Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

10 novos restaurantes que queremos mesmo experimentar em 2016

No primeiro domingo do ano, há sempre uma tradição cá em casa: decidir quais os restaurantes a que teremos mesmo de ir nos 12 meses seguintes. São as nossas resoluções de Ano Novo. E para 2016 há novidades de nos deixar já de babete ao pescoço. Estes são os novos sítios que queremos experimentar rapidamente e em força.

 

Loco, Lisboa

IMG_0820.JPG

IMG_0821.JPG

São só cerca de 20 lugares sentados e não tem serviço à carta. Estranho? Então espere para ouvir o resto. A cozinha fica praticamente no meio da sala, os cozinheiros vão até às mesas e só pode optar entre dois menus, baseados numa filosofia orgânica e que estão sempre a mudar: um com 14 pratos (€60), outro com 18 (€80). O novo projecto do chef Alexandre Silva (ex-Bica do Sapato) é o mais recente desta nossa lista de resoluções: abriu há 15 dias, na Estrela, em Lisboa, e promete ser uma das sensações de 2016. Nem que fosse só para comer este mexilhão com maçã e aipo que tem um aspecto delicioso.

 

 

um maravilhoso brunch na deslumbrante vila de sintra: os scones gigantes do café saudade

10406596_881447008585296_6340351574461647030_n (1)

Ao olhar para o meu scone no Café Saudade, em Sintra, senti-me como o Marques Mendes a contemplar o Empire State Building em Nova Iorque. Não é um bolo grande, é gigantesco. São os Himalaias dos scones. Ainda por cima, são óptimos, servidos quentes, com o interior suave e (único defeito!) a parte de fora pouco crocante para aquilo que eu gosto.

 

 

e agora a pergunta mais importante da semana: onde é que se comem os melhores percebes? e o melhor camarão com arroz de alho?

1011248_804529996241798_1678495800_n.jpg

Eu sei que nem tudo é uma questão de tamanho, mas no caso dos percebes vale a pena sair de casa com uma fita métrica na mão. Quanto maiores, mais carnudos, mais tenros e mais saborosos. Os percebes estão para mim no Olimpo da culinária. São o marisco mais estranho, mas também aquele que tem o sabor mais aproximado com o do mar. Talvez a par das cracas, mas com uma enorme diferença: os percebes são maiores. E assim voltamos ao início da conversa: os percebes devem ser degustados de babete ao pescoço e fita métrica na mão. O babate protege-nos das incontroláveis esguichadelas de água salgada que são uma permanente ameaça à domingueira camisinha branca, a fita métrica garante-nos que estamos a comer marisco decente.

Foi assim que eu saí de casa num destes dias (sim, numa figura relativamente ridícula...) à procura dos percebes mais avantajados da região de Lisboa. E encontrei-os, como já suspeitava, na Praia das Maçãs, ao pé de Sintra. O restaurante chama-se Búzio, mas deve ter sido uma desatenção do pai no dia do registo, porque este é o paraíso do percebe. Felizmente não é só. Por isso o melhor é fazer um rápido flashback até ao início de tudo.