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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

um terraço a não perder de vista

Tínhamos acabado de jantar algures no Chiado e íamos sem pressa para o parque de estacionamento do Largo Camões quando olhei para o relógio. Eram dez e meia da noite. “Acabámos de jantar às dez e meia da noite? É o fundo do poço. Decididamente entrámos nos 'enta'. Está tudo doido! Tenho de corrigir isto. Pensa, pensa, pensa rápido”. Olho para o Bairro Alto. “Nãaaooo. Já não há paciência para percorrer aquelas ruas por entre grupos de jovens com ar decadente a beber minis à porta dos bares.” Olhei para a esquerda e ufa! Respirei fundo. O Bairro Alto Hotel. Estava safa. Já tínhamos lá passado um fim-de-semana e ficámos apaixonados pelo terraço no último piso.

- 'Mor! Embora beber um copo? – perguntei eu com o ar mais cool que consegui fazer, depois de um dia inteiro a trabalhar e de ter ido buscar a equipa de futsal às suas diversas atividades de férias.

- Boa ideia! – respondeu logo Ele, que não consegue evitar um sorriso mal ouve a palavra “copo”. E lá subimos pelo elevador até ao quinto andar e depois a pé pelo último lanço de escadas. Quando se entra naquele terraço, é impossível não ficar de boca aberta. É, sem dúvida, uma das melhores vistas de Lisboa, sobre o rio, sobre os telhados da capital, a ponte, o Cristo-rei. Deslumbrante mesmo. Tivemos sorte: estava cheio mas naquele preciso momento estava um casal a levantar-se de uma das mesas da frente.

Uma simpática empregada veio logo ter connosco e pediu-nos um minuto para preparar a mesa. O serviço, aliás, é impecável: os dois empregados que nos atenderam surgiam prontamente, sempre de sorriso, eram atenciosos e atentos. Eu pedi uma caipiroska, ele, para variar, um gin tónico.

A noite estava agradável mas arrefeceu rapidamente. Pedi uma manta. Trouxeram logo duas. As bebidas chegaram acompanhadas de umas batatas fritas e de milho frito… aperitivos carregadinhos de sal para nos fazer crescer água na boca, que é como quem diz, nos deixar cheios de sede, para bebermos mais e rapidamente. O serviço foi fantástico, a noite aqueceu com as mantas e a vista estava deslumbrante. Tudo perfeito… até chegar a conta: 1 caipiroska + 1 gin tónico = €25,50. Só o gin custa €15 e é servido com água tónica Schweppes daquelas que se compram ao quilo no Continente. Se quiser a bebida com Fever Tree são mais €1,50, o que lhe deixa um gin minimamente decente pela módica quantia de €16,50. OK, as batatas e o milho frito foram oferta da casa. Mas, €25,50???!!! O programa é fantástico mas é caro demais.

O bom 

O serviço

O mau 

A conta

O ótimo 

A vista 

 

Para a próxima, vou beber minis para as ruas do Bairro Alto,

Ela

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