de despachar. Tudo isto dá uma péssima imagem do espaço. Mas nem precisava de entrar para ficar com essa impressão. Bastava olhar para o logótipo do restaurante e desconfiar: letras com rodas floridas lá dentro?! Isto não podia correr bem...

No final, pagámos 11,90 euros pelas duas refeições. Foi barato, mas também foi muito mauzinho.

 

O bom 

Os cafés

O mau 

A comida

O péssimo 

O cabelo dentro dos copos

 

Quero voltar já para as minhas férias, onde quer que elas estejam,

Ele

madpizza: o restaurante das pizzas integrais

Não comemos ontem os americanos, vamos comer hoje uma magnífica pizza. Não é que esteja propriamente de neura, mas dá-me ideia de que tenho mais fome de comida do que os jogadores da selecção têm fome de bola. E depois desta pequena desgraça frente à cultura dos hambúrgueres ontem à noite, o que me apetece mesmo é dar-lhes uma lição calórica: é possível comer fast food saudável, meus senhores (tal como também é possível cortar aquele simulacro de cabelo do defesa americano que deu a cotovelada ao Raúl Meireles).

O mundo não tem de ser uma americanice em que no fim todos acabamos sentados em cima de 125 quilos de banha enquanto vemos um jogo de basebol e devoramos um pacote de Cheetos. E a prova disso está no MadPizza, um restaurante de pizzas saudáveis. Como é que é? É isso mesmo que acabou de ler: pizzas saudáveis, feitas num forno a lenha e vendidas num shopping: já estão no Amoreiras Plaza e no Tivoli Fórum em Lisboa; no Oeiras Parque e no Cascais Shopping.

A comida 

A massa é integral e extra-fina, o que é bom a dobrar: come saudável e come pouco. E os ingredientes colocados por cima alternam entre espinafres, rúcula, tomate cherry, cogumelos, pinhões, manjericão ou mozzarela fresca. É claro que também há queijo derretido a sair por fora, presuntos calóricos e até massa normal. Mas só se quiser ir por aí. Se preferir seguir na linha Carolina Patrocínio, aqui tem várias opções.

Eu tenho duas pizzas que adoro (e olhem que não sou de usar esta palavra muitas vezes).

 

Primeiro, a pizza Santorini com rúcula, mozzarela fresca, tomate cherry, orégãos e azeite. Eu peço para colocarem os ingredientes apenas depois de a pizza sair do forno só com um levíssimo molho de tomate. Por isso, rúcula, tomate e mozzarela ficam frios por cima da massa quente e super estaladiça. É uma óptima mistura para o Verão: fresca e leve. Eu como facilmente uma pizza sem ficar à beira da asfixia, como me acontece nos Pizza Huts e afins.

Depois, costumo pedir também a pizza Natural, com espinafres baby, tomate cherry (eu sei que sou um bocadinho repetitivo), cogumelos frescos, pinhões e azeite. Esta pode ir com todos os ingredientes ao forno ou não, dependendo de como gosta dos cogumelos: crus ou cozinhados. Eu prefiro-os crus, mas cozinhados também são óptimos.

Todas estas pizzas passam por dentro de um imponente forno a lenha (desde que seja possível ter um forno a lenha dentro de um shopping eu sou um homem feliz) e saem dali super-mega-hiper-crocantes, o que para mim é meio caminho andado para o paraíso gastronómico.

O preço 

Estamos a falar de pizzas gourmet pelo preço de pizzas de linha de montagem. Na MadPizza, os preços variam entre os €5,90 e os €8,90 e ainda há algumas saladas razoáveis – mas, para dizer a verdade, não é pelas saladas que vai querer vir aqui. Recentemente, estrearam duas novidades: pizzas dobradas, como se fossem uma focaccia, uma com camarão e a outra com presunto, e que custam €9,80. Se quiser, todas as pizzas são entregues em casa: gratuitamente durante a semana até às 15h; nos outros horários, paga uma taxa de €1,65.

O serviço 

É o normal de um shopping: rápido, eficaz e um pouco impessoal. A única excepção foi a vez em que encontrei o dono a atender ao balcão do Amoreiras Plaza. Aí o serviço foi mais atencioso e até trouxeram a pizza e a salada à mesa.

O ambiente 

A decoração é simples e clean, assente em branco, verde e encarnado escuro. Tem um aspecto saudável e light e é agradável de se ver. É raro encontrar um restaurante que percebe a beleza da simplicidade.

 

O bom 

Os ingredientes frescos

O mau 

O preço das pizzas dobradas

O óptimo 

A massa integral

 

Uma boa pizza saudável para si onde quer que esteja,

Ele

o ex-eataly, atual italian republic do alegro

Vou muitas vezes a este restaurante à hora de almoço. Como adoro comida italiana, é uma das minhas "cantinas" preferidas em centros comerciais. Já o experimentei em três shoppings: Alegro, Amoreiras e Colombo. E o do Alegro é claramente o vencedor. O das Amoreiras é uma desgraça no que toca ao serviço. A culpa nem é dos empregados que estão o tempo inteiro a pedir desculpa porque os pratos demoram horas. Pelo que percebi, a cozinha estava sem rei nem roque e mesmo à beira de uma revolta. E isto aconteceu duas vezes seguidas, por isso, não voltei lá uma terceira, com medo de uma pizza armadilhada. Ainda por cima, é mais caro do que os outros. Não sei se é por as Amoreiras ser um gueto de betos, ali paga-se mais do que nos outros restaurantes, o que logo à partida, me irrita um bocadinho. Já o Colombo tem outro drama. Como o centro comercial é gigante, o restaurante está sempre cheio, não de betos mas de uma miscelânea de gente. Temos sempre de ficar na fila à espera de mesa o que, convenhamos, não dá jeito nenhum para quem, como eu, tem sempre pressa à hora de almoço.

Por isso, sempre que posso, opto pelo do Alegro. Às vezes também ficamos à espera de mesa, mas o empregado traz-nos sempre a lista para irmos escolhendo, para ser mais rápido. Como sou muito de hábitos e rotinas, costumo pedir quase sempre a mesma coisa.

A ementa

De entrada, uma espécie de pizza gigante fina e estaladiça temperada com azeite e alecrim, (simplesmente deliciosa e viciante) ideal para partilhar, e depois, como fico sempre com remorsos porque estraguei a dieta, peço uma salada Eataly, que tem uma variedade de alfaces com tomate, mozzarella, presunto e molho de pesto. Adoro e chega perfeitamente. Enche imenso.

Quando estou desvairada de fome, peço um salmão com risotto de pesto e chutney de limão e mel que é absolutamente divinal. Já pedi duas ou três vezes e vem sempre no ponto certo.

 

O serviço

É rápido o suficiente para uma hora de almoço apressada. É bom mas não é fantástico. E o preço? Costumo pagar no máximo 13 a 15 euros por pessoa, partilhando a entrada e incluindo uma bebida e um café no fim. Não dá para todos os dias, mas de vez em quando, se tiver um almoço de trabalho ou um encontro de amigos, vale a pena.

Bom almoço, sobretudo se não estiver de dieta,

Ela

 

a odisseia de jantar no di casa do centro vasco da gama

Imagine-se a caminhar pelo meio do mato, a afastar arbustos, a pisar troncos, a trepar por cima de ramos de árvores, a desviar-se constantemente dos obstáculos para tentar manter minimamente o rumo. Agora substitua o mato pelo Centro Comercial Vasco da Gama, os arbustos por aglomerados de gente, os troncos por cadeiras, pés e carteiras no chão e os obstáculos por pessoas a virem na sua direcção. Este é o caminho que vai ter de percorrer até chegar ao restaurante DiCasa à hora do jantar. Por isso, vista o camuflado, calce as botas de montanha e pegue num pau porque isto vai ser difícil.

O serviço 

- Boa noite, temos uma reserva para as oito em nome de Mulher Mistério.

[Brincadeirinha, fizemos a reserva com o pseudónimo que normalmente usamos para os nossos jantares e que, por motivos óbvios, não posso revelar aqui]

- Hmmm...

[Silêncio... consulta da agenda... silêncio novamente]

- Não estou aqui a encontrar nada.

- Mas foi feita, de certeza.

[Novo silêncio... nova consulta da agenda... novo silêncio]

- Só um momento.

[Desapareceu. Cinco minutos depois voltou]

- O senhor perdeu a sua mesa.

- Como?

- A reserva estava feita para as oito. E nós só damos 15 minutos de tolerância.

- Mas são oito e vinte [e eu já aqui estou à espera há cinco minutos enquanto o senhor procura a reserva... esta parte não disse que eu não sou homem de conflitos com homens maiores do que eu]

- Pois...

- Ok, obrigado, então, boa noite.

- Espere lá, eu arranjo-lhe outra mesa.

[Depois da demonstração de autoridade, a clemência...]

Um minuto depois, estávamos sentados – e abandonados. Depois de variadíssimas tentativas, conseguimos que nos trouxessem a lista. Mas fazer o pedido é tão difícil como conseguir chamar um jogador de futebol, a partir da bancada, durante um Benfica-Sporting. Aqui os empregados focam-se no chão ou num ponto imaginário no horizonte. Não levantam a cabeça, não olham para a sala, não ouvem, não vêem, não falam, não sentem. São como anémonas, circulam à deriva no mar de gente.

O ambiente 

A decoração até tem algumas pretensões de sofisticação. E o espaço é grande e arejado. Mas o ambiente sufoca: há barulho, há confusão, há cadeiras a cair, há crianças a voar. É verdade que fomos num fim-de-semana à noite, é verdade que enfiarmo-nos num shopping numa dia assim é pedir um ambiente caótico, mas isto superou tudo o que se pode imaginar. Jantar no DiCasa ao fim-de-semana é o mesmo que passar um dia no Aquashow em Agosto – ninguém merece!

A ementa

Podia ter sido esta a nossa salvação – mas não foi.

 

As entradas

Começámos por dividir uma salada caprese. E ainda bem que não pedimos duas. Cada rodela de tomate vinha quase com a grossura de uma edição dos Lusíadas, o que quer dizer que cortada em quatro dava para alimentar quatro famílias. A mozzarela era industrial e o tempero colocado a despachar – foi preciso rectificar tudo, do azeite à pimenta.

Os pratos principais

Mais um erro. Toda a gente fala das pizzas e nós fomos inovar. Mas um bom restaurante italiano não pode fazer só pizzas. Eu pedi um tonno nizzarda – posta de atum fresco grelhada, temperada com sumo de limão, azeite e vinagre balsâmico e acompanhada com salada de rúcula e tomate cereja. A posta de atum parecia uma costeleta de novilho à cortador – gigante – e não tinha graça nenhuma. Não é que eu queira trocar piadas com uma posta de atum, mas gosto de sorrir, pelo menos ligeiramente, quando a provo. E não é isso que acontece no DiCasa: dá ideia que os pratos são feitos à pressa, como se estivessem a alimentar um regimento de infantaria.

Ela pediu um filete de salmão com um "delicioso e fresco" molho verde e um "delicioso" risotto de limão. É claro que um prato que tem duas vezes escrita a palavra "delicioso" na sua descrição só pode dar barraca. E foi o que aconteceu. O salmão estava passado demais – seco – e o risotto espesso e pesado, ao melhor estilo argamassa.

No final, saltámos rapidamente por cima das sobremesas e pedimos cafés e a conta. Como qualquer bom restaurante caótico, primeiro veio a conta – errada – e dez minutos depois chegaram os cafés. 

Oh noite de azar!

 

O bom

A esplanada – mas como estava uma noite fria, não constou.

O mau 

A comida

O péssimo

O serviço

 

Um bom fim-de-semana para si, onde quer que esteja,

Ele

 

yummi real food, óptimas tostas com pão verdadeiro para fugir do carnaval

Hoje é Carnaval, ontem foram os Óscares... Basicamente, há dois rumos a tomar na sua vida: mascarar-se de Manuel Luís Goucha e ir desfilar no Carnaval da Mealhada ou enfiar-se num cinema, às escuras, para não ser confundido com um suíço por estar vestido de forma normal. Não é uma decisão evidente, pois não? Eu ainda tentei encontrar um fato e gravata de lantejoulas e uns óculos roxos, mas não descobri nada que me servisse. Por isso, contrariado, optei pelo cinema. E, como todos nós sabemos, não é possível ir ao cinema sem jantar qualquer coisa no shopping. E é aí que o Casal Mistério entra com a última descoberta de fast food saudável. Chama-se Yummi e já existe há um ano, mas, para nós, estava perdida no Oeiras Parque.

A marca nasceu numa micro-loja na Calçada do Combro, em Lisboa, e servia tostas, tartines e sanduíches para comprar e comer enquanto andava pela rua. No ano passado, mudou-se para o Oeiras Parque mas manteve o essencial - e isso é...

 

...A comida

Aqui o pão é especial, os alimentos são frescos e os pormenores são cuidados.

As tostas

As tartines desapareceram com a mudança, mas as tostas são de pão alentejano e têm sempre alguma coisa que marca a diferença: Rosbife com mostarda de Dijon e salada de alface e rúcula temperada com azeite de trufa e vinagre balsâmico; Mozarella e tomate fresco com molho de tomate seco; Salmão fumado com espinafres e cebola salteados e queijo creme; Frango com chutney de manga, salsa e manteiga de alho; Beringela com cogumelos, queijo mozarella e molho pesto; ou uma simples tosta mista, com queijo, fiambre e azeite de orégãos. É difícil escolher, mas eu não hesitei: sempre que na mesma frase estão as palavras azeite e trufa, eu abro a boca. O pão das tostas é óptimo: macio e escuro, estaladiço e bem torrado. O rosbife é bom: fininho, fresco e muito mal passado. E a mostarda é fantástica: picante, saborosa e óptima para desentupir o nariz em dias de frio. Só o azeite de trufas é que passa tão despercebido como um chinês a andar de bicicleta em Pequim. Foi pena, mas foi bom.

 

Os pratos e as sanduíches

Se não quiser tostas, tem duas alternativas: comida no prato - o rosbife (que Ela pediu e que perde um bom bocado em relação à tosta), um hambúrguer com tomate fresco e molho de pepino, ou o salmão fumado e um prato vegetariano que vêm ambos acompanhados com couscous; e sanduíches - são as mesmas opções das tostas, mas em pão de chapata, o que não me pareceu tão entusiasmante.

 

Os acompanhamentos

Primeiro quer as boas ou as más notícias? Pareceu-me ouvi-lo dizer "as más, venham elas!", não foi? Então, aqui vão. A minha extremosa Mulher Mistério entusiasmou-se com um apetitoso arroz de alho a fumegar na fotografia "meramente ilustrativa", claro está. Mas o entusiamo durou dois minutos. Foi o tempo de colocar a primeira garfada na boca e perceber que os bagos estavam colados em pequenos blocos de arroz requentado. Eu entusiasmei-me com a salada de alfaces temperada com vinagrete de limão (também pode ser com vinagrete de amora) e sementes de sésamo. Realmente o vinagrete é interessante e as sementes de sésamo surpreendentes, mas as alfaces, que davam o nome à salada, estavam meio plastificadas e a mistura não se salvou. O que vale é que tínhamos pedido mais alguma coisa: Ela uma deliciosa sopa de beterraba sem batata (cremosa e saborosa, mas em copo descartável) e eu umas óptimas batatas fritas cortadas às rodelas com casca e orégãos (muitíssimo estaladiças mas com um nadinha de óleo a mais).

 

O serviço

Simpático, atencioso, rápido e prestável. Mesmo quando eu pedi para acrescentar um ingrediente ao prato (é melhor não revelar qual para não ser descoberto), o empregado não hesitou um segundo e juntou sem cobrar.

 

O ambiente

A zona de restauração do Oeiras Parque é confusa, cheia de gente, em espaço totalmente aberto (sem os recantos, por exemplo, do Colombo) e com os carrinhos dos tabuleiros sujos por todo o lado. Resumindo: não é um sítio simpático. Mas tem um óptimo cinema, com pouca gente e cadeiras muito confortáveis.

 

A conta

Por toda a refeição, com duas Coca-colas como bebidas, devíamos ter pago €18,40. Pagámos €19,40: o empregado enganou-se e cobrou uma Coca-cola a mais. De qualquer maneira, vale a pena. E assim não tem de se mascarar.

O óptimo

A tosta de rosbife com mostarda de Dijon

O bom

As batatas fritas com casca e orégãos

O péssimo

O arroz de alho

 

Um bom ex-feriado para si, onde quer que esteja,

Ele

um presente inesperado

Há dias de sorte. Arrastei-me de casa num domingo à tarde porque deixei acabar as minhas cápsulas Nespresso. E como sabem, pelo meu post “era um clooney, perdão, um café com trufas de chocolate e coco”, eu não vivo sem os meus cinco cafés diários. Lá fui, aterrorizada com a ideia de um shopping atulhado de gente.

 

Pois bem: arranjei lugar à porta, fui direta à loja e apesar de estar cheia de gente, fui imediatamente atendida por uma simpática senhora de preto, que, com um sorriso de orelha a orelha, me pergunta:

- O seu número de membro ou o telemóvel, por favor…

Dei-lhe o meu telemóvel e o sorriso de orelha a orelha chegou aos olhos:

- Se a senhora quiser, se comprar 400 cápsulas, tem direito a uma máquina nova de graça.

Eu olhei imediatamente para trás. Não podia ser comigo. Além de não ter sorte nenhuma na vida, ainda não me habituei ao “senhora”. Não sei por que parva razão estou sempre à espera que me tratem por “menina”.

- Eu? – perguntei incrédula.

- Sim, a SENHORA! Mas tem é que levar as 400 cápsulas.

- Isso dá-me para três meses! Claro que quero!

E não é que me deram a escolher entre três modelos (dos mais baratos, claro, mas a cavalo dado não se olha o dente)? E lá voltei para casa com 400 cápsulas de café e esta magnífica máquina.

 


Podia ter sido melhor? Podia, claro. Se em vez da máquina, me oferecessem o George Clooney, é certo. Mas também depois teria muito que explicar quando chegasse a casa. Pensando bem, agora tenho que esclarecer o meu dileto marido mistério sobre as imensas vantagens de ter não uma mas duas máquinas Nespresso. Enquanto procuro argumentos, deixo-vos mais uma  fotografia inspiradora...

Ela