7 maravilhas do mundo para descobrir em 2023

    A seleção é da ótima revista Condé Nast Traveller e a verdade é que é uma lista de sonho. Aliás, das originais 7 Maravilhas do Mundo, só uma se mantém de pé: as pirâmides de Gizé, no Egito.

    Infelizmente, os Jardins Suspensos da Babilónia, o Farol de Alexandria, o Templo de Artemis, o Colosso de Rodes, a Estátua de Zeus em Olympia e o Mausoléu de Halicarnassus desapareceram e foram reduzidos a pó com o passar dos tempos.

    As novas 7 Maravilhas do Mundo:

    Entretanto, houve nova eleição e juntaram-se às pirâmides de Gizé, que receberam um título honorário, o Coliseu de Roma, Petra na Jordânia, a Grande Muralha da China, o Taj Mahal na Índia, Machu Picchu no Perú, Chichén Itzá no México e o Cristo Redentor no Brasil. São as maravilhas do nosso tempo, que adoraria conhecer antes de morrer. Por enquanto, só conheço duas desta lista, mas o mundo está recheado de maravilhas por explorar e a Condé Nast Traveller revelou a sua lista das novas 7 maravilhas para descobrir em 2023.

    Infelizmente, desta lista, só conheço uma. Mas, este ano, vou convencer o meu querido Marido Mistério a visitarmos pelo menos um destes destinos.

     

    1. Monte Saint-Michel, França

    A abadia no centro desta vila-ilha terá começado a ser construída há 1000 anos, precisamente no ano de 1023, e demorou 500 anos a ficar pronta. Conhecida como a Maravilha do Ocidente, situa-se entre as regiões da Bretanha e da Normandia, no norte de França, e parece saída de um conto de fadas. Quando a maré está baixa, consegue atravessar a pé, mas quando a maré sobe, o monte parece que flutua no mar, como se fosse uma miragem. Aliás, hoje é um dos locais mais visitados em França, com uma média de 2,5 milhões de pessoas por ano, por isso, planeie a sua viagem com antecedência, sobretudo por causa das marés. Atualmente vivem aqui apenas 44 pessoas, incluindo as freiras e os monges da abadia, e pode contar com restaurantes e muitas escadas para percorrer.

     

    1. Glaciar Perito Moreno, Argentina

    É considerado por muitos o glaciar mais bonito do planeta. Situado no sul da Patagónia argentina, está inserido no Parque Nacional Los Glaciares que, com cerca de 724 mil hectares, inclui bosques, montanhas e 356 glaciares. Mas o Perito Moreno é de longe o mais famoso pela sua beleza natural e pela sua imponência. Afinal, este imenso bloco de gelo que está sempre em movimento tem mais de 250 km2 de área e uma impressionante altura de 60 km.

    Assim, pode apreciar este gigante em tons de branco e azul turquesa percorrendo as inúmeras passadeiras de madeira que foram construídas em frente ao glaciar ou optar por uma experiência imbatível que é caminhar sobre o próprio Perito Moreno com roupas e sapatos adequados e acompanhado por guias. No final do passeio, tem direito a um copo de whisky servido com o gelo do próprio glaciar. E não se assuste se ouvir estrondos: é o Perito Moreno a movimentar-se e a quebrar as suas paredes no lago Argentino.

    Se tiver de escolher um glaciar para ver ao longo da sua vida, não hesite e opte pelo Perito Moreno.

     

    1. Al Ula, Arábia Saudita

    Al Ula tem uma herança cultural e histórica impressionante, mas até há bem pouco tempo pouca gente tinha ouvido falar deste lugar, situado no deserto, no noroeste da Arábia Saudita. Isto porque só abriu as portas a visitantes no final do ano passado. São mais de 200 mil anos de História preservados e por descobrir. E o mais extraordinário é que se estima que só 5% do local foi escavado.

    Datada da era pré-islâmica, Al Ula detém o primeiro local declarado Património da UNESCO da Arábia Saudita: a necrópole Madain Saleh, a antiga cidade de Hegra, dos tempos da civilização do Reino Nabateu, a sul da Jordânia. Aqui pode encontrar mais de 100 túmulos ainda preservados com as fachadas esculpidas na rocha. É de uma beleza ímpar, em particular, os locais construídos pelos nabateus que também estiveram na origem de Petra, na Jordânia. Os especialistas acreditam que Al Ula pode vir a ser um dos destinos arqueológicos mais importantes do mundo. O turismo de luxo já se antecipou e nasceram entretanto hotéis de sonho, das cadeias Aman, Banyan Tree, entre outros. Espreite aqui alguns exemplos.

     

     

    1. Mosteiro do Ninho do Tigre, Butão

    O Butão por si só é uma maravilha por descobrir. Cercado por algumas das montanhas mais altas do mundo, os Himalaias, o país da felicidade e da meditação tem dezenas de templos, sobretudo budistas, a religião oficial do país. Mas o seu ex libris e o mais famoso é o Mosteiro do Ninho do Tigre, situado a 3200 metros de altitude. Reza a lenda que o Guru Rinpoche introduziu o Budismo no Butão no século VIII quando chegou a Paro vindo do Tibete, montado na sua Tigresa voadora e meditou nesta montanha durante 3 anos, 3 meses, 3 semanas, 3 dias e 3 horas (credo, eu não consigo meditar nem 3 minutos!). Enquanto isso, a tigresa construiu um ninho numa das entranhas da montanha. A verdade é que o correto nome do mosteiro será “Ninho da Tigresa”.

    Localizado a norte da cidade de Paro, tem de fazer um percurso de 20 minutos de carro até chegar ao parque de estacionamento da base do Ninho do Tigre. Aqui estará a 2300 metros de altitude. Ainda tem pela frente 900 metros sempre a subir. São duas horas e meia a andar sem paragens. Pode optar por ir de burro ou a pé. Pobre do burro que carregar comigo, prefiro maltratar o meu corpinho do que o pobre animal! Mas não se assuste: ao longo do caminho, pode aproveitar a vista magnífica, parar numa cafetaria e apreciar as bandeiras e rodas de oração.  

     

    1. Capadócia, Turquia

    2023 marca precisamente os 100 anos do fim do Império Otomano e o início da moderna Turquia. Dividida entre a Europa e a Ásia, a Turquia tem uma riqueza cultural e histórica única. E não estou a falar apenas de Istambul. A Capadócia é uma das maravilhas mais espetaculares deste planeta. Este monumental conjunto de torres de pedra, mais conhecidas como “chaminés de fadas”, nos seus tons de areia e ocre com uma espécie de coroas esculpidas pelo vento, é uma das paisagens mais surreais do mundo. Mas a verdade é que é o seu interior que torna a Capadócia ainda mais especial.

    Por volta do ano 1200 A.C. as pessoas começaram a escavar as suas próprias casas no interior destas torres de pedra. Os detalhes das fachadas, das portas, das janelas e das próprias escadas são verdadeiras obras de arte. E o mais impressionante é que foram descobertas cidades inteiras por baixo destas torres, como se fossem uma espécie de arranha-céus invertidos. Claro que hoje já encontra também por aqui hotéis de luxo construídos em cavernas, mas o que não pode mesmo perder é o passeio de balão sobre toda esta paisagem quase lunar.

     

    1. O Lake District, Reino Unido

    Declarado Património Mundial da UNESCO em 2017, o Lake District inglês foi descrito pelo autor Alfred Wainwright como um dos passeios mais espetaculares do mundo. É o chamado “coast to coast” inglês que se estende ao longo de 300 km no norte de Inglaterra, desde St. Bees, no Mar Irlandês, até à baía de Robin Hood, no Mar do Norte. É hoje um dos locais mais populares do Reino Unido para fazer hiking, sendo o Lake District o seu cartão de visita. Os Lagos, como também é conhecida a região, ficaram famosos no início do séculos XIX graças à poesia e os textos de William Wordsworth. Ainda hoje esta região é muito procurada por artistas e fotógrafos, por causa da beleza natural das paisagens.

     

    1. A Corrida da Sardinha, África do Sul

    A Corrida da Sardinha, um fenómeno também conhecido com o Maior Cardume da Terra, é um dos eventos mais impressionantes que acontece nos Oceanos. Todos os anos, de maio a julho, dezenas de milhões de sardinhas migram ao longo da costa leste sul africana perseguidas por uma variedade de espécies de tubarões, golfinhos, focas e peixes. A atividade na água é de tal forma intensa que se consegue ver a partir de um avião.

    Quem gosta de mergulhar ou de praticar snorkeling, é uma experiência única assistir de perto a este fenómeno. E não tenha medo, os predadores estão tão obcecados a tentar caçar as sardinhas que não ligam nenhuma aos humanos que por ali nadam. Não é à toa que lhe chamam o Serengeti Azul. Será certamente uma aventura inesquecível mas confesso que não sei se me atreveria. Se tiver coragem, espreite o site de Pier Nirandara, um famoso fotógrafo subaquático que organiza expedições à Corrida da Sardinha entre junho e julho todos os anos.

     

    Então, meu querido Marido Mistério? Onde vamos primeiro?

    Boa viagem para nós, onde quer que formos,

    Ela

     

    fotos: d.r.

     

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