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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

como fazer uma deliciosa carne marinada com molho de soja e coentros

É de perder cabeça, não é? Há quem fique encantado ao ver um anel de diamantes numa montra, eu fico de queixo caído quando olho para uma imagem destas. De queixo caído e de garfo erguido.

Esta divinal carne de vaca no forno deixa-me a contar os segundos que faltam para o jantar. Não consigo controlar-me, é mais forte do que eu.

A facílima receita é do fantástico blog Damn Delicious e só leva um naco de fraldinha de boi ou vaca (se não encontrar este corte em Portugal, pode substituir por aba), azeite, coentros picados, molho de soja, sumo de laranja natural, sumo de limão natural, alho picado, pimento jalapeño picado sem sementes e cominhos em pó. Para saber as quantidades certas de cada ingrediente, consulte a receita original aqui.

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a melhor surpresa dos últimos tempos: a fantástica e criativa comida do boi-cavalo em lisboa (sim, é nome de restaurante)

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É preciso ter muito pouco amor ao negócio para chamar Boi-Cavalo a um restaurante. E é preciso ter ainda menos amor ao carro para ir a guiar até Alfama. Tirando estes dois pequenos detalhes, ide em paz e que a fome vos acompanhe.

Este é um dos restaurantes mais criativos e irreverentes a que eu fui nos últimos tempos. Aqui toda a comida tem um toque diferente, original, imprevisível. E é isso que mais me fascina quando desloco os meus seis torneados abdominais para jantar fora. O resto – o ambiente, o barulho, o conforto – é secundário quando chegamos a um sítio onde a comida nos deixa de boca aberta (não de fome, mas de espanto!).

 

naco do lombo de vitela maronesa com ovos de codorniz e farofa de bacon

Quarta-feira para mim é o dia da nostalgia. Quando nos recostamos na cadeira do escritório e pensamos na vida. Quando olhamos para trás e ponderamos o que já conseguimos conquistar e o que ainda nos falta alcançar. Hoje tive um dia assim e cheguei a uma conclusão profunda que gostaria de partilhar nostalgicamente convosco: falta-me alcançar um lombo de vitela maronesa. É uma vitela de uma raça especial, tratada de uma forma especial e sujeita a cuidados especiais. Ao pensar na maronesa, pensei comovido no restaurante O Talho (sobre o qual já escrevemos), nas carnes tenrinhas, nas conversas profundas que poderíamos ter à mesa (eu e o lombo) e, quando senti a primeira lágrima a escorrer-me pela bochecha rechonchuda abaixo, já estava à porta do número 1B da rua Carlos Testa em Lisboa (que raio de nome para uma rua!). Não para jantar. Mas para ir às compras. Entrei discretamente. Vi o chef pelo canto do meu olho azul. E, qual pedinte, implorei por dois pequenos nacos. Entregaram-me a carne, eu entreguei quase 30 euros. É caro? É. Vale a pena? Um dia não são dias. E 700 gramas de carne bem aproveitadinhos dão para três refeições: duas para mim e uma para Ela.

Passada a fase mais dífícil - a da carteira - chega o que é simples - a preparação. E com um naco de lombo de vitela maronesa não é preciso inventar. Comece por passar o naco por uma frigideira bem quente com um fio de óleo para selar a carne de todos os lados. É importante fazer isto com óleo e não com azeite porque o azeite queima a uma temperatura mais baixa do que o óleo. Com a carne dourada de todos os lados e sem lhe espetar qualquer garfo, vai conseguir reter os líquidos e os sabores durante o processo de cozedura no forno. Tempera então o naco com sal e alho picado e coloca-o no forno a 150 graus durante 15 minutos. Enquanto isso, prepara o acompanhamento. Quer sugestões? Estamos cá para isso. Antes de sair do Talho compra uma pequena embalagem de farofa com bacon (1,80 euros). E esta não é uma farofa qualquer. É leve como flocos de neve e estaladiça como Peta Zetas. Quando chega a casa, estrela doze ovos de codorniz (atenção: têm de ficar mal passados mas com a clara branca para não parecer "aquilo que não posso dizer"). Tendo tudo isto pronto, corta a carne em fatias bem fininhas. Tira os ovos, serve-os com a farofa e voilà: acabou-se a nostalgia. 

 

  

- 2 nacos de lombo de vitela maronesa

- 12 ovos de codorniz

- Farofa com bacon

- Óleo

- Alho

- Sal

 

 

Viva a vitela maronesa, onde quer que ela esteja,

Ele