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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o hotel mais isolado do mundo fica na europa e é perfeito para ver a aurora boreal

É o destino ideal para pessoas que não gostam de pessoas. Este hotel fica numa ilha perdida no Mar da Noruega, para lá do Círculo Polar Ártico, e tem um nome tão difícil de pronunciar como de alcançar. Para chegar ao Fordypningsrommet (eu avisei que não era fácil...), vai precisar de apanhar um avião até Oslo, depois outro voo doméstico até Bodø, uma cidade na costa do país, antes de se meter num ferry que demorará cerca de uma hora até ao arquipélago de Fleinvær.

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Se o difícil fosse apenas esta travessia, não haveria problema. A questão é que o Fordypningsrommet (confesso que tive de fazer copy/paste) fica numa ilha sem lojas, sem casas, sem carros, sem ruas ou sem qualquer vestígio de vida humana. 

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Escusado será dizer que nem lhe passe pela cabeça chegar ao hotel sem levar comida, porque aqui não há serviço de quartos. A revista Condé Nast Traveler aconselha-o vivamente a preparar um carregamento de vodka e roupas quentes porque as temperaturas raramente ultrapassam os zero graus.

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O hotel está dividido em quatro cabanas com camas individuais e mais cinco com espaços de apoio: uma cozinha, uma casa-de-banho e uma sauna. Se precisar de alguma emergência, há um funcionário do hotel que promete manter-se na sombra, mas que está lá para o ajudar.

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O hotel foi construído pelo músico e compositor Håvard Lund como um retiro para artistas poderem criar em paz e sossego. As cabanas estão equipadas com aparelhagem e um piano, mas o mais importante é a enorme janela, com vista para o mar e para a aurora boreal, à frente da qual se pode sentar (com um copo de vodka na mão, claro!) a ler, a criar ou simplesmente a não fazer nada.

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Eu confesso que até era capaz de me instalar no Fordypningsrommet (novo copy/paste), mas alugando todas as cabanas, com um grupo de amigos. Custa 3 mil euros por semana e sempre é melhor do que essa ideia de ficar sentado sozinho, em silêncio, a ver a aurora boreal.

 

Umas óptimas férias para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: pasi aalto; fordypningsrommet