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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

um hotel de charme dentro de uma antiga papelaria: a novidade mais irresistível do porto

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O Largo de São Domingos é um dos meus sítios preferidos no Porto. Sempre que lá vamos, arranjo uma forma de arrastar o meu querido Marido Mistério até lá. Ele também não se faz de rogado, dada a quantidade e variedade de restaurantes por metro quadrado que há por ali. Por isso, quando descobri o AS 1829, aberto em Maio passado, não hesitei:

– É aqui mesmo que vamos ficar no Porto.

Pergunta clássica e sempre desmancha-prazeres:

– É caro?

– Depende da perspetiva. Será caro para uns, menos caro para outros. Mas não te esqueças que isto é trabalho. Temos de experimentar de tudo para contar aos nossos leitores (infalível este meu argumento do blog!)

 

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O hotel

E foi assim que chegámos ao AS 1829 – com as expectativas mais altas do que o Bruno Nogueira em bicos de pés. Estacionámos o carro no parque das Cardosas e fomos a pé pela deliciosa Rua das Flores. AS são as iniciais do nome da antiga papelaria que existia no edifício que hoje alberga o hotel: Araújo e Sobrinho. Na receção e no hall de entrada, preservaram as montras da antiga papelaria e, ainda hoje, a loja se mantém num canto, renovada, com artigos bons e mais modernos, mas caros. Enquanto Ele fazia o check in, eu estava deliciada a observar o dono da loja (e do prédio onde está situado o hotel) a falar com uma cliente. De uma simpatia desarmante, via-se que adora uma boa conversa.

Fomos recebidos por dois funcionários que nos deram as boas-vindas com um cálice de Vinho do Porto e um pastel de nata. Eu resisti ao pastel de nata (que já não foi nada mau...) mas infelizmente já não posso dizer o mesmo em relação ao Vinho do Porto! Elucidaram-nos sobre o horário do pequeno-almoço e lá subimos ao nosso quarto por um elevador surpreendentemente moderno, em comparação com a traça do edifício. 

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O quarto

Quando saímos do elevador, Ele ficou fascinado com duas máquinas de escrever antigas que estavam em exposição no corredor. O nosso quarto (superior) era deliciosamente original: com portadas, portas e rodapés em madeira pintada num tom de azul velho, a provar que os materiais antigos estão na moda e voltaram em força.

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Entrámos para um hall com uma escrivaninha e uma cadeira antigas e de madeira onde nos esperava uma carta de boas-vindas personalizada e um prato de fruta fresca. Em cima da secretária, havia também chá, café e uma garrafa de água de cortesia. Ainda no hall, estava um roupeiro encastrado na parede que escondia o mini bar (só com duas garrafas de água, o que é uma pena, diga-se de passagem) e um cofre.

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Passámos depois pela casa de banho que está dividida em dois espaços distintos: uma zona mais íntima (com retrete – mas sem bidé – e lavatório), espaçosa e com várias prateleiras; e outra que também serve de passagem para o quarto, com uma magnífica banheira antiga com duche. O que mais me cativou, além da banheira que adorei, foram os mosaicos do chão: eram lindos! Ainda na casa de banho, tínhamos à disposição amenities da marca portuguesa Nova Saboaria, que são ótimos, chinelos e roupões brancos confortáveis, secador de cabelo e uma balança que obviamente não me atrevi a experimentar.

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O quarto, com o chão em madeira clara e as paredes pintadas de branco, tem muita luz, é giro e espaçoso. Com uma decoração sóbria e minimalista, chamou-me logo a atenção a cabeceira da cama que, tal como o espelho de corpo inteiro encostado à parede entre as duas janelas, era uma portada antiga pintada em tom de beje gasto. A cama era enorme e super confortável com o clássico édredon e lençóis brancos.

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Num canto, uma lareira antiga desativada, na parede em frente à cama, um enorme plasma, e na mesinha de cabeceira Dele um telefone em estilo antigo que o deixou encantado! (Porque será que os homens gostam tanto de antiguidades?) Já eu preferi a vista das duas janelas para a baixa do Porto e o largo de São Domingos. Claro que não resisti a tomar um banho de espuma na enorme banheira antes de atravessar a rua para ir jantar ao Traça (não perca a crítica num post perto de si!). Depois de uma noite muitíssimo bem dormida, descemos em stress para o pequeno-almoço quase no deadline (é servido entre as 7:30 até as 11:00, aos fins de semana, e até às 10:30 durante a semana).

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O pequeno-almoço

Para nosso grande alívio, o buffet ainda estava intacto à nossa espera, espalhado por duas mesas redondas e por algumas prateleiras do restaurante do hotel. Na mesa dos quentes, havia ovos mexidos (bons e macios, feitos com leite o que os torna ligeiramente doces), tomate cherry, salsichas e cogumelos. Já nas prateleiras, tacinhas com frutos secos como avelãs, amêndoas e nozes, cereais, doces e manteigas (de pacote). Noutro recanto, estavam os leites (meio gordo, magro e de soja) sumo de laranja natural e sumos de pacote da marca "Copa", os iogurtes líquidos e naturais.

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Mesmo ali ao lado, os ovos cozidos já descascados não me seduziram, mas Ele não resistiu a experimentar a fruta fresca: papaia, manga, ananás e uvas. Havia ainda salmão fumado, tomate em quartos, fiambre de porco e de peru, e queijo fresco. Na outra mesa redonda, havia também, ao lado da torradeira, pão de mistura para torradas, croissants, pastéis de nata e, no fim, café expresso a pedido. Resumindo: o pequeno-almoço cumpre mas não surpreende, porque não é extraordinário. Além disso, what you see is what you get: já está tudo no buffet e nada é feito no momento. Está a milhas da qualidade, do conforto e do charme do hotel.

 

O Bom

O quarto

O Mau

A desilusão do pequeno-almoço

O Ótimo

A localização e a banheira antiga

  

Um ótimo fim de semana,

Ela

 

fotos: hotel as 1829

 

Nota: Todas as despesas das visitas efetuadas pelo Casal Mistério a restaurantes, bares e hotéis são 100% suportadas pelo próprio Casal Mistério. Só assim é possível fazer uma crítica absolutamente isenta e imparcial.

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