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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

como limpar rapidamente o fundo queimado de uma panela (e sem riscar tudo)

Cada vez que vejo a minha querida Mulher Mistério de esfregão de palha de aço em punho, tremo de pânico como se estivesse a entrar na cena do duche do Psycho. Não é que Ela me vá esfaquear – pelo menos, por enquanto... – mas é que já descobri há uns anos que estou casado com uma verdadeira assassina de panelas.

A coisa que lhe dá mais prazer é atirar-se a um tacho ou uma frigideira, de esfregão palha de aço em punho, e riscar todo aquele fundo bonitinho até não restar um único centímetro quadrado em condições mínimas de sobrevivência. Faz isto com tudo – até com frigideiras anti-aderentes. Ela é uma verdadeira panelocida em série! Não há panela que sobreviva nesta casa à fúria da minha querida Mulher Mistério.

E é por isso que esta fantástica dica do site Apartment Therapy pode ser a salvação para todos os meus problemas.

Afinal, não é preciso desfazer o fundo de uma panela cada vez que uns restos de comida ficam agarrados. O site fez mesmo o teste com uma panela totalmente estorricada e gravou tudo em vídeo

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torradas de broa de milho com molho pesto e lascas de bacalhau cozido ao vapor

Gosto de bacalhau branco como a bata do senhor da Olá. Gosto de postas altas que se separam em lascas apetecíveis. Gosto do peixe suculento e macio. Odeio bacalhau amarelado, que se enfia entre os dentes ou que custa a mastigar. É por isso que só me comecei a apaixonar por bacalhau quando, já adulto, comprei uma peixeira. 

Calma, não fui ao mercado da Ribeira comprar uma senhora com pouco menos de 80 anos e muito mais de 80 quilos. Não. Fui ao El Corte Inglés comprar uma panela que infelizmente os franceses resolveram baptizar com esse nome tão charmoso. Estou a falar de uma panela comprida, em aço inoxidável que mais parece um MacBook com um polimento por cima. A grande vantagem é que, além de imponente, esta panela permite cozinhar o peixe - e especialmente o bacalhau - ao vapor. E isso significa que acabou-se a acumulação sucessiva de bolas de fios de bacalhau na boca.

Feita a introdução, vamos à matéria-prima. Eu sei que o bom bacalhau tem de ser comprado salgado e demolhado pacientemente em casa. Mas também sei que, no dia em que tiver a inteligente ideia de entrar com um bacalhau por uma porta, sairei com uma mala por outra. Aliás, eu próprio compreendo que é difícil viver numa casa que cheira à esquina da rua do Arsenal. Por isso, entreguei-me nas mãos da Riberalves e nos braços da Norge. Se há postas altas, já demolhadas e prontas para mergulharem para a peixeira (a panela), porque é que havemos de estar a inventar? E ontem não havia clima para inventar. Havia, isso sim, o resto de uma broa de milho pronta a ficar dura.

Peguei então na peixeira, cobri o fundo com duas cebolas roxas e cinco ramos de tomilho e coloquei, numa metade, uma courgette e um alho francês cortado às fatias. Na outra metade, pus as postas de bacalhau com a pele virada para cima (se preferir usar lombos, também fica óptimo). Deitei água a ferver até meio das postas e liguei o lume no mínimo, com a peixeira tapada (adoro este nome para uma panela!). Cerca de dez minutos depois, estava pronto. É importante ir vendo quando é que o bacalhau está cozido, porque é muito rápido e os tempos podem variar. Basta verificar como é que ele está junto à espinha. Mal estiver branco, está feito.

Enquanto tudo isto acontecia, coloquei a broa cortada em fatias fininhas a torrar no forno. No final, separei o bacalhau em lascas, pus o molho pesto nas torradas e as lascas por cima. Antes de servir, temperei os legumes com um bocadinho de azeite e sal fino, para não ficarem insossos. E o resultado é este:

Ingredientes para 4 pessoas

- 3 postas de bacalhau demolhado Riberalves (as portas mais altas que encontrar)

- 2 cebolas roxas

- 5 ramos de tomilho

- 1 courgette

- 1 alho francês

- 1/2 broa de milho

- Molho pesto

- Azeite

- Sal fino

 

Um abraço para as peixeiras, onde quer que elas estejam,

Ele

e o melhor presente de dia dos namorados para o marido mistério é…

Tachos, tachinhos e tachões. Panelas, panelinhas e panelões de todas as maneiras e feitios… e fiquemos por aqui. É por isso que eu gosto tanto dele. Será que Ele sonha com um Ipad, um Iphone, um Iqualquercoisa, um Porsche, um barco? Não. Ele sonha com tachos. Mas dos bons. Por isso, andei a poupar para lhe oferecer, não um tacho, mas O tacho! O nome “Le Creuset” diz-lhe alguma coisa? A mim não me dizia absolutamente nada até Ele começar a suspirar pelos cantos por um Le Creuset. Por isso, enfiei-me no El Corte Inglés, e lá se foi parte do meu já asfixiado ordenado para comprar um tacho! São de facto lindos e há para todos os gostos mas confesso que me custou… (qual é a diferença, Deus meu? Um tacho é sempre um tacho, e por aquele preço comprava quatro ou cinco peças de roupa na Zara). Enfim, ele merece. Fechei os olhos e estendi o cartão de crédito. Aqui ficam alguns exemplos destes Ferraris da cozinha. São bonitos, não são? (se bem que bonito, bonito, era um vestido Armanizito).

 

 

 

 

 

Feliz Dia dos Namorados!

Ela