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Casal Mistério

Casal Mistério

o caos do peixe em lisboa (e os seus fantásticos pratos)

08.04.14

Porque é que eu me fui meter nisto?

Esta foi a pergunta que ontem não me saiu da cabeça. Começou logo mal cheguei e encontrei uma fila que vinha até à rua. Pensei que fosse uma coisa rápida para entrar. Mas 40 minutos depois, quando finalmente alcancei à bilheteira, percebi que não. É mesmo um pesadelo. Por isso, primeiro conselho: compre os bilhetes de entrada para o Peixe em Lisboa através da Internet. Se bem que agora já é um conselho um bocadinho datado: num exemplo de franca modernidade, só é possível comprar os bilhetes online até às 18h do dia 31 de Março. A partir das 18h01, é fila consigo – neste caso, comigo.

Quando finalmente consegui entrar, confirmou-se tudo o que eu temia: C-A-O-S. Mesas cheias, cadeiras ocupadas, pessoas sentadas no chão, cotoveladas e discussões para conseguir um espaço encostado à parede. E é aqui que chega o segundo conselho: vá às 19h, sente-se numa mesa e leve um guarda-costas, porque há quem não aceite bem que você possa estar a guardar um lugar para alguém que foi buscar a comida. A organização optou por uma decoração fashion e confortável, com cadeirões tentadores e cadeiras almofadadas. Mas não chega. É preciso colocar também uns balcões onde as pessoas possam comer em pé e mais cadeiras espalhadas pela área. O espaço é muito cool, mas muito pouco prático.

E foi nesta fase da noite, quando estava sentado a comer no chão ao lado de uma senhora de 70 anos e julguei que mais nada podia acontecer, que a luz se apagou e a decoração virou escuridão. 

Mas porque é que eu me fui meter nisto?

De facto, só há uma razão para levar alguém para o Peixe em Lisboa com a mesma disponibilidade com que um kamikaze vai para um voo picado: a comida. No meio de todo aquele Mercado da Ribeira com decoração sofisticada, a comida é divinal. Comecei, em pé, a tentar equilibrar um copo de vinho numa mão e uma sopa de santola do Nobre na outra. Foi complicado, mas foi óptimo. Passei depois para dez minutos à espera de uma ceviche de robalo com leite de tigre do Arola. Sentei-me no chão e juntei-lhe um bacalhau a baixa temperatura com emulsão de queijo da Serra e poejo do Assinatura. É desconfortável, mas é uma delícia. A ceviche podia ser um bocadinho maior, mas é uma surpresa fantástica para uma noite de calor. E o bacalhau desfaz-se em lascas como se fosse um robalo do mar – a mistura com o queijo da Serra resulta na perfeição e a quantidade dá para a refeição de uma pessoa.

Passámos então para umas vieiras marinadas com abacate (excelentes!) e para um bacalhau à brás com azeitonas explosivas do José Avillez. O bacalhau estava com os ovos molhados e as azeitonas moleculares parecem balões que rebentam na boca e libertam o sabor da azeitona líquido. É uma experiência única que faz esquecer o frio do chão nas suas pernas. Acabámos com umas chips do Claro! (picantes, muito fininhas e hiperestaladiças) e com um falso oreo de muxama de atum e hortelã da ribeira do Arola – é uma sanduíche de bolachas doces com o creme salgado da muxama de atum no meio: maravilhoso! 

É claro que, apesar de ter vontade, eu não comi tudo isto sozinho: éramos seis e as crianças comem como adultos (ainda pediram duas doses de sushi). Mas prepare-se porque o Peixe em Lisboa é uma experiência cara e desconfortável. É preciso gostar muito de comida para jantar ali.

Para acompanhar, percebi que os copos de vinho de 1,5 euros são o JP e o BSE, que eu dispenso, muito obrigado. Mas descobri um vinho branco fantástico por 3 euros o copo e que está com uma óptima promoção na venda das garrafas. Chama-se Pasmados e é um vinho excepcional, que mistura um paladar ligeiramente frutado com o sabor da madeira. Depois de ter bebido dois copos por 6 euros, realizei que, na compra de duas garrafas, pagava 5 euros por cada – é um preço que vale mesmo a pena!

Agora a pergunta: está preparado para uma batalha campal ao jantar?

 

Boa batalha para si, onde quer que esteja,

Ele 

atum braseado com sementes de linhaça e molho de orégãos

07.04.14

Confesso: isto não anda fácil. Jantares na Cantina da Estrela, pica-pau com molho de mostarda e gin fizz de aipo não são propriamente os melhores sinónimos de dieta. Resultado: Ela está furiosa e eu estou tramado. É preciso fazer alguma coisa para remediar tudo isto muito rapidamente. Por isso, hoje tenho uma surpresa que deixa os dois felizes. É bom e é light, sabe bem e não engorda. Parece impossível? Claro que não! É só um dos milhares de pratos fantásticos que não nos obrigam logo a subir para cima da balança com o peso do jantar mais o peso da consciência. Chama-se atum braseado com sementes de linhaça e molho de azeite, vinagre balsâmico, limão e orégãos. E tem uma vantagem acrescida: a receita é exactamente o que está descrito no nome. Não tem nada que saber.

Primeiro compra o atum fresco e pede para cortar bifes com dois dedos de grossura. Eu costumo levar sempre o meu filho mais novo e perguntar, com um ar de ingénuo, se o atum é suficientemente fresco para fazer sashimi para a criança. Não sei porquê, mas acredito que um miúdo com ar inocente apela ao instinto maternal das peixeiras. E assim não me vão impingir peixe pouco fresco...

 

gostamos de...

07.04.14

...hotéis que fazem a cama de lavado todos os dias.

 

 

não gostamos de...

07.04.14

...restaurantes ou hotéis com papel higiénico que parece qualquer coisa como isto:

também não gostamos de papéis higiénicos engraçaduchos:

 

E já agora deixo um recado para a nossa equipa de futsal:

 

cantina da estrela, o restaurante em que você decide quanto paga

06.04.14

Prepare-se: esta vai ser uma refeição arriscada.

Arriscada?

Não. Arriscadíssima. Na Cantina da Estrela, os cozinheiros, os empregados e todos os funcionários são estudantes da Escola de Turismo.

Como é que é, estudantes, alunos, amadores, o contrário de profissionais?

Sim, sim, sim e sim.

Mas isso é trágico...

Nem sempre. Normalmente quando o Anthímio de Azevedo anunciava uma tempestade tínhamos um dia razoável e quando o Costa Alves previa um dia de praia acabava por chover. Aqui foi igual. Tudo previa uma tragédia e no entanto...

O serviço

Prepare-se novamente: os empregados têm borbulhas, voz ainda em falsete e uns pelos na cara a que seria um exagero chamar barba. Desgraça? Antes pelo contrário. Têm a disponibilidade de uma criança e a vontade de mostrar serviço de um adolescente. Resultado: trabalham, ajudam, sorriem e tentam servir de forma exemplar. Não têm as manias dos empertigados nem a sonolência dos acomodados. Fazem uma coisa que não se vê frequentemente nos restaurantes hoje em dia: andam pela sala com a cabeça levantada e os olhos atentos. Não fazem questão de se focar num ponto imaginário no horizonte para tentarem não ver quem os está a chamar. Mas não cometem erros? É claro que cometem, tal como todos nós cometemos. Mas trabalham bem e, mais importante ainda, têm vontade de trabalhar – o que, para mim, faz toda a diferença.

Houve uma troca num acompanhamento que pedimos e uma situação ligeiramente surreal no início: quando chegámos e vimos o drama que é arrumar o carro numa rua de sentido único entalada entre as Amoreiras e a Estrela – e visto que o restaurante fica num hotel – estacionámos à porta e perguntámos na recepção se podíamos deixar ali o carro e a chave:

- Não!

Não foi "pedimos desculpa, mas é mesmo impossível", nem "lamentamos, mas não pode ser". Foi simplesmente "não" com ponto de exclamação. E só quando eu mostrei o meu olhar incrédulo nº 123 e perguntei se não havia uma solução, visto que era impossível arrumar ali, é que me disseram aquilo que deviam ter dito quando fiz a reserva:

- Pode deixar no nosso parque.

Obrigado por terem avisado que tinham um parque. Mas depois de uma rua inteira em marcha atrás, o problema resolveu-se e a questão explicou-se: não foi má vontade nem arrogância, foi apenas a incapacidade de manter um diálogo simpático com um cliente. Acontece a quem está em princípio de carreira.

E aqui, na Cantina da Estrela, isso paga-se – literalmente. Quando vem a conta, você é que decide quanto quer pagar. Tem um valor mínimo e outro máximo para cada prato e para o serviço e decide quanto é que cada uma das coisas valeu para si. É uma óptima maneira de jantar por uma tuta e meia? Não. É uma inteligente forma de lhe cobrar mais. Perante a dúvida, e visto que o serviço foi simpático e atencioso, vai ter a tendência para pagar o valor intermédio de cada fracção. O problema é que tudo somado – e o normal é que os clientes não tenham paciência para fazerem a soma – dá quase 50 euros por pessoa. E isso é demais.

O ambiente

A decoração é simples, despretenciosa e confortável. Mistura cadeiras modernas com móveis e objectos antigos. Tem uma boa iluminação e uma péssima sonorização. Resumindo: parece uma cantina, o que é giro; mas tem o barulho de uma cantina, o que é trágico. No entanto, tudo depende do espírito com que vamos para a empreitada. Como nós estávamos à espera da tempestade do Anthímio de Azevedo achámos que um dia de sol era um dia de Verão. E foi óptimo.

A ementa

O couvert é bom: tem variedade de pães, boa manteiga e uma surpresa, que, no nosso caso, foi um shot de sopa de abóbora.

As entradas estavam óptimas. Eu comi uma vichyssoise com figos secos e batata doce fria, que tinha só um problema: grossa demais. Ela comeu um carpaccio de rosbife com rúcula, que vinha com um molho fantástico por cima. 

A seguir, eu escolhi o "borreguinho que se desfaz na boca", que tinha um problema: ao contrário do restaurante que promete pouco e surpreende, o borrego promete muito e desilude. Estava bom, era saboroso, mas – lamento – não se desfazia na boca. E o que está na descrição é para cumprir.

Ela pediu um salmão com sésamo e migas de chouriço e espargos. O salmão estava óptimo, mas as migas afinal eram um risotto de ervilhas que, por acaso, também não estava nada mal.

Para acabar, Ela entrou em dieta e eu comi um gelado de salame de chocolate com mousse de chocolate, o que é um enjoo irresistível: especialmente os bocadinhos de salame que vai encontrando no gelado.

No final, pagámos? Não. No final, bebemos ainda um vinho do Porto com o café. E depois pagámos. Foi bom. E vamos voltar. Mas desta vez, directos para o parque.

 

O óptimo

O serviço

O bom  

A comida

O mau

O barulho

 

Uma boa semana para si, onde quer que esteja,

Ele

você sabe comer uma maçã?

05.04.14

Primeiro, a má notícia: a maioria das pessoas desperdiça 30% de cada maçã que come. Agora, a notícia pela qual o mundo inteiro esperava: um maduro decidiu mostrar como pode devorar uma maçã inteira sem desperdiçar nada. Caroço e tudo? Veja o vídeo e já vai ver.

 

Com diria o Fernando Pessa: "E esta, hein?"

pica-pau com molho de mostarda (para as noites de novela)

05.04.14

- Cheguei!

- Hmmm...

[Já percebi: a ala feminina da família está em modo novela]

- Então, tudo bem?

- Hmmm...

[Adoro estes monólogos. Vou insistir]

- Como é que correu o dia?

- Hmm, hmm...

- Eu não perguntei se o dia tinha corrido bem, perguntei como é que correu o dia... Lamento, mas a minha pergunta não permite uma resposta "hmm, hmm". Exige uma resposta que envolva palavras, coisa que para vocês, pelos vistos, é algo estranho...

- Pois.

[Primeira etapa ultrapassada: deixaram de murmurar, passaram a falar]

- Já não quero saber do vosso dia, quero saber só o que é o jantar.

- Bifes de frango.

NÃAAAAAAAAOOOOOOO! Não aguento mais bifes de frango. Quando as mulheres decidem dedicar o seu serão a ver novelas, durante a época das dietas, escolhem sempre bifes de frango para jantar. E esta semana houve três serões de novela, logo, houve três jantares de bifes de frango. Estou desesperado. Odeio o "Sol de Inverno", desprezo a família Teles de Aragão e estou a um passo de me tornar vegetariano por causa da intoxicação de bifes de frango. Há que fazer alguma coisa. E já!

Entrei na cozinha e descobri no frigorífico dois bifes da vazia que tinham sobrado da véspera. Estou salvo e, em breve, vou estar vingado.

Peguei nos bifes, enquanto a Laura Teles de Aragão achincalhava mais um desgraçado qualquer, e cortei-os às tiras (os bifes, não as personagens da novela). Temperei-os com sal, pimenta moída e alho às fatias e fritei-os, mal passados, em azeite. Tirei a carne para fora da frigideira e juntei ao azeite três colheres de mostarda de Dijon com vinho branco e um bocadinho de leite. Misturei tudo em lume brando até ganhar a consistência de um molho. Um ou dois minutos depois, estava pronto. E quando o Manuel Gusmão se calou de vez na minha televisão, eu anunciei: 

- Se calhar eu e os miúdos comemos um pica-pau da vazia. Espero que as meninas gostem dos bifes de frango.

 

Ingredientes

- 2 bifes da vazia

- 3 colheres de mostarda de Dijon ao vinho branco Edmond Fallot

- Leite

- Alho

- Sal

- Pimenta

 

Uma boa novela para si, onde quer que esteja,

Ele

inutilidades fundamentais para a nossa existência

04.04.14

Sabia que a indústria de pizza norte-americana serve até 40,5 hectares de pizza por dia?

  

http://www.marthastewart.com/315939/three-cheese-pizza 

http://www.bellalimento.com/2013/02/10/spinach-and-ricotta-pizza/

seis receitas deliciosas com apenas três ingredientes

03.04.14

Sim. Tem razão. Sou masoquista. Como é que uma pessoa que está de dieta consegue escrever um post destes? Que eu saiba, escrever ainda não engorda, e ao menos, os meus olhos sempre vão comendo qualquer coisinha. Quando descobri estas receitas (todas doces, que pecado!) tão fáceis e deliciosas, não resisti e decidi partilhá-las aqui no blog. Só três ingredientes é bom demais para ser verdade!

 

Chocolate + Ovos + Manteiga = Bolo de Chocolate sem Farinha

Esta é mesmo a definição de uma receita “para se guardar”: infalível, realmente deliciosa e perfeita para qualquer ocasião. A receita original encontra aqui.

 

Massa Folhada + Gotas de Chocolate + Ovo = Croissants de Chocolate

Se estou a gozar? Não. Juro. É mesmo verdade. Veja a receita.

 

Ovos + Farinha + Nutella = Brownies Fáceis

Não acredita? Eu também não acreditava, antes de ver como os meus próprios olhos aqui.

 

Manteiga de Amendoim + Açúcar + Ovos = Biscoitos de Manteiga de Amendoim

Isto já começa a ser um castigo para quem está de dieta. Fácil e delicioso. Confirme aqui.

 

Bananas + Ovos + Farinha de Coco = Panquecas

As panquecas sozinhas são uma tentação, mas, neste caso, eu acrescentaria um quarto ingrediente: doce de framboesa por exemplo (sem açúcar, claro!). A receita original está aqui.

 

Avelãs + Açúcar + Claras de Ovos = Biscoitos de Avelã

Estes clássicos biscoitos italianos são conhecidos por serem "brutti ma buonni": feios mas bons! Siga a receita aqui.

Quem é amiga, quem é?

 

Boas receitas,

Ela

o lateral é um restaurante banal

03.04.14

 

As letras são brancas, o fundo é escuro e até o nome é o mesmo. Mas ficamos por aqui. Entre o Lateral de Madrid e o Lateral da Avenida Barbosa du Bocage, as semelhanças acabam naquilo que é fácil copiar. Nada do resto tem alguma coisa a ver. Em Madrid, há uma decoração sofisticada, várias exposições de arte e comida surpreendente, que vai das vieiras a la plancha com creme de batata trufada aos raviolis, aos risottos e aos pinchos.

Em Lisboa, há mais um restaurante de petiscos. E quando digo mais um restaurante de petiscos, não quero dizer que não gosto de petiscos. Adoro petiscos. Mas infelizmente em Portugal a moda pegou pelo lado do facilitismo. Tudo tem croquetes de alheira. Tudo tem ovos mexidos com farinheira. Tudo tem carpaccio de boi. Tudo tem polvo à galega. Tudo tem batatas fritas com maionese (agora diz-se mayo para parecer diferente). Oh falta de imaginação!!! Fazer um restaurante não é copiar tudo o que os outros fazem. Fazer um restaurante é inovar, surpreender, deslumbrar. E infelizmente o Lateral de Lisboa não é nada disso. Não é que seja MAAAU. Não é. É simplesmente banal. E isso não nos faz lá ir. E muito menos lá voltar.

A ementa

Há hambúrgueres, há saladas, há focaccias e até há umas massas e uns crepes. Tudo isto era muito novo há cinco anos (tirando os crepes, que eram novos nos anos 80), mas agora já não é. Nós optámos pelos petiscos. Polvo à galega - normal; ovos com farinheira - normais; carpaccio de novilho - normal; focaccia com alho e ervas - normal; cerveja - normal; Coca-cola - normal; café - normal. Há uma vantagem: nada estava mau. Mas também nada estava bom. 

O serviço

Nem tudo é criticável. Os empregados são eficientes, sabem responder às perguntas dos clientes, são rápidos e muito simpáticos. É um serviço quase perfeito.

 

O ambiente

A decoração é engraçadita. Tem uma ardósia com umas coisas escritas na parede (mais uma inovação espectacular!) e tem umas fotografias antigas em formato gigante. É giro, mas é barulhento. Nós fomos almoçar em casal e sentimo-nos um bocadinho a comer na cantina do nosso filho mais velho.

 

No fim, pagámos mais de 20 euros por pessoa, o que sinceramente está muito próximo do assalto por esticão na rua. Só para ver se eu percebi bem: SETE EUROS E VINTE CÊNTIMOS POR UNS OVOS MEXIDOS COM FARINHEIRA?! Alguém me consegue explicar que surto de gripe das aves repentino (e que me passou totalmente despercebido) conseguiu inflacionar o preço dos ovos desta maneira absurda?! Eu não condeno quem decide abrir um restaurante banal. Mas, por favor, não pratique os preços do Fat Duck. Porque mesmo o Fat Duck - que é excepcional - já não se aguenta.

 

O bom

O serviço

 

O mau

A cópia do Lateral de Madrid

 

O péssimo

A falta de originalidade da ementa

 

Bons petiscos para si, onde quer que esteja,

Ele

os melhores pratos do peixe em lisboa (é já amanhã)

02.04.14

Chove, está frio, torci um pé e encontrei o Mário Lino na rua – uma semana para esquecer, pergunta vossa excelência com toda a pertinência. Não, respondo eu com toda a ousadia: esta é uma semana para mais tarde recordar. E não estou a falar da minha experiência traumática com o Mario Lino (não sei se se lembram do Lino e Pino, Pino e Lino?) que analisarei noutro dia, estou a falar do Peixe em Lisboa, que começa amanhã e que terá até ao dia 13 de Abril excelentes chefs, óptimos restaurantes e bons preços.

Poderá fazer workshops, ouvir conferência, participar em provas de vinhos e alimentos ou simplesmente comer. E é para isso que nós estamos aqui. Por 15 euros, tem direito a uma entrada, uma degustação de um prato de 5 euros, uma bebida de 1,5 euros e um copo para prova. Se for durante a semana, até às 15h, tem direito a mais coisas e se for em grupo ou na segunda-feira, dia 7, tem ainda mais. Tudo o resto é pago à parte. Todos os detalhes estão aqui. Para já, nós fizemos a nossa selecção dos pratos que nos parecem supimpas. Ou, como diria o Mário Lino, ninguém quer construir um aeroporto num deserto (não sei o que é que isto tem a ver com o Peixe em Lisboa, mas é sempre bom recordar frases inteligentes). Ora veja lá se não é de ir até ao Pátio da Galé, no Terreiro do Paço:

Pratos de €4

- Falso “oreo” de muxama de atum e hortelã da ribeira (Arola)


Pratos de €5 

- Cornucópia com tártaro de salmão e maçã (Assinatura)

- Choco frito com maionese de wasabi (Bica do Sapato)

- Gaspacho de cereja e tosta com cavala fumada e creme de requeijão (José Avillez)

- Sopa de santola (O Nobre)

- Caranguejo frito com creme de abacate e lima (Ribamar)

- Bahn Mi – pão vietnamita com ceviche e ervas aromáticas (Umai)

- Prego de skrei (Tasca da Esquina)

 

Pratos de €6
- Espetada de camarão com espuma de alho (Assinatura)


Pratos de €7 
- “Cornetto” de sapateira com caril e iogurte (José Avillez)

- Tártaro de gambas e ouriços-do-mar (Ribamar)


Pratos de €8
- Ceviche de robalo com leite de tigre (Arola)

- Bacalhau a baixa temperatura com emulsão de queijo da serra e poejo (Assinatura)

- Hambúrguer de espadarte em pão de brioche, aioli de ervas finas e caril (Bica do Sapato)

- Lombo de robalo selvagem e milhos de ameijoas (O Nobre)

- Vieiras coradas com espuma de caril indiano (Umai)


Sobremesas de €4

- Figos turcos com nutella e erva doce (Claro!)

- Triffle de brownie e espuma de Moscatel de Setúbal JMF (Umai)


Sobremesas de €5

- Gelado de manteiga de amendoim, mousse de chocolate e molho de caramelo (Avenue)

- Cornetto caseiro com gelado de pimento e framboesa com mousse de hortelã da ribeira, poejo e sardinha doce de Trancoso (Bica do Sapato)

- Pudim Abade de Priscos (Tasca da Esquina)

 

Se nada disto lhe agrada, veja a lista completa de todos os restaurantes aqui.

 

E boa pescaria para si, onde quer que esteja,

Ele

viúvo recria dia do seu casamento com a filha de 3 anos para que ela nunca se esqueça da mãe

02.04.14

Preparem os lenços. Eu já encharquei dois e estou a agarrar no terceiro enquanto escrevo este texto. Esta é a história de amor de Ben e Ali que tinha tudo para dar certo mas, infelizmente, teve um final trágico. Em 2011, Ali morreu, vítima de um cancro no pulmão, dois anos depois do seu casamento com Ben, deixando-o de rastos e com uma filha, Olivia, ainda bebé. Tinha 31 anos. Passaram-se dois anos e Ben decidiu mudar de casa com a filha, mas antes, quis fazer uma homenagem a Ali para que ela nunca fosse esquecida. Pediu a Melanie, sua cunhada (que é fotógrafa profissional e que fez a reportagem fotográfica do casamento de Ben e Ali), que os fotografasse recriando os momentos mais especiais daquele dia tão feliz. O resultado foi este:

Quando Ben e Ali se casaram em 2009, tinham acabado de comprar esta casa. Por isso escolheram-na, ainda vazia, como cenário para as fotos do casamento. Pai e filha imitaram as poses dos noivos com a ajuda de Melanie, com a casa novamente vazia. E desta forma Ben recordou com Olivia os momentos felizes que passou com Ali naquela mesma casa, no dia do casamento dos dois. Ainda hoje, pai e filha brincam e conversam com um pequeno anjo de cristal, ao qual a pequena Olivia trata carinhosamente por “mãe”. Ben diz que vê Ali todos os dias através dos olhos da filha e garante: “Esta não é uma história de dor, perda e mágoa. Esta é uma história de amor”. Se quiser saber mais sobre este amor eterno, espreite o blog de Ben.

 

Boa quarta-feira,

Ela 

 

couves de bruxelas com limão, alho e amêndoas

01.04.14

Ontem fui eu para a cozinha. E curiosamente não entrei só para ligar e desligar o microondas ou para lavar a loiça. Tinha acabado de comprar umas couves de bruxelas com um aspeto delicioso no My Super e decidi fazer um jantar vegetariano e light com os meus legumes preferidos. Como sou desprovida de sensibilidade culinária, decidi pesquisar receitas na Internet, sob o olhar trocista do meu querido Marido Mistério, que se estava a contorcer de dores de barriga com vontade de rir enquanto gritava, enlouquecido para a nossa equipa de futsal: "Meninos, venham ver! A Mãe está louca: pôs um avental e está dirigir-se a passos largos para o fogão." As crianças, que herdaram o sentido de humor do paizinho, soltavam gritos de terror: "Medo!", "A mãe está bem?","Pai, podemos ir ao McDonald's?". Ignorei as graçolas familiares, pousei o iPad ao lado do fogão e pus mãos à obra, perante o olhar incrédulo de cinco pares de olhos que secretamente desejavam a minha desgraça. Segui quase à risca as instruções de Donna Hay. Só tirei a manteiga da receita porque a minha dieta não me permite essas extravagâncias. Aqueci duas colheres de sopa de azeite numa frigideira grande em lume médio, acrescentei dois dentes de alho fatiados e deixei cozinhar durante 2 a 3 minutos, até ficarem dourados. Juntei as couves de bruxelas partidas aos pedaços e deixei cozinhar durante mais dois minutos. Acrescentei o sumo e as cascas de limão raladas, as amêndoas laminadas, previamente torradas, e misturei tudo. Virei-me para trás e exclamei, inchada de orgulho: "Voilá!" Os cinco pares de olhos tinham fugido para a garagem rumo ao McDonald's. Fiquei eu sozinha, deliciada, a devorar as minhas couves de bruxelas como se fosse uma feijoada. Prova superada!

Ingredientes para 8 pessoas: 

- 2 colheres de sopa de azeite e de sumo de limão 

- 2 dentes de alho fatiados 

- 800 g de couves de bruxelas, cortadas aos pedaços 

- 2 colheres de sopa de casca de limão ralada 

- 40 g de amêndoas laminadas e torradas
 

Boa semana,
Ela
PS - Juro que este post nada tem a ver com o Dia das Mentiras que hoje se assinala!

 

 

créditos: receita e foto de donna hay

 

o pensamento da semana II (especialmente dedicado às dietas dela)

01.04.14

"Tudo o que vêem devo-o ao spaghetti".

Sophia Loren, actriz italiana

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