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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

the insólito, o restaurante da moda onde quase tudo correu mal

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Primeiro aviso, durante a marcação:

- Boa tarde, queria fazer uma reserva para oito pessoas, para as 21h.

- Com certeza, mas queria avisá-lo que só damos 15 minutos de tolerância. Ao fim de 15 minutos, entregamos a mesa a outros clientes.

Segundo aviso, ao desligar o telefone:

- Está confirmado, mas queria relembrá-lo de que só damos 15 minutos de tolerância. Ao fim de 15 minutos, entregamos a mesa a outros clientes.

Terceiro aviso, no dia do jantar:

- Estou, boa noite, fala do restaurante Insólito, queria confirmar a sua reserva para hoje à noite. E gostaria de o relembrar de que só damos 15 minutos de tolerância.

Como pode imaginar, depois de todos os avisos, cheguei ao Insólito para um supostamente descontraído jantar de amigos com os índices de stress ao nível dos do Menino Tonecas cada vez que se atrasava a entregar o trabalho de casa.

 

novidade! novidade! sexta-feira abre um novo bar de gin num dos espaços mais bonitos de lisboa (e também se come lá...)

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Podemos não ter programa de Governo, mas temos um novo bar de gin em Lisboa. Que, por acaso, também é restaurante. E, por acaso, também é loja de gins. Por isso, largue lá esse mau humor à José Mourinho e anime-se, Pessoa-Que-Não-Tem-Mais-Nada-Que-Fazer-Do-Que-Perder-Tempo-A-Ler-Este-Texto! A sua vida vai mudar e vai ficar mais animada – especialmente depois do segundo gin.

 

 

mini bar, definitivamente um restaurante onde tem de ir pelo menos uma vez na vida (ou duas... ou três... ou quatro...)

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José Avillez sempre foi uma figura que me indignou profundamente. Não posso aceitar que exista alguém que consiga cozinhar daquela maneira – e especialmente que esse alguém não seja eu. Imagino o que será um fim-de-semana em casa dos Avillezes: 

– Oh querido, já estou com uma certa fome.

– Não te preocupes, meu amor, dá-me só cinco minutinhos que te faço já aqui um lombinho de novilho corado, ligeiramente fumado com alecrim, legumes da estação, tutano e puré de alho. Ou será que preferes um rabo de boi com grão, foie gras, tendões de vitela e creme de cebola com queijo da serra? Também não me custa nada...

Não é justo Deus ter-se esquecido de mim na Papua Nova Guiné quando decidiu montar uma banca à porta de casa dos Avillezes, em Cascais, para distribuir pelo mundo o talento para cozinhar. E, ainda por cima, juntou-lhe também a simpatia, a humildade e a capacidade de trabalho. Irra, que é demais!

É por isso sempre com uma profundíssima inveja interior que eu entro nos restaurantes de José Avillez. E desta vez o escolhido foi o Mini Bar, o mais surpreendente e inovador restaurante do chef com duas estrelas Michelin.

 

 

um terraço imperdível para ver o fantástico pôr-do-sol de setembro

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Só há uma coisa capaz de me animar depois de uma deprimente segunda-feira de Setembro: uma terça-feira de Setembro. Mas, antes que me arrume definitivamente no lado Tino de Rans da inteligência humana, deixe-me explicar: tem de ser uma terça-feira com um pôr-do-sol típico de Setembro, quando o céu se enche de dezenas de tons de encarnado ao fim do dia. Mas estas cores só existem em Setembro? Sei lá (pare de fazer perguntas difíceis nessa cabeça!), o que interessa é que existem em Setembro – e que eu tenho o sítio ideal para as ver.

 

 

o sítio ideal para beber um copo ao fim da tarde: o novo topo mesmo em frente ao castelo de são jorge

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Quando vejo um bar novo que é elogiado em tudo quanto é site e blog, desconfio logo. E quando percebo que esse bar fica dentro do Centro Comercial Martim Moniz, muito obrigado mas já estou a caminho de casa. A esta minha característica tão vincada a minha querida Mulher Mistério chama "santa estupidez". Evidentemente, eu acho que Ela está a exagerar – especialmente na parte da "santa". E é por ter consciência deste grave diagnóstico de desconfiança crónica que aceitei ir até ao TOPO. Arrastado, mas fui.

 

flow, o restaurante da moda no porto (onde devíamos ter jantado em vez de almoçar)

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Quando estivemos recentemente no Porto, planeámos ao pormenor a nossa agenda gastronómica. Vida dura esta nossa de Casal Mistério: uma correria de almoços aqui, jantares acolá, enfim. Na nossa lista de prioridades estava o Flow, um restaurante muito recomendado por amigos nossos, que já lá tinham jantado várias vezes e que tinham adorado, especialmente o sushi. Mas quando ligámos para reservar uma mesa para domingo, explicaram-nos que estavam fechados. Ainda perguntámos se teriam mesa para sexta, mas depressa nos lembrámos de que já tínhamos marcado a Cantina 32 para esse dia.

– Não, afinal na sexta-feira não conseguimos – lamentámos.

– Não consegue? Que pena!

É claro que perante esta tão simpática resposta, trocámos os nossos planos todos para o fim-de-semana e reservámos uma mesa para almoçarmos no Flow no sábado: um restaurante bom, com um serviço simpático e que está na moda é irresistível.

É um erro ir com uma expectativa destas para um restaurante. E pior é, quando lá chegamos, elas aumentarem ainda mais. Porque o espaço é pura e simplesmente espetacular.

 

 

o spot ideal para beber um copo ao fim da tarde no algarve (já viu bem esta vista deslumbrante?!)

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Um jovem alto e espadaúdo sai da praia ao fim do dia (sim, estou a falar de mim...) e tudo o que quer é beber um gin tónico decente enquanto olha abazurdido para uma paisagem deslumbrante. Assim mesmo, sem sequer vestir uns calções: fato de banho molhado, pés envolvidos numa densa camada de areia, gin tónico de um lado, vista deslumbrante do outro. Que mais é que um jovem alto e espadaúdo (peço desculpa por repetir este detalhe, mas é importante reterem esta informação a meu respeito) pode querer para ser feliz?

Só mesmo estar perto do Guarita Terrace. O bar, no topo da Praia Verde, foi remodelado este ano e tem uma das vistas mais inacreditáveis do Algarve. Sentado aqui, vê o enorme areal até quase ao início da ria Formosa, uma parte do pinhal da Praia Verde e o mar a perder de vista. Só é pena que aqui o sol se ponha em terra, mas o fim do dia ganha uma cor única.

 

 

novidade! novidade! amanhã abre o estoril sky bar no topo do hotel inglaterra

Está oficialmente inaugurada a época dos sunsets nos bares de praia com tudo o que isso implica: música aos gritos, corpos bronzeados seminus a fazer lembrar os concorrentes do Big Brother, cocktails coloridos, bebedeiras coletivas, ou seja, a visão do inferno. Por isso, aqui estamos nós para lhe sugerir uma opção muito mais calma e civilizada. Própria para pessoas que cresceram a chorar com a Heidi e a cantar a música da Abelha Maia… Chama-se Estoril Sky Bar e abre já amanhã.

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Os terraços estão definitivamente na moda. E os hotéis estão a explorar bem o filão, sobretudo agora que o calor chegou finalmente para ficar. Há lá coisa melhor do que beber um copo ao fim da tarde enquanto se namora a olhar para o pôr-do-sol num ambiente tranquilo e com música ambiente? Então com uma vista deslumbrante é imbatível.

 

 

onde é que há-de ir hoje beber um copo ao pôr-do-sol? o quê, ainda não conhece o blue bar?!

A pergunta é difícil, não é? E a resposta também. Especialmente depois de ver esta fotografia.

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duplex, o restaurante da moda onde se come muitíssimo bem!

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Quando, na mesma sala, se cruzam por acaso as calças coloridas de uma figura do jet set nacional com o casaco de fato-de-treino de um jovem fashion victim, isso é... o novo restaurante Duplex. Este é provavelmente o espaço mais animado e cosmopolita de Lisboa. Aqui há ícones da moda de hoje e do tempo da Olá!. Aqui há portugueses e estrangeiros. Aqui há novos e velhos. Aqui há restaurante e bar. Aqui há quem vá para jantar ou para dançar. Aqui há Casal Mistério – como é que podíamos resistir a isto?

 

 

novidade! novidade! abriu esta semana um novo restaurante de pizzas e hambúrgueres na avenida 24 de julho, em lisboa

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Enquanto nós estamos aqui nesta dura tarefa de comer e escrever – e também de escrever e comer – o mundo pula e avança (a poucos dias do 25 de Abril, é melhor começarmos a adoptar uma linguagem ligeiramente mais revolucionária...). E esta semana, o mundo da restauração lisboeta deu um pulo digno do Flip (exactamente, o gafanhoto da Abelha Maia, em homenagem ao Vasco Granja, outro grande revolucionário).

 

 

a varanda do bar do grande real villa itália em cascais, a nossa última extravagância

Foi provavelmente a não reunião mais cara das nossas vidas. Tínhamos combinado um encontro de trabalho para o fim da tarde em Cascais e sugerimos o Grande Real Villa Itália. A reunião foi entretanto adiada mas nós nunca perdemos uma oportunidade de beber um cocktail ao fim da tarde, sobretudo, numa varanda como esta.

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Olhámos um para o outro. E pensámos em uníssono:

- Bem, já que aqui estamos... E se nos reuníssemos os dois em torno de uma caipiroska e de uns aperitivos?

Antes do outro responder, já estávamos sentados. Ele, eu e uma gaivota super atrevida que nos fez companhia ao longo de uma tensa hora, em cima da varanda, a uns perigosíssimos centímetros de mim. Ele, sempre muito amigo dos animais, achava graça, falava "gaivotês" e fez ali uma amiga para a vida. Eu, que tenho uma relação de imenso "respeito" pelos animais, afogava os meus nervos num copo de caipiroska.

 

 

um copo ao fim da tarde e um empregado que não sorri

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Por que azar do destino é que é tão difícil encontrar um sítio em Lisboa onde se possa beber um copo ao fim da tarde? E porque é que, quando encontramos, somos sempre olhados de lado pelos empregados que lá estão? No outro dia, percebi de repente que eram 18h e eu estava no centro de Lisboa, com tempo livre enquanto esperava pela minha querida Ela para jantar. E como, para mim, tempo livre é tempo blogosférico, consultei imediatamente a minha poderosa base de dados, qual Edward Snowden da restauração, à procura de um sítio agradável para beber um copo. Foi assim que encontrei a simpática Champanheria do Largo, um restaurante/bar de petiscos, com vários champanhes, espumantes e cocktails, e, melhor de tudo, aberto das 12h às 24h.

 

 

o novo bastardo, um dos restaurantes mais divertidos e bem decorados de lisboa

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Um restaurante num hotel é de desconfiar. Um restaurante chamado Bastardo é de duvidar. Um restaurante só com uma mesa ocupada é de bocejar. Quando entrei pela primeira vez no novo Bastardo, estava, portantos, a modos que com um estado de espírito com o nível de optimismo do Medina Carreira. Mas, à medida que nos vamos aproximando do Dia Internacional da Mulher, tenho de me transformar, ainda mais, num verdadeiro Ambrósio pronto para satisfazer todos os desejos da minha querida Ela. E se Ela queria experimentar o Bastardo, eu experimento o Bastardo.

É claro que – como sempre – todas as minhas dúvidas se revelaram absolutamente...

...descabidas.

Eu sei: começa a ser constrangedor Ela ter sempre razão e eu não acertar uma, mas a vida de um homem é dura.

 

 

fomos provar um gin com malagueta picante ao novo bar do gin club (e quinta-feira tem desconto de 50% no segundo copo)

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Prepare-se para o primeiro choque: já alguma vez provou um gin tónico com malagueta? Sim, estamos a falar de malagueta verdadeira, picante, daquelas que lhe deixa a língua a arder.

Agora, o segundo choque: nesta quinta-feira, dia 11, quem passar, a partir das 18h, pelo The Urban Bar, no Hotel Santa Marta, na Rua de Santa Marta, em Lisboa, tem 50% de desconto no segundo gin. Dito isto, vamos lá fazer a básica conta de somar: sabe em que bar é que pode beber o tal gin com malagueta? Parabéns, o Ferrari é seu – no The Urban Bar.

Nós, que preferimos a discrição tranquila recomendável a um Casal que se quer Mistério, passámos por lá subrepticiamente num destes dias de fim de Outono. E demos de caras com esta provocação do mundo do gin. É claro que, aventureiro qual Michael Knight do século XXI, atirei-me de cabeça nesta ousadia. E não me arrependo. Minimamente.

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O gin 

O gin britânico Opihr tem os paladares dos botânicos mais exóticos: pimenta preta Tellicherry da Índia, coentros de Marrocos ou pimenta de Java, na Indonésia. Tudo aqui é oriental. E, por isso, liga bem com mais exotismo. No The Urban Bar, que desde o início de Novembro tem os gins a cargo do Gin Club, os mesmos do Sushi Café Avenida e da Doca de Santo, serviram-me o Opihr com uma Scweppes premium de pimenta rosa, uma casca de laranja e umas fatias de malagueta, com as sementes prontas a misturarem-se com o gin.

No início, não sente tanto a malagueta. Mas, à medida que vai bebendo, o gin torna-se cada vez mais picante. É muito, muito boa a mistura entre a tónica e a malagueta. Tudo isto veio com umas enormes pedras de gelo (perfeitas) e com uns aperitivos orientais a acompanhar (isso é que já não faz muito o meu género – preferia amendoins com wasabi ou uns pistácios).

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O ambiente 

Quando eu fui, a meio da semana, o bar estava vazio, o que é uma pena. Tem uma decoração engraçada, com materiais recicláveis. O hotel é ecológico e todas as zonas, dos quartos ao spa, estão pensadas com base nos princípios do feng shui.

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O serviço 

Como o empregado estava ali apenas para nós, correu tudo lindamente. O gin foi feito com cuidado e nunca faltou nada. Mesmo em relação aos aperitivos, não tivemos de pedir: vieram logo com o gin.

Se alinhar nesta aventura do gin com malagueta, aproveite para o experimentar com a promoção de quinta-feira. Se não, tem mais uma enorme carta à sua escolha.

 

Bons gins para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: facebook opihr e santa marta boutique hotel