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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

a cidade mais isolada do planeta fica a 2.400 km do sítio mais próximo e tem um nome português

Não tem aeroporto, não tem wifi e a única forma de aceder à Internet é através de um daqueles modems que fazem barulhos quando estão a tentar fazer a ligação. Não, não voltámos à Ilha do Corvo nos anos 80. Estamos a falar da Ilha de Tristão da Cunha, o ponto habitado mais remoto do planeta. E em pleno século XXI.

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A ilha foi descoberta, em 1506 pelo navegador português Tristão da Cunha, perdida exactamente no centro do Atlântico Sul, sem mais nada à volta senão mais de 2 mil km de mar. Durante 300 anos, a ilha continuou deserta. O facto de ser um vulcão ainda activo não terá ajudado a convencer ninguém a mudar-se para lá. E esse pequeno detalhe que é ficar a 2.400 km de distância do ponto habitável mais próximo (que, ainda por cima, é outra ilha: Santa Helena) também não facilitou as coisas.

Só em 1818, depois da prisão de Napoleão Bonaparte em Santa Helena, é que os britânicos anexaram a ilha deserta, para impediram que os franceses montassem ali uma base para uma operação de resgate do imperador. A medida levou à fundação da cidade de Edimburgo dos Sete Mares, uma pequena vila actualmente com 259 habitantes descendentes dos primeiros habitantes, de alguns náufragos e de mulheres que imigraram de Santa Helena. 

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Hoje, Tristão da Cunha continua a ser uma pequena ilha perdida no meio do Oceano Atlântico. Para lá chegar, precisa de apanhar um avião até à Cidade do Cabo, na África do Sul, e procurar um barco de pesca que o leve até Tristão da Cunha, a 2.800 km de distância. A viagem demora seis dias pelo Atlântico e o site Matador Network avisa que é melhor começar a prepará-la com uma antecedência de cerca de um ano.

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Antes de tudo isto, precisa de contactar o conselho que governa a ilha para pedir uma autorização de entrada em Tristão da Cunha. Aviso prévio: não há hotéis nem hostels lá. A solução apresentada pelo site Lonely Planet é ficar em casas de habitantes locais, com preços que podem variar entre os €28 e os €55.

O Lonely Planet garante, no entanto, que este é um dos destinos do mundo onde vai encontrar gente mais hospitaleira. Só conseguirá ver dois canais de televisão e a população costuma reunir-se no único bar que existe na ilha, o Albatross, ou em bailes semanais de adolescentes. Se precisar de comprar alguma coisa, também tem uma loja na ilha. Uma. E nada mais.

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Ah, e falta falar do vulcão, o tal que originou uma montanha com mais de dois mil metros de altura no centro da ilha. Exactamente, eu disse que ele ainda estava activo. E isso significa que pode entrar em erupção a qualquer momento. Foi o que aconteceu em 1961, obrigando à evacuação de todos os habitantes durante dois anos.

É claro que a minha querida Mulher Mistério já colocou Tristão da Cunha na sua lista de viagens que tem de fazer pelo menos uma vez na vida. E defende-se alegando que o Lonely Planet garante que é uma aventura única. O que é que eu hei-de fazer a um argumento destes? 

 

Uma óptima viagem para si onde quer que a ilha esteja,

Ele

 

fotos: world viewers stop

 

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