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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

novidade! novidade! abriu o sandeman chiado, um bar com cocktails de vinho do porto e comida do chef do cantina 32

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Estou com palpitações. O meu batimento cardíaco acelerou, os olhos esbugalharam-se e a minha boca transformou-se nas cataratas do Niagara. Não estou assim por causa da nova carta por pontos que tanto agitou o país, estou assim por causa da nova carta de cocktails que vai agitar o Chiado.

O The Sandeman Chiado abriu esta semana e é um bar especializado em Vinho do Porto. E que também tem petiscos. E comida mais a sério. E uma carta feita pelo chef Luís Américo, o responsável pelo sucesso do Cantina 32, no Porto, e por aquele que é um dos melhores e mais originais cheesecakes que estas papilas gustativas já experimentaram (e que pode conhecer mais detalhadamente aqui).

 

 

a melhor receita de hambúrguer que já vimos à frente: com queijo stilton e vinho do porto

Hoje só tenho três palavras para lhe dizer: a, ca, bou. Não aguento mais. Não quero saber de mais dietas nem restrições alimentares. Este dia vai ficar conhecido na História desta casa como o Dia da Liberdade Gastronómica. Estou mesmo a pensar sugerir ao António Costa que, no meio da sua febre anti-austeritária, decrete o dia 26 de Janeiro como feriado nacional (no meio de tantas reposições, mais um feriado passa bem despercebido).

E para celebrar este dia mítico para o estômago de qualquer português, decidi fazer um jantar diferente. Vou fazer aquele que é, para mim, um dos melhores hambúrgueres do mundo: o hambúrguer com vinho do Porto e queijo Stilton do magnífico restaurante Umami, em Nova Iorque. 

O fantástico site Food & Wine reuniu aqui uma preciosa lista dos 33 melhores hambúrgueres dos Estados Unidos. Mas, em vez de se limitar a eleger os vencedores, partilhou também a receita de cada um dos fantásticos hambúrgueres. E esta vai já directamente para a frigideira.

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gelados de figo e vinho do porto para refrescarem este fim-de-semana de calor

Não há nada como um domingo de verão com um gelado caseiro. Quer dizer, até há: um domingo de verão com um gelado caseiro de figos. Ou, melhor ainda, figos e Vinho do Porto. Como é fácil de perceber, este post parece um foguetão de expectativas pronto a levar-nos até ao espaço de braço dado com o Mário Ferreira. E o melhor de tudo é que esta divinal receita do Endless Simmer é tão fácil quanto deliciosa.

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a bebida ideal para estes dias de calor: porto tónico com cerejas, groselha e hortelã (e vivó verão!)

Se o gin tónico está para o mundo dos cocktails como o Cristiano Ronaldo está para o futebol, então o Porto tónico acabou de ser eleito o Eusébio das bebidas. Tem o equilíbrio perfeito entre o doce e o azedo, entre o fresco e o gaseificado, entre a elegância e a força (esta última não sei bem onde é que a fui buscar...). Bom, o que aqui interessa é que, enquanto estava eu hibernado neste calor de Verão avassalador, recebi uma simpática mensagem por Facebook da nossa querida leitora Alexandra Sebadelhe a pedir uma receita de um Porto tónico perfeito. E, quando eu falo de um Porto tónico perfeito, falo sempre daquele que bebi na deslumbrante esplanada do Loggia, no Museu Machado de Castro, em Coimbra. É que, além de ter uma das mais arrebatadoras vistas sobre a cidade, tem um dos mais fabulosos Portos tónicos sobre a mesa. Desde que provei aí o Porto tónico, faço sempre esta receita em casa.

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gin envelhecido em barricas de vinho do porto com amoras e erva príncipe

Eu adoro Porto tónico e adoro gin tónico. E antes de me perguntar, com esse ar de desconfiança que já estou a pressentir aqui através do monitor, se há alguma bebida alcoólica que eu não adore, devo esclarecer que, sim, há muitas... ou melhor, duas ou três... ou uma ou duas... Bom, depende dos dias. Mas isso agora não interessa nada para o assunto. O que interessa é que provei no outro dia a melhor conjugação de gin tónico com Porto tónico. Chama-se NAO e acaba directamente de entrar para a lista das sete maravilhas da humanidade. O NAO é um gin destilado de forma artesanal em Inglaterra e produzido a partir de puro grão inglês. 

 

10 motivos por que o porto foi eleito o melhor destino europeu 2014

A cidade do Porto foi eleita o "Melhor Destino Europeu 2014", um prémio atribuído anualmente pela "European Consumers Choice", uma organização independente e não lucrativa, com sede em Bruxelas. O Porto sucede assim a Istambul, que venceu o concurso o ano passado, com Lisboa a ficar em segundo lugar por uma diferença mínima. Parabéns ao Porto, aos portuenses, aos Ruis Rio e Moreira e a todos os portugueses. Como sou lisboeta, devia sentir-me uma turista no Porto, mas o que é facto é que, não sei se pelo ambiente ou pelas pessoas, é uma cidade que me faz sentir em casa. E se dúvidas houvesse sobre o porquê desta distinção, aqui ficam alguns dos motivos desta vitória tão merecida:  

 

Ponte D. Luís  

Cais da Ribeira  

Café Majestic 

Torre dos Clérigos

Livraria Lello

Caves do Vinho do Porto 

Sé do Porto 

 

Palácio da Bolsa

Hotel Yeatman

Restaurante DOP 

 

Estes são os meus sítios preferidos no Porto... Quais são os seus?

Ela

douro in

 

- Tou?

- Estou, boa noite.

- Tou, então, tudo bem?

- ... Hmm, peço desculpa por estar a incomodar, fala do restaurante Douro In?

- Ah, sim, restaurante Douro In, boa noite.

[É nesta altura da conversa que eu percebo que, das duas uma: ou o empregado me vai cumprimentar à chegada com um beijo na testa, ou então não está habituado a atender clientes...]

- Boa noite [pela segunda vez], eu queria fazer uma reserva para esta noite.

- Sim, sim.

- Somos quatro pessoas e queria perguntar-lhe se ainda tem uma mesa ao pé da janela.

- Claro que sim.

 

 

 

 

O ambiente

Uma hora e meia depois, estávamos nós e um casal amigo a chegar a um dos restaurantes mais bem localizados do Douro. Mesmo em cima da marginal, tem janelas do tecto ao chão e uma vista fantástica. Parámos o carro, entrámos, olhámos para os lados e tivemos a resposta à nossa dúvida inicial: em todo o restaurante, estavam cinco pessoas - nós os quatro e uma empregada. Tirando o constrangimento de ter à nossa volta, durante duas horas, alguém que só tem uma coisa em que pensar - nós -, o espaço é surpreendente: mistura detalhes tradicionais, como as paredes em pedra, com mesas e cadeiras sofisticadas, da autoria de Philippe Starck. É claro que ainda não estamos ao nível do Hotel Mama Shelter, em Bordéus, mas, já que não podemos ter um projecto Philippe Starck, ao menos que tenhamos cadeiras Philippe Starck.

 

 

 

 

 

O serviço

Não sei se foi por sermos os únicos, mas a empregada conseguiu ser extremamente simpática, incrivelmente prestável, esforçadamente rápida e desesperadamente ausente enquanto estivemos a comer - e olhe que num restaurante vazio não é fácil aparecer apenas quando precisamos de a chamar. Tudo isto num dia de semana e com a sala deserta, quando a perspectiva de ir para casa mais cedo estava ali tão perto... 

 

 

A ementa

Presumo que queira começar pelas boas notícias, certo? Calculei... Então aqui vai: a garrafeira é imensa e a oferta de vinhos a copo é enorme, o que é sempre uma boa opção para quem está em crise ou vai a guiar. Nós, que acumulávamos essas duas fantásticas condições, resolvemos deixar-nos de cerimónias e mandar vir uma garrafa de Corpus 2008 tinto muito bom.

Agora, passamos às notícias razoáveis: a comida. Pedimos de entrada uns óptimos míscaros salteados, produzidos de forma biológica numa quinta particular, e um carpaccio de salpicão transmontano com azeite e flor de sal... sofrível. Os pratos principais não surpreenderam: eu escolhi um tornedó três pimentas que estava bem cozinhado, mal passado - o que, neste caso, é bom -, mas trazia um molho um bocadinho intenso demais. As outras três almas à mesa partilharam um bife banalíssimo e um risottto de brócolos e legumes grelhados que cumpria. Para acabar, é preciso manter a tradição no Douro, que é o mesmo que dizer: uma tábua de queijos e um vinho do Porto.

Finalmente, as más notícias: entre pratos partilhados e apenas uma garrafa de vinho, pagámos 125 euros. Se Pedro Passos Coelho sabe disto...

 

 

O Óptimo - a decoração

O Bom - o serviço

O Mau - o carpaccio de salpicão transmontano com azeite e flor de sal

O Péssimo - a conta

 

 

Um bom fim-de-semana para si, especialmente se o for passar ao Douro,

Ele

 

rosbife com molho de foie gras e vinho do porto

 

O Barcelona tem o Messi, o Real Madrid tem o Ronaldo, o Tarzan tem a Jane e você tem de ter uma faca Shun Damasco. Faz parte das mais elementares ligações do universo: alguém que queira cozinhar minimamente tem de ter uma boa faca de cozinha e a Shun Damasco vai entrar na sua vida como o Egas entrou na vida do Becas - bom, esta, se calhar, é um bocadinho demais...

É um investimento de três dígitos - a faca de chef, com 15 cm, custa em Portugal, na loja online www.commerciol.com, 108,57 euros (com portes de correio incluídos) - mas vale a pena. É com esta faca, que tem o ângulo de lâmina mais reduzido que existe, que a carne se transforma em manteiga e uma fatia de rosbife numa fatia de fiambre.

E é exactamente o rosbife que me traz aqui hoje. Para começar, precisa de um bom naco de carne. Tempere-o com sal e um pouco de alho esmagado e passe-o numa frigideira com muito pouco óleo, bem quente, para o dourar de todos os lados: cima, baixo, esquerda e direita. Não cometa o erro habitual de usar manteiga ou azeite, porque estes queimam a temperaturas mais baixas e, para dourar a carne, vai precisar de ter a frigideira bem quente.

Depois de ter a carne selada, leve-a ao forno, com o molho que sobrou da fritura, a 200 graus, durante aproximadamente 15 a 20 minutos, dependendo de como gosta da carne. Quando esta estiver pronta, tire-a do forno, envolva-a em papel prata e deixe assentar.

Entretanto, invista no molho, porque isso é que vai fazer a diferença. Ponha 50 gramas de manteiga numa panela pequena em lume brando juntamente com quatro chalotas picadas. Para o molho, o lume tem de ser o mais fraco possível. Depois de as chalotas estarem alouradas, junte uns cogumelos frescos cortados aos bocados e 50 gramas de foie gras (ou mousse de pato se estiver numa onda Vítor Gaspar). Vá mexendo até os cogumelos estarem cozinhados e o foie gras desfeito. Falta apenas o último toque: um cálice de vinho do Porto, natas a gosto e corrigir o sal. Se tudo isto não estiver com uma consistência aveludada, passe com a varinha mágica até ficar um líquido espesso.

A seguir, volte à carne. E é aqui que entra a Shun. Corte o rosbife em fatias fininhas e disponha-as numa travessa. Mesmo que a carne esteja morna, não faz mal, desde que o molho esteja muito quente. Leve à mesa, tudo separado e sirva. Lembre-se: não vá na conversa de facas eléctricas ou fiambreiras caseiras para cortar carne. Nós aqui falamos em japonês: Shun para si é sinónimo de rosbife.

 

   

Para a carne

1 naco de rosbife

Sal

Alho

 

Para o molho

50g de manteiga

4 chalotas

Cogumelos frescos

50g de foie gras

1 cálice de vinho do Porto

Natas

Sal

 

Delicie-se, onde quer que esteja,

Ele

quinta do vallado, um refúgio de sonho onde o vinho é rei

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Imagine um hotel moderno, sofisticado, cercado de vinha, ou melhor, de vinho por todos os lados. É uma ilha de emoções. Um paraíso para quem, como nós, adora esta bebida inspirada. E depois há o conceito: Wine Hotel. A expressão em si é música para os nossos ouvidos. Resultado: acordávamos a desejar que fosse meio-dia, a hora que estipulámos de razoável para beber o primeiro copo de vinho branco. A partir daí, entre provas de branco, tinto e portos secos, vintage e tawny, foi a verdadeira loucura.  

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Lá fora

O hotel está dividido em dois edifícios: o histórico, que data do século XVIII, entretanto recuperado, e o novo, do século XXI. Optámos pelo mais recente. Quando chegámos, já perto das oito da noite, depois de vários quilómetros de curva e contracurva, estavam 4 graus. Arrumámos o carro e subimos a escadaria imensa que dá acesso ao hotel, plantado nas típicas encostas das margens do Douro. À nossa esquerda, o edifício construído em 1733 e recentemente recuperado. À direita, o novo, projetado pelo arquiteto Francisco Vieira de Campos, para onde entrámos rapidamente, já com o nariz a congelar.  

Primeiro impacto 

A receção aqueceu-nos a alma. Com paredes e chão de xisto, a decoração é sóbria e elegante. Ao fundo, a miragem das salas e da biblioteca, com as suas três lareiras acesas, pareceu-nos um milagre. Mas todo o encantamento se desvaneceu quando nos anunciaram que não serviam jantares, porque “a taxa de ocupação não justifica”. Gelámos novamente com a perspetiva de ter de voltar a sair. Lá fomos à Régua jantar ao Douro in e regressámos rapidamente para aproveitar o hotel. 

Cá dentro

O quarto é confortável e clean (dispensávamos um gigantesco buraco na parede junto à ombreira da porta), e a casa de banho, toda ela em xisto preto, é minimalista e trendy. A varanda tem uma vista bonita mas não é deslumbrante. A cama dá para mais de duas pessoas (cada um sabe de si! Estou aqui para informar…) e é super confortável. Os lençóis, endredon e almofadas são frescos e macios. Mas onde se estava realmente bem era em frente às lareiras da sala e da biblioteca que tornavam estes espaços os mais quentes e acolhedores da Quinta do Vallado. Por isso, acabámos o dia da melhor forma: a ler um bom livro, com um excelente vinho, ao som do crepitar das chamas e da música ambiente de um discreto iPod colocado numa das mesas da sala.

O pequeno-almoço

No dia seguinte, fomos surpreendidos por um pequeno-almoço de rei: inúmeros pãezinhos, croissants, bolo, fruta variada (até romã!!!), ovos, bacon, presunto, tomate, azeite, manteiga, sumo de laranja natural, queijos, fiambres diversos, mortadela, queijo fresco, compotas caseiras, frutos secos, doce, leite, café, chá, expresso, e até nutella! Ufa! Estava mais para brunch do que para pequeno-almoço, tal era a fartura. Tudo isto servido com requinte e muito bom gosto, numa sala de jantar arejada, com duas janelas enormes que convidam a paisagem a fazer-nos companhia, separadas por uma original lareira suspensa, que aquecia ainda mais o ambiente.

Pormenores que fazem a diferença

No dia seguinte, o pequeno-almoço já foi de príncipe. A "taxa de ocupação" claramente não justificou uma ida ao supermercado. Passou de ótimo a razoável em apenas 24 horas. E a única lareira acesa era a da sala de jantar. As da sala e da biblioteca mantinham as cinzas da véspera. A mesa de jogo da noite anterior permanecia intocável, com os nossos copos de vinho do porto e as chávenas de café por levantar. O serviço, "quando a taxa de ocupação não se justifica", é manifestamente insuficiente, apesar da simpatia dos dois únicos funcionários que nos atenderam durante toda a estada. Por isso, decidimos dar uma ajuda e acendemos nós as lareiras.

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O jantar

Depois da desilusão da primeira noite, ofereceram-nos a hipótese de jantar no hotel no segundo dia. A mesma sala do pequeno-almoço, com a sua lareira suspensa (acesa!) abriu só para nós. O menu era fixo, mediano e caro: por 35 euros por pessoa, comemos uma canja de galinha razoável, um medíocre bacalhau com broa requentado, e um petit gateau com gelado de baunilha de sobremesa. Os vinhos da casa salvaram a honra do convento. Mas, pelo menos, não tivemos de enfrentar o frio lá fora...

O Douro

Os dias foram passados a descobrir a região, linda com as suas inúmeras quintas e paisagens deslumbrantes, sempre com o Douro como protagonista. A que mais me impressionou, não pelo vinho (porque, francamente ao fim de tanta prova, já não distinguia o tawny do vintage, o tinto do branco) mas pela qualidade e o profissionalismo da visita, e pela beleza da propriedade e da vista, foi a Quinta do Seixo, da Sogrape. Cinco estrelas! 

Em memória da Dona Antónia

No último dia, ao final da tarde, regressámos ao hotel para fazermos finalmente a visita às vinhas e à adega da Quinta do Vallado. Num registo mais intimista mas não menos profissional, dada a proximidade que já tínhamos com o nosso guia, um simpático funcionário do hotel. A paixão com que nos contou a história da quinta, pertencente aos herdeiros da mítica Dona Antónia, e nos explicou todo o processo, desde as vindimas ao engarrafamento, fez-nos sonhar com a nossa própria vinha. E decidimos começar a treinar logo ali, tornando-nos peritos na matéria: atirámo-nos a mais uma prova de vinhos.

O bom

A decoração do hotel, a vista

O ótimo

O pequeno-almoço (no primeiro e último dia), as lareiras, a simpatia do nosso guia durante a visita às caves

O mau

O jantar não é brilhante, o serviço é insuficiente quando a "taxa de ocupação não se justifica"

O péssimo

Não há péssimo

 

Um ótimo descanso,

Ela

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A companhia perfeita para ver o Benfica

 

 

  

Quem é que disse que o Benfica só pode ser visto com uma garrafa de cerveja na frente e um prato de tremoços na boca? Desde que o Jorge Jesus esteja na bancada, em vez de estar em cima do lombo de um polícia, o futebol não tem de ser assim. A suada vitória deste domingo, frente ao poderoso Olhanense, foi assim: três cálices de Quinta do Noval extra seco, uma rodela de limão, uma garrafa de água tónica Thomas Henry e muito gelo. Isto estava dentro do copo. Dentro da taça, um saco de amêndoas com sal. E agora podem soltar o Jesus, que já estamos preparados para tudo.

 

Um abraço para si, onde quer que esteja,

Ele