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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

última hora: abriu hoje a nova zona de restauração das amoreiras (e nós contamos todos os detalhes – até o cheiro que lá está...)

10336677_10152284859248705_4293407280368203380_n.pHá novidades a borbulhar nas Amoreiras. Há uns dias, abriu uma nova loja da Padaria Portuguesa, no segundo piso, junto à Loja das Meias, numa zona tranquila e irresistível. Hoje foi inaugurada a nova área de restauração do shopping menos shopping do país. Totalmente forrada a madeira, foi decorada por Nini Andrade Silva e projectada pelo atelier de arquitectura Saraiva + Associados. O espaço tem imensas vantagens e uma gigantesca desvantagem.

 

10344360_845541852146221_4864495553551414953_o.jpgPrimeiro, as boas notícias: ao entrar nesta zona, não parece que está num centro comercial. Os tons de castanho (talvez um pouco escuro de mais...) dão um ar de sofisticação e modernidade que nada tem a ver com os brancos e cores vivas habituais nos shoppings portugueses. Aqui o chão é de madeira, as paredes estão revestidas em tons de madeira e até os tectos têm uma cobertura castanha a tapar as luzes.

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Na zona principal da nova área, há uma enormíssima mesa comum ondulada onde dezenas de pessoas se vão sentando ao comprido. No tecto, estão pendurados uns rectângulos que ficam algures entre a madeira e a cortiça. E nas mesas mais pequenas, os tampos imitam uma pedra muito escura. As cadeiras pretas de plástico são clean e confortáveis. Tudo é moderno e trendy.

Se continuar por um corredor ao fundo desta área central, vai dar a uma segunda zona mais calma, onde ainda falta abrir alguns restaurantes, como o Go Natural. A grande vantagem deste espaço – além da tranquilidade – é a gigantesca janela que dá para o verde do driving range das Amoreiras. Aqui, tem bastante mais luz, espaço e sossego – não há cá modernices, todas as mesas estão separadas umas das outras.

O projecto teve atenção a pequenos detalhes importantes. Por exemplo, os carrinhos para guardar os prateleiros estão arrumados dentro das colunas de madeira distribuídas pelo espaço. Mas não ligou a outros detalhes fundamentais. E é aqui que chegamos ao grande drama, a má notícia, o pesadelo dos cidadãos perfumados: a exaustão de cheiros, ou melhor, a não exaustão de cheiros.

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Não sei se é problema do primeiro dia ou se é defeito para a vida mas, mal começa a percorrer o corredor inicial da área de restauração, sente logo um nauseabundo cheiro a peixe que vem do novo restaurante do espaço, o SelFish. Quanto mais se aproxima do restaurante (que está mesmo na zona central) mais impregnada fica a sua roupinha a cheirar a Soflã.

A pobre da senhora minha mãe, que me acompanhou nesta jornada exploratória, foi perseguida por um bando de gatos siameses durante todo o caminho até casa, tal era o odor a feira de Portimão. Compreendo que houvesse alguma pressa em abrir a nova zona a tempo de comemorarem em festa os 29 anos das Amoreiras amanhã, mas, pelo menos, podiam ter posto o exaustor do SelFish a funcionar.

Se isto se resolver, o espaço fica aprovadíssimo. Se não, não. E será pena, porque há mais fantásticas novidades: vai abrir ali mesmo uma Creperie da Ribeira, que aqui se vai chamar Creperie das Amoreiras. Para mim, que adoro os crepes de lá, esta é uma notícia suficientemente poderosa para me fazer meter no carro diariamente a caminho das Amoreiras. Mas sem cheiro a peixe, por favor.

AmoreirasShopping_01.jpgAgora, toca a tratar do exaustor, que um cheiro daqueles é coisa que ninguém aguenta.

 

Um cheiro agradável para si onde quer que esteja,

Ele

 

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