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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

uma loja cool com a melhor comida dos açores

O espaço 

É uma loja. Mas também é um cabeleireiro. E um oculista. E uma chocolataria. E uma galeria de arte. E um café. E uma mercearia açoriana. E também, mais ou menos, uma micro-sala de concertos. No fundo, a Chiado Factory é uma das melhores novidades de Lisboa. Pode parecer-lhe confuso, mas não é. Inaugurada em Janeiro, é um espaço para ir e ver. Não é um sítio onde se vá só para comprar. Porque aqui sabe bem passear, ver a decoração e inspirar-se.

A Chiado Factory é uma concept store, um local onde encontra várias marcas e vários serviços. Não é tão grande como a Embaixada, no Príncipe Real, mas é muito mais agradável do que a Embaixada. São dois andares de um prédio antigo em pleno Chiado, com muita luz natural e uma decoração maravilhosas.

Desde uma caixa registadora antiga, igual à que existe nos Pastéis de Belém, até uma garrafeira que parece um cofre, passando por velhas máquinas de costura Singer, televisões e rádios, aqui encontra as mais fascinantes peças vintage. Estão lá a decorar o espaço, mas também estão à venda. Ao lado de tudo isto, há também modernas peças de design, quadros nas paredes, roupas para miúdos e adultos, chocolates, rebuçados e, às vezes, um saxofonista a tocar música. É um sítio cool e agradável.

As marcas 

O espaço está dividido em várias zonas. Não há portas nem divisões, há cantos: o canto da Bubbles & Company, onde encontra roupa para mulher; o canto da Maria Bolacha, onde encontra roupa para crianças até aos 10 anos; o canto da FIV, onde encontra óculos a óptimos preços; o canto da House & Gifts, onde encontra objectos de decoração; e outros cantos com roupa, acessórios, serviços e até sabonetes decorativos e 100% artesanais.

Depois, há o canto do MI Vintage Hair Styling, um cabeleireiro integrado no meio da concept store, com cadeiras antigas e que se especializou em penteados, cortes de cabelo e maquilhagem estilo vintage.

Se não quiser sair daqui com o cabelo da Audrey Hepburn, tem sempre a hipótese da comida (como é que podia haver tanto entusiasmo da nossa parte se não houvesse comida?). E há várias opções: a Chocolatier aluga fontes de chocolate e vende bombons, a Origem tem comida biológica e saudável e a Nostri Gusti é, para mim, um caso à parte. Não se trata de comida italiana nem de pizzas napolitanas. Eu sei que o nome é um pouco descabido, mas neste canto pode comprar os mais genuínos produtos dos Açores.

A marca está na Chiado Factory desde Abril e tem algumas das maravilhas mais desconhecidas do arquipélago: a manteiga do Pico, os queijos da Graciosa, o chá de São Miguel e depois os vinhos, os licores, as compotas, o bolo lêvedo e as divinais morcelas. Tudo aqui é especial. Seja por causa das vacas que ainda pastam nos campos verdes das ilhas, e que dão um leite e uma manteiga únicos, seja por causa da agricultura semi-artesanal, a verdade é que os produtos dos Açores têm um sabor diferente. Mesmo em relação ao queijo de São Jorge, que já se industrializou, é possível encontrar marcas bastante melhores e mais artesanais do que outras.

Vale a pena passar por lá e ver o que há. Eu aconselho especialmente o vinho verdelho do Pico, que é um óptimo aperitivo, as deliciosas morcelas da Ribeira Grande, em São Miguel, o chá da Gorreana e o queijo da Graciosa. 

E agora já chega: vou comer a minha morcela com grelos salteados. Depois partilho a receita.

 

Cadês (ou adeus para os do continente) para si especialmente se estiver nas ilhas,

Ele

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