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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

um maravilhoso brunch na deslumbrante vila de sintra: os scones gigantes do café saudade

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Ao olhar para o meu scone no Café Saudade, em Sintra, senti-me como o Marques Mendes a contemplar o Empire State Building em Nova Iorque. Não é um bolo grande, é gigantesco. São os Himalaias dos scones. Ainda por cima, são óptimos, servidos quentes, com o interior suave e (único defeito!) a parte de fora pouco crocante para aquilo que eu gosto.

 

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Ela, no entanto, não encontrou qualquer defeito na metade de scone que conseguiu comer depois de ter devorado com manifesta satisfação a sua deliciosa tarte de cheesecake de requeijão (€3,60), servida com açúcar de confeiteiro polvilhado por cima. Além de ser pouco doce – o que, nestes dias pré-natalícios convém – tem uma massa leve e macia. 

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O Café Saudade, em Sintra, é uma das minhas casas de chá preferidas para passar o dia fora de Lisboa. Especialmente porque Sintra é uma vila irresistível no Outono – a metade mais nova da nossa equipa de futsal adora passear ali, a metade mais velha adora tudo o que esteja num raio a menos de 500 metros dos travesseiros da Piriquita.

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Os colossais scones (€3,30) vinham acompanhados com um pacote de manteiga e um frasquinho de doce de morango, o que permite escolher se quer a versão doce ou salgada. Eu optei pelo dois em um: primeiro a manteiga, depois o doce. Podia ter pedido uma das originais variações que existem aqui – scone de frutos vermelhos, de caramelo ou de chocolate – mas optei por ser tradicional. Para acompanhar, pedi uma óptima limonada (€1,95) sem açúcar (foi a fracção de segundo light do lanche) que vinha cheia de restos de limão fresco espalhados pelo sumo, a provar que era mesmo fresca. O único defeito é que estava pouco gelada – veio quase à temperatura ambiente.

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A minha querida Mulher Mistério bebeu o chá gelado do dia (€2,50) que era uma combinação de Outono (maçã e canela) com Inverno (frutos vermelhos e ervas aromáticas), mas que sofria da mesma crise de cubos de gelo da limonada: apenas uma pedra por copo, o que tornava o chá gelado quase num chá morno. De resto, Ela gostou do sabor adocicado do chá e só se queixou do excesso de canela. 

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O ambiente

Aqui parece que está em sua casa. O Café Saudade fica num daqueles edifícios antigos típicos de Sintra e pode sentar-se em qualquer uma das divisões como se fosse uma casa particular. Nós entrámos pela cozinha, passámos pela sala, mas só encontrámos mesa num dos corredores. Era uma mesa pequena – a equipa de futsal preferiu ir à Piriquita e foi lá ter depois – com o tampo em pedra, onde estava desenhado um tabuleiro de xadrez. 

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Toda a decoração é rústica e acolhedora: o chão é feito de mosaicos antigos e muda de divisão para divisão, os tectos são trabalhados, os candeeiros são antigos, os pratos são coloridos. O problema é que a rusticidade também existe no sistema de ventilação e, quando nós lá chegámos, fomos absorvidos por um ar abafado e um cheiro relativamente intenso a comida que emanava da cozinha.

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O serviço

Entrámos e levaram-nos até à nossa mesa. Passados 30 segundos, veio outra empregada perguntar se queríamos pedir. Como Ela ainda estava de telemóvel em punho a fotografar tudo o que mexia, não tínhamos sequer olhado para a ementa. Pedimos desculpa e dissemos que precisávamos de mais um minuto. A senhora respondeu "Claro que sim" e foi-se embora. 

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Passados 15 segundos, veio outro empregado perguntar se já tínhamos pedido. Repeti exactamente a mesma coisa e ele disse "Claro que sim" enquanto se afastava. Passados 15 segundos, outra empregada. E passados mais 15 a quarta empregada. À quarta, não consegui resistir mais. Disse que já tinha escolhido e pedi enquanto tentava perceber o que é que havia.

O serviço é muito simpático e eficiente. É normal que, no meio de tantas salas e corredores, seja ligeiramente confuso. Mas antes perguntar quatro vezes a mesma coisa do que não aparecer ninguém.

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As crianças

Não tem um menu infantil, mas tem uma ementa que qualquer criança vai adorar. Além dos scones tipo Empire State Building, tem bolos, croissants, tostas, torradas, sanduíches, broas, saladas e outras delícias que vale mesmo a pena experimentar. Há ainda uma boa carta de chás, capuccinos, chocolates quentes, etc.. Todos os dias, servem dois tipos de pequeno-almoço até ao meio-dia e dois tipos de brunch entre as 12h e as 16h. Um brunch é doce (com galão, sumo natural, scone XL, bolo lêvedo dos Açores, parfait de iogurte, fatia de bolo do dia e café por €14) e outro é salgado (com sumo natural, chá, bolo lêvedo dos Açores com salmão fumado e requeijão, torrada em pão de passas, parfait de iogurte, fatia de bolo do dia e café). 

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Nós fomos lá lanchar, mas está visto: um brunch de fim-de-semana aqui não vai esperar muito tempo.

 

O bom

A decoração acolhedora e a simpatia do serviço

O mau

O cheiro a comida que vem da cozinha

O óptimo

Os scones XL e os bolos

 

Um óptimo domingo para si onde quer que o seu brunch esteja,

Ele

 

fotos: café saudade; casal mistério; taylor moore photography

 

4 comentários

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