o sumo que não chegou a ser (ou o serviço do farol design)

    Estava um dia lindo. Sol, calor, zero de vento: o tempo perfeito para ir até Cascais e aproveitar uma esplanada em cima do mar.

    Resolvemos experimentar beber um sumo num dos sítios da moda: o Farol Design Hotel. Entrámos, passámos por uns empregados muito simpáticos na recepção e chegámos à esplanada. Olhámos à volta e, na ausência de empregados nas redondezas, dirigimo-nos para a primeira mesa que encontrámos: quatro cadeirões de plástico um pouco duro mas agradável, com uma vista deslumbrante para o mar. Sentámo-nos e…

    …tempo de espera para o primeiro contacto: 22 segundos.

    – Os senhores estão hospedados aqui no hotel?, perguntou uma senhora vestida de branco com um cabelo louro-água oxigenada.

    – [Boa tarde para si também] Não. Viemos para beber um café.

    – Então, não se podem sentar aí.

    – Mas não está nada a indicar que não é permitido.

    – Mas essa zona é reservada a hóspedes.

    – Então, podemos sentar-nos naquelas mesas ali em cima?

    – Ali podem.

    Levantámo-nos e dirigimo-nos obedientemente para as mesas que estavam à sombra. Pegámos nas cadeiras sozinhos, sem qualquer ajuda da empregada do “Os senhores não se podem sentar aí” nem do seu colega com um ar um pouco mais simpático, e chegámo-las para o sol. Sentámo-nos e…

    …tempo de espera para fazermos o nosso pedido: 21 minutos.

    Nessa altura, depois de termos visto a empregada louríssima passear-se ao sol, cumprimentar um casal de amigos com dois beijos e ignorar-nos sem nos dirigir um único olhar, percebemos que o sol se começava a pôr no horizonte. Levantámo-nos e voltámos resignadamente para casa. A Família Mistério perdeu um sumo natural, o Farol Design perdeu uma família de clientes. 

    O bom 

    A vista

    O mau 

    O serviço

    O péssimo 

    O serviço

     

    Uma boa tarde para a senhora hiper-loura, onde quer que ela esteja,

    Ele

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