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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

a melhor receita para aproveitar o arroz que sobrou da véspera leva molho de soja

E eis que, dois meses depois dessa verdadeira revolução gastronómica que foi o arroz de atum da Assunção Cristas, voltamos a falar de arroz. Não é ainda a receita do Rui Rio para o Programa da Cristina, mas é a melhor maneira de transformar os restos da véspera num prato de sonho.

A sugestão é do delicioso site The Kitchn e é mais fácil do que encontrar uma trotinete num passeio de Lisboa. Tudo o que precisa é do arroz cozido da véspera (quanto menos cozido, menos empapado), camarão descascado, ovos, cebolo picado (a parte branca separada da parte verde), alho picado, gengibre fresco ralado, ervilhas congeladas, molho de soja e óleo de sésamo. Para saber as quantidades certas de cada ingrediente, consulte a receita original aqui.

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o segredo para requentar o arroz da véspera da forma mais deliciosa

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Pois então aqui estamos nós com mais um inigualável exemplo de serviço público (RTP, o que é que tu andas a fazer?). Não, não vamos relançar o TV Rural nem o 70x7. Vamos muito mais além. Vamos esclarecer os senhores telespectadores (neste caso é mais blogoespectadores) no que concerne à melhor forma de reaquecer o arroz da véspera. 

Eu sei, está petrificado, não é? Calculei. Poucos casais deste país estão desta forma implantados dentro das cabeças dos senhores blogoespectadores para adivinharem qual é a maior dúvida de todas as famílias. Poucos casais conhecem as angústias e as necessidades de quem está aí desse lado. Poucos casais adivinham que o seu maior desejo é descobrir uma maneira decente e saborosa de requentar o arroz da véspera. Mas é por isso que nós estamos aqui: para transformar um prato requentado numa refeição deliciosa.

Estas dicas são do cada vez mais indispensável The Kitchn e são a melhor maneira de acabar com aquele arroz empapado da véspera. Aquele arroz que se grudou em intragáveis blocos brancos. Aquele arroz que ninguém consegue comer.

 

 

seis deliciosas sobremesas para fazer com os restos dos doces do halloween

Quatro crianças a viverem juntas durante a semana do Halloween é o mesmo que transformar a sua casa na sede dos chocolates Regina depois de ter comprado a fábrica das bombocas: cheira a açúcar em todos os centímetros quadrados de soalho. Eu comecei no sábado uma odisseia para tentar dizimar todas as provas de "Doçura ou Travessura" que encontro pela casa. Mas quanto mais gomas deito para o lixo mais chocolates encontro escondidos. É uma tarefa inglória.

Foi depois de muito reflectir que cheguei a uma conclusão: se não os posso vencer vou juntar-me a eles. E como rebuçados, gomas e outras substâncias com mais de 80% de açúcar não são propriamente o meu ideal de alimento, resolvi transformar tudo isso em sobremesas comestíveis por seres humanos com mais de 15 anos de vida.

Só precisei de uma pequena pesquisa pela Internet para encontrar algumas receitas maravilhosas que reciclam os restos da "Doçura ou Travessura" em bolos e doces deliciosos. Ora veja lá.

 

Cupcakes de Mousse de Chocolate com Snickers 

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Snickers esfarelados em cima de uma mousse de pepitas ou de pedaços de chocolate de leite já é tentador. Agora se colocar tudo isto por cima de um cupcake, chegámos ao céu. A receita e a foto são do blog Sally's Baking Addiction.

 

 

pasta bucatini com mexilhão, queijo boursin e manjericão

A salvação dos restos

 

- 400g de pasta bucatini Garofalo

- 200g de miolo de mexilhão congelado

- 1 cebola

- 1 alho francês anão

- Resto de Boursin

- Manjericão

- Azeite

 

Natal + passagem de ano + férias + jantares em casa = restos, muitos restos. E esse tem sido o drama dos últimos dias: o que fazer à comida que sobrou e que está mesmo ali, pronta a transformar-se numa enorme bola de bolor? Ontem abri o frigorífico e olhei para um magnífico queijo Boursin prestes a despedir-se do mundo dos vivos. Enjoado de aspirar queijos sofregamente para não os deixar estragar, resolvi pegar num resto de pasta bucatini (é uma espécie de spaghetti mais grosso e oco por dentro) e nuns mexilhões congelados que tinha comprado há umas semanas e fazer uma massa. O Boursin é um queijo francês cremoso, meio amanteigado, feito com ervas e especiarias, com um sabor intenso mas delicado, que fica lindamente com marisco. Peguei numa cebola picada finamente, num alho francês acabado de chegar da horta que me fornece os legumes frescos em casa e juntei-os com azeite até alourar. Depois deitei os mexilhões ainda meio congelados para libertarem um pouco de água, umas folhas de manjericão picado, o resto do Boursin e mexi até o queijo se derreter num creme parecido com natas. Quando tudo começou a ficar com bom aspecto, acrescentei a massa cozida al dente e envolvi. Não se esqueça de uma coisa: depois de cozer a massa, passe-a sempre por água para tirar a goma e não a deixar colada, com aquele aspecto de cabelo seboso. Detalhe: não falei de sal e de pimenta, porque você também tem de decidir alguma coisa num prato cozinhado por si.

  

 

E agora, com ano novo, despedida nova:

Em nome de toda a equipa que produziu, realizou e levou até si este blog, um grande abraço,

Ele