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Casal Mistério

Casal Mistério

pratos que são telas e comida que… o melhor é ver para crer!

23.04.14

Imagine uma obra de arte em que um prato é uma tela e a comida a tinta, ou melhor, a matéria-prima. Difícil de imaginar, não é? Então espreite estas extraordinárias fotografias:

Anna Kevile Joyce eleva a expressão “comer com os olhos” a um outro nível. Tem a extraordinária profissão de “Food Sylist” que consiste em juntar as suas duas paixões: a arte e a comida. “Ponho em cada projeto o meu olho de artista, o meu amor pela comida e a minha experiência internacional”, explica no seu site. Anna estudou nos Estados Unidos food styling, desenho e antropologia. A viver atualmente em Buenos Aires, dedica-se a transformar a comida em obras de arte e o seu objetivo é “despertar nas pessoas tanto o apetite com o sentido estético”. Nem imagino as vezes sem conta que a mãe de Anna lhe terá dito em pequena: “Não se brinca com a comida!”
Vale mesmo a pena espreitar o site desta ilustradora/food stylist. As fotografias são de Agustín Nieto.

Diga lá se não são o máximo estes pratos? Quem é que tem coragem de comer estas obras de arte? Nem eu (que não posso ver comida à frente que viro um aspirador) teria!

 

Boa quarta-feira,

Ela 

o pregado com arroz de lingueirão do comporta café (tudo isto em cima do mar)

22.04.14

Olha para a frente e o que é que vê? Mar. Olha para a direita e o que é que vê? Mar. Olha para a esquerda e o que é que vê? Mar. Olha para trás e o que é que vê? Mar? Nãaa, vê uma melga a morder-lhe o pescoço. É por isso que este restaurante não é perfeito – por causa das centenas de milhares de melgas que tratam o seu pescoço como o urso Pooh trata um pote de mel. E, já agora, também por causa da conta. Todos nós sabemos que a Comporta é o destino de férias de Charlotte do Mónaco e que aqui encontramos mais membros da família Espírito Santo do que na sede do próprio banco (espere lá, agora se calhar não...). Mas não há necessidade de cobrar por uma refeição o mesmo que Ricardo Salgado dava de gorjeta ao seu caddy depois de um jogo de golfe. É que, mesmo com o repelente que os empregados simpaticamente dispensam aos clientes, é dinheiro a mais para um não-banqueiro dispender numa refeição. Mas, tirando isso, e sentando uma família numerosa à mesa, e dividindo um pregado frito e um arroz de lingueirão, e... bom, o melhor é analisarmos ponto por ponto.

A ementa 

Primeiro, as entradas. O queijo fresco tem a consistência de um queijo fresco alentejano à antiga. Parece que o leite foi acabado de ordenhar e coalhado com cardo na cozinha da senhora da quinta ao lado. É claro que, desde que José Sócrates inventou a ASAE, nada disto é possível. Mas o queijo fresco é óptimo. E, apesar do certificado sanitário, sabe quase a queijo caseiro.

Depois, as saladas. A de bacalhau com grão é altamente recomendável e um óptimo petisco para abrir as hostilidades enquanto espera pelo peixe. Está bem temperada e é suave.

A seguir, os petiscos. Não se perca com muita coisa. Experimente apenas o óptimo queijo de cabra gratinado com doce de tomate. O queijo não é demasiado enjoativo e o doce de tomate não é demasiado doce – o equilíbrio perfeito.

Finalmente, os pratos principais. O peixe é óptimo e os arrozes são deliciosos. Dois conselhos: pregado frito e arroz de lingueirão. O pregado é um peixe fantástico que, muitas vezes, passa despercebido e quase cai no esquecimento. Aqui encontra sempre pregados frescos. A um preço estilo Comporta. Mas, como o arroz é enorme, alimenta facilmente seis bocas vorazes só com estas duas doses. E não dispense o arroz de lingueirão por nada deste mundo. Primeiro, porque a Comporta é a terra do arroz: basta olhar à volta e ver os enormes arrozais a perder de vista mesmo em cima da praia. Depois porque o lingueirão é um dos mais maravilhosos mariscos do planeta. E, tal como o pregado, muitas vezes passa despercebido e facilmente cai no esquecimento. Se, no fim disto tudo, ainda tiver espaço para uma sobremesa, experimente um crepe. Ou então diga que está de dieta e peça mais uma caipirinha. Com adoçante, claro.

O ambiente 

Este é um dos últimos fins-de-semana pré-Verão para vir até à Comporta. A partir daqui, a taxa de ocupação vai subir com tanta velocidade como a taxa de IMI subiu com a troika. E o Comporta Café vai tornar-se num local impossível para visitar ao fim-de-semana (em Agosto, só no final do mês e durante a semana). Nós estivemos lá na semana passada e aproveitámos um restaurante quase vazio e um pôr-do-sol deslumbrante. O ideal é ir ao fim do dia e sentar-se junto à janela (a esplanada é de evitar a essa hora por causa das melgas) com uma caipirinha numa mão e uma salada de grão na outra, enquanto espera pelo jantar.

Se for antes de o sol se começar a pôr, aproveite os confortáveis pufes coloridos ou as deliciosas redes na esplanada enquanto ouve música chill out. Mas no Verão tudo isto é impossível. Há dezenas de pessoas à espera de um lugar na esplanada e muita confusão na sua órbita. Nos meses de Julho e Agosto, o restaurante transforma-se mesmo em discoteca ao fim da noite. Por isso, tranquilidade não é aqui. 

O serviço 

Este é um ponto que está directamente ligado ao anterior. Quando o restaurante está cheio, o serviço torna-se mais empenado, os empregados falham e os pratos atrasam. Na época do ano em que estamos, ainda é o sonho: simpatia, atenção e rapidez. Por isso, aproveite os últimos dias de tranquilidade.

 

O bom 

O pregado e o arroz de lingueirão

O mau 

O preço

O óptimo 

A vista

 

Um bom pôr-do-sol para si, onde quer que esteja,

Ele

tem coisas para vender? inscreva-se já na feira da buzina

22.04.14

Tem o sótão cheio de tralha? Tem o seu armário a abarrotar de roupa que já não usa? Tem quilos de camisolas, sapatos e vestidos dos seus filhos que já não lhes cabem? Encha o porta-bagagem do seu carro e vá vender tudo para a Feira da Buzina. Não há evento mais in, mais vintage e mais cool: já imaginou uma fila de carros interminável com os porta-bagagens abertos e recheados de tralha em segunda mão? É a 1ª edição em Portugal da feira com o conceito “Car Boot Sales”. Ou seja, um mercado onde os vendedores utilizam a bagageira do seu carro como expositor de vendas e que já existe em várias cidades do mundo. Aqui há de tudo! Aqui nada se perde e tudo se transforma.

Além de divertido, não pode ser mais útil: esvazia o sotão, limpa a casa (sabe aquele castiçal medonho que a sua sogra lhe ofereceu? Esconda-o na mala do carro que o seu marido nem dá por ele! E aquela moldura horrorosa que a tia dele vos deu no Natal? Chiu! Não diga nada e coloque-a discretamente no meio da roupa que já não usa! Porque é que o mau gosto impera sempre do lado do inimigo????) e ainda... ganha dinheiro com isso. É bom demais. E atenção! Não estamos a falar de coisas velhas, OK? Repita comigo: "Coisas Vintage" que é todo um outro conceito muito in. Eu já comecei a caça ao "vintage" cá em casa! Nunca pensei que a minha sogra estivesse (como eu hei de dizer?) tão na moda.


Do que é que está à espera? Inscreva-se. É fácil, peça a ficha de inscrição e o regulamento através do mail feiradabuzina@taiga.pt ou vá ao Facebook onde encontra todas as informações. Só tem de levar o carro ou a carrinha e por apenas 35€ ou 45€, respetivamente… pode estacionar e vender tudo… até o carro. 

Dia 4 e 18 de Maio – 10h00 às 19h00, na Doca de Alcântara. A feira acontece de 15 em 15 dias... é só encher a bagageira e voltar a buzinar!

Boas buzinadelas,

Ela

as casas a três minutos a pé da praia da arrifana

21.04.14

Andava eu tranquilamente a ler os blogs de que mais gosto na Internet, quando parei, mais uma vez especado e de boca aberta, no Às Nove no Meu Blog. É já um hábito encontrar aqui óptimas ideias, maravilhosas fotografias e deliciosas sugestões. Esta semana foi o Beco da Liberdade. Eu sei que tem nome de panfleto assinado por Otelo Saraiva de Carvalho para comemorar os 40 anos do 25 de Abril. Mas não. São três casas com mais de 60 anos, totalmente remodeladas no ano passado e que estão disponíveis para alugar junto à lindíssima praia da Arrifana, no Algarve.

E não são umas casas quaisquer. São casas, onde você chega e encontra isto...

Depois, senta-se no alpendre privado da casa, olha em frente e vê isto...

A seguir, pega na toalha, anda três minutos a pé e chega aqui...

Dá uns mergulhos, apanha uns banhos de sol e, ao fim do dia, pega num gin tónico e, sentado no areal, aproveita esta vista...

À noite, deita os miúdos aqui...

E você vai para aqui...

No dia seguinte, toma o pequeno-almoço aqui...

E almoça aqui...

E depois volta para Lisboa, para o Porto ou para qualquer outro sítio para trabalhar. Porque aqui descansa – por entre 70 e 110 euros por noite, para quatro pessoas. Nunca aqui fomos, mas estamos tentados a lá ir comemorar a Liberdade no próximo dia 25 de Abril. Ai estamos, estamos...

 

Bom 25 de Abril para si, onde quer que esteja,

Ele

gin tanqueray ten com limão e manjericão para brindar à nova semana

21.04.14

Mais uma semana que começa, mais quatro dias de trabalho, mais chatices, mais preocupações e mais motivos para emigrar. Perante esta fatalidade, você tem duas hipóteses: lamenta-se ou brinda. Eu prefiro brindar. E para isso nada melhor do que um Tanqueray nº Ten. Quando chegar a casa, pegue num bom e velho copo alto. Eu sei que estão na moda os copos de balão. E agora até com o pé às corezinhas. Mas o copo de balão é usado por um motivo: para libertar os aromas nos gins mais florais, para que possa cheirar enquanto bebe. Por isso, pode continuar a usar copos altos – com gins mais tradicionais e desde que sejam copos suficientemente largos para que o seu nariz caiba lá dentro. Acredito que o Júlio Isidro precise de beber o seu gin tónico sempre num balão xxl, mas eu consigo beber um Tanqueray nº Ten num copo destes – e sabe-me bem.

Resolvida a polémica do copo, encha-o de gelo e coloque uma rodela de limão e uma folha de manjericão para quebrar o sabor cítrico do gin. A seguir despeje um cálice de Tanqueray nº Ten e uma garrafa de Fever Tree Indian através de uma colher torcida. E já está.

 

Ingredientes 

- Tanqueray nº Ten

- Fever Tree Indian

- Limão

- Manjericão

 

Um brinde à sua semana de trabalho e ao Júlio Isidro onde quer que ele esteja,

Ele

um sorriso não precisa de tradução

20.04.14

Se há coisa que tem o mesmo significado em todo o mundo é o sorriso. E melhor do que as crianças, só mesmo o sorriso delas. Ainda bem que os há em todo o planeta. Nuns sítios mais do que noutros, é certo. Mas que os há, há. Ora veja:

Contagia, não é?

Eu ainda não consegui parar de sorrir!

Um enorme sorriso para si e uma Páscoa feliz,

Ela

 

créditos: Khoi Pham / Via cuuconphoto.wix.com; Mohammed Baqer / Via mbaqer.com; Adrian Murray / Via 500px.com; Randy Brandon / Alaska Stock LLC / National Geographic Creative; Dietmar Temps, Cologne / Via dietmartemps.com; Florian Wardell / Via florianwardell.net; Monika Rozanska / Via flickr.com; Anis Shaikh / Via 500px.com; Mohammad Moniruzzaman / Via Facebook: mmzphotography 

o pensamento da semana IV (especial páscoa)

20.04.14

"Uma dieta equilibrada é um biscoito em cada mão."

Barbara Johnson, escritora e tradutora americana

ecork, o hotel feito de cortiça no meio do alentejo

19.04.14

Quando a originalidade se cruza com a simplicidade, isso é impulse (estou a brincar! Bateu-me uma nostalgia anos 80, já passou...). OK, isso é maravilhoso. E quando se promove uma das melhores matérias-primas nacionais, é extraordinário. Por isso, estou cheia de vontade de ir passar um fim de semana ao Ecork Hotel em Évora: o primeiro hotel do mundo totalmente revestido a cortiça.

 

OK, já cumpri a minha missão de informar. De enaltecer os produtos nacionais e os projetos política e ecologicamente corretos. Isto já está a parecer o jornal Expresso. Agora, vamos à sinceridade: adoro o hotel. É novo (abriu no ano passado), giro e original. Situa-se no Alentejo, uma das minhas regiões preferidas, e é novo (já tinha dito que era novo?). E eu também adoro novidades. Só falta mesmo experimentar, não é, meu querido Marido Mistério?

Inspirado nas aldeias medievais alentejanas, constituídas quase sempre por um castelo ou um enorme edifício principal, cercado por várias casinhas brancas, o projeto transportou o conceito para o século XXI. O edifício principal, que alberga o restaurante, o ginásio, o spa, as salas de reuniões e a piscina interior, com um enorme pátio central, é todo forrado a cortiça (sabia que a cortiça é um produto natural, um isolador térmico e acústico e é reciclável? Agora pareço o presidente da Quercus, medo!). O andar de cima tem paredes mas não tem teto, e é aqui que se situa o bar, a piscina exterior e o deck onde pode preguiçar com vista para a paisagem alentejana (já me estou a imaginar ali!).


As “casinhas brancas” são 56 suites independentes com uma área de cerca de 70m2 cada, rodeadas por sobreiros, azinheiras e oliveiras centenárias. Cada uma tem quarto, sala de estar, casa de banho e um pátio privativo, algumas têm uma kitchenette, todas têm os extras e luxos dignos de um bom 4 estrelas (wifi grátis, ar condicionado, mini-bar, dois ecrãs leds, banheira, roupões, chinelos, etc). Quero!

Original, moderno, contemporâneo e inserido em plena planície alentejana, este eco-hotel a cinco minutos do centro de Évora e à distância de uma hora de carro de Lisboa, é o refúgio ideal para uns dias de descanso em família. Isto se a sua família for civilizada. Pensando bem, não sei se tenho coragem de levar a nossa equipa de futsal para este paraíso. Não sei porquê, mas tenho um feeling de que somos nós a entrar, e o resto dos hóspedes a fugir. Porque será que as pessoas têm tendência a fugir de família numerosas?

Boa Páscoa,

Ela

 

 

 

ambrósio, apetece-me algo... VIII

19.04.14

Qual cabrito, folar ou amêndoas! Aqui ficam dois desejos (ótimos e que não engordam) para um dia de festa em grande.

créditos: www.pinterest.com

 

salada de ovas com coentros (ou o aquecimento para os excessos da páscoa)

18.04.14

Hipótese 1: casa cheia, crianças aos saltos em cima de si, gritos em tom Cindy Lauper, sprints estilo Usain Bolt na sala, a casa prestes a desmoronar-se e você queria mesmo era comer alguma coisa decente e saudável.

Hipótese 2: Sexta-feira Santa, mini jejum de carne, dia sem excessos, nada de pecados, nada de luxos e nada de ataques de gula com grande cozinhados, molhos elaborados e bolos de fazer babar, e o que lhe apetecia mesmo era comer alguma coisa decente e saudável.

Hipótese 3: feriado igual a todos os outros feriados do ano, um óptimo dia para passear, ver o mar, irritar-se com o bimbonauta da frente que insiste em tirar o carro da garagem apenas duas vezes por semana e não passar dos 60 km/h, e agora, ao fim da tarde, o que apetecia mesmo era comer um petisco decente e saudável.

Estejam os meus amigos em que hipótese estiverem, nós temos três mágicas palavras para si: salada de ovas. É fácil, é barato e dá milhões – de alegrias. A única dificuldade é encontrar umas ovas de pescada frescas. Conseguido isso, consegue o céu – e sem nuvens irritantes como as que estiveram hoje. Coza as ovas em água a ferver e sal durante uns sete ou oito minutos. Vá confirmando a consistência das ovas, o ideal é que fiquem cozidas por fora e rosadas por dentro para que, ao cortá-las, elas quase se desfaçam. Se as cozer demais, elas vão ficar secas e intragáveis. Se as tirar do lume no ponto, elas vão ficar molhadas e saborosas. Com as ovas cozidas, deixe-as arrefecer ao ar e corte-as às fatias. Junte uma cebola grande e um molho de coentros picados. Tempere com azeite, vinagre balsâmico e flor de sal e sente-se à mesa com um copo de vinho branco ao lado. Agora, sim, está preparado para enfrentar os excessos de amanhã e domingo.

 

Ingredientes 

- Ovas de pescada

- 1 cebola

- Coentros

- Azeite

- Vinagre balsâmico

- Sal

 

Uma boa Páscoa para si, onde quer que esteja,

Ele

o sumo que não chegou a ser (ou o serviço do farol design)

18.04.14

Estava um dia lindo. Sol, calor, zero de vento: o tempo perfeito para ir até Cascais e aproveitar uma esplanada em cima do mar.

Resolvemos experimentar beber um sumo num dos sítios da moda: o Farol Design Hotel. Entrámos, passámos por uns empregados muito simpáticos na recepção e chegámos à esplanada. Olhámos à volta e, na ausência de empregados nas redondezas, dirigimo-nos para a primeira mesa que encontrámos: quatro cadeirões de plástico um pouco duro mas agradável, com uma vista deslumbrante para o mar. Sentámo-nos e...

...tempo de espera para o primeiro contacto: 22 segundos.

- Os senhores estão hospedados aqui no hotel?, perguntou uma senhora vestida de branco com um cabelo louro-água oxigenada.

- [Boa tarde para si também] Não. Viemos para beber um café.

- Então, não se podem sentar aí.

- Mas não está nada a indicar que não é permitido.

- Mas essa zona é reservada a hóspedes.

- Então, podemos sentar-nos naquelas mesas ali em cima?

- Ali podem.

Levantámo-nos e dirigimo-nos obedientemente para as mesas que estavam à sombra. Pegámos nas cadeiras sozinhos, sem qualquer ajuda da empregada do "Os senhores não se podem sentar aí" nem do seu colega com um ar um pouco mais simpático, e chegámo-las para o sol. Sentámo-nos e...

...tempo de espera para fazermos o nosso pedido: 21 minutos.

Nessa altura, depois de termos visto a empregada louríssima passear-se ao sol, cumprimentar um casal de amigos com dois beijos e ignorar-nos sem nos dirigir um único olhar, percebemos que o sol se começava a pôr no horizonte. Levantámo-nos e voltámos resignadamente para casa. A Família Mistério perdeu um sumo natural, o Farol Design perdeu uma família de clientes. 

O bom 

A vista

O mau 

O serviço

O péssimo 

O serviço

 

Uma boa tarde para a senhora hiper-loura, onde quer que ela esteja,

Ele

como o noori salvou a nossa harmonia familiar

17.04.14

 

Hoje Ele amuou e fez greve geral: "Não ponho os pés na cozinha! Estou farto de ser a Gata Borralheira desta casa!" Para grandes males, grandes remédios: a bruxa má pegou no carro, foi até ao Noori mais próximo e trouxe a paz de volta a esta família. Nada como um japonês para criar um ambiente zen. E como saí porta fora sem perguntar o que queriam, trouxe para todos o meu menu preferido. Assim, não há discussões. E numa família numerosa, não há espaço para democracia. Aqui em casa só funciona a ditadura: eu decido, eles comem.

E foi assim que todos se deliciaram com estes dois temakis: o crocante wasabi (com salmão, filadélfia e ervilhas de wasabi crocantes), e outro à laia de sobremesa, o fruit & salmon (com salmão, filadélfia e morangos, em folha de tâmago). 

Ele gostou mais do Crocante Wasabi, ficou rendido ao sabor ligeiramente picante das ervilhas misturado com o salmão (fresquíssimo) e o filadélfia. Eu, para variar, tenho o coração dividido. Adoro qualquer coisa que tenha wasabi e não resisto à mistura explosiva do salmão com morangos. Ele preferiu a alga à folha de tâmago. Eu, de facto, não sou esquisita. Já a equipa de futsal, não teve tempo de se aperceber que comeu dois temakis diferentes, tal a voracidade com que engole nooris. No fim não sobrou uma ervilha de wasabi para contar a história.

Boa semana,

Ela

o peso ideal de uma mala de viagem (e outros 4 conselhos polémicos para as férias)

17.04.14

Tenho uma má notícia para todas as mulheres deste Mundo: foi estabelecido um limite máximo de razoabilidade para o peso da roupa que se deve levar para férias.

Não, não fui eu que inventei o valor depois de ver Ela separar quatro vestidos, três tops e dois pares de calças para cada noite que passamos fora porque:

- Como é que eu posso saber o que é que me vai apetecer vestir amanhã?!

Não, não fui eu que atirei um número para o ar depois de ter sido operado a três hérnias discais por andar uma semana com a mala dela às costas porque:

- Qual é o mal de levar cinco pares de sapatos: vamos estar fora cinco dias?!

Minhas queridas e razoáveis senhoras, está definido por especialistas, homens e mulheres que passam grande parte das suas vidas a viajar e que dão, neste louvável artigo do Huffington Post, 16 conselhos essenciais para quem vai de férias. Nestas três semanas seguidas de feriados, pontes e miniférias (que, por qualquer motivo, a troika deixou escapar) nós escolhemos cinco conselhos. E começamos pelo mais importante.

1 - Nove quilos de bagagem dá para um ano de viagem 

Nove quilos. Segundo estes senhores, com nove quilos de bagagem é possível andar um ano inteiro a viajar sem voltar a casa. E, mesmo isso, é o limite. Eles aconselham sete quilos como o peso ideal. E com a mala incluída. O único motivo que a pode levar a sair destes valores é ir de férias para fazer um desporto que implica material pesado, como o ski, por exemplo. Mas isso é por causa do peso dos skis e das botas, não é por causa dos sapatos de salto alto.

Segundo estes senhores, que acabaram de se transformar nos meus ídolos, para fazer a sua mala você deve aplicar a Lei de Pareto, segundo a qual 80% das consequências advêm de 20% das causas. Traduzindo, pense em tudo o que quer fazer numa viagem e separe toda a roupa de que precisa para fazer isso. 20% dessa roupa vai permitir-lhe fazer 80% das coisas que planeou.


2 - Marque a sua viagem 54 dias antes de partir 

Segundo um estudo feito durante um ano por especialistas em marcações de voos domésticos nos Estados Unidos, esta é a antecedência com que as viagens de avião atingem o seu valor mais baixo no mercado. Não são 53 nem 55 dias. São 54. Se andar distraído neste dia, tem sempre uma saída: marque o voo entre 104 e 29 dias antes da partida. Não é tão barato, mas é o intervalo em que as companhias mais baixam os preços.

3 - Escolha um cartão de crédito que lhe dê descontos 

Não são só as milhas nem os seguros de saúde e de vida. Matt Kepnes, autor de um dos mais conceituados sites de viagens do mundo, o Nomadic Matt, esteve a analisar as ofertas dos vários cartões de crédito no mercado e escolheu os melhores para os turistas. Resultado: recebeu viagens em primeira classe e noites grátis em hotéis sem ter esperar anos por isso.

4 - Desligue o telemóvel 

Mais uma mania Dela e mais um estudo a dar-me razão (isto de estar sempre certo está a tornar-se monótono). 38% dos americanos consultam os emails do trabalho enquanto estão de férias. Mas uma coisa está provada: você nunca vai conseguir fazer tudo aquilo que tem pendente. Por isso, desligue. Se não, não descansa nem faz o trabalho que precisava de fazer.

5 - Saiba como agir em caso de emergência no avião 

Esqueça aquela ideia feita de que se o avião cai não há nada a fazer. Há muito a fazer e os estudos provam isso: 68% dos passageiros mortos em desastres de aviação não morreram do desastre, morreram em incêndios posteriores porque não saíram rapidamente do avião. Por isso, sentar-se junto à saída de emergência pode salvar a sua vida. Mais: 80% dos desastres de aviação ocorrem nos primeiros três minutos depois da descolagem ou nos últimos oito antes da aterragem. Por isso, esteja atento nessa altura, saiba que posição adoptar em caso de emergência e tire os headphones dos ouvidos.

 

Boas férias para si, onde quer que vá,

Ele

 

créditos fotos:
www.go2africa.com 
http://running.about.com
http://traveljapanblog.com
www.hotel-icon.com

os doces que eu não vou comer esta páscoa

16.04.14

Repita comigo: eu não vou comer estes doces na Páscoa. Eu não vou comer estes doces na Páscoa. Eu não vou comer estes doces na Páscoa. Eu não vou comer estes doces na Páscoa. Eu não vou comer estes doces na Páscoa. Ai Deus meu!

Agora um novo mantra: sou uma mulher nova que gosta de fibras e verdes. Sou uma mulher nova que gosta de fibras e verdes. Sou uma mulher nova que gosta de fibras e verdes. Sou uma mulher nova que gosta de fibras e verdes.

Ah! E adoro fazer desporto, sobretudo, correr! É tão giro: suar e bufar, suar e bufar, dores de burro! Suar e bufar, suar e bufar, dores de burro! Suar e bufar, suar e bufar, dores de burro! Suar e bufar, suar e bufar, dores de burro! Suar e bufar, suar e bufar, dores de burro!

 

 

Pronto, já passou! Ele já está habituado. A dieta tem este efeito em mim. Alucino e depois passa-me. Só vejo um remédio para esta loucura: uma ligeiríssima interrupção neste martírio. Sim, eu sei, vou recuperar tudo o que perdi. Mas é a vida, não é? Umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se!

Boa Páscoa,

Ela 

 

créditos:

https://www.facebook.com/AmigaseCompanhia?fref=ts

https://www.facebook.com/JRNDocarias?fref=ts

 

 

um terraço a não perder de vista

16.04.14

Tínhamos acabado de jantar algures no Chiado e íamos sem pressa para o parque de estacionamento do Largo Camões quando olhei para o relógio. Eram dez e meia da noite. “Acabámos de jantar às dez e meia da noite? É o fundo do poço. Decididamente entrámos nos 'enta'. Está tudo doido! Tenho de corrigir isto. Pensa, pensa, pensa rápido”. Olho para o Bairro Alto. “Nãaaooo. Já não há paciência para percorrer aquelas ruas por entre grupos de jovens com ar decadente a beber minis à porta dos bares.” Olhei para a esquerda e ufa! Respirei fundo. O Bairro Alto Hotel. Estava safa. Já tínhamos lá passado um fim-de-semana e ficámos apaixonados pelo terraço no último piso.

- 'Mor! Embora beber um copo? – perguntei eu com o ar mais cool que consegui fazer, depois de um dia inteiro a trabalhar e de ter ido buscar a equipa de futsal às suas diversas atividades de férias.

- Boa ideia! – respondeu logo Ele, que não consegue evitar um sorriso mal ouve a palavra “copo”. E lá subimos pelo elevador até ao quinto andar e depois a pé pelo último lanço de escadas. Quando se entra naquele terraço, é impossível não ficar de boca aberta. É, sem dúvida, uma das melhores vistas de Lisboa, sobre o rio, sobre os telhados da capital, a ponte, o Cristo-rei. Deslumbrante mesmo. Tivemos sorte: estava cheio mas naquele preciso momento estava um casal a levantar-se de uma das mesas da frente.

Uma simpática empregada veio logo ter connosco e pediu-nos um minuto para preparar a mesa. O serviço, aliás, é impecável: os dois empregados que nos atenderam surgiam prontamente, sempre de sorriso, eram atenciosos e atentos. Eu pedi uma caipiroska, ele, para variar, um gin tónico.

A noite estava agradável mas arrefeceu rapidamente. Pedi uma manta. Trouxeram logo duas. As bebidas chegaram acompanhadas de umas batatas fritas e de milho frito… aperitivos carregadinhos de sal para nos fazer crescer água na boca, que é como quem diz, nos deixar cheios de sede, para bebermos mais e rapidamente. O serviço foi fantástico, a noite aqueceu com as mantas e a vista estava deslumbrante. Tudo perfeito… até chegar a conta: 1 caipiroska + 1 gin tónico = €25,50. Só o gin custa €15 e é servido com água tónica Schweppes daquelas que se compram ao quilo no Continente. Se quiser a bebida com Fever Tree são mais €1,50, o que lhe deixa um gin minimamente decente pela módica quantia de €16,50. OK, as batatas e o milho frito foram oferta da casa. Mas, €25,50???!!! O programa é fantástico mas é caro demais.

O bom 

O serviço

O mau 

A conta

O ótimo 

A vista 

 

Para a próxima, vou beber minis para as ruas do Bairro Alto,

Ela