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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

a volta ao mundo nas mais espectaculares luzes de natal

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Todos os anos, a conversa repete-se. Primeiro começa por dizer que adora o Natal. Depois, acrescenta que adora viajar – no Natal. Finalmente, concretiza:

- Este ano, podíamos ir fazer uma viagem no Natal e aproveitávamos para comprar os presentes para os miúdos todos... Boa?

Desde que três senhores com ar de prestamistas aterraram no aeroporto da Portela com as malas cheias de facturas para cobrar que eu limito a minha resposta a cinco pequenas letras: c-r-i-s-e.

Mas este ano, tenho uma resposta um pouco mais elaborada. E como o Casal Mistério se blogotransportou para o universo online, tem de ser uma resposta dada via Internet. Por isso, aqui vai:

- Minha querida Mulher Mistério, surpresa! Vou levar-te numa viagem virtual pelos melhores destinos de Natal. Em todo o mundo! Quanto aos presentes, podemos comprar online. Pronta para embarcar? Vamos embora:

 

Rio de Janeiro, Brasil 

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Japão 

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Austrália 

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Bruxelas, Bélgica 

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Paris, França 

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Polónia 

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Alemanha 

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Gotemburgo, Suécia 

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Copenhaga, Dinamarca 

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Medellin, Colômbia 

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Viena, Áustria 

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Gotemburgo, Suécia 

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Lago Genève, Suíça 

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E viva o Natal onde quer que ele esteja,

Ele

 

fotos:corbis; getty; keenpress; reuters; sime

uma loja cool com a melhor comida dos açores

O espaço 

É uma loja. Mas também é um cabeleireiro. E um oculista. E uma chocolataria. E uma galeria de arte. E um café. E uma mercearia açoriana. E também, mais ou menos, uma micro-sala de concertos. No fundo, a Chiado Factory é uma das melhores novidades de Lisboa. Pode parecer-lhe confuso, mas não é. Inaugurada em Janeiro, é um espaço para ir e ver. Não é um sítio onde se vá só para comprar. Porque aqui sabe bem passear, ver a decoração e inspirar-se.

A Chiado Factory é uma concept store, um local onde encontra várias marcas e vários serviços. Não é tão grande como a Embaixada, no Príncipe Real, mas é muito mais agradável do que a Embaixada. São dois andares de um prédio antigo em pleno Chiado, com muita luz natural e uma decoração maravilhosas.

Desde uma caixa registadora antiga, igual à que existe nos Pastéis de Belém, até uma garrafeira que parece um cofre, passando por velhas máquinas de costura Singer, televisões e rádios, aqui encontra as mais fascinantes peças vintage. Estão lá a decorar o espaço, mas também estão à venda. Ao lado de tudo isto, há também modernas peças de design, quadros nas paredes, roupas para miúdos e adultos, chocolates, rebuçados e, às vezes, um saxofonista a tocar música. É um sítio cool e agradável.

As marcas 

O espaço está dividido em várias zonas. Não há portas nem divisões, há cantos: o canto da Bubbles & Company, onde encontra roupa para mulher; o canto da Maria Bolacha, onde encontra roupa para crianças até aos 10 anos; o canto da FIV, onde encontra óculos a óptimos preços; o canto da House & Gifts, onde encontra objectos de decoração; e outros cantos com roupa, acessórios, serviços e até sabonetes decorativos e 100% artesanais.

Depois, há o canto do MI Vintage Hair Styling, um cabeleireiro integrado no meio da concept store, com cadeiras antigas e que se especializou em penteados, cortes de cabelo e maquilhagem estilo vintage.

Se não quiser sair daqui com o cabelo da Audrey Hepburn, tem sempre a hipótese da comida (como é que podia haver tanto entusiasmo da nossa parte se não houvesse comida?). E há várias opções: a Chocolatier aluga fontes de chocolate e vende bombons, a Origem tem comida biológica e saudável e a Nostri Gusti é, para mim, um caso à parte. Não se trata de comida italiana nem de pizzas napolitanas. Eu sei que o nome é um pouco descabido, mas neste canto pode comprar os mais genuínos produtos dos Açores.

A marca está na Chiado Factory desde Abril e tem algumas das maravilhas mais desconhecidas do arquipélago: a manteiga do Pico, os queijos da Graciosa, o chá de São Miguel e depois os vinhos, os licores, as compotas, o bolo lêvedo e as divinais morcelas. Tudo aqui é especial. Seja por causa das vacas que ainda pastam nos campos verdes das ilhas, e que dão um leite e uma manteiga únicos, seja por causa da agricultura semi-artesanal, a verdade é que os produtos dos Açores têm um sabor diferente. Mesmo em relação ao queijo de São Jorge, que já se industrializou, é possível encontrar marcas bastante melhores e mais artesanais do que outras.

Vale a pena passar por lá e ver o que há. Eu aconselho especialmente o vinho verdelho do Pico, que é um óptimo aperitivo, as deliciosas morcelas da Ribeira Grande, em São Miguel, o chá da Gorreana e o queijo da Graciosa. 

E agora já chega: vou comer a minha morcela com grelos salteados. Depois partilho a receita.

 

Cadês (ou adeus para os do continente) para si especialmente se estiver nas ilhas,

Ele

os hambúrgueres do cais da pedra

Primeiro, vamos aos defeitos que isto vai ser rápido:

1 - Meus senhores, estamos no século XXI, não fiquem parados no tempo: um restaurante como o vosso ter um site que é apenas o horário e os contactos não se admite.

2 - Meus senhores, estamos no século XXI, mas não queiram ser modernos demais: um restaurante como o vosso não aceitar reservas ao almoço não se recomenda.

E é isso. Não temos mais nada a dizer. Boa tarde e até amanhã.

Nãaaaaa, não se vá já embora. Agora vamos falar das coisas boas. E isto vai demorar. Começando pelo horário (aberto até à meia-noite ou até às 2h da manhã), passando pela animação (há música boa e DJ) e continuando no resto (gins, cocktails e chás gelados fantásticos).

O serviço

Chegámos em bando. Não apenas os quatro elementos titulares da nossa equipa de futsal, mas também os suplentes, que é, como quem diz, um amigo para cada um dos nossos filhos. Somando esta turba a um casal de primos, dá a módica quantia de 12 abdómens sentados à mesa. É o suficiente para assustar qualquer empregado inexperiente ou qualquer gerente empertigado. Mas não bastou para abalar o profissionalismo dos senhores do Cais da Pedra. Mesmo não tendo nós reserva. Mesmo tendo uma energia suficientemente assustadora. E mesmo chegando por volta das nove da noite. Está certo que era um dia de semana, mas o restaurante estava quase cheio. E isso não impediu a empregada de sorrir, ser simpática e ajudar: juntou mesas, arrastou cadeiras, foi prestável e eficiente. É assim um serviço bom. E é assim o serviço no Cais da Pedra. Ao longo de todo o resto do jantar, foram rápidos, atenciosos e amáveis. A turba agradece.

O ambiente

Tem duas hipóteses: esplanada com vista deslumbrante ou interior com vista deslumbrante. Eu sei que pode ser considerado um bocadinho repetitivo, mas eu gosto. E não é tudo. O espaço tem um pé direito gigante e uma mezzanine que acompanha um dos lados da sala. Tem janelas enormes e espelhos imponentes. É decorado com ferro, pedra e um bom gosto simples, moderno e eficaz. Os tampos das mesas fazem lembrar o balcão da cozinha da minha bisavó e os guardanapos a toalha de piquenique da minha tia-avó. Tudo isto tem um charme e uma simplicidade reconfortantes. A cozinha está aberta para a sala e os candeeiros são sofisticados, o que lhe dá um toque de modernidade. É seguramente uma das salas de restaurante mais bonitas de Lisboa. Eu sei que disse isto há pouco tempo em relação ao Darwin's, mas é verdade: Lisboa está com restaurantes lindos.

A ementa 

O couvert

Azeitonas marinadas, pão de mafra quente (adoro pão quente, mas não sou grande fã de pão de mafra – prefiro o alentejano), azeite e vinagre balsâmico e uns croquetes de novilho acabados de fritar (deliciosos): simples e bom.

 

As entradas

Há sopas, carpaccios, umas saladas e até uns folhados de queijo de cabra. É capaz de ser bom (não discuto), mas quando saio para comer hambúrgueres não saio para comer carpaccio. Por isso passei.


Os hambúrgueres

Chegámos ao que finalmente interessa. Todos os hambúrgueres são feitos com carne maronesa – isso já é alguma coisa. E alguns são feitos com foie gras, queijo da ilha ou maionese de trufas – e isso é muito mais. Eu provei três diferentes, com medo de estar a perder alguma coisa importante.

Primeiro, o hambúrguer de salmão em bolo do caco de alfarroba, com cebola roxa, tomate cherry e molho de iogurte grego e cebolinho. A moda do bolo do caco já enjoa ligeiramente, em especial quando o bolo do caco parece uma bola de mafra achatada da véspera (sim, já vi isso por aí). Mas o bolo do caco de alfarroba é diferente, e consegue surpreender no meio desta intoxicação madeirense. Quanto ao recheio, o molho de iogurte grego com cebolinho corta na perfeição a gordura do salmão. É uma óptima solução para começar a refeição se não pedir entrada e se dividir por três.

Depois, o hambúrguer Cais da Pedra, com queijo da ilha, cebola caramelizada e compota de tomate cherry e manjericão. É uma mistura fantástica e claramente o meu preferido. O queijo da ilha é intenso, a compota é doce e a cebola caramelizada é um pormenor maravilhoso.

Finalmente, o Rossini, com foie gras e maionese de trufa preta. Nesta fase, já tinha provado paladares demais. O foie gras é provavelmente uma das sete maravilhas gastronómicas do Mundo e a trufa um dos meus luxos favoritos. Mas a mistura dos dois e, ainda por cima, com maionese pelo meio é ligeiramente enjoativa. São sabores e calorias a mais para um único prato.

 

As batatas fritas

Enganam. São grossas, têm casca... mas também são óptimas: estaladiças, leves e saborosas.

A sobremesa

Há brownies, há crumbles de maçã, há mousses de chocolate e até há quem tenha conseguido comer isso. Mas eu fiquei pelo carpaccio de abacaxi com sorbet de côco. É bom e menos calórico. Ou, pelo menos, parece.

A surpresa

A nova ementa deste ano tem cinco pequenos-almoços para o fim-de-semana e os feriados, quando o restaurante abre às 10h da manhã: americano, continental, light e dois tipos de ovos benedict – com fiambre ou salmão fumado ou com espinafres frescos e cogumelos. É uma ideia – para um dia em que consiga resistir aos hambúrgueres.

 

O óptimo 

Os hambúrgueres

O bom

O serviço

O mau

Não haver reservas para o almoço

 

Um bom jantar para si, onde quer que esteja,

Ele

a cozinha com que ele sonha

Tal como na maneira de escrever, também na decoração o casal diverge. Eu gosto de espaços minimalistas, brancos e modernos. Já Ele é "prático e tradicional". Na cozinha, por exemplo, gosta de ter tudo à mão, já eu prefiro ter tudo no seu devido lugar, longe da vista, longe da desarrumação. Ele sonha com um balcão gigante para ter companhia enquanto está a fazer o jantar, já eu sonho com um mordomo. À falta de um Carson, aqui ficam algumas ideias para a nossa futura cozinha, quando a troika se for embora de vez. 

As minhas preferidas:

 

... e as Dele: 

Que sonho, hã, meu querido Marido Mistério? Uma parede cheia de ervas aromáticas, mesmo a li à mão de semear... 

Boa quarta-feira,

Ela